terça-feira, 30 de junho de 2009

U2 na Estrada!

O grupo de rock irlandês U2 inicia agora(16h49 - hora de Brasília/20.00 - Hora de Barcelona) sua primeira turnê em três anos, apresentando-se para 90 mil fãs em Barcelona em cima de um dos maiores palcos já construídos para concertos.
Nos próximos quatro meses, a banda vai tocar para três milhões de fãs em 31 cidades da Europa e América, onde mais shows devem ser anunciados em 2010.
A U2 360 Tour vai cumprir o que promete com um palco redondo que será cercado pelos fãs dentro do estádio Nou Camp, do FC Barcelona. Esta será a excursão mais cara já feita pela banda, custando 100 milhões de dólares.
A Billboard estima que a U2 360 Tour pode ser uma das turnês de maior arrecadação da história, possivelmente superando a turnê Vertigo, que a banda fez em 2005-06 e que lhe rendeu 389 milhões de dólares.

Como uma Linda vira Perua

Se ela morar no mesmo prédio que você, basta uma discussão. De Danielle Winnitz para Barbie mal acabada é um passo a frente. Se ela for distante como a Danielle Winnitz(que é uma peruaça, né mesmo?), o tratamento que a mídia dispensa ajuda pra caraca.
Exemplos? “Caroline Dieckmann sai com o filho para comprar fraldas”, “ Danielle vai a praia com Noah”(Só perua é que batiza filho com esse nome), “Cher diz que compreende sua filha assumir lado masculino” e outras mumunhas desse tipo mostram que o fato gerador da notícia adora um holofote. E nessa, vai fazer de tudo para aparecer, inclusive pintar a bunda de vermelho e sair pela rua gritando “fogo!”. Dizem as más línguas que foi assim que a Luma de Oliveira arranjou aquele bombeiro, que deve estar adorando apagar os incêndios que presencia.
Na música, temos Latoya Jackson. Nunca cantou porra nenhuma( o primeiro e único Lp dela é igual ao CD da Paris Hilton) e sempre apareceu, usando para isso qualquer meio. Chegou até a falar que foi assediada pelo pai. Tal qual a companheira de plásticas Cher, redesenhou até a ponta da orelha. E como se isso não bastasse, colecionou escândalos em tablóides sensacionalistas de dar inveja a Zsa Zsa Gabor.
Quanto a Cher, essa tem mais horas em sala de cirurgia do que urubu voando, ficando famosa justamente por esses detalhes plásticos. Pouca gente se lembra como ela era bonitinha nos anos 60 e fazia dupla com Sonny Bono. Se separou do mais tarde deputado e entrou na faina de recortar é preciso. Teve uma época em que, de tanto corte, apresentou um umbigo hexagonal. Chegou até a roubar namoradinho da própria filha! Depois, tem que se curvar a filha jogar pro alto qualquer traço de feminilidade.Já a nossa Cher sabe cantar. Nossa Cher é Elza Soares, que, a cada plástica que faz, fica mais parecida com um maracujá. Está horrível, tadinha- Está uma perua black bem pior que a Ophrah Winfrey. Mas quando abre a boca, Elza se transfigura. Canta para cacete.
Outra que se transfigurou foi Elba Ramalho. Quando foi parar na “Ópera do Malandro”, a cara dela e a lua tinham a mesma paisagem, tamanha a buraqueira. Hoje, é só peeling e botox. Inclusive, na célebre festa de congraçamento do elenco da “Ópera” na casa do Chico Buarque, onde Jorge Benjor fumou um baseado e passou a noite inteira gritando “Som na Caixa!”, um conhecido me perguntou, “Será que ela teve varíola”? E eu respondi que o que sempre olhava nela eram as coxas....As coxas de Elba Ramalho eram então, no meu entender, semelhantes aos olhos de Bette Davis.
Uma nova transfiguração, quase igual a de Elba, é aguardada em nosso cenário musical. Ana Carolina vai fazer plástica para ficar com os lábios da Angelina Jolie. A última tentativa nesse sentido foi a de Glória Menezes, que ficou horrível por sinal.
E, para terminar, perua por perua, é bom lembrar a todos que Glória Maria volta a TV no ano que vem. Como de hoje ainda faltam seis meses para 2010, é sempre bom ir pensando que o Galvão Bueno podia casar com ela e os dois podiam pegar um AF 447 em direção a Paris. Se a sorte ajudasse e as tempestades no Atlântico também , quem sabe..........?

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Armadilha de Satanás!

Clicando no link abaixo, você vai assistir a um clip fantástico da cantora Lusófona Sofia. O nome? "Armadilha de Satanás!". Confira!
http://www.youtube.com/watch?v=gtprz7FqXNM

Todo dia é uma Segunda-Feira

Todo dia tem trabalho e eu me embaralho nos emeios que recebo. Adoro essa forma multimeios de comunicação que sempre chega, não se perde e mostra mesmo com quem você se corresponde. Desde que o público acorreu aos servidores para conseguir a sua caixa de correspondência pessoal que eu tenho uma. Me inscrevi no Hotmail antes dele ser comprado pela Microsoft. Tenho um no Terra desde quando era Bhnet, passou a zaz! E, de absorção em absorção, chegou ao que chegou. Tenho Gmail, Popmail, Yahoomail e todos os mais que existem.
Outra coisa que gosto é receber correspondência, inclusive spam. Nunca reclamei. Devo receber tudo que é propaganda de remédio, proposta esquisita, corrente, comercial, site de loja e proposta indecente. Sou cadastrado em várias. Já comprei livro e CD em todas as que sou cadastrado. Já comprei notebook no Mercado Livre, já fiz de tudo.
Agora , minha paixão são os share sites- sites onde você coloca um troço qualquer, dá o link ao interessado e ele vai lá e faz o download. Abri uma conta no 4shared e é de lá que estou distribuindo arquivos musicais. Como eu tenho coisa que não acaba mais, vou rapidinho chegar aos cinco gigas de armazenamento. Aí, abro outra conta e por aí irei enchendo o 4shared de material- Acho isso o maior barato.
Hoje eu vou disponibilizar um década de 70 greatest hits da minha lavra. Se eu tivesse gravadora, ela se chamaria “rrub@ rrub@ records"( pronuncia-se rruba rruba,com os erres e os uus em inglês, prá ficar mais bunitim). E eu, no trocadilho que o título propicia, seria mais um capitão gancho da existência.
Nesse zip eu incluí faixas do barulho como Hotel Califórnia, do Eagles,Sultans of Swing- Dire Straits, Cést La vie- EL&P e Band on the Run – Wings. Bom proveito.

O Melhor dos Anos 70_a.zip

domingo, 28 de junho de 2009

Pipoca Moderna

É o título da participação da Banda de Pífaros de Caruaru no Lp Gilberto Gil de 72, que marcou a volta de Gil ao Brasil e traz Pedro, o filho morto, na capa. Nunca entendi o nome da música, mas o instrumental é legal, funcionando a contento para um cantor que, apesar do exílio Londrino forçado, queria demonstrar sua raiz local.
Outro título esquisito “Igrejinha”(Hermeto), que Miles Davis, numa puta sacanagem, registrou em nome dele(Miles) com o título de “Little Church”- que fica mais esquusito ainda. Mas, em se tratando de Miles, esquisitices são parte da normalidade.
Uma das minhas esquisitices é escrever solto, seguindo a associação de idéias enquanto vou digitando. Minha cabeça é um torvelinho- não sei se a tua( você que ta me lendo) também é. Minha mistureba vai de recordação ao que estou vendo no presente, passa por observar o cachorro andando pelo corredor e pensar ”se ele mijar de novo no bujão de gás vou dar uma porrada nele”.
Nesse momento, minha mulher está dormindo e eu escrevendo, as crianças estão na garagem do prédio fazendo barulho e eu escrevendo. Dona Vicentina(a vizinha) abre a porta para filha em altos brados de fala e eu escrevendo. Dona Vicentina é evangélica e ora por tudo. Para curar ziguizira de cachorro( ela tem duas!), para ajudar o neto na escola, para o atacante Cruzeirense jogar bola e marcar gol no adversário. Orou pela baixinha quando esta fez aniversário. E tudo vai se arquivando no meu imaginário.
Meu imaginário é uma colcha daquelas, com retalho de pano, igual coberta de cama de filme ou mesmo boneco de pano de filme norte-americano, donde Monteiro Lobato tirou a Emília. Lobato gostava de cinema. Eu também gosto. De cinema e de Monteiro Lobato.
Foi a primeira coisa que li na vida. “Caçadas de Pedrinho”( tenho a primeira edição- era de mamãe). O segundo foi “Geografia de Dona Benta”. O terceiro foi “Matemática da Emília”, depois “A Chave do Tamanho” e por aí fui. Fui que nem alfaiate de primeiro ano, que pega a tesoura e vai cortando o pano.
Tanto cortei que não me acabei. Leio até bula de remédio. Leio tudo que me cai nas mãos. Leio e escuto. Vejo não muito, porque estou perdendo a paciência, seja para TV seja para cinema. Não sei porque.
Na verdade, estou perdendo paciência para a mídia em geral. Tô seletivo para caraca e fazendo a minha própria mídia ou, melhor, acervo midiático. Estou lendo as mesmas coisas e ouvindo as mesmíssimas coisas, repetindo trilhas, numa transversal sem vertical. Horizontalizei meu interesse. Acho que isso é que a velhice chegando, apesar de não ter feito 60 ainda( Ihhh!!!! Tocou o telefone.Vou encerrar aqui para atender lá. Volto já já ou então amanhã. Sei lá.......)

