“Eu Quero Essa Mulher Assim Mesmo”(Monsueto)- alguém lembra da música? E de Monsueto Menezes, um dos grandes sambistas dos anos 50/60, hoje completamente esquecido. Monsueto é aquela voz que aparece na versão original do “Na Tonga da Mironga do Kabuletê”, gravada por Vinicius de Morais e também teve uma participação no “Saba do Crioulo Doido”, de Sergio Porto. Monsueto é hoje mais um dos nomes completamente obliterados de nossa música pop, já que várias de suas composições fizeram sucesso quando lançadas e hoje estão completamente esquecidas.Alguém lembra de Sonia Delfino? Cantora, chegou até a ancorar um programa diário na TV Tupi do RJ. Seu grande sucesso foi “bolinha de sabão”(sentado na calçada de canudo e canequinho/(refrão onomatopaico)/eu vi um garotinho/............/fazendo bolinha de sabão).
E do Silvio César? Silvio, meio galã/meio vozeirão, foi grandemente executado com “Para Você Eu Guardei/ Um amor Infinito...../
Nesse tempo desse alguém lembra, ainda não tinha acontecido a uniformização do pop. Compunha-se para São João, Carnaval e mais algumas festividades que precisassem de um certo tipo de trilha sonora.
E haviam compositores especializados em cada gênero. Otolindo Lopes e Eratóstenes Frazão eram especializados em Carnaval. Osvaldo Nunes saiu do carnaval(“Bafo da Onça”) para o pop(“Manhê”, Segura esse Samba Ogunhê”) e muitos outros transitavam entre as fases e estilos, numa total promiscuidade rítmica. A coisa era bem mais colorida.
Hoje, a uniformização chegou de forma a tornar a coisa meio plástica e sem cor. Rádio Popular tem o mesmo listão em todas as emissoras. As do segmento jovem também são uniformes, numa padronização que dá até para levar como séria as histórias venais que alguém sempre têm para contar a respeito de cada sucesso.
E esse estigma perdura, ainda mais para os desavisados, pois para um neófito na coisa, só pode ser essa a explicação para que todas as rádios executem o mesmo repertório, com uma ou duas músicas- no máximo – de diferença.
No último congresso da ABERT, em Brasília, o Minsitro Hélio Costa andou dizendo muita bobagem . Uma delas foi assinalar que jovem ter que largar a Internet e ouvir Rádio e ver TV. Ele se esquece que ouvir Rádio hoje é na Net, que oferece mais de mil opções. Um dia desses eu estava ouvindo um programa de Blues numa rádio da tribo Algonquin(Canadá) e o Locutor apresentava toda a coisa na língua deles!
E no quesito imagem, a mídia eletrônica digital- esteja ou não na NET- é bem superior àquilo que as TVS abertas teimam em definir como excelente.
As únicas coisas que continuam visíveis são o "Panico", o "CQC", a VH1 e a programação da MTV. O resto é lixo puro. E a gente ainda tem que aturar o Hélio Costa deitando falação.Muito difícil.

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