segunda-feira, 31 de março de 2008

EXTRA É A NOVIDADE!



A TV GLOBO DIGITAL inicia suas transmissões em Belo Horizonte. O Canal escolhido é o UHF 33. Segundo a direção da central técnica da capital mineira, as transmissões começam no final de abril. Essa é a novidade!

Se fosse na época do Geraldão, eu garanto a vocês que ela seria a “TV CULTURA – emissora especial de lançamentos- canal UHF 32”. Ele iria encher o saco do finado Januário Carneiro até que esse mexesse os pauzinhos da pioneiria e do empreendorismo. Geraldão tinha um dos insights mais precisos que eu já vi em termos de tecnologia e ele sempre faria o resultado reverter em algo para a Radio Itatiaia e, em tabelinha, para Belo Horizonte.
Uma das previsões acertadas que ele fez para mim, numa de nossas alentadas conversas, foi que, com o barateamento da tecnologia, haveria o sucateamento da cultura( ex: Bunda music), que, em detrimento da sociedade, continuaria como previlégio da elite endinheirada. Já viram o custo de um CD de gravadora?
A resposta que elas tem pronta é que estão num mercado de concorrência e que não se utilizam mais da arma de consignação. Assim, a culpa fica para o livre mercado da concorrência, utilizado pelo empresariado como justificativa para todas as lesões que praticam. Pirataria por pirataria, a feita pelo crime organizado tem preço melhor. Durabilidade? Quem é o louco que vai exigir isso de um fornecedor que o repõe o danificado- as vezes,- pela metade do preço da novidade(média de R$4.).
A resposta que elas não querem dar é que, dentro de um padrão com uma margem de lucro razoável, um CD de novidade poderia sair por menos de R$20, fosse nacional, fosse importado. Elas( a totalidade daquilo que é chamado de mercado do disco) até hoje se sentem lesadas pelo mercado de tecnologia. Seus “homens de visão”( que eram tão brilhantes que- todos em volta – se sentiam obrigados a usar óculos escuros) ficaram cegos à lei do chip e ao barateamento do hardware na indústria digital.
Hoje em dia, eu tenho possibilidades de- nesta máquina que eu digito – fazer software de fornecimento de conteúdo tão bom quanto qualquer um estabelecido neste propósito. Há 20 anos atrás isso nunca seria possível para mim – um profissional da coisa. O custo me obrigaria ao trabalho escravo de frequência a plantões/horas bunda em redação.
Hoje, eu atualizo três sites, tenho uma banda de música eletrônica( O Laboratório de Sons Estranhos), esse blog e ainda encho o saco de muita gente- ou enviando/ recebendo o que eles acreditam ser “spam”, com correspondência não solicitada- regra válida para os dois lados do cabo de guerra- literalmente falando(he!he!he!). Há 20 anos atrás, para fazer isso eu iria dormir menos que quatro horas por dia. Hoje, eu tenho os fins de semana para fazer o que eu quiser.
Hoje só não é multimídia quem não quer. Graças a Deus, não são todos que pensam como a indústria cultural e os defensores da propriedade intelectual. Eles se esquecem que nada substitui o talento. E, não respeitando essa regra básica de quem pratica o negócio, lá vem o brasil descendo a ladeira cultural e toda uma ética de concorrência. Esta última( ética), abalada com a entrada no mercado de “ sociedades sem fins lucrativos”, na verdade pilantrópicas ( de pilantragem. Ex: ongs, igrejas, telemarketing, venda de cadastros, etc.). Que se proliferam como “worms”( vide software de proteção de direitos da sony-bmg).
Se não fosse o talento e a microinformática , quem acreditaria no talento do inventor da tecnologia p2p? E do.mp3, e do .jpeg?
A resposta que elas não qurem dar é que essas novidades seriam brecadas pelo cartel que explorou a multimídia e que hoje, pela propriedade intelectual, tenta socializar as mesmas barreiras impostas à elas( totalidade da industria do disco), para que atuassem, sem concorrência, na época da ditadura militar. Elas eram coniventes com o então processo político( ver matéria sobre o SCDP – censura federal – publicada ontem em O GLOBO). Elas abominam o corretamente político. Quanto ao politicamente correto, isso são outros quinhentos.
O que eles( industria cultural) tentam continuar a fazer é dar vozes a alguns escolhidos como vítimas de um faturamento lesivo em vez de democratizar verdadeiramente o acesso aos meios de expressão( vide a “política de escolha” para quem quer participar do BBB). Um exemplo disso está no filme “Domino – caçadora de recompensas” exibido ontem no telecine action(domingo)e que mostra o esquema de produção de um “reality show” rentável em audiência.
Comemoro o aniversário do golpe de 1964 com essa sucessão de “hojes” e “respostas”, que deve se perpetuar nos próximos 500 anos, com cada lado envolvido sempre tocando tapas e beijos e seu cast escolhido por pesquisas de opinião nacionais, feitas em São Paulo Capital. Aguardem!

domingo, 30 de março de 2008

Não Acredito!




Foi isso que eu pensei na hora em que assisti ao DVD do The Originals, gravado no Canecão em 2007, tendo como protagonistas um mix de Ed Wilson, Renato & Seus Bluecaps, Os Incríveis e “Os The Fevers!”.
Na primeira vez que meu irmão me mostrou a “curiosidade”, eu vi apenas a parte onde Os Originals aparecem cantando alguma coisa dos anos 60/70. Como recuerdo de Ypacaraí, até que a coisa não é lá muito estrambótica, com a galera toda afinadinha, Almir(Fevers) desfilando sucessos de época( faltou “Iô-Iô”), Renato cantando pérolas de seu repertório( faltou “Não te esquecerei” – versão para “California Dreamin”) e os clássicos dos incríveis.
Só na segunda é que eu descobri as participações sofríveis de Lobão, Chorão e um Titã bem fora da mitologia greco-romana. Tanto o Titã quanto o Chorão pareciam bacalhau na feijoada. Nada a ver e nada a cantar. Uma bosta. Já no caso de Lobão, descobri que o buraco da contestação vinha muito mais embaixo que eu imaginava.
Nunca pensei em ver Lobão quase beijar na boca um dos jabazeiros mais famosos da história do rádio carioca. Com o que ele pagava para tocar Fevers na rádio mundial, Pedrinho Nitroglicerina sustentava quatro famílias. Não acredito que Lobão não saiba da mancha no passado desse ex-diretor artístico de multinacional. E, devido a isso, começo a acreditar que toda aquela polêmica levantada por ele em relação a gravadoras e jabaculê foi apenas para se manter em evidência na multimídia. E agora, que se está com contrato com multinacional, que se tem todas as obras reeditadas, contestar? Nem pensar, né mesmo?
No meu modo de ver as coisas já bastava aquela história escrota de só sair da “Blitz” após a “IstoÉ” que o trazia como baterista do grupo chegar as bancas. Agora, começo a dar um pouco de razão à Monique Evans no seu talking cobras&lagartos book a respeito da figura.