sábado, 27 de junho de 2009

Catarse

Amenidades/ saudades/ cidades/liberdades/virgindades/maldades e por aí iria a lista de palavras rimantes no sentido de versejar. Esse sempre foi meu processo de criação para minha poesia, prosa, meu poema processo, minhas versões musicais e mesmo algumas letras que perpetrei no sentido literal, pois, às vezes, eu tinha um bom refrão(“Qualquer barato é um barato qualquer”) e não tinha o resto, ou então partia de afirmativas inusitadas e surrealistas(“as pulgas não mandam aviso”) para não chegar a lugar nenhum, escrevendo folhas e mais folhas, devidamente arquivadas na cesta seção( lixo)
“aaaaiiii doutor………eu passo maaaaalllll….
“não posso ver uma banca de jornal……………
Ela me paralisa, me cola no chão, me segura……
A banca de jornal acaba com meu tédio, doutor….
Quando vejo uma/ tenho uma crise/sinto uma tontura!!!!!!!
“aaaaiiii doutor…….minha doença é mental?
“aaaaaiiii doutor….será que ela tem cura?
“aaaaiiiii doutor….me receita um remédio
para acabar com essa tortura!!!!!”.
(Esse é o blues da banca de jornal. Saiu da idéia um dia desses. Achei legal e guardei. O que vou fazer com ele eu não sei......)
Adoro ver os escritos dos outros e, por incrível que seja, não os comparo com nada nem exerço nenhuma atividade crítica a respeito. Longe de mim um José Veríssimo ou um Silvio Romero. E a Internet nos faz descobrir e ler coisas que as editoras nunca nos proporcionariam. Um exemplo é o blog da Chris V(http://crisvnf.blogspot.com/). Fantásticamente legível. Outro é o blog do Janos Biro( antizero) ou toda a listagem do coletivo sabotagem.
Quem quiser uma overdose de coisa boa basta freqüentar o Portal do Luis Nassif, do qual eu, modestamente, faço parte. Já até levei um esporro dele ao chamar um publicitário conhecido de filho da puta. E , convenhamos, não é unzinho reles que vai levar um esporro do Luis Nassif em pessoa. Tem que ter know how para tanto, né mesmo?
Isso me lembra o Cássio Loredano, que alugava um apê na mesma locadora em que Carlos Drummond de Andrade alugava o dele e descobriu qual o dia certo em que o poeta ia pagar o seu aluguel, só para ir lá e estar presente quando o poeta aparecesse, só para vê-lo de perto e platônicamente.
Ou então o Xico Chaves, ainda publicitário, ao desenvolver a campanha das lingüiças “Nhoque”- marca sugerida por ele ao frigorífico. Segundo Xico, “nhoque” era o barulho que a boca fazia quando comia um pedaço de lingüiça.
Ou Jaguar ao afirmar que Bloch era o barulho que o cagalhão fazia quando batia na água do vaso, ao comentar entre amigos o apreço que tinha pelo proprietário da revista “Manchete”.
Vou lembrando disso tudo e constatando que loucura pouca é bobagem. E que a sociedade anda meio careta no meu modo de apreciá-la. Acredito nisso porque, como comentei com uma amiga ontem, eu levava a vida baseado num baseado. Meu traficante sumiu e estou careta por força dos acontecimentos. Na verdade, eu sou louco de nascença e minha cabeça sempre andou lotada, como se fosse um barata ribeiro 200 cerebral.
Uma vez, deitado no chão, pedi a minha companheira que pegasse uma vassoura de piaçava e me desse uma coçada em regra. Ela perguntou porque e eu disse. “Um dia você vai poder dizer pra suas amigas que vive com um doido varrido”.
Minha cabeça: Sempre foi tanta coisa dentro dela que eu nunca me preocupei em saber de onde veio isso tudo. Principalmente quando entro numa de fazer catarse, como estou agora. Isso passa. Sei disso.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Thinkin About

Pensando na morte de Michael Jackson e que hoje é sexta-feira, vou fazer um agrado a galera e fornecer combustível para os encontros de logo mais. Coisa boa é o que não falta. Assim, vamos mandar fumo e fazer da ópera um resumo que ninguém é de ferro, lá vai:

under_pressure.zip

Em “Under Pressure”, você poderá ouvir grandes faixas do poprock do século XX e, só para fugir a regra, uma do terceiro milênio que é o já clássico do The Veronicas, que leva o título “Everything I Am”. A capinha do “Under Pressure” é a ilustração do site.

selection_f.mp3

Essa seleção F ( de “Foda no cu de Creuza”), eu fui fazendo de auê e até que ficou mais ou menos. As faixas, por ordem de entrada são as seguintes:
- ZZ TOP – Legs
- Voyage – Lets get Started
- Village People – Y M C A
- Sun – Radiation Level(Melô do Skylab)
- Supertramp – The Logical Song
- Steve Miller Band – Jet Airliner
- Sister Sledge – We Are Family
- Ramones – Needles And Pins
- Kool & The Gang – Celebration
Assim, estão aí duas seleções para ninguém botar defeito. Detalhe: Em nenhuma delas tem Michael Jackson. Abração

Roquenrou!

Até o momento está em 125 milhões de dólares o prejuízo que a produtora de shows AEG terá com o show queMichael Jackson cancelou, por motivos óbvios, na arena 02 de Londres.
O show, comemorativo do cinquentenário do popstar,ia ser coordenado com o lançamento do primeiro trabalho de Jackson, após uma ausência de 12 anos dos estúdios.Só de adiantamento, o cantor já havia recebido dez milhões de dólares, a produção - no barato- já teria gasto 25 milhões de dólares e terão que ser devolvidos ingressos no valor de 85 milhões de dólares.O seguro feito pela AEG não passa de 40 milhões.
Assim sendo, disse um executivo da empresa, "nunca um acontecimento foi tão horrível para nós". Irônicamente, o nome previsto para o show era "Isto é Isto".Isso é isso, né mesmo? Morreu? Fudeu!
Alguns executivos do mercado estão prevendo que "Thriller", que continua em catálogo, volte a vender, transforemando-se no segundo "Dark Side Of The Moon" da história do Pop.
A Nielsen- maior companhia de pesquisas do planeta- e atual proprietária do IBOPE, saiu com uma pesquisa mundial sobre os adolescentes e a mídia. A pesquisa, aguardada com ansiedade pelo mercado, derruba uma série de mitos.
Adolescente gosta de ver TV aberta, numa média diária de três horas e 20 minutos, e não está o tempo todo no Orkut ou Twittando. Ele usa ambas as mídias, numa proporção mediana de cada uma delas.A tendência é mundial.
Outro mito derrubado foi o do YouTube, que profetas e gurus de mídia assinalavam ter morto a TV aberta e a TV paga. Nada disso. No quesito ouvir música é que foram confirmadas as suspeitas de que, se a indústria fonográfica não mudar sua regra de negócio, ela acaba. A tendencia é avenda avulsa de arquivos e o MP3 é a nova forma de se ouvir e vender. Até que ela fique obsoleta.
Quanto ao PC, o adolescente usa sua máquina uma média de 52 minutos diários, com 23 deles dedicados a Internet. Isso é uma mostra de que o Sr. Helio Costa está falando bobagem quando acha que a Internet vai acabar com a radiodifusão. A gente volta amanhã, ou a qualquer momento em edição extraordinária.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Já Era!!!

A mídia assistiu hoje a morte de duas de suas caricaturas: Farrah Fawcett e Michael Jackson. Os seres que estão sendo velados pelas respectivas pessoas próximas (não necessáriamente familiares) não tem nenhum traço de semelhança com os mitos que encarnaram perante toda uma assistência que os admirou, da sexta década do século xx até o seu esquecimento pelos veículos devido ao ridículo de suas vidas presentes.
O Michael Jackson que encantou as platéias com “I´ll Be There” e que gravou, sob a produção de Quincy Jones, o melhor disco que eu já ouvi(O que tem “Dont stop til you get enough”) se perdeu numa noite suja do pop, desenvolveu um sentimento de auto-rejeição, tentou ser branco como a neve e a isso ninguém se atreve sem sofrer graves consequências.
Michael teve seu “Thriller” considerado como o vinil que mais vendeu em toda a história dessa mídia de armazenamento. Michael teve tudo a mão e reproduziu em full scale a trajetória contada e recontada em novelas e romances que tratam do show bizz. Inacreditável, mas Michael viveu uma lenda urbana numa terra do nunca, se envolvendo com pedofilia e gastando rios de dinheiro para se livrar de vários processos nos quais o artista cedia lugar ao bicho papão em termos literais.
O mito não gritou mais alto nem para farrah nem para Michael. Eles eram simples mortais e não tinham mais noção desse detalhe básico. Revertere ad locum Tuum. É isso a única coisa que podemos dizer . Não estão mais sofrendo. Vão passar a história assumindo aquilo que era a sua realidade distorcida. A pantera mais bonita e o maior artista de todos os tempos. Qualquer dia desses um hall of fame qualquer os eternizará, sem prazo de validade.

