quinta-feira, 10 de abril de 2008

Vinyl Features

Além de título de um Lp do RiffRaff, Vinyl Features traz a memória deste que aqui escreve certas suscetibilidades encontradas nos anos 60, quando este formato de armazenamento de mídia estava em seu auge, tanto quantitaivo quanto qualitativo.
A ilustração desse post traz ao leitor a capa da versão brasileira do “Beggar´s Banquet”(Rolling Stones), com título traduzido em uma das primeiras capas duplas produzidas pela nossa indústria fonográfica ao sul do equador. Naquela época, era praxe cada subsidiária lançar o artista a sua maneira e com repertório escolhido fora do padrão original, já que não devia haver a exigência. Ou então, a matriz não cobrava muito este detalhe, desde que o lançamento fosse feito e revertesse em algum lucro de edição.
Acredito que a exigência de uniformização tenha sido feita após a unificação de contratos e catálogos. A pirataria dava seus primeiros sinais e o consumo desse bem de produção(disco) começou a virar “commodity” agregada ao artista agenciado, fosse por grupo ou empresário isolado.
Pelas minhas pesquisas, tenho como certa que a primeira exigência de uniformização tenha sido feita pelo Coronel Tom Parker em relação a Elvis Presley, seu contratado exclusivo. Eu achava que teria sido Frank Sinatra, até descobrir que só alguns lançamentos de “the voice” é que passaram por este processo, já que, em cada praça sempre havia um Roberto Quartim local, pronto a alterar o trabalho pelo seu gosto pessoal. Nessa época, produtor internacional de gravadora tinha personalidade em vez de ser apenas um contínuo de luxo, traduzindo label copies com erros gritantes( conheci um que acreditava piamente que “Young Turks”(Rod Stewart) significava “perus jovens” em vez de “jovens turcos”. Acredite se quiser!).
Voltando a falar do “Beggar´s Banquet”, acho que as melhores faixas da bolacha são “Parachute Woman”, “Jig Saw Puzzle”, “Street Fighting Man” e “ Stray Cat Blues”. A terceira tem tudo a ver com o acontecido em 1968- um ano decisivo para todos aqueles que acreditavam na revolução permanente e que não acreditavam em ninguém com mais de 30 anos. Eu era um deles.

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