SAUDADE NÃO TEM IDADE


Há 38 anos atrás o homem que inventou a linguagem da guitarra elétrica morria afogado no próprio vômito. Nessas 3,8 décadas que se passaram, apenas Mark Knopfler chegou aos seus pés em sonoridade. Apesar de eu ter colocado apenas o “Electric Ladyland” na minha lista de discos mais bem produzidos, a maioria dos discos do “Experience” original( foto, batida em maio de 69) reflete a possibilidade e a imprevisibilidade residentes naquilo que Jimi considerava sua música.
O resto da discografia- com exceção de “Cry Of Love”- é uma sucessão de registros desconexos e picaretagens, sendo a mais famosa a perpetrada pelo produtor Alan Douglas, que chegou ao cúmulo de retirar dos masters os acompanhantes originais(Noel Redding, Billy Cox, Mitch Mitchell e Buddy Miles) e colocar outros músicos, num jam difuso, com o sentido de “atualizar” o som e se descompromissar dos direitos conexos e de imagem.
Na minha visão musical, se Jimi estivesse vivo hoje, ele estaria formando alguma coisa- grupo ou parceria – com Prince. Nosso amigo de Mineappolis é o único nessas últimas décadas a apresentar algo tão revolucionário no cenário quanto a linguagem criada por Jimi Hendrix. Saudade não tem idade- já dizia o show musical da Rádio Mundial, que tinha "Fire" e "Crosstown Traffic" em seu playlist.

sexta-feira, 28 de março de 2008

TRIBUTO MERECIDO




“A Nova Dimensão do Samba”(foto) – Se, por acaso, alguém me consultasse no sentido de saber qual foi o melhor disco de bossa nova já gravado, o galardão vai para essa produção de Milton Miranda, com arranjos de Eumir Deodato e Lyrio Panicalli, apresentando Wilson Simonal, ainda em mono, numa capa em preto e branco.
Levando-se em conta as limitações do estúdio da ODEON na época- aquele de dois canais na av.Rio Branco 277- a sonoridade emitida pela bolacha ainda hoje arrepia. É fantástica a definição do instrumental, principalmente no solo de guitarra de “Lobo Bobo”, bem ao estilo Barney Kessel. E o brilho dos vocais de Simona tem seu apogeu na magistral interpretação de “Rapaz de Bem”- definitiva e bem melhor que a original de Johnny Alf.
O meu ( MOFB3396) está perfeitinho e sem nenhum arranhão. Desse eu não me desfaço nem por decreto. E é mais um para a minha lista dsos mais bem produzidos que, aos pouquinhos, vai engrossando, he!he!he!

BYE BYE CD






Estará o Compact Disc chegando aos seus estertores? Se depender de Elvis Costello, a resposta é sim. Seu novo álbum, que leva o título MOMOFUKU( a ser lançado na rede no próximo dia 22 de abril), só vai ser distribuído em versões vinil e digital(MP3).
Paara quem não lembra, o CD foi lançado oficialmente pela antiga CBS em 1982, sendo Billy Joel o artista contemplado. Aqui no patropi, os artistas contemplados foram Caetano e Gil, mas o primeiro lote a chegar nas lojas tinha qualidade bem aquém do esperado.
Em termos de durabilidade e vendas, o CD será a mídia de áudio que ficou menos tempo na preferência do comprador(26 anos). O vinil, por sua vez, reinou 50 anos absoluto e, pelo visto, vai continuar de cabeça erguida por algum tempo.
A capinha do dia fica para “DENGUE FEVER”, que também é o nome do grupo punk americano-cambojano, que ataca na mídia desde 2005. Maiores informações sobre o som dessa galera poderão ser obtidas em (
http://www.naildistribution.com/).
Não seria esse título um ótimo presente de aniversário para o Prefeito Cesar Maia?

quinta-feira, 27 de março de 2008

O TERCEIRO HOMEM



Edmundo Oliveira Leite Junior – Esse é o nome de meu terceiro leitor, que, pela identificação do emeio, trabalha no jornalismo cultural paulistano(desde já obrigado pela leitura).
O intimorato batucante de teclados nomeado acima está escrevendo uma Biografia da única lenda do BRock, cuja única má nota foi achar uma comparação entre Gonzagão e Elvis Presley. Desconsidero qualquer outra cognominação desse tipo(lenda de alguma coisa) a qualquer outro artista tupiniquim. Raul foi o único Rocker brasileiro. Roqueiro que, consciente ou inconsciente – se autopromoveu sempre pelo lado negativo, cáustico e irreverente daquilo que cantava. Todos os outros, incluindo Rita Lee, foram britânicos e bonzinhos. Partiram de Beatles e foram até o Yes, passando pela boiolice de David Bowie. Só isso.

Raul viveu aqui um melodrama com pitadas de Jerry Lee Lewis, Orlando Silva, James Brown e Gene Vincent, repleto de baixos e altos, se comportando num figurino estilo estranho numa terra estranha. Só faltou em sua existência um acidente modelito Buddy Holly.
Se existiram artistas únicos no cenário da música brasileira, Raul, Tim e TomZé são, em minha opinião, a essência dessa criatividade. Tim – o superbad da Rua do Matoso e Raul – O cowboy fora da lei, nascido no país errado. O terceiro é inclassificável.
E são pessoas como o Edmundo que enriquecem a referência e a pesquisa na Cultura Brasileira que a maioria despreza. Vivemos num país onde a bunda da mulher melancia é préquisito e a predação palavra de ordem. Assim, uma manifestação como a do Edmundo tem que ser saudada, pois são elas que ainda dão forças no sentido de pensar que o futuro do país ainda não chegou ao fogo morto. José Lins do Rego manda lembranças.