A Banca de Jornal e a Minha Fome de Cultura

È isso mesmo. Nunca consegui, por razões de dependência física, morar longe de uma banca de jornal. Foi nela que eu comprei “Epopéia” – uma revista da Brasil América que trazia, quadrinizados, capítulos da história geral. Foi nela que eu comprei grande parte do meu acervo cultural. Principalmente quando elas começaram a vender livros mais barato que nas livrarias, trazendo coisas mais interessantes dentro da minha visão.
E quando você tinha o jornaleiro mais como amigo do que empurrador de produto, aí o negócio ficava mais interessante. Lá pelos anos de 62/63, foi o seu Antonio, jornaleiro com uma banca na esquina da Afrânio com Ataulfo de Paiva, que me apresentou ao “Jornal do Brasil”. Eu, com 12 anos, estava começando a ler colunas e coisas de cultura e o JB tinha o “Caderno B”, que trazia de tudo um pouco e com textos interessantes até para mim, iniciando a adolescência. A mágica das letrinhas se mexia na minha cabeça. Foi quando descobri que não conseguia mais não ler as coisas. Onde eu botava os olhos – fosse o que fosse- eu lia automático.Bastava passar os olhos.
Comentei isso com meu pai e perguntei o porquê dessa automação e ele me disse que era assim que começavam as discussões filosóficas. Conforme suas palavras, essa minha indagação era o início do método Socrático de filosofar. E foi mais longe ao assinalar que: se devemos filosofar, filosofemos para provar que devemos filosofar. Se NÂO devemos filosofar, filosofemos para provar que NÃO devemos filosofar. Isso já seria o método Cartesiano de ver as coisas. E, partindo de Sócrates e Descartes, começamos a conversar de uma forma que eu não conseguia com meus amigos de rua.
Fiquei bem mais ligado à banca de jornal – onde tudo saltava aos meus olhos. E comecei a ficar seletivo naquilo que falava ou externava às pessoas.
Quando a banca de jornal começou a vender discos, aí a piração foi total. Comecei a gastar um dinheiro absurdo toda a semana. O jornaleiro virou traficante de informação. Comecei a assumir dívidas brutais com os jornaleiros da vizinhança.
Com o passar do tempo, essa febre foi passando, já que os próprios produtores daquilo que eu consumia começaram a cair no marasmo e na banalidade, ao descontinuar produtos interessantes e vestir com embalagens novas produtos já lançados anteriormente, enganando fieis compradores e dependentes de seus produtos, que foram curados da dependencia na medida que os produtos dignos de compra começaram a escassear.
Quanto ao jornaleiro, a minha relação com eles continua a mesma, pois não são eles os culpados do marasmo. Nem a crise. A culpa dessa seca está na cabeça que assumiu posição de mando sem ter estofo para isso. Virou o poder decisório sem saber como decidir. Isso acontece em toda a indústria cultural de hoje.
É por isso que CD não vende mais, livro está em crise e o jornal vai fechar. Ficou ruim para a cultura, pois quem produz cultura não tem a cultura necessária para isso. Seja na redação, na edição e na produção gráfica. Muito triste.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Schultz foi o Chuck Berry dos cartoons. Da mesma forma que as letras de Chuck falavam da rotina das ruas e do dia-a dia(“Memphis Tennessee” é um grande exemplo disso), Schultz transpôs a vida diárias para tirinhas de três desenhos. Mais pop impossível. A depressão de Charlie Brown, Lucy- a garota chata da rua( quem já não teve um pentelho desses por perto que atire a primeira tigela de comida para cachorro), Linus – o irmão mais novo, genial e dependente físico. Sem seu cobertor, ele é um zero a esquerda. Mas, atrás de um livro ou pensativo, ele dirige sem perceber a vida de Charlie Brown, assessorado pelos vários heterônimos de Snoopy.
Tudo se encadeando na vivência normal da rotina de um grupo de meninos, meninas e o cachorro de um deles. Nada poderia ser mais brilhante para metaforizar o conflito de gerações numa das sátiras que fizeram a paródia do enquadramento, do ideal americano e do way of life junto a a contracultura dos anos 60/70.
Eu comecei a acompanhar a tira quando ela ainda se chamava “Minduim” e fui acompanhando a transformação entre protagonistas, assistindo a Snoopy virar o híbrido e Charlie Brown encontar um coadjuvante a altura.
Esse Híbrido é de deixar Fernando Pessoa com inveja quando se trata de heterônimos. Snoopy uma hora assume ser o ilustre causídico(“Eu não vim aqui para ser insultado”), pode ser Joe Cool no campus(“Sempre se arranja uma pizza”) como pode ser o Barão Vermelho(“Que tédio esse campo de pouso na França”), assume ser um grande escritor(“Era uma noite escura, tempestuosa e fria”), sempre tendo seu original reprovado pela editora Lucy ou pode ser apenas ele mesmo, com a tigela na boca pedindo comida para um dono que faz apenas.....(ai)......
Segundo estimativas da United Media (empresa responsável pelo licenciamento da marca), as tirinhas de Snoopy são publicadas em mais de dois mil jornais em 75 país e possuem, em média, 330 milhões de leitores diários. Só no Brasil, são 20 marcas licenciadas e cerca mil itens. A marca fatura no país cerca de US$ 60 milhões.
Mas, nem só de Snoopy, Charlie Brown, Lucy e Linus vive a tirinha. Pig Pen é o estereótipo do garoto sujo e quem não toma banho. Teve tanto apelo que virou o apelido daqueles que não se dão bem com a limpeza. O apelido chegou até Ron McKernan, multiinstrumentista do Grateful Dead e que, segundo as más línguas não era lá chegado a tomar um banho. Schroeder é o gênio musical com seu piano de brinquedo, assediado por Lucy o tempo todo. Pepper Patty é a garota sem identidade sexual, reprimindo uma paixão avassaladora por Charlie Brown, sempre atrás de seu eterno amor platônico, a garota de cabelosruivos.A relação entre o cãozinho Beagle mais carismático do mundo e seu dono romântico e inseguro vai completar 60 anos em outubro. Nas livrarias, o ano Peanuts, deve começar com o lançamento de uma antologia com todas as tirinhas do Snoopy, quase 200 mil.
Um dos dias mais tristes da minha vida foi o dia em que, como eu, todos os fãs se emocionaram com a tira onde Snoopy e Charles M Schultz( ele mesmo, em caricatura!) se despediram, encerrando todo um delírio. Foi como a perda de um ente querido- fazia parte da família. O câncer que consumia o autor não deixava mais ele desenhar a contento. Tenho essa tira guardada e plastificada como marcador de livro.

terça-feira, 23 de junho de 2009

AAAAAIEEEÊ!- Que Fiebrê!!!

Realmente eu nasci para ficar mixando. Descobri essa paixão quando baixei o primeiro demo do VirtualDJ, o programa de mixagens mais inteirado que eu encontrei. O problema é que o aplicativo custa US$ 245 e o custo-benefício pra mim não é muito legal, pois não sou profissional da coisa. Sou apenas um brincalhão cheio de idéias, as quais eu vou usando a tecnologia para traduzí-las.
Foi assim que eu revivi o “Laboratório de Sons Estranhos” como banda de música eletrônica. Na verdade, o LSE existiu há muito tempo, em 1968/69 e foi uma banda que eu tive com o Daniel Azulay e o Piti- tropicalista mais esquecido que o TomZé e autor do clássico “Espuma Congelada”. Naquela época, a gente experimentava de tudo e o Daniel, bem mais maluco do que o resto, construiu a “volante estrômboli”- uma bicicleta repleta de luzes, geradores de ondas e sirenes que, a cada pedalada, produzia um ruído diferente e inusitado. Mas, ficamos só nisso. A espuma do Piti descongelou e ele foi tragado pelo primeiro ralo, a Beatriz Sidou arrastou o Daniel para o ramo de confecções e eu fui parar como percussionista e gaiteiro de “Paulo Bagunça & a Tropa Maldita”. Hoje, o LSE usa um acid 5.0 e um Sonar da Cakewalk para produzir algum material ritmado, as vezes não dançante. O som é mais Varèse do que pop, com muita cacofonia e coragem para montar bobagem. E só.
Frustrado por achar o virtualDJ muito caro para comprar e com muito pouco tempo de trial version, eu achei o Mixxx 1.6.1 . Ela não é lá essa Brastemp, mas dá para montar muita coisa legal, além de vir dotado de um flanger arretado. E nele eu estou fabricando muita coisa, como vocês poderão ver daqui em diante.
Vou trabalhar bastante hoje para ver se consigo também disponibilizar algum material do LSE para a galera. Não prometo nada para hoje, mas vou fazer o possível.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Instinto

A PopKomm- a maior feira de música internacional da Europa hoje em dia, não é mais a maior feira de música internacional. Ela foi cancelada sem maiores explicações. O comunicado de cancelamento foi divulgado hoje a todas as gravadoras. Tudo indica que esse ano não vai ser igual aquele que passou. Meu instinto assinala que esse cancelamento tem muito a ver com a crise que a industria fonográfica atravessa, com perdas e mais perdas de faturamento para lá e para cá. Vamos ver o que acontece com o MIDEM desse ano.
Nos Estados Unidos, uma dona de casa foi intimada a pagar dois milhões de dólares por ter feito o download de 24 músicas de um site estilo kazaa. Segundo ela, isso é uma exploração e ela disse que a RIAA(Record Industries Association Of América) não vai ver esse dinheiro. O processo está para ser julgado pela Suprema Corte norte-americana e não se sabe quando a decisão será proferida. E no Japão, Masao Morita, Filho de Akio Morita, fundador da SONY, foi indicado presidente da Sony Entertainement of Japan.
Apesar desse assunto já ter sido repetido a exaustão, volto a falar aqui. Enquanto as gravadoras e a totalidade da Indústria Fonográfica não mudarem as regras de seus negócios, as perdas de grana vão continuar. Quando é que será que elas vão admitir que o consumidor hoje quer arquivo avulso para ele próprio montar a seleção musical de seu interesse? Ninguém quer mais saber da regra antiga- do chamado “trabalho artístico”. Todos querem faixas e mais nada. O dinheiro está curto e ninguém quer gastar demais com Cultura. Só o estritamente necessário.
Já se foi a época em que todo esse material tinha custo-benefício aceitável e dentro da regra. Hoje um CD está na faixa de R$ 30. Um piratão você compra por R$5. A pergunta que não quer calar é: Qual o produto que vai vender?

domingo, 21 de junho de 2009

Festão no Domingo!

http://www.musicaparafesta.blogspot.com/
Esse é o link do dia para você baixar “n” seleções musicais destinadas a qualquer finalidade. No blog, comentários e capinhas fantásticas, nada baseado nem decalcado da produção das grandes gravadoras.
As produções são todas originais e o Paulo Brother- responsável pela coisa – pode ser considerado o introdutor de um novo gênero dentro do mercado fonográfico. O “Share Disc”.
O que é isso? Simplesmente levar ao sentido estrito a máxima “várias cabeças pensam melhor do que uma”. O mote existe: “Música Para Festa”. Aí, você bota a tua cabeça para trabalhar e arma uma seleção do capeta- daquelas do finado big boy revolver no túmulo, fazer o Amandio virar macho e o DJ Marlboro passar a fumar Carlton. Mas, você não tem nenhuma idéia e/ou não sabe fazer capinha? É Mole! Pois aí, aparece alguém que nem eu, com facilidade para grafismo e, tendo como base a ficha técnica da tua seleção,monta para a bolacha uma capinha digna da Hipgnosis, de Londres. Aí, tu zipa tua seleção e faz um upload dela pruma conta que tu abriu no 4shared( http://www.4shared.com/ ). De lá tu arma com o Paulo Brother uma puxada de link(seleção e capinhas) para o “ Música Para Festa” e temos aí um “Share Disc”.
Essa bolação do Paulo Brother é o disco do futuro ou, trocando as bolas, o futuro do disco! Você não precisa se arriscar a pegar vírus numa conexão bit torrent ou p2p, você NUNCA vai ser acusado de pirataria e têm tudo protegido por senha, a tua disposição ou de um usuário , que pode compartilhar contigo um demo do teu trabalho. Se ele gostar, vocês se acertam, on ou off web. Você escolhe como é que o contato será feito.
O Share Disc é como sexo seguro. Promiscuidade nenhuma e muita dversão. Isso eu garanto.
Estou finalizando o “Dancin and Trancin” cuja capinha já está ilustrando esse post e mais tarde eu armo a linkarada toda para você ter acesso ao disco. Tudo deve estar prontinho no final da tarde.
nota: hoje é o solstício. Ao nascer do astro rei, eu cumpri minha obrigação. Hoje é o dia dele e o maior dia do ano. Se usted no crede en brujas, que se rompa todo.Pero que las hay, hay, tá ligado?
E, como eu prometi, abaixo vai o link. Se você for dar uma festinha para comemorar essa vitória hoje contra a Itália, abra uma garrafa de vinho branco e pense em mim. Garanto que muito mais festas você vai dar usando minhas trilhas sonoras. Um abração.

sábado, 20 de junho de 2009

Ziriguidum!