quarta-feira, 26 de março de 2008

AMERICAN IDOL X BEATLES



Eu assisti ao segundo tempo do AMERICAN IDOL, onde os selecionados foram obrigados a cantar músicas do fabfour e confesso que não fiquei muito bem impressionado. Primeiro, porque cantar Beatles sempre leva o intérprete a uma comparação com o original. E, quando ela é feita, os Beatles sempre ganham.
Esse é o mal de peças e obras que se tornam referência. Ex? Comparar a versão gravada por Ney Matogrosso de “Johnny B Goode” com o original de Chuck Berry. Ou a versão de “96 tears” do Stranglers com a versão original do Question Mark(?) & The Mysterians. Realmente fica impossível se gostar de uma cópia ou mesmo de um novo arranjo para qualquer peça que tenha nos impressionado e que, ao lembrarmos, junto na memória venham colados bons momentos.
Ao meu ver, a versão mais lamentável foi a do Chikezie com “I´ve just seen a face”. A gaitinha era totalmente dispensável. E o pior de tudo é que esse tipo de procedimento vai se repetir ad infinitum nesse segmento de programa televisivo. Muito difícil.

DEFINITIVO!



Se até o 1984 eu achava o Van Halen meio comercial/meio farofa, foi naquele divisor de águas que eu comecei a achar o grupo um dos expoentes daquele hard rock mais pop que tanto ele como o UFO e o Scorpions faziam. Os vocais de David Lee eram satisfatórios, da mesma forma que a mirabolante guitarra do hoje canceroso holandes.
Com a saída de David Lee e o corte de relações internas entre Richard Anthony e Eddie, o grupo passou por uma fase musical difícil, conseguiu se recompor com a entrada de Sammy Hagar e, atualmente, está em compasso de espera, já que a tour desse início de 2008 foi cancelada.
A versão Eddie de “You Really Got me”, “Jump” e o solo em Thriller por si só já são um passaporte para Eddie Van Halen entrar de salto 15 no Panteão do Rock. 1984 é mais um daqueles elepês que você deve ouvir antes de morrer e também figura na minha lista dos mais bem produzidos no século XX . Definitivo!

terça-feira, 25 de março de 2008

Minha lista dos mais bem produzidos



Como eu já havia dito, estou me entregando ao hercúleo trabalho de digitalizar minha coleção de vinil. São mais de mil elepês e vou digitalizar o que eu gosto, isso é, faixas escolhidas de cada um. É para isso que o mp3 me serve na medida, pois, dentro da minha vivência de “velho homem do disco”(essa é ótima, não?), vou montar trabalho e respectivo artista dentro da minha lógica distorcida, cagando e andando para a lógica que a indústria fonográfica obrigou seus contratados a seguir.
Nota: para quem quiser partir para essa função, eu recomendo o SoundForge 7.0 ou posterior, placa ASUS, 2 giga de RAM e um HD de, no mínimo, 80 giga.
Voltando a vaca fria, estou revirando tudo de alto a baixo e estou reouvindo preciosidades há muito na estante. Assim , resolvi fazer a minha lista dos trabalhos mais bem produzidos do século XX, que segue abaixo.
BEATLES – “BEATLES FOR SALE” E “BEATLEMANIA”(BRASILEIRO).
ALLMAN BROTHERS – O primeiro e o “Live at Fillmore”
ALICE COOPER – “Schools Out”
ERIC CLAPTON – Just One Night( duplo ao vivo)
PETER FRAMPTON – Frampton Comes Alive
BLIND FAITH – O primeiro
PAUL BUTTERFIELD BLUES BAND – Born in Chicago
CHUCK BERRY & THE STEVE MILLER BAND – Live
CREAM – Goodbye
DEEP PURPLE – Machine Head
ROLLING STONES – Out of our Heads e Gimme Shelter
KINKS – Kontroversy e Live at Kelvin Hall
JEFF BECK GROUP – Ola
TRAFFIC – Dear Mr. Fantasy( versao norte-americana)
JAMES BROWN – Cold Sweat
MADE IN BRAZIL – Jack o estripador
OTIS REDDING – Live in Europe
LULU SANTOS – O Ritmo do Momento
MILTON NASCIMENTO – Encontros & Despedidas
BOB DYLAN – Nashville Skyline
PINK FLOYD – The Wall
THE WHO – Sell Out, Tommy, Quadrophenia, Who Came First
JIMI HENDRIX – Electric Ladyland
BLUES MAGOOS – We aint got nothing yet
SHADOWS OF KNIGHTS - Shadows
HUMBLE PIE – Rockin at Fillmore
RORY GALLAGHER – Walkin on Hot Coals
SIMON & GARFUNKEL – Bookends
SANTANA – Abraxas
EARTH WIND & FIRE – After the Love Has Gone
RAY PARKER JR & RAYDIO – Cant keep from Crying

Na medida que eu for digitalizando mais coisas, pode ser que a lista seja alterada ou hajam novas inclusões. Como já diria o motorneiro, tudo é passageiro, menos o motorista e o trocador.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Beatlemania sofre três grandes perdas.



Três indivíduos que participaram ativamente da Beatlemania estão fora do paradão. Em ordem de saída, temos o Maharishi, Neil Aspinall( foto) e Hurricane Smith.
O Maharishi foi aquele guru fajuto inventor da meditação transcedental e que conseguiu mexer com a cabeça de todos os Beatles e Beach Boys, até o dia em que eles notaram( George, principalmente) que o que o guru mais gostava era dar amasso nas respectivas consortes. Foi aí que Ringo, seguido de Paul, resolveu mandar o Maharishi à merda e voltar para a swingin London, bem melhor que a Calcutá miserável, onde todos estavam se sentindo como baleias fora d´água. O Maharishi morreu no mês passado.
Neil Aspinall fez de tudo um pouco para os Beatles em início de carreira. Foi chofer de van, carregou aparelhagem e um dos poucos a conviver com todos eles durante 40, eu disse 40 anos. Neil chegou inclusive a tocar a guitarra de um George faltoso numa gravação. George estava de cama e a galera precisava de alguém para tocar um demo dirigido à DECCA RECORDS. Neil estava lá e o substituiu. Os gozadores dizem que foi devido a isso que os Beatles foram parar na EMI. Neil morreu na semana passada, de cancer no pulmão.
Norman “Hurricane” Smith foi o operador de gravação de “Love me do”(1962). Hurricane trabalhava na EMI desde 1959 e era o operador preferido de George Martin. Foi durante essa gravação histórica que John o apelidou de “Normal Norman”. Depois desse trabalho, Norman foi operador de estúdio do Pink Floyd até que, em 1971, gravou um compacto- “Dont Let It Die”- que chegou ao top 10 norte-americano. Norman também morreu na semana passada, de causas não reveladas.
Dos três falecidos, apenas sobre Neil Aspinall os beatles remanescentes teceram comentários saudosos. O resto recebeu apenas uma parcela da farofa do desprezo que parentes e sobreviventes dos fabfour ainda lhes devotam.

domingo, 23 de março de 2008

B 52´s RIDES AGAIN!