Acho que o samba é legal demais. Mesmo!
Eu gosto bem de samba, por incrível que pareça. Sou chegado a Paulinho da Viola, ao Roberto Ribeiro, a alguma coisa de Beth Carvalho e Clara Nunes. Só detesto essa pagodeira mambembe que toca em rádio e que, antes da bunda music, mandava na parada.
Já até participei de produção de programa do gênero. O nome era “A Hora e a Vez do Samba”, que ia ao ar todo dia , de 12 as 14hs, pela Rádio Roquette Pinto. A apresentação era do Zé Galego- que era nome mesmo(José Soares Galego Borges. Tinha um irmão guitarrista de “Os Canibais”) e só tocava samba do Rio, de escola, de morro e de pagode manjado. Nem Chico da Silva(amazonense) tocava. Era restrito mesmo.
Na época, em rádio os programas dedicados ao gênero eram escassos, ainda mais que “Dancin Days”( novela) estava no auge e quem mandava era a música importada. Assim, querendo ou não, era uma das poucas janelas que as gravadoras e a liga independente tinham para veicular faixas e falar alguma coisa com o mundo do samba, que sempre teve agito e correria, apesar da mídia teimar em esquecer a coisa.
O porquê desse desinteresse é que a Liga das Escolas tinha um contrato assinado com a gravadora Top Tape e que, naquela época( 1977) tinha cinco anos que estava em vigor e só ia expirar em 1982.
O disco era uma mina de dinheiro e sempre era lançado após os cortes de cada escola, com o samba-enredo definitivo. Os cortes iam de setembro até meio de outubro. Até início de novembro a galera gravava o samba definitivo, e mais tempo para corte e prensagem, ele tava nas lojas no dia 25 de novembro.
Junto com o disco anual de Roberto Carlos, o Lp de samba-enredo era presente de natal e, devido a isso, liderava a parada de vendagem até final de dezembro. Liderando as vendas, era um dos mais tocados em rádio e essa bola de neve dava dinheiro para todo mundo.
A Globo só foi entrar na jogada em 83, mas o João Araújo, querendo dar uma de bonzinho, assinou o contrato só por um ano. Resultado: Foi naquela eleição(82) que a galera do Waldomiro e do Capitão Guimarães assumiu a liga. Aí, o pessoal montou o selo fonográfico e eles próprios começaram a gravar, editar e prensar a bolacha.
Essa bola de neve salvou meus natais de 78 a 82, fazendo eu aparecer de bonzinho e dando presente até para o papagaio da sogra( aquele que me chamava de filho da puta nas encolhas). Essa foi uma das razões porque eu nunca mandei o vinil para a puta que pariu. Devo demais a essa bolachona preta com furo no meio e ainda tenho uns três mil deles guardados na casa da mamãe.
E, pensando nisso tudo, fiz uma seleção de sambas em MP3, montando “A Hora e a Vez do Samba”, numa homenagem justa ao Zé Galego, ao Ratinho, ao Cabralzinho, ao Adelzon Alves( na época ele transava com a Clara Nunes) e ao Manoel Wambier, que dirigia a Rádio(Roquette) e deixava a gente aprontar aquela zona. Saudade é isso. O resto é o resto.

A Hora e a vez do Samba.zip

A guisa de ficha técnica, algumas historinhas.
“Gago Apaixonado” é um dos raríssimos registros de Noel Rosa cantando. Deve ser de 1935 e, tudo indica que foi gravado na máquina de cortar da antiga Radio Cajuti, mais tarde Radio Vera Cruz, Rádio América e hoje eu não sei mais seu nome.
“Avatar”, samba de 79 da Mangueira, na voz de Jamelão, é a fita do corte, gravada no estúdio de gravação da Radio Roquette Pinto. Eu armei os microfones e o Zé Galego operou a gravação. Para uma gravação “fulltrack”, até que o resultado final é legal.
“Gavião Calçudo” deve ser a última vez em que os “oito batutas” se reuniram com Pixinguinha à frente para tocar algo. O vocal é do Sombrinha.
“Ao Povo em Forma de Arte”( Candeia) é a homenagem que presto ao Adelzon, porque ele foi o único a prestigiar o compositor e entrevista-lo em seu programa quando Candeia lançou o Lp pela WEA. Qualquer dia desses eu conto a história dessa entrevista, pois ela é antológica. A produção é do Serjão Cabral.
Paulinho Soares era do subúrbio e só gravou porque a voz dele era igual a do Chico Buarque de Hollanda. Prestem atenção e depois me digam. O samba( mesma harmonia de “pega o ladrão”(sinal fechado) tem tudo a ver com a época vendida e entreguista que o Brasil vivia.O nome do samba é "O Patrão Mandou".
Bom Download!

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Os Anos 60

Os anos 60 presenciaram muita coisa nova para a humanidade. O conflito de gerações, determinado na década anterior, teve seu auge nos anos 60. Ninguém confiava em alguém com mais de 30 anos. Cohn-Bendit falou e Marcos Valle musicou. E o negócio foi rolando de uma forma avassaladora.
Naquela época, você não precisava entender de meteorologia para saber para que lado o vento estava soprando. Ele soprava contra o estabelecido e os mais velhos. Éramos todos jovens, felizes e não tínhamos a mínima noção desse detalhe. Quem tinha medo dos Beatles? E dos Rolling Stones? Todos eram garotos como nós, assim falava a canção que todo o planeta ouviu.
A cultura da droga levou todos, sem exceção, a fumarem um baseado e tragarem. É lógico que babacas como Clinton e George Bush nunca iriam tragar. Eles doidões seriam intragáveis. De Liverpool até San Francisco, o protesto cedeu lugar ao Flower Power e a coisa foi morrendo, na medida que os doidões tiveram filhos, viraram yuppies, enfrentaram conflitos, seus filhos viraram nerds, geeks ou qualquer outra tribo na qual todos se dividiram.
O que sobrou disso tudo? A seleção musical que você pode baixar para o seu computador e carregar para qualquer lado no seu iPod, iPhone ou qualquer outro celular. Basta clicar no link.
Já imaginou se a gente tivesse essa facilidade naquela época? A gente teria ganho a batalha e o mundo hoje seria completamente diferente. Isso eu garanto
nota da redação: marcela gostosa( nome que aparece no 4shared) é a minha diretora comercial. Querendo mandar um e-mail, marcelagostosa@hotmail.com

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Etelvina!- Errei na Dezena!

E foi isso mêrmu! Errei na dezena que o veterinário tinha me dito para jogar, depois de examinar eu e meu cachorro e constatar que nós dois nascemos de novo ao escapar do ataque de um pitbull que apareceu solto na minha rua. Segundo o Dr. Guilherme(o vetê), foi uma cagada daquelas e eu tinha que jogar, pois com a sorte que nós dois tivemos, a gente ganhava até soco na cara. Joguei no 19 e, só para contrariar, deu 20. Tinha cercado o 444 pelos dois lados na centena e ganhei ixpiriença.
Nunca gostei de jogar nada. Buraco eu me desconcentrava na primeira rodada e a vítima que era minha parceira ficava puta e melava o jogo logo logo. Pôquer nunca joguei direito. Nem Xadrez. Não nasci para a coisa. E como dezena rima com maizena, fico mesmo na rima áurea de pagode paulista e estamos conversados.
Nesse mês de junho fizeram exatos 40 anos que Mick Taylor era apresentado como novo guitarrista dos Stones no lugar de Brian Jones. A banda, como cultora de Rhytim & Blues, ganhava uma nova cara e perdia a multiinstrumentalidade de Brian, aquela altura dos acontecimentos, transformado em um vegetal drogado.
Hoje é aniversário de Paul McCartney. Ele nascia em Liverpool. Paul dispensa qualquer apresentação, mas, se você não sabia, o baixista dos Beatles é o recordista em primeiros lugares na Billboard, com 29 entradas. 20 com os Beatles e nove ele sozinho ou em duetos. É Mole? E já que estamos falando em parada, o Black Eyed Peas está com duas faixas na hot 100 e o CD está em primeiro nas duzentas mais. Chega!
E , para dizer que eu nunca dei presente a ninguém, o link abaixo leva você a uma seleção fantástica de músicas do século XX ( tem algumas recentes) que você tem que ouvir antes que a Coréia do Norte provoque a guerra nuclear que todo mundo ta esperando.
selection_bb.mp3

Dia de Pagamento ( Pay Day)

Recebi um emeio do Serginho “Tenente” Jataí, amigo de rua desde o longínquo 1964, quando ele aportou na Turma da Afrânio(Leblon) e, desde aquela época, irmão de fé, guitarreiro e violeiro de primeira, com quem excursionei pelo Rio, tocando nos lugares mais díspares e esquisitos da minha incipiente tentativa de seguir a carreira de músico profissional.
Nele, um comentário sobre um disco de Kraut R&B que fez nossa cabeça por uma era, onde The Boots interpretava clássicos do R&B norte-americano e algumas próprias, mas com dois guitarristas de primeira e um vocal meio inglês cósmico.
Fui lendo e voltou minha memória aquele tempo de rua com o Maninho(tinha uma Galanti e um violão Del Vecchio elétrico), Gastão(tinha um daqueles baixos pau veio da Gianinni que o bordão não afinava),eu, com a minha bateria Gope azul que cheirava a cola, uns pratos ziltanam que pareciam tampas de lata de lixo, toda forrada de couro(Nylon? Só fui arrumar um jogo de caixa em 66, brother!), o João, com um amplificador Gibson de 10 watts e uma ritmo 2 preta e branca), o Zulu-que fez a própria guitarra de um violão velho, amplificada num daqueles kits do Instituto Monitor e muito mais gente que se reunia lá em casa para fazer esporro. Minha mãe era muito permissiva nesse ponto e a gente zoava legal o prédio.
Fui deixando a vida me levar, sem dar uma direçãozinha que fosse no leme do barco e passei pelas experiências mais loucas e desabridas de vida que alguém possa ter tido. Só não experimentei opiáceo porque ópio e derivados são drogas para burro tomar. Só burro é que, depois de ver, saber e ter idéia do que acontece é que experimenta aquilo. E burro eu nunca fui. Pode ser que eu também nunca tenha primado pela inteligência, mas esse tipo de discernimento eu tenho. Sinto a mesma coisa pelo crack – que também é droga de burro.
Droga de burro é qualquer coisa que te tire qualquer tesão. Seja sexual, de vida ou de saber. Valeu a explicação?
Pois é: Hoje, não sou apologista, mas também não sou contra. Droga é uma coisa que a pessoa tem que experimentar, por mais inocente ou socialmente aceita que ela seja. Até álcool está valendo. Se bem que a minha preferida é a maconha. Mas, realmente não é lá uma coisa que você possa sair ostentando. Então, é melhor ficar longe de todas.
Hoje dou uma de Bukovsky e apelo para o vinho barato. O gerente da padaria aqui da esquina tem uns que são até gostosinhos. Tomo pelo gargalo e me borro todo.
E por falar em borração, tenho me borrado demais nestes últimos tempos. Não sei o que ando comendo, mas a geração de gazes é instantânea e de muito volume. Um dia desses peidei no ônibus. Fez aquela barulheira......Qui vergonha, cara......qui vergonha..........

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Eu vou Virar Locomotiva!

Alguém Lembra? Um “crássico” de Jorge Mautner/ Nelson Jacobina na voz de Wanderléia? O que me intriga até hoje é quem foi que levou a música para ela gravar. Só podia ser um pirado, pois a música em si não tem porra nenhuma a ver com a Wandeca. Mas ela atropelou legal na interpretação. Só faltou tocar o banjo que tinha na letra e só servia para fazer refrão. Coisas de poeta, né mezz?
A música brasileira tem coisas que alucinam a gringalhada . Um exemplo é o Maracatu. Um amigo meu, misto de norte-americano com hondurenha, achava que maracatu era “maraca também”( maraca too) e nessa ele não entendia chongas quando, nas entrevistas que fazia para escrever a tese que iria defender num doutorado na UCLA sobre música latina, chegou na hora de entrevistar integrantes de Maracatus. Até ele entender o ritmo da coisa( desculpem o trocadilho) foi um deus nos acuda daqueles. Ele só foi chegar a conclusão final baseado num baseado.
E se antes falávamos no vigarista Jorge, ele também é o autor de “Maracatu Atômico”, que todo mundo acha que é do Gil. Indo surfando nessa associação de idéias, me lembro de uma vez que Gil me falou que a idéia do “Fantástico” para ele aparecer cantando a música incluía um elefante. Ele disse ao produtor de então que ele não subiria no animal nem fudendo. E não subiu. A produção global teve que escolher outra faixa, já que o jabá era alto e a Polygram fazia questão.
Outro “crássico” digno de lembranças é “Eu não sou cachorro não”, que Falcão conseguiu verter para “I´m not dog no”, traduzindo ao pé da letra como se fosse um dicionário de cursinho de línguas. O auge é verter “Para não ser tão humilhado” em “ For to be not so humble”. Não é uma gracinha?
No dia que eu começar a organizar meu livro, vai ter história para contar para todo mundo. Já estou devendo a do Graell em cima do telhado da casa da Dalva recitando Garcia Lorca. E vou contar também sobre as n vezes em que vi o Rafael Rabello dar canja e fazer misérias num violão, também na casa da Dalva. Aguardem.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Achei a Mina!

Na época da Jovem Guarda, achar a mina era encontrar uma gata. Hoje, achar a mina é achar a mina mesmo. Descobri um site das arábias, com links mais das arábias ainda. O site é o http://www.musicaparafesta.blogspot.com/ com pacotes para downloads das coisas mais malucas que a música internacional e nacional pode proporcionar a um aficcionado.
Usando essa denominação, o “música para festa” é capaz de proporcionar coisas como o Rock Europeu dos anos 50/60, com versões de clássicos como “Dont Be Cruel”(Elvis) para o alemão, música francesa e italiana e cantores dos quais você nunca ouviu falar- fato que torna a coisa bem mais engraçada.
Os packs para download tem a média de 70 Mb, com 25 a 30 músicas em cada. E tem de tudo. Eu baixei um de Rock Europeu e um de Jovem guarda que são de deixar em pé aquele pentelhinho! Demais, cara!!!!!!!
O endereço vai acima e lá , só na passada de olhos, eu vi, além dos que eu baixei, um de funk clássico e outro de dance dos anos 70 que serão os próximos baixáveis! Um abração e boa festa para a galera.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

A fórmula música pop mais sensualidade parece não se esgotar nunca no mundo da música. Trocando em miúdos, é a fórmula Menudo ao reverso, e funciona bem melhor. As Pussycat Dolls, exemplo maior dessa mistura mágica, sabem levar toda essa encenação ao extremo. Imagine cinco tesões em performances para lá de eróticas, letras picantes, coreografias ousadas e figurinos minúsculos.
Na estrada há mais de seis anos, as Pussycat Dolls, além da banda, representam uma marca. Possuem uma boate no hotel Caesar Palace, em Las Vegas, uma linha de lingerie e uma coleção de calçados. O grupo também foi inspiração de dois reality shows na TV, um dos quais eu assisti só para ficar de boca aberta olhando aquelas menininhas. Como eu sempre fui um velho safado, não tenho a mínima vergonha de confessar isso aqui.
E vou mais longe! Desde que Grace Slick surgiu no Jefferson Airplane que eu acompanho essa mulherada com um interesse bem maior que apreciar apenas os dotes vocais. Tem umas que você só pode fazer isso que citei por último, como Janis Arrgh! Joplin e Amy Ecca! Winehouse, que pediram para ser feias e abusaram.
Existem outras que dá para você ver que elas cantam com outras partes do corpo. Cher- nos anos 60- era assim. Grace Slick também. Linda Rondstadt era a falsa magra que conseguiu carregar atrás de si milhões de corações apaixonados, incluindo um Mick Jagger. Carly Simon foi outra.
Dos anos 70 para cá a conta foi aumentando com o surgimento de várias artistas do R&B que faziam o gênero gostosa. De Chaka Kahn eu tenho boas lembranças físicas, incluindo um beijo de língua e uma apalpada que me deixou vermelho de vergonha. Eu trabalhava na Warner quando ela veio ao Brasil e, como falava um inglês razoável, fui escolhido para ser seu escort em dois dias de Rio. Ela adorou a escolha, principalmente quando a levei para o Hotel à noite depois de um coquetel para radialistas e jornalistas. Tenho até hoje uma camiseta com um beijo carmim daqueles lábios polpudos(hmmm)impresso, com uma declaração em inglês bem legal. Guardo nos meus recuerdos.
Depois vieram Tori Braxton, Beyoncée, Rihana e hoje existe uma constelação. Todas estrelas com corpo e voz. Não dá para não virar fã.
No Brasil o negócio fica meio esquisito, pois, ao meu ver, Malluh Magalhães, Maria Rita e Vanessa da Mata, corporalmente, não passam de musas desesperadoras. Isso é uma opinião pessoal, tá legal? Nenhuma delas alimenta meus delírios. Já no caso da Beyoncée, a coisa é bem diferente.

domingo, 14 de junho de 2009

Alguém Lembra?

“Eu Quero Essa Mulher Assim Mesmo”(Monsueto)- alguém lembra da música? E de Monsueto Menezes, um dos grandes sambistas dos anos 50/60, hoje completamente esquecido. Monsueto é aquela voz que aparece na versão original do “Na Tonga da Mironga do Kabuletê”, gravada por Vinicius de Morais e também teve uma participação no “Saba do Crioulo Doido”, de Sergio Porto. Monsueto é hoje mais um dos nomes completamente obliterados de nossa música pop, já que várias de suas composições fizeram sucesso quando lançadas e hoje estão completamente esquecidas.
Alguém lembra de Sonia Delfino? Cantora, chegou até a ancorar um programa diário na TV Tupi do RJ. Seu grande sucesso foi “bolinha de sabão”(sentado na calçada de canudo e canequinho/(refrão onomatopaico)/eu vi um garotinho/............/fazendo bolinha de sabão).
E do Silvio César? Silvio, meio galã/meio vozeirão, foi grandemente executado com “Para Você Eu Guardei/ Um amor Infinito...../
Nesse tempo desse alguém lembra, ainda não tinha acontecido a uniformização do pop. Compunha-se para São João, Carnaval e mais algumas festividades que precisassem de um certo tipo de trilha sonora.
E haviam compositores especializados em cada gênero. Otolindo Lopes e Eratóstenes Frazão eram especializados em Carnaval. Osvaldo Nunes saiu do carnaval(“Bafo da Onça”) para o pop(“Manhê”, Segura esse Samba Ogunhê”) e muitos outros transitavam entre as fases e estilos, numa total promiscuidade rítmica. A coisa era bem mais colorida.
Hoje, a uniformização chegou de forma a tornar a coisa meio plástica e sem cor. Rádio Popular tem o mesmo listão em todas as emissoras. As do segmento jovem também são uniformes, numa padronização que dá até para levar como séria as histórias venais que alguém sempre têm para contar a respeito de cada sucesso.
E esse estigma perdura, ainda mais para os desavisados, pois para um neófito na coisa, só pode ser essa a explicação para que todas as rádios executem o mesmo repertório, com uma ou duas músicas- no máximo – de diferença.
No último congresso da ABERT, em Brasília, o Minsitro Hélio Costa andou dizendo muita bobagem . Uma delas foi assinalar que jovem ter que largar a Internet e ouvir Rádio e ver TV. Ele se esquece que ouvir Rádio hoje é na Net, que oferece mais de mil opções. Um dia desses eu estava ouvindo um programa de Blues numa rádio da tribo Algonquin(Canadá) e o Locutor apresentava toda a coisa na língua deles!
E no quesito imagem, a mídia eletrônica digital- esteja ou não na NET- é bem superior àquilo que as TVS abertas teimam em definir como excelente.
As únicas coisas que continuam visíveis são o "Panico", o "CQC", a VH1 e a programação da MTV. O resto é lixo puro. E a gente ainda tem que aturar o Hélio Costa deitando falação.Muito difícil.

sábado, 13 de junho de 2009

Uma mão lava a Outra

Há exatos dois dias, Steve Winwood e Eric Clapton- a melhor parte do Blind Faith- deram um concerto juntos no IZOD Center de East Rutheford, em New Jersey. Um amigo que foi me mandou um emeio assinalando que o local fica a pouca distância de NY, como ir de Copacabana a Caxias. Esse amigo ouviu novas versões para “Sea of Joy”, “Had To Cry Today”, etc.
O Blind Faith foi um daqueles super grupos que todos sabiam que não ia dar certo. Com exceção de Rick Grech, o conflito de egos superava qualquer medida possível, ainda mais que os egos eram movidos a metanfetamina, fato que torna qualquer aspecto racional letra morta.
E não foi só com o Blind Faith que a droga se tornou um componente irracional. Na capa interna de “4th Way Street(CSN&Y), David Crosby dá, claramente, uma bandeira de que havia se aplicado de um pico de heroína. Falando em David, ele e Keith Richard devem ser os maiores drogados que a historia do rock presencia até hoje a trajetória.
O Engraçado é que todos os quatro citados acima tem ou participaram de trabalhos que os levaram para o Rock and Roll Hall of Fame.
Eu , a pesar de não gostar de álbuns inteiros e sim de faixas, sou de opinião que o primeiro Lp de Crosby, Stills & Nash, o Lp de estúdio do Blind Faith, todos os discos de estúdio dos Stones e o primeiro do Derek & The Dominoes são alguns dos álbuns que você tem que ouvir antes de morrer.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Pelo Telefone 2009