Quem diria, heim? Fred Schneider e Mr Strickland estão de volta, acompanhados das duas perucas mais badalativas do Rock desde que Serguei mentiu sobre seu envolvimento com Janis Joplin!
16 anos não são dezesseis dias e o B-52´s volta a atacar no mesmo estilo que o consagrou com Love Shack e Private Idaho. Segundo o release da EMI, transcrito ipsis literis no Globo.com, o disco é energético. Isso veremos, pois ninguém consegue tal façanha depois dos 50. Mick Jagger está aí como prova irrefutável. Ozzie Osbourne também.
Eu, que estou digitalizando minha discoteca, estava regravando love shack um dia desses e , realmente, me deu uma nostalgia básica da babaquice que o B52´s significou na minha cultura musical. Eu sempre gostei do total descompromisso do grupo. Muito ridículo, né mesmo?

sexta-feira, 21 de março de 2008

Mosca Azul ataca mais uma vez




O Vírus Carlaperezcocus atacou a mulher melancia. Segundo a própria, seu sonho é virar uma nova Priscila Nocetti e sair por aí cantando funk-melody(?). Além do mais, a big fruta declarou que tá cansada de balançar o pelvis para ganhar apenas 150 pratas de cachê por baile.
Como o trem da alegria promete sempre e não garante nada nunca, vamos ter que aturar uma big exposição dos 121cm( ou 118?) do quadril da garotona, seguida de alguma faixa de pop comercial o mais rasteiro possível, produzida por algum “gênio do disco” que, em pagamento, lógicamente vai estar machucando aquelas carnes. Esse foi o caminho de Gretchen, foi o de Carla Perez e , infelizmente, não há muita dúvida de que será o dessa bonitinha do momento.
No caso da Priscilla, essa, além de ter presença e algum carisma, tem também um Romulo Costa por trás e seus vários pontos-de-venda( leia-se Furacao 2000). Já a mulher melancia, até o momento, só tem mesmo os 121cm(ou 118?).

quinta-feira, 20 de março de 2008

Resenhando o dia a dia




Saí por aí lendo e descobri coisas mportantíssimas no mundo musical, ao menos para mim. A primeira delas foi a morte do Miguel Cidras, arranjador de quase toda a obra do Raul Seixas. Morreu quando fazia um exame rotineiro numa clínica paulista. Em minha opinião, seu melhor trabalho com o bahiano foi “Gita”(1974). Conheci o uruguaio na gravação de “Krig ah Bandolo” e minha primeira impressão a respeito dele não foi lá das melhores. Depois, vi que o homem era fera e comecei a respeitá-lo.
Sabiam que o resto dos Doors vem ao Brasil numa tour onde o resto da banda comemora 40 anos? Pois é: já tem um show armado em São Paulo. Quanto a uma passagem aqui pelo RJ, ela deve acontecer, né? Pois não é para isso que existem essas tours caça- níqueis?
E Mister Jagger admite que vai ter que prestar contas ao diabo qualquer dia desses. Isso prá mim serve de confirmação ao boato de um pacto que os glimmer twins( ele e Keith) fizeram para se livrar de Brian Jones- o verdadeiro dono dos stones. Depois de sua morte, dois guitarristas ocuparam seu posto: Mick Taylor e Ron Wood. Um terceiro nome quase adentrou ao gramado, mas Clapton recusou o convite e foi aí que lembraram de Mick, então guitarrista da banda de John Mayall.
Quanto ao complô dos Hell Angels para matá-lo em 69, Jagger diz qque isso não passa de uma grande mentira.
Para terminar, fica aqui registrada a volta do Queen, que grava um lp até o final do ano. Nos vocais, Paul Rodgers, ex-Free, ex- Bad Co. E ex-The Firm.

quarta-feira, 19 de março de 2008

BRock já foi coisa de mané!!



Na foto ao lado você vê Roberto Carlos agarrado a uma Phelpa Apache- uma das guitarras que nossa indústria instrumental fez para que nós, ingênuos iniciantes- acreditássemos que segurávamos em mãos um tremendo instrumento da mais alta tecnologia.
Fica difícil tentar explicar nos dias de hoje a dificuldade que era se ter, nos anos 60, uma aparelhagem que emitisse algo mais que ruídos. Tudo era uma merda- da guitarra ao amplificador, passando pelos cabos, teclados, instrumentos de percussão, etc e coisa e tal, além do que tudo custava os olhos da cara. Importar algo? Impossível, pois o custo tornava qualquer aquisição proibitiva. Com as taxas, chegava-se a pagar 175% a mais que o valor do instrumento. A Ordem dos músicos era um fantoche que não ajudava em nada ninguém, só cobrando anuidades e impedindo as pessoas de trabalhar. Rock Brasileiro já foi coisa de mané, sabiam? Pois era assim que todos se sentiam. Como ficar bem no filme? Impossível!

terça-feira, 18 de março de 2008

O Elvis que não morreu



Zé Bonitinho foi um Elvis que sobreviveu a quatro décadas de televisão em genero, número e grau. Criado por Jorge Loredo na cola do ídolo da chamada juventude transviada, a caricatura superou o caricaturado em vida e bom humor, já que the pelvis não passava de um amargurado em seus últimos dias de Graceland. Era apenas um mito com pés de barro.
Se partirmos para um corte epistemológico a respeito de fama e mito, seria melhor para muito artista sobrevivente nesse terceiro milênio se resguardar no mito em vez de ficar se expondo em opiniões, ditos e sábias falas, tudo a procura de um refletor. Isso também é válido para ex-presidentes da república, cineastas com um vazio na cabeça e sem camera na mão, jornalistas sem jornal, colunistas sem coluna e promoters sem promoção. Assim, Léo Jaime, Rita Lee, Beth Carvalho e Fernando Henrique Cardoso não passam de farinha do mesmo saco, com uma desmedida coragem para falar bobagem.
Estamos no auge do politicamente correto. Estamos revivendo o clima foucaltiano de vigiar e punir, mascarado por um liberalismo inexistente o qual serve apenas como justificativa para que figuras públicas e ditos vips exerçam o banal de seus atos e sejam glorificados como grandes figuras, apesar de não passarem de pequenas personalidades, sem a capacidade cultural para exercerem a função de auxiliares de escritório, na procura de um tempo que não perderam e cismam em jogar fora. É isso o que acontece hoje.