O Hit da semana, compilado nesse feriadão que vivemos, é o terceiro apagão do ano perpetrado pela telefônica em quase todo o Estado de São Paulo. O sucesso está sendo estrondoso e o playlist do PROCON coloca a telefônica em primeiríssmo lugar na parada de reclamações- uma parada de fracassos mais famosa e bem articulada do que a que o Macalé apresentava na Radio Roquette Pinto dos anos 70.
O Manager da Operadora, Antonio Carlos Valente, vem roubando os holofotes. Suas declarações são tão estapafúrdias que a Adriane Galisteu já declarou a todas as equipes de reportagem: “Ou ele ou Eu. Agora, quando trocar de namorado, eu aviso pelo telefone, se a ligação completar”.
Desde a época da antiga TELERJ que uma companhia telefônica não disputava as manchetes com tamanha eficiência. Este é o terceiro apagão desde abril, o que dá a média de um apagão por mês.
Fontes da companhia que pediram anonimato, assinalam que existem planejamentos internos no sentido de dobrar a meta, isso é, realizando dois apagões por mês. “Vamos dar um blockout nos serviços essenciais por mais de 12 horas. Ninguém vai conseguir chamar ambulância, radiopatrulha ou ambulância nesse período”, declarou uma delas.
Se isso só acontecesse com ela, dava até para segurar a onda, mas o negócio não é bem assim. Segundo um especialista do ramo, existe uma competição velada entre todas as operadoras, no sentido de mostrar a todas qual delas é capaz de liderar o mercado de telecomunicações na prestação do pior serviço ao usuário.
E isso vem acontecendo desde que a privatização foi levada a cabo e os detentores das fatias da extinta telebrás começaram a se expandir. Quem não lembra quando, para instalar uma linha, eles danificavam três que funcionavam? Bons tempos, né? Quem não lembra daquele dia que o governo disse que o 31( ligação a distância) passaria para as operadoras e ninguém conseguiu falar com ninguém no país inteiro? Mamãe( sempre ela!) foi a primeira a acertar o que estava acontecendo. "Esse telefone sempre foi uma m... mesmo. Não vai ser agora que vai melhorar", declarou lapidarmente.
Junto com isso, todas as operadoras começaram a reajustar tarifas de uma forma não muito condizente com a política econômica do governo. Um porta voz das operadoras disse que os reajustes eram para equiparar nossas tarifas com a realidade mundial. E foi assim que o usuário descobriu qual era a tarifa imperante de primeiro mundo para receber serviço de terceiro, como vem ocorrendo até hoje.
Você compra e paga banda larga. O que você recebe é uma conexão discada de luxo. Você compra Wireless 3G e a banda vem abaixo de 1 megabyte. Tudo isso cercado de campanhas publicitárias carésimas, onde a propaganda enganosa é a tônica. Não seria bem mais econômico pegar essa grana toda e investir na expansão e melhoria de redes e equipamentos?
O mais engraçado é ver um deputado do PSDB vir, de público, pedir intervenção na Telefônica e tentar articular uma CPI sobre os apagões. Parece até que a culpa da privatização é do Lula. Falando nisso, vocês já notaram como que o FHC está se fingindo de morto sobre o assunto? Eu sei a razão! A reportagem da Globo ligou para a casa dele para marcar uma entrevista e a ligação não completou.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

O Almirante Negro

Até a letra de Aldir Blanc, ninguém na música popular havia homenageado João Cândido, o marinheiro que, liderando 200 revoltosos, se apoderou das quatro maiores belonaves da Esquadra e colocou uma cidade sob a mira de sua artilharia, exigindo o fim dos castigos corporais na Marinha de Guerra.
Essa sempre foi a tônica da nossa cultura elitista. Populares revoltosos são que nem roqueiros de Rita Lee. Todos tem cara de bandido. Agora, revoltosos elitistas são vistos como o creme de la creme.
Um exemplo? A tortura só foi denunciada quando Prestes foi vítima de Filinto Muller e quando a ditadura entrou pelos anos de chumbo a dentro, torturando e deixando com aleijões mentais um monte de “gente de bem” que, foi levada até ao suicídio( vide Frei Tito). Se a política não tivesse resolvido apelar para a brutalidade física contra a oposição que lhe era feita, até hoje policiais estariam torturando moradores de aglomerados, executando marginais e qualquer um que lutasse por direitos humanos estaria sendo classificado como “bandido que nem eles”. Sempre lembrando que o “eles” se constitui na maior parcela da população.
Partindo da premissa que já tivemos um presidente da república que tinha, como uma das frases da sua lavra a seguinte: “A questão social é uma questão de polícia”, vemos que não podemos esperar nada da nossa dita elite econômica desde sempre. O nome dele? Washington Luis Pereira de Souza.
Eu acredito que seja por isso que demorou tanto para a arte popular transformar seus mártires- heróis em histórias míticas. Afinal, se a Casa Grande não gostasse da música, proibia os instrumentos musicais na senzala.
Essa figura de linguagem escravocrata retrata o que sempre aconteceu numa arte, fosse elitista, fosse popular- que sempre dependeu do mecenato para a sua sobrevivência. A arte e o artista como veículo de seu trabalho, só foi começar a discutir relações de mercado no mesmo pé que o poder econômico depois do advento da revolução tecnológica que atravessamos.
Foi ela quem barateou o preço de tudo. Hoje, um CD gravado em estúdio doméstico, dependendo de quem o fizer, pode ter tanta qualidade quanto o feito numa indústria que disponha do equipamento mais caro existente. A qualidade não depende mais só do equipamento. Depende também de quem o comanda. E o acesso a essa cultura é o mais democrático possível.
E é essa democracia que certas pessoas querem nos proibir de exercer, denunciando os que lutam pela inclusão como piratas e articulando projetos de lei sobre cybercrimes que, na verdade , privilegiam o copyright e a propriedade intelectual. Temos que gritar e espernear contra isso. Afinal, desde a época que um velho compositor bahiano era jovem, é proibido proibir. É ou não É?

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Vai fazer um ano que Bo Diddley morreu. Ou melhor, fez um ano no dia 2 passado. Um enfarte o levou para o Great Gig in The Sky. Ele estava com 79 anos. Com ele, o Rock acertou em “Mona”, “Keep Your Big Mouth Shut”, “Hey Jerome”, “ Say man!” e mais umas 100 composições em todos os ritmos, manhas e maneiras que se é possível fazer no Rock and Roll. Na verdade, o rock só errou com Lobão.Ainda mais agora, que ele é totalmente vendido a MTV e a indústria fonográfica.
Eu imagino o que é que o Dr. Nehemias Gueiros – um dos caras que estava do lado do nosso fallen angel, deve estar achando dele. Foi uma mudança de opinião daquelas que não deu para entender picas. Mas, o mundo é mundo e isso é o que realmente importa.
Em 1985, o Tears for Fears abria o mês de junho plantando no primeiro lugar da parada “Everybody Wants to Rules the World”. No último dia 1, nós e todos os participantes do coletivo que se reuniu aqui em BH no Teatro da Cidade, dedicamos a faixa ao Senador Eduardo Azeredo e ao seu projeto de cybercrimes, que quer dar um fim a nossa utopia socialista na rede mundial.
Caso tudo corra conforme nós queremos, o Senador não vai ver seu projeto aprovado, não vai conseguir se reeleger e vai perder o foro privilegiado no processo que o Ministério Público move contra ele a respeito do “mensalão Mineiro”, fato que ocorreu em 1998, quando ele tentou se reeleger governador e deu com os burros n´água- tão bem denunciado e fartamente bem informado pela revista “Isto É”. Nossa vingança tarda mas não falha.
E voltando a falar em coletivo, o Sabotagem está de volta. Assim que o coletivo tiver uma URL definida, todos vocês poderão fazer downloads de PDFs incríveis. Aguardem!

terça-feira, 9 de junho de 2009

A Estrela Dalva

A primeira vez que a Estrela Dalva despontou foi lá na Rádio Roquette Pinto, onde a conheci completamente esfuziante e agitada, se contrapondo a placidez e a calma quase que enervante do Wambier. De lá até o final dos anos 70, sua presença na minha vida foi marcante e definitiva- Ela e aquelas duas gracinhas, de nome Helena e Júlia.
Dalva foi talvez a mulher mais forte em qualquer aspecto que eu conheci. Trabalhava que nem uma condenada, cuidava da casa, organizava o Manoel e ainda tinha tempo para ser antenada, inteligente, espirituosa, saber de tudo e cuidar das filhas que, graças a ela, devem ter hoje uma cabeça ótima, dentro de todos os percalços possíveis e imagináveis , já que as peças que a vida nos prega são cravadas feito ponteiras, dilacerando a alma de um jeito que sempre nos deixa com algum ferimento.
Dalva era imprevisível totalmente e era isso que, aos meus olhos, a tornava mais fascinante. Conviver com ela era se apaixonar desenfreadamente, pois onde ela estava, a novidade estava junto. Confesso que gostava da Dalva mais que o necessário e isso não era nenhuma perdição para meu ser ou traição a confiança de um amigo a quem, na verdade, isso nunca lhe passaria pela cabeça ou pela minha. Éramos todos amigos, porra! E isso hoje em dia, nesse planeta de conhecidos casuais em que vivemos faz uma falta danada.
Estamos longe. Ela em Friburgo e eu aqui em BH. Mas estamos cada vez mais perto pela rede. E isso vai ficar cada vez mais patente e numa certeza daquelas que já vivemos antes, há tempos, quando a proximidade era real e física. Hoje ela é virtual, mas aos propósitos que eu, unilateralmente, quero, me serve perfeitamente.
Um beijão para a Estrela Dalva, cuja imagem celeste eu vejo sempre quando desponta, olhando para cima com essa cabeça tonta, arrastado pelo cachorro nas calçadas da existência.
PS: um dia eu conto a história da Dalva, irada e puta da vida, presenciando eu e o Wambier de porre apreciando o Grael no alto de um telhado recitando Garcia Lorca.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Pela bronca que a maioria dos metaleiros tem da Sharon Osbourne, mulher de Ozzie, ela deve estar para ele assim como a Yoko estava para John e para a maioria dos Beatlemaníacos. Isto é, um porre de saias.
O lance é que todas as duas salvaram a vida e a carreira dos homens a quem estavam ligadas. Se não fosse a Sharon, Ozzie seria hoje mais um morto-vivo vagando por alucinações meio freaks regadas cocaína, sem carreira, sem trajetória e acabado para o rock and roll.
Pois bem: Ozzie está movendo um processo pesado contra Toni Iommi na Justiça norte-americana. Segundo consta da petição inicial, Ozzie reclama uma parte da venda de souvenirs com a marca Black Sabbath que, segundo o pedido, foi escamoteado pelo guitarrista nas apresentações de contas à ele e a membros da banda.
Segundo pessoas ligadas a Iommi, na verdade quem está por trás de tudo é Sharon, que nunca gostou de Iommi e está aproveitando a chance no sentido de dar uma sacaneada nele.
Enquanto isso acontece entre os dois, Dona Yoko continua- ao lado de Paul, Ringo e dos herdeiros de George – no seu processo contra a Apple Co., já que, segundo a reclamação dos Beatles- é uma marca registrada para computadores e nunca poderia mexer com música, venda e edição, já que o registro para essa finalidade sempre pertenceu a Apple Records. O processo, com recursos de ambos os lados, vai se desenrolando lentamente e não há previsão para seu final.
Já aqui no patropi, prevê-se uma briga na justiça grande, com Rita Lee movendo processos contra os irmãos Baptista(ex-Mutantes) e Luiz Sergio Carlini- que reviveu o Tutti Frutti. Quem vive a coisa diz que isso vai dar um rolo daqueles. É só aguardar.

domingo, 7 de junho de 2009

Eu também digo NÃO!!!!!!!

Dizer não ao PL que o Senador Eduardo Azeredo(PSDB-MG) patrocina e que está em vista de ser aprovado pela Camara é a palavra de ordem nesses dias de início de junho.
Aqui em Belzonte, tivemos nossa reunião para o "diga não" no último dia primeiro e, democráticamente, convivemos com a assessoria do Senador fazendo panfletagem na porta do recinto, apesar de eu duvidar que um acontecimento recíproco se realizasse sem, no mínimo, um bate-boca.
A problemática de todo o imbróglio, que nunca foi discutida devido a não ser interessante para os lobistas é que o projeto do Senador, além de ser uma convergência de interesses a favor do copyright, é inspirado na famosa convenção de Budapeste, feita em defesa da propriedade intelectual e que o próprio Itamaraty recomendou ao govêrno Brasileiro de então que não a assinasse, pois ela não refletia uma linha do interesse nacional na área(software, hardware e Internet).
Países como China e ìndia também se recusaram a assiná-la, considerando a dita convenção completamente lesiva aos interesses dos países em desenvolvimento.
Assim sendo, acredito que se dois governos que representam mais da metade da população do planeta chegaram a esse termo na defesa do interesse daqueles que representam, porque nós, também altamente interessados, temos que conviver com um diploma legal inspirado em interesses corporativos que nos prejudicam? Pense um pouco e também diga não a esta aberração.

sábado, 6 de junho de 2009

Desembarques & Jogos para Celular

Hoje é 6 de Junho. Há 65 anos, a essa hora em que escrevo(1h40), a frota de desembarque aliada estava se agrupando a meio caminho de Dover para a Normandia, dando início àquele que ficou conhecido como o mais longo dos dias da segunda guerra européia.
Apesar da calorosa recepção que os Alemães ofereceram à Franceses e Ingleses, estava aberta a segunda frente na Europa, tão reclamada por Stalin e tão prometida ao ditador soviético por Churchill.
A partir dali, não havia mais escapatória. O Reich de 1000 anos de Hitler terminou melancólicamente um ano depois, com a queda de Berlim e seu suicídio( de Hitler) no bunker da Chancelaria do Reich. Uma cena indigna de qualquer ópera de Wagner, sem triunfalismos e num miserê da ignomínia que até hoje perdura, bastando apenas a lembrança do holocausto.
Por mais que ainda existam por aí seguidores secretos de pijama envergonhados, nunca houve- que eu me lembre- nenhuma tentativa séria de reabilitação para o nazismo como doutrina em qualquer campo. Sua campanha intencional de extermínio em relação as supostas raças inferiores vai ficar para sempre na lembrança da humanidade. Todas essas atitudes foram completamente indesculpáveis.
Apesar disso, ainda hoje alguns carrascos tem a coragem de prosseguir com as chamadas limpezas étnicas, como as feitas na Bósnia, Sérvia, Uganda, Serra Leoa e Somália, chacinando inocentes, seja pelas armas, pela doença ou pela fome.
A humanidade ainda tem muito o que aprender. Haja visto o que acontece entre a Coréia do Norte e seus vizinhos, entre Índia e Paquistão e o problema no Oriente Médio, todos crises sem solução aparente ou mesmo num futuro próximo, já que a criação de complicadores é bem maior do que o número de soluções apresentadas para a resolução das mesmas. Vamos ter que conviver com isso tudo, nessa apatia em que vivemos e que será transmitida aos futuros seres, já que, em nossa projeção de vida, a solução parece inexeqüível. Muito triste isso.
Mudando completamente de assunto, agora de manhã eu recebi uma notificação de Download da Microsoft me alertando que havia novidade no site. Fui lá e baixei um kit de desenvolvimento para o Microsoft Móbile que serve para desenvolver qualquer tipo de aplicativo. Baixei as duas versões: a Professional(276Mb) e a Standard(72Mb). Pela diferença de tamanho nota-se que a Standard deve servir apenas para desenvolver joguinhos e outras babaquices. Mas, como é exatamente isso que eu quero, lá vou eu desenvolver meu joguinho tendo meu cachorro como personagem principal.A trilha sonora, feita pelo Laboratório de Sons Estranhos, já está prontinha! No jogo, você acorda e vai tentar descobrir onde é que foi que o bonitinho( meu cãozinho adorável) fez pipi pela casa. Se vc pisar desavisadamente em alguma mijada, perde 10 pontos. Se você achar alguma, vai precisar do esfregão e do detergente para limpá-la. Usando só o esfregão, você ganha dez pontos. Usando o esfregão e o detergente, você ganha 20 pontos e o direito de ir fazer café na cozinha. Entre o fogão e vc tem uma mijada grande. Vc pode acender a luz da cozinha e contornar a mijada, ganhando cinco pontos. Vc pode voltar atrás, pegar o esfregão e o detergente e limpar a mijada, ganhando 20 pontos. E por aí vai meu joguinho. Depois, vou escreve-lo para Mac e tentar coloca-lo na loja. Dá uma grana esperta, sabia?

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Três dias de História Contemporânea

Quem viu “Woodstock”, viveu a era e teve acesso aos antigos vinis com alguns dos registros originais do filme, não perdeu por esperar. Vem aí “Woodstock- Quarenta anos em cima! Retornando a Fazenda de Max Yasgur”-um lançamento da Rhino, prometido para o dia 18 de Agosto.
Na caixa com 6 CDs e 77 faixas estão incluídas 38 nunca antes lançadas, de artistas que vão desde The Who até o Jefferson Airplane, passando pelo Grateful Dead e o Credence Clearwater Revival.
Entre elas está uma versão com 19 minutos de “Dark Star”(Grateful Dead), “Amazing Journey” e “Pinball Wizzard”(The Who), “Feelin Allright”(Joe Cocker), “Bad Moon Rising”(Creedence), “You´ve Made me so Very Happy”(Blood Sweat & Tears) e mais faixas inéditas com Joan Baez, Country Joe & The Fish, Sha na na , Butterfield Blues Band e Johnny Winter.
Foram restauradas as versões originais para o “Woodstock Boogie” do Canned Heat, que voltou aos seus 30 minutos e “We´re Gonna Take It”(The Who), que, tanto no filme como no disco ficou reduzida ao “See me, Feel me”.
Também estão na caixa as nunca lançadas “Coming To Los Angeles(Arlo Guthrie) e “Theme from na Imaginary Western”(Mountain), que, para sair em disco, foram substituídas por faixas de outros grupos mais bem gravadas e melhores para o então corte de matrizes.
A ordem das faixas em todos os CDs respeita a ordem original na qual os grupos subiram ao palco em 1969 e todas as falas de palco estão incluídas, com as versões originais do discurso do fazendeiro Max Yasgur e a discussão havida entre Abbie Hofmann e Peter Townshend.
A única coisa não muito legal em todo o trabalho é a não inclusão de “Goin Home”, o épico do Ten Years After, pois Alvin Lee não respondeu a nenhuma das solicitações de liberação feitas pela produção. Pelo mesmo motivo também não foram incluídas as performances do The Band e de Keef Hartley.

Abaixo vai a lista completa das faixas do lançamento:

Disc 1: Richie Havens -- "Handsome Johnny," "Freedom (Motherless Child);" Sweetwater -- "Look Out,""Two Worlds;" Bert Sommer -- "Jennifer," "And When It's Over," "Smile;" Tim Hardin -- "Hang On to a Dream," "Simple Song of Freedom;" Ravi Shankar -- "Raga Puriya-Dhanashri/Gat In Sawarital;" Melanie -- "Momma Momma," "Beautiful People," "Birthday of the Sun;" Arlo Guthrie -- "Coming into Los Angeles," "Wheel of Fortune," "Every Hand in the Land"

Disc 2: Joan Baez -- "Joe Hill," "Sweet Sir Galahad," "Hickory Wind," "Drug Store Truck Drivin' Man" (with Jeffrey Shurtleff); Quill -- "They Live the Life," "That's How I Eat;" Country Joe McDonald --"Donovan's Reef," "The ‘Fish Cheer"/"I-Feel-Like-I'm-Fixin'-To-Die Rag;" Santana -- "Persuasion,""Soul Sacrifice;" John Sebastian -- "How Have You Been," "Rainbows All Over Your Blues," "I Had a Dream;" Incredible String Band -- "The Letter," "When You Find Out Who You Are

Disc 3: Canned Heat -- "Going Up the Country," "Woodstock Boogie;" Mountain -- "Blood of the Sun," "Theme For an Imaginary Western," "For Yasgur's Farm;" Jerry Garcia and Country Joe McDonald – Green Acid Advice (stage announcement); Grateful Dead -- "Dark Star;" Creedence Clearwater Revival -- "Green River," "Bad Moon Rising," "I Put a Spell On You"

Disc 4: Janis Joplin -- "Work Me, Lord," "Ball and Chain;" Sly & the Family Stone -- Medley: "Dance To The Music"/"Music Lover"/"I Want to Take You Higher;" The Who: "Amazing Journey," "Pinball Wizard," "We're Not Gonna Take It; Jefferson Airplane -- "The Other Side of This Life," ""Somebody to Love," "Won't You Try"/ "Saturday Afternoon," "Volunteers"

Disc 5: Joe Cocker -- "Feelin' Alright," "Let's Go Get Stoned," "With a Little Help From My Friends; Country Joe & the Fish -- "Rock & Soul Music," "“Love," "Not So Sweet Martha Lorraine," "Summer Dresses," "Silver and Gold, "Rock & Soul Music (Reprise);" Johnny Winter -- "Leland Mississippi Blues," "Mean Town Blues;" Blood, Sweat & Tears -- "You've Made Me So Very Happy"

Disc 6: "Crosby, Stills & Nash -- "Suite: Judy Blue Eyes," "Guinnevere," "Marrakesh Express," "4 + 20;" Crosby, Stills, Nash & Young -- "Sea of Madness," "Wooden Ships;" Butterfield Blues Band -- "No Amount of Loving," "Love March," "Everything's Gonna Be Alright; Sha Na Na -- "Get A Job," "At the Hop," "Get a Job (Reprise);" Jimi Hendrix -- "The Star Spangled Banner," "Purple Haze," "Woodstock Improvisation"

Paixões Proibidas

O politicamente correto diz que História Militar, vencedores e vencidos são coisas que nenhum nerd-yuppie que se preze pode sair por aí ostentando conhecimento. Tudo agora é rotulado como belicismo, agressão, totalitarismo, propaganda nazista e um monte de babaquices maiores ditas por aqueles que já, entre outras coisas, pregaram um desarmamento que ia deixar a população entregue a marginalidade.
Como eu nunca estive nem aí para essas bobajadas, continuo interessado em tudo aquilo que vem sendo apresentado nos noticiários como não correto. Um poster da Kriegsmarine com o U-47- submarino que invadiu Scapa Flown, botou um couraçado no fundo e conseguiu sair de lá- foi apresentado policialescamente como propaganda nazista. Discos que nunca foram proibidos com os discursos de Hitler e as canções da juventude Hitlerista também foram apresentados como tal.
Qualquer dia desses, o punk vai ser considerado neonazismo. Grupos como Ratos de Porão e Os Inocentes vão ser banidos, seus CDs recolhidos e sua posse proibida. Grupos de Carecas terão seus lugares de reunião invadidos , darks e góticos vão ser processados por necrofilia, Emos vão ser internados em sanatórios para tratar a depressão e os evangélicos vão largar a umbanda como alvo e transformar metaleiro em saco de pancada.
Hoje já acontece isso com os fumantes. Em São Paulo, o Governador José Serra instituiu uma espécie de “delação premiada” para quem entregar as autoridades os estabelecimentos que estão dando guarida para o fumacê. O próximo alvo será a obesidade. Basta esperar.
O problema é que todos esses filhos da puta esquecem que existe uma constituição em vigor e lá tem um artigo – o quinto – que parece que eles nunca leram. Muito difícil viver assim, né?