domingo, 16 de março de 2008

quem iPOD pode. Quem não iPOD se sacode



DEU NA MÌDIA: O cantor Thedy Correa, vocalista da banda Nenhum de Nós, divulgou recentemente um artigo em seu blog, falando sobre o download de MP3, citando como exemplo, a estratégia adotada pelo Radiohead:"O novo álbum do Radiohead ?In rainbows? foi baixado de graça por 62% das mais de 1 milhão de pessoas que pegaram o álbum no site da banda inglesa. Mesmo podendo pagar o quanto quisessem, mais de 600 mil pessoas não desembolsaram um centavo. Como é possível que alguém goste de uma banda e roube o trabalho dela sem a menor consideração?"


Carta ao Thedy


Apesar de sermos mais velhos que você, nenhum de nós teria a coragem de chamar de ladrão alguém que nos admira. Ladra é a gravadora que detém vocês sob contrato. Quem divulga o seu produto é o detentor da regra do negócio por um lado. E se não houvessem downloads? O artista existe porque o público, além de objeto interessante à regra do negócio, se interessa pelo trabalho do artista- outro lado da mesma regra do negócio!. Quem não se adequou a modernidade foi a indústria fonográfica. Continua analógica enquanto o mercado se digitaliza. Culpa de quem? De quem baixa MP3? Não seja ridículo.
Como estou completamente desatualizado a quem é de quem, faço a pergunta: o grupo está contratado por alguma gravadora? Se não está porque não partir para a autoprodução? Hoje, o universo do mercado não tem fronteira. Qualquer estúdio de fundo de quintal, dependendo da criatividade, pode render mais que o “Nas Nuvens”. E sem os intermediários que encarecem o produto final.
Se você ainda não entendeu, basta ler a entrevista do diretor de redação da WIRED ao “Estado de S. Paulo”. Um abraço.

A Primeira Perua do Planeta!



Sem sombra de dúvida, Lucille Ball( foto) encarnou a primeira grande perua da mídia mundial. Dava de dez na rainha elisabeth II e em Zsa Zsa Gabor- esta última- considerada a protótipo da libertina para uns, chantagista para outros. Alguns mais ortodoxos gostariam de citar Ava Gardner, mas essa tinha estilo. Lucille Ball nunca teve. Ninguém usa impunemente um penteado como aquele(olhar de novo a foto).
Como centro gerador de fatos para a multimídia, a família Ball revelou outros dois subprodutos: Os Desi Arnaz pai e filho- companhias não muito recomendáveis, apesar da proximidade. A artista era ela. O resto da família tinha muita semelhança com a família Nóbrega( Manuel, Carlos Alberto da, Marcelo da), isso é, carona pouca, minha janela primeiro.
Além dos filmes classe B, Lucille estrelou a TV com o seriado I Love Lucy, de repercussão mundial, exibido em 78, eu disse 78 dublagens diferentes. Também gravou discos, programas de rádio e propaganda. Sua produtora, a DESILU, produziu a primeira e grande temporada de “Os Intocáveis”.
Hebe Camargo perto dela será sempre uma fichinha. Outra coisa: quem , da minha faixa de idade(55-60) disser que nunca ouviu falar do seriado, vai estar mentindo grosseiramente. Eu, graças a deus, não possuí lacuna cultural e não preciso desses expedientes. Sorry.

Como pegar uma onda maneira



Bote uma fender jaguar no pescôço(foto) e siga a letra dos miquinhos amestrados, dando cutbacks, hangfives e hangtens. Garanto que você vai ser o surfista mais conhecido da tua rua. Depois, comece a tocar guitarra às três da manhã, de preferência ela plugada num marshall de 100 watts, com o drive a toda e o volume nas nuvens. Os vizinhos, de cabelo em pé, vão chamar a PM. E aí, basta você enfrentá-los numa postura new wave de fazer Lulu Santos ficar envergonhado. Garanto que você vai se sentir um tremendo popstar.
Falando em popstar, Léo Jaime resolveu botar a boca no trombone, dizendo prá ser ouvido que o pessoal anda privilegiando atrações jurássicas como Dylan e Deep Purple e depois reclama que ele(Léo) e outros sobreviventes do Brock só sabem viver de flashback. Na minha modesta opinião, acho que TODOS esses jurássicos ao nosso alcance, nacionais e internacionais, querem mesmo é resgatar o tempo em que faturavam um trocado. Com raras exceções, quase todos os stars do passado vivem uma presente maré de sapo e predizem um futuro que nem a deus pertence. A onda maneira passou num passado remoto e longínquo. O direito a um refluxo tem custo altíssimo. Titãs e Capital Inicial que o digam.
Ou então, o exemplo a ser seguido significa mudar de posição dentro de um mesmo tabuleiro. Paula Abdul hoje é jurada do “American Idol”. Ozzy Osbourne fez da vida um “reality show”. Já imaginaram Léo Jaime emitindo opinião no “superpop” da Luciana Gimenez?

sexta-feira, 14 de março de 2008

Sing it again, Rod!!!



Para quem vem acompanhando a carreira de Rod Stewart desde o Jeff Beck Group, como é o meu caso em particular, a vinda da voz de lixa nº zero ao mesmo palco carioca, no qual Dylan cantou a semana passada, não vai significar muita coisa. Primeiro porque o escocês mudou o repertório e , em último, porque o preço está proibitivo. - 500 pratas? Nem para ir ao terreiro que conseguisse realizar a sessão espírita que reunisse John e George para uma jam session com Paul e Ringo.

Acredito que as(os) promotores(as) não tenham referencial na hora de especificar preço para uma atração da qual elas não conheçam o potencial de público e/ou simplesmente não conheçam nada a respeito- fato perfeitamente possivel de acontecer devido a ignorância que vem campeando na nossa industria cultural.

Como eu assisti Rod, por duas vezes, quando suas apresentações valiam a pena, pois, além de estar na parada, sua performance era admirável, descarto completamente minha presença no evento, pois, além de ser longe, da necessidade de um carro e otras cositas, com 500 pratas qualquer um passa um fim de semana razoável nessa cidade maravilhosa. Tenho dito.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Bunda Music volta ao Paradão




Mulher-Melancia(esq) e Mulher-Jaca(dir) são os dois artigos da lei do retôrno que trouxe a Bunda-Music de volta ao paradão. Esses artigos, revogadas as disposições em contrário, já se chamaram Carla Perez, Scheila Carvalho, & outras moniques, & outras Sangalo, & outras Cláudia Leite- sendo que essa última detesta ter a bunda como alvo de fotografias.
Como música, o que MC Créu e suas parceiras fazem está no mesmo nível rastaquera perpetrado pelo “É o Tcham” et caterva no cenário musical tupiniquim. Sem classificação e sem crítica, já que não pode existir nenhuma construtividade naquilo que for escrito ou emitido a respeito(aargh!!).
A invenção do rótulo “Bunda Music” pode ser creditada a dupla Vinicius Cantuária- Léo Gandelmann, dois dos que tiveram de ir embora para continuar carreira fonográfica, cada vez mais restrita àqueles que tenham algo sério para divulgar culturalmente. Essa é a dificuldade.

Jabor não falou abobrinha!



Quem ouviu Jabor falando de Bob Dylan só ouviu uma incorreção, cuja resposta certa é a seguinte: Brian Jones tirou o copiou o nome da banda de um clássico de Muddy Waters(“(I´m a)Rolling Stone”).
“Like a Rolling Stone”(música)- é bem posterior ao encontro de Jagger/Richards/ Jones. O compacto é de 64, quando os Rolling Stones já tinham lançado dois elepês na Inglaterra e um nos Estados Unidos.
Foi o Bernardo( um dos meus dois leitores) que me fez ouvir o AJ na rádio CBN. Na minha opinião, ele(Jabor) simplesmente passou à audiência o que a intelectualidade de neo-esquerda acredita que seu ícone musical seja. E Dylan é de tudo um pouco, incluindo portar vozes discordantes como “Everybody must get stoned”.
Ao meu ver, Dylan seguiu a risca a receita que a AMB( de AJ prá frente, só sigla ou monograma) traçou para ele na memorável biografia escrita para o “Rock- a História e a Glória”, uma coletânea/ meio fanzine/meio textos sobre música- editada pelo TS com artes gráficas de DS,ainda nos anos 70.

Nosso ídolo sempre criou lendas ao próprio respeito. Agora quer ser “hombre”( aqueler chapeuzinho não engana ninguém). E Jabor repetiu toda a coleção de lendas como se as tivesse escrito. Foi perfeito. Tão perfeito quanto Eduardo Suplicy cantando “Blowin in the Wind”.

segunda-feira, 10 de março de 2008

ESSA È PRÀ TOCAR NO RÀDIO!



Se existe algum momento histórico no qual o veículo rádio, em seus mais de 80 anos de existência, precisa ser valorizado, este é o momento. Há duas décadas que ele vêm sendo marginalizado. Alguns acreditam piamente que não há salvação fora da TV ou das mídias alternativas que estão surgindo. Mesmo assim, ele merece a atenção de todos.
Primeiro, a razão técnica: o espectro de todas as regiões metropolitanas do país está congestionado. Além da ocupação planejada pelos planos de distribuição de freqüências, o barateamento de hardware e equipamentos “domésticos” levou ao surgimento das chamadas “FMs Comunitárias” e Rádios Alternativas que, por falta de processamento de áudio ou equipamentos com especificações fora do padrão, emitem interferências e espúrios de toda ordem. E não será a digitalização que vai resolver essa confusão hoje estabelecida.

Apesar das críticas e comentários contra, é necessária também à criação de um conselho autoregulador para o conteúdo transmitido, nos mesmos moldes que o CONAR. Tanto o proselitismo, como o fundamentalismo e a banalidade não passariam por uma censura e sim por uma condenação crítica, respeitando-se a liberdade de expressão e de opinião. Se isto acontecesse, o mercado assumiria a problemática e a regularia num ponto de equilíbrio existente entre a oferta( quem fala e como fala e emite)e a demanda( quem escuta). Só assim seria restabelecido um tico que fosse da credibilidade que o Rádio já teve e não faz tanto tempo assim.
Aqui encerro minha transmissão, prometendo voltar a qualquer momento, em edição extraordinária.

domingo, 9 de março de 2008


Essa foto mudou a história do rock and roll. Elvis estava servindo o exército e iria passar uma temporada na alemanha. Ela era parte de uma estrategia do Cel. Tom Parker no sentido de alterar o rumo da carreira de seu afilhado em direção a um embate com o rei da pop song naquele então: Frank Sinatra.
Com Elvis fora do circuito rock e já entronizado em Holywood, seu repertório se ecletizou de uma forma capaz de dar inveja a Frank Zappa. Ia desde “O Sole Mio”( It´s now or never) até a “Viva Las Vegas”.
Nem Rod Stewart ( Que chega ao RJ em 15 dias) teve uma transversal tão gritante nos últimos dez anos.
Em 64, quando os Beatles invadiram a América, Elvis já estava em outra frequência. Tanto que ofereceu todas as dificuldades possíveis a um possível encontro pessoal com o Fab Four, que estava louco para conhecê-lo in live appearence.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Paul McCartneydisponibilizará o catálogo completo dos Beaatles na internet, em uma tentativa de obter dinheiro para financiar seu divórcio da ex-modelo Heather Mills. Informação é do Evening Standard.
A sentença do juiz sobre o divórcio é esperada para o próximo dia 17 e Heather pode receber entre 30 e 40 milhões de libras pelos quatro anos de casamento com o ex-beatle, com quem tem uma filha pequena.
O valor do catálogo, que contém álbuns célebres da história da música pop, como Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, Help! e Revolver, é calculado em cerca de 265 milhões de euros (R$ 684,4 milhões).