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Quem quiser discutir que discuta, mas, em termos de apropriação pelo pop, a música religiosa mais pé no saco que pintou até o momento é esse gospel diluído e monoteísta, que só fala em Cristo para lá e Cristo para cá, numa louvor monocórdico e fanaticóide, completamente desinteressante a quem não pertence a qualquer uma de suas seitas. Não levo em consideração o “sucesso” que ele faz. Para mim, tanto o gospel quanto o padre Zezinho são farinha do mesmo saco.
Em minha opinião sincera, a apropriação que o pop fez dos pontos de Umbanda foi muito mais proveitosa para ambos os lados do que isso que está acontecendo hoje em dia. Um homem foi responsável por tudo isso: J. B. De Carvalho que, nos anos 30, começou a recolher os pontos tradicionais, passar para pauta, colocar início, meio e fim nas letras e gravar os mais fervorosos e conhecidos. A única coisa chata que ele fez foi registrar tudo em nome próprio, mas Catulo da Paixão Cearense fez a mesma coisa e nunca ninguém reclamou. Mais tarde, quando um monte de compositores resolveu "beber da fonte", J.B. e seus herdeiros sairam processando todo mundo, numa confusão danada. Houve até chamado e obrigação, como o ocorrido com Clara Nunes e mais veladamente com Maria Bethania, que começaram a gravar material para pagar obrigações contraídas em terreiro do Candomblé.
E, nesse assunto, a Cultura Brasileira é muito peculiar, pois os artistas e músicos aqui fazem o trajeto inverso entre o popular e o religioso. Enquanto na América a maioria sai da igreja para o palco(James Brown, Billie Holiday, e mais recentemente o King Of Leon), aqui neguinho sai do palco e de uma overdose para os “braços de cristo”, com o leque indo de Mara Maravilha e Simony, passando por Ed Wilson e indo até Roberto Carlos, o evangélico mais enrustido do pedaço. Conversão aqui é um jeito de exorcizar um passado reprovável E a gente tem que dormir com esse barulho.

quarta-feira, 3 de junho de 2009



Capital Inicial vem a BH para apresentar repertório de DVD – O repertório é aquele que todo mundo já conhece de cor e salteado. Para que gastar passagem e estadia com essa fome de holofote? Será que Capital tem tanto público assim na cidade? Eu seria um que iria ao show. Não vou porque as vacas estão passando fome Somali e minha carteira está próxima a pedir ajuda a um fundo qualquer das nações unidas. Vou fundar uma ONG para ver se levanto uma mixaria. Que nem meu amigo Chacra fazia com a antiga FUNARTE. Apresentava um projeto de documentário, levantava a grana e vivia dela até ela acabar. Apresentava uma prestação de contas fajuta, dava um tempo, apresentava outro projeto, levantava a grana e ia repetindo o processo. Fez isso uns nove anos até dar na pinta. Aí foi viver de artesanato.
Maguila vira Sambista. Já gravou até CD. O lançamento aqui na cidade vai ser uma porrada.
Reunião dos Beatles marca coletiva da Microsoft e lança game com 46 músicas da banda. Pela foto, Paul e Ringo tavam até felizinhos. Os Royalties desse gasme vão dar uma grana boa para os dois. Paul anda precisando de uma ajuda de custo para reembolsar o que o divórcio levou. Já Ringo continua a gozar a aposentadoria precoce capitaneando sua banda de estrelas decadentes, que tem , entre outros, Peter Frampton na guitarra.
Apesar de não ter nada a ver com música tem a ver com bobagem. Os porteiros dos prédios de BH vão usar rádios para falar com a PM.Assaltantes na escuta. E o CONAR proíbe campanha da Brahma com Ronaldo Fenômeno oferecendo cerveja pelo vídeo. Eu, dentro da minha pachola libertária, achei essa proibição de uma babaquice extrema da correção política. Ê gentinha.- Ele já não fez coisa pior? Então? Por que não pode oferecer uma cervejinha! Para terminar, li que vão usar o submarino que achou o “Titanic” para buscar os restos do vôo da Air France. Duvido que o bichinho ache algo. É só guardar as devidas proporções. O Titanic afundou práticamente inteiro. O avião explodiu. Assim......

terça-feira, 2 de junho de 2009

This is the Second!

Minha cabeça anda a mil e eu tenho, na verdade, escrito mais por compensação e relax do que por dever de ofício. Assim, ontem eu tinha escrito para hoje um teto sobre EMOS e a manifestação que vêm assolando a mente juvenil(essa foi ótima!) hoje em dia. Esqueci dele completamente. Aí, agora de manhã eu perpetrei o "texto histórico" subsequente. Assim sendo, vamos ao que interessa: lá vai o primeiro, que tem início com essa poesia desmedida.
“Te encontrei/ Toda repelente encostada no balcão e entregue as bibida/ Te cortei a cabeleira do suvaco/as zunha do pé/ i ti xamei di quirida”. Você quer uma coisa mais sofredora e qualquer nota do que as duas estrofes acima? Pois isso é Emo!
Sabe aquele corte de cabelo que o filho do vizinho ta usando, que tu achou meio esquisitão e o teu filho comprou uma tinta verde metálico pra fazer o mesmo cu de pato lambido que cai nos olhos estilo NXzero? Aquilo é Emo!
Segundo um careca( skinhead) que mora aqui no prédio, Emo tem mais é que levar porrada(“pra deixar de ser gayzinho”, diz ele). A moda emo é mundial, já tendo sido homenageada até em capa da “Mad”(Emo Gay). Basta você colocar o Google pra funcionar e correr um pouco atrás que tu vai achar as imagens mais esquisitas.
Foi o que fiz depois que a sobrinha que mora aqui em casa me confidenciou que o filho mais novo da minha cunhada, tia dela, é Emo. Porra, emo? É.
Aí eu é que resolvi botar meu bloco on the street para saber where the emos live. E achei essa história de uma babaquice ímpar, mas como todos tem o direito a se exprimir, liguei o foda-se e pronto.
Ser emo é ser deprê e maníaco depressivo por excelência. Se tiver uma gilete perto, o pulso não escapa de um cortezinho. Da mesma forma que aqueles barrocos gostam de um cemitério, emo gosta de melancolia, estilo ninguém me ama, ninguém me quer, ninguém me chama de Baudelaire.
Não achei esse negócio de emo legal, não. De depressão quem gosta é economia, tão sabendo? Eu não sou chegado mêrmo. Deitei minha falação sobre o assunto e estamos conversados.
Agora, o segundo:
Na tarde do dia 29 de Maio de 1453, a artilharia Otomana conseguiu demolir uma parte da muralha de Constantinopla perto do chifre de Ouro e os Janízaros entraram pelo buraco de roldão, matando tudo que viam pela frente. No dia de hoje, o último Imperador Romano do Oriente foi massacrado junto com seus ministros, quando transitava do hipódromo em direção a Hajia Sofia. A Hegemonia dos sultões na região durou até o início do século XIX e alguns historiadores creditam o fim da Idade Média ao final do Império Bizantino.
Quem ficaria feliz de me ver escrevendo isso como lembrança seria meu finado Professor de Direito Romano na Cândido Mendes, Mário Giordani- autor de uma “História do Império Bizantino”, que deve ser a única referência nacional existente sobre aquele período histórico.
Aí, vai ter um bundão qualquer perguntando o que é que isso tem a ver com música! Muita coisa! Foi naquela época que o primeiro Avedis Zildjian – mestre da banda marcial da guarda do Sultão- chegou a Constantinopla, renomeada Istambul – e se estabeleceu com uma forja de címbalos e gongos, que são fabricados até hoje, usados por 11 entre 10 bateristas de qualquer gênero.
Aliás, a história militar determinou o aparecimento de uma série de instrumentos de sopro e de percussão que até hoje são indispensáveis. A boquilha dos trumpetes, trombones, tubas e trompas de hoje em dia é idêntica e usa o mesmo sistema das que eram usadas nos instrumentos gregos da antiguidade e nos instrumentos marciais Romanos( marcial vem de Marte- Deus da Guerra). A formação básica da Banda marcial Romana é a mesma usada pelos Exércitos posteriores, fossem Austríacos, Franceses, Napoleônicos, Czaristas e os do Reich. Nada mudou desde a sua concepção, incluindo a ordem instrumental( pífaro, sopro e percussão). Aqui vale uma nota: a Confederação Germânica encabeçada pela Prússia é o primeiro Reich. O Império Alemão(1871-1919) é o segundo Reich e a Alemanha Nazista(1933-1945) é o terceiro Reich.
A caixa de guerra, tarol ou caixa em fá é a mesma desde o século XVII, com os fios metálicos distendidos sobre a pele para causar estridência. Já a percussão de centro( marcação) tem sua origem na sociedade tribal pré-suméria. Foram os primeiros instrumentos, ao lado das flautas feitas em osso, bambu ou material que possibilitasse a furação e o encanamento(tubos).
Os instrumentos de corda e harmônicos(cordas ou percussão) tiveram sua origem na religião( traduzindo a voz de deuses) ou em reuniões nas quais eram utilizados para sustentação de cantorias.
Quem realmente quiser se aprofundar no assunto vai encontrar nas boas livrarias uma série de livros e publicações sobre o assunto. Só revistas nacionais devem existie umas três. Estrangeiras umas quinze. Assim, qualquer consulta sempre terá um ponto no qual a referência será explícita e bem feita.