IDEIA BESTA






Eu tinha pensado em dar uma incrementada no blog fazendo um “best of 2007” no qual meus poucos leitores( bernardo e o cláudio- bem menos que o Agamenon) pudessem colocar em discussão quem é que eles tinham achado the best. Fiz até logomarca(ver ao lado).
Mas, depois que eu soube que a Ivete Sangalo foi a maior vendedora de CDs/DVDs no planeta, recuei minhas intenções para o bunker da autodefesa e risquei a idéia da pauta. Já imaginaram se, no MEU blog, alguém coloca o nome dessa bahiana numa lista de the best? Porra! Eu ia ficar Putaço com p maiúsculo. Acredito que essa mulher faça sucesso porque é irmã de Jesus. Deve dar o maior impacto entre os gospel addicts! Até a Kelly Osbourne dá de dez nela- naquela versão hard de “Papa Dont Preach”, principalmente. Para vcs terem uma idéia, deixei de comprar a “Rolling Stone” por ela ter sido capa. Quem tá naquela redação não entendeu o espírito da coisa(“Rolling Stone”).
O Brock também anda meio xué, cumas coisas tocando qui não dá para acreditar. Tá tocando porque se não tocar, vai ter mais bundamusic no lugar. Esse terceiro milênio tá difícil e quero que o the best se foda.

O ESQUISITÃO



Keith Richards será o novo garoto-propaganda da Louis Vuitton.A marca francesa está preparando uma nova campanha que pretende causar estranheza e porisso escolheu Richards, devido a ele ser uma pessoa esquisita. “Acho que quando as pessoas estiverem folheando uma revista, isto vai fazê-las parar”, comentou o diretor de comunicação da Luis Vuitton, Antoine Arnault.As propagandas com Richards começarão a circular em abril. “O bom de Keith é que ele é grande em qualquer lugar. Dialoga com pessoas de 20 anos que gostam de rock e de 65 que viram um show dos Rolling Stones quando tinham 20", completou Arnault.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Fila da desolação



Mr. Zimmermann começou seu show paulista com "desolation row". Quem encabeçou a fila de desolados por ele não cantar "Blowin in the Wind" foi o senador Eduardo Suplicy. Vai ver que alguém falou ao popstar da vocação maldita de Suplicy em cantar "Blowin" e declamar Mano Brown. Aí, Dylan pensou "nada como um dia depois do outro" e frustrou uma possível invasão de palco. Já imaginaram Supla Pai levando porrada de segurança? Qui Vexame, heim?

Aqui no RJ pode até ser que ele cante "Blowin". Até "Hurricane". Agora: dar R$100( preço mínimo) para ver o homem? Nem por decreto!
nota: a stratocaster da foto foi comprada em 1964, três dias depois de Dylan assistir aos Beatles no Holywood Bowl.

quarta-feira, 5 de março de 2008

O Poder da Mensagem

Foi o nome de um programa apresentado pelo Hélio Ribeiro, radialista megalomaníaco, mitômano e ,segundo ele próprio, onisciente. Sabia de tudo. Queria ser presidente da república. Seria uma versão paulista e bem anterior ao Anthony Matheus, amigo do Silveirinha desde garotinho. Só que Hélio Ribeiro tinha bem mais inimigos que amigos, coisa que no Matheus é bem equilibrada. Para quem discordar, é bom lembrar que 15 milhões de votos é coisa para caceta. Ou não?
Mas, voltando ao poder da mensagem, ele se manifestou para mim. Um compadre lá de dentro da alma, que me ligou hoje depois de muito tempo, falou uma coisa certa. Existem novidades que não estão se exibindo. E, as vezes, são bem melhores que as novidades que o marketing tenta transformar em necessidade e não consegue. Exemplo? João Kleber. Outro? Maria Rita. Mais um que vai acabar virando suco? Miguel Fallabella, ainda mais agora que virou cineasta. Meu compadre assinala que todos aqueles que rotulam os ingredientes que darão fim a multimídia nacional não vão para a rua catá-las ou ouví-las. Esperam sentados que novidadess batam na sua porta.
O jornalismo saiu a cata de novidades na época em que Brício de Abreu pontificava e descobriu uma bossa nova em termos de música. Quem leu Ary Vasconcellos confundir Bob Dylan com Donovan Leitch foi a luta e aprendeu inglês para ler o original. Quem queria ouvir Rock Nacional teve a “Maldita”(Fluminense FM) como porta-voz, numa mensagem que trouxe de volta o conflito nas letras de Renato Russo, jogando toda a contestação de Chico Buarque na lata de lixo mais próxima da estante onde estavam aqueles vinis que foram trocados num sebo por CDs de Bruno e Marrone.
A mensagem foi moda e hoje é acessório do fashion. Daniela Ciccarelli quer aparecer mais que o entrevistado, suplantando Jô Soares em estrelismo, enquanto o Ronaldo Fenômeno fode o outro joelho e agora é apenas um pai desejado por todas aquelas que querem ter um filho e deixá-lo bem amparado. Só que existe um problema, brothers!!!!!
O problema é que o poder da mensagem está corrompido, deturpado, banal e tentando criar dificuldades para vender facilidades. A propriedade intelectual e a visão neoliberal que ela engloba estão no centro desses debates. Até o affair Daniel Dantas esbarra neles.
Catar novidade é uma obrigação. Apesar de natação em releases ser o esporte mais praticado pelo dito jornalista cultural que atua nas redações da multimídia, está na hora de um backing to the roots generalizado. Os Stones fizeram isso e tão na estrada até hoje como um evento atual. Onde estão os Beatles? Quem é que acreditaria, há uns 20 anos, numa predição de uma mãe Diná qualquer, na qual ela afirmasse solenemente que Michael Jackson ia ser levado ao banco dos réus? Ainda mais por......pedofilia? Esses sensacionalismos que temperam o marketing e a notícia inverteram de posição na matriz geradora e a recíproca resultante não é verdadeira. É uma mentira. E os últimos a saber dessa péssima notícia serão justamente aqueles que se propõem a mexer com ela como fonte de dados.
Apesar do poder ainda inexplorado, a web poderia ser uma saída. Assim, não entendo o porque de ONGs e outras tribos contraculturais estarem retrocedendo ao panfleto e a outras mídias no sentido de se autodivulgarem. Isso também está na “OutrasPalavras” que eu reli, gostosamente, ontem a noite.Só para terminar: o lance sobre Jabá publicado por ela soa ainda mais infantil que na época do lançamento, além de completamente Leninista, ao estilo “O que Fazer”. Em 1917 funcionou. Hoje, não dá, né? Olha o terceiro milênio aí, gentiboa!

terça-feira, 4 de março de 2008

Novas regras para um velho negócio




Segundo Chris Anderson (foto), editor-chefe da Wired, existem dois negócios grátis no cenário pop que sempre vão render alghuma grana. Os modelos de que ele fala na revista são:
"Freemium"- Software, serviços e conteúdos que existem em duas versões: uma básica e grátis e outra mais avançada, que pode ser chamada de premium ou pro e exige pagamento.
Exemplo: Flickr

Custo marginal zero - São coisas que podem ser distribuídas para todo mundo praticamente sem custo. Os serviços de troca de arquivos dividem os custos de distribuição entre os usuários.
Exemplo: música digital, mesmo que as gravadoras não queiram


E ao que tudo indicam, os componentes da atual indústria fonográfica preferem matar as galinhas dos ovos de ouro em vez de deixá-las poedeiras para todos, dividindo os lucros abusivos que auferem.

Vão insistir nessa bobagem sem fim de processar trocadores de mp3 em seu troca-troca, que agora têm como defensores todos os centros de prática jurídica das maiores e mais respeitáveis universidades norte- americanas.

Vai ser a briga de David contra Golias num game imprevisível. Aguardem.

Como trilha sonora do game, Lou Reed em "Sweet Jane".

segunda-feira, 3 de março de 2008

eu quero bem mais!!!!!



O “mente aberta” dá “Época” da semana q passou deu espaço a muito material sobre o século xx, que teima em continuar nos perseguindo.Uma matéria inteligente mostra o óbvio- Dylan é a Fênix do poprock. Ele nunca teve influências marcantes: trafegou e dividiu palco com algumas delas. O Byrds deve ser o maior exemplo de filho querido .
E como quem não está ocupado em viver, está ocupado em morrer, a “Época” também trouxe Patti Boyd Harrison como a primeira das musas musicais do poprock. Marianne Faithfull, Dona Zica, Yoko Ono e Nina Hagen estão na lista.
No paradão, a constatação de que o Queen, Michael Jackson, Kid Abelha e Djavan continuam a vender. Nos DVDs, dois títulos dos BeeGees estão bem colocados, ao lado de um do Iron Maiden.
No Mercado editorial, Nelsinho Mota aparece como um dos mais vendidos, ao lado de Eric Clapton e Sun Tzu. Será que tem alguém que vai falar alguma novidade?

VOLTANDO À PARADA DE FRACASSOS



Internet X Indústria Fonográfica : Os sistemas de troca de arquivos estão causando um declínio nas vendas de CDs e DVDs de música, que nem o comércio crescente de canções digitais consegue compensar. Nesse panorama crítico, as empresas testam novos modelos de negócio. A partir de Abril, a gravadora Trama planeja lançar seu primeiro álbum virtual, gratuito para o ouvinte e sustentado por publicidade.

No ano passado, a empresa lançou o download remunerado em seu site TramaVirtual. Nesse modelo, os artistas que colocam suas músicas digitais no site recebem uma participação na publicidade, que varia conforme o total de músicas que foram baixadas. Segundo João Marcelo Bôscoli, ''''O álbum virtual é um arquivo que vem com dados, áudio e imagem'''', explica o músico e produtor, filho de Elis Regina e Ronaldo Bôscoli.

O álbum virtual será sustentado por anúncios e, por um tempo determinado, oferecido de graça na internet, sem limite de download.O álbum virtual pode ser visto como uma das iniciativas da indústria da música para escapar da crise criada pela internet. Os números oficiais de 2007 do mercado brasileiro do disco ainda não foram divulgados, mas o faturamento deve ter ficado em cerca de um terço do que era em 2000, apesar do crescimento de 185% no ano das compras de música digital via internet e celular.

No lugar de montar serviços próprios, as grandes gravadoras têm usado os portais de internet e as operadoras de telefonia como canais de venda de música digital. Na loja virtual da TIM, os clientes da operadora podem baixar músicas completas e pagar somente pelo tráfego de dados feito no download. O celular respondeu por 76% das vendas de música digital em 2007.O primeiro álbum virtual da Trama será a versão ao vivo de Danç-êh-sá, de Tom Zé.

domingo, 2 de março de 2008



Mick Jagger, líder e vocalista da banda inglesa Rolling Stones, foi alvo de uma tentativa de assassinato, de acordo com um documentário da BBC Radio 4, que irá ao ar amanhã. No programa, a indicação de que o Stone seria morto em 1969.
Os detalhes foram revelados à BBC por um ex-agente do FBI. A BBC está produzindo uma série de documentários sobre o órgão de investigação americano. Os agressores seriam os hellangels, que queriam matar Jagger depois do trágico show do festival de Altamont, na Califórnia. A banda de motociclistas fora pela segurança do evento.
Durante o festival, um jovem negro chamado Meredith Hunter, de 18 anos, foi assassinado a poucos metros de Jagger por um dos "anjos do inferno".
O ex-agente do FBI Mark Young declarou que integrantes da banda de motociclistas queriam se vingar de Mick Jagger enquanto ele estivesse passando férias de verão em sua casa de Hamptons, em Long Island. De um barco, eles iriam atirar contra Jagger enquanto ele estivesse na praia. No entanto, uma tempestade fez o barco em que eles estavam virar. Apesar do incidente, todos sobreviveram. De acordo com o documentário, Jagger nunca foi informado sobre a suposta tentativa de assassiná-lo.

sábado, 1 de março de 2008

A verdadeira Metamorfose Ambulante



Minha última postagem falou do purple. Essa vai falar de Mr. Bob Zimmerman, irmão mais velho de Zeca Zimmerman, aka Neves, aka Jagger, and aka Devassa Snow. Nosso rei do protesto se apresenta no próximo dia 8, numa arena na Barra da Tijuca. Nosso amigo é uma living legend. A apresentação é imperdível, igual a uma de Chuck Berry.

Na última que eu fui, ainda no século XX, nosso ídolo tocou tudo diferente. Quem tava a fim de ouvir disco se fudeu. Nesse ponto, Dylan é o Miles Davis do folk. Tudo sempre é diferente. É até possível ele interpretar "Lay Lady Lay" numa versão trash metal.

Da mesma forma que o purple, Dylan envelhece na idade. A virtuose continua a acender a chama e sempre você acha algo de aproveitável. Eu vou ver Dylan de qualquer maneira. Ainda mais agora, nessa fase Velho Oeste que ele atravessa.