O Purple esteve aqui( RJ) neste último dia 22 e, pela “repercussão” causada, tudo indica que só os admiradores terminais compareceram ao show do grupo, agora desfalcado da guitarra e dos teclados originais. O Purple vêm cometendo equívocos desde PURPENDICULAR e ABANDON, gravados nos anos 90. Se em PURPENDICULAR o grupo já estava timbrando esquisitíssimo, em ABANDON ele virou casaca, pois em várias faixas o Deep Purple de 1998 soa como se fosse o Led Zeppelin nos anos 70. É ouvir "Don´t Make me happy" e ser imediatamente remetido a "Since I´ve Been Loving You"(Led Zep III). O Deep Purple nem parece mais aquela banda, que teve dois Lps incluídos pela revista Metal Head, na lista dos 100 discos que todos devem ouvir antes de morrer. O grupo soou errado com o finado Tommy Bolin, e volta a fazer a mesma coisa com Steve Morse. Falta aquele timbre imortal de solos antológicos, como os de "Highway Star" e "Woman from Tokio".O Deep Purple é mais uma das várias múmias de Lenin a existir no panteão do Rock. Vamos enterrá-la antes que ela se deteriore. Não vamos abandoná-la à este triste destino.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
O homem que mudou a estética da música feita no século XX, faria,esse ano, 110 anos de boa vida às custas dos seus direitos autorais. Nunca frequentou um conservatório. Nascido no Brooklyn _Nova Iorque_ em 25 de setembro de 1898, seus pais eram imigrantes russos e levavam uma vida de classe média de Belle èpoque. Sensíveis aos talentos dos filhos, os pais de George não mediram esforços para que sua educação musical fosse nota 10, custeando-lhe toda uma bagagem de aprendizado e treino com os melhores professores da cidade. Nunca um investimento em arte deu tantos dividendos. "Swanee", cantada por Al Jolson, inaugurou o cinema falado. "Summertime" está no repertório de qualquer cantor de botequim. E, no dia que alguma pesquisa for feita para determinar qual a composição instrumental mais americana que já foi produzida, "Rhapsody in Blue" vai estar entre os dois primeiros lugares. Seu estilo individual e inconfundível tinha composição química semelhante a de uma sopa de fim de noite. Passava pela música de circo, pelas canções de trabalho que os negros cantavam pelos cais do Hudson, pelo " melisma" ídiche, pelo impressionismo de Mussorgsky e Ravel e pela execução virtuosa de Liszt. Foi desse batuque na cozinha que saiu "Rhapsody in Blue". Sua grande estréia, em 1924, foi como um meteoro colidindo com o planeta música. Não sobrou nota sobre nota. Da mesma forma que trouxe o jazz para o palco do Carnegie Hall , Gershwin levou Ravel para conhecer o boteco da esquina. Seu tráfego nas novas propostas ,aliado a um sentimento e a uma estética próprias, o levou a ser a referência para todos aqueles que arranjavam e orquestravam música em qualquer gênero. Gershwin era a vanguarda do pop. E tinha currículo para tanto. "Swanee", feita em 1919 e gravada no ano seguinte por Al Jolson, fora o primeiro 78 Rpm a passar das 500.000 cópias vendidas. O feito só foi ultrapassado por "White Christmas"(Bing Crosby) nos anos 30. Com a divulgação de "Rhapsody in Blue", a maioria de suas soluções orquestrais foi incorporada de imediato a toda a produção de qualquer lugar. A repercussão da peça foi mundial. No Brasil, os arranjadores e regentes já vinham flertando com o pop internacional desde que Pixinguinha introduzira figuras jazzísticas nos arranjos do rpertório executado pelos Batutas. Mas, é com a era do rádio que a música Brasileira é exposta a influência do Jazz e de Gershwin. Com a inauguração da Radio Nacional em 36, Radamés Gnatalli _então seu grande orquestrador_ começa a vestir o repertório popular dos cantores contratados com novos arranjos, mais afeitos às peculiaridades técnicas do veículo e dentro das características prescritas nas pautas de Gershwin. É aí que Radamés adere a influência sem o mínimo preconceito e grava seu choro "remexendo"(1943), com um conjunto de quatro saxofones e uma bateria, dispensando os ritmistas!!! Orestes Barbosa chegou a propor em sua coluna de jornal uma das primeiras campanhas para "nacionalizar de volta" a música popular! O grande escândalo que Gershwin provoca na música nacional acontece em 1946, quando um paraibano maluco por música chamado Severino Araújo grava, com a orquestra Tabajara, o choro "Paraquedista", no qual o trombone solista é secundado por uma seção de metais de fazer inveja a qualquer composição da Broadway. No ano seguinte, Araujo vai mais além e faz um arranjo em ritmo de samba para....."Rhapsody in Blue", respeitando todas as marcações originais do mestre. A crítica nunca perdoou o paraibano maluco por música em mais esse deslize. Nos anos 50, o projeto naufragado da "sinfonia do rio"(Billy Blanco e Tom Jobim) também refletia Gershwin. E seu fantasma gozador ronda até hoje a porta dos estúdios. Não é necessário ser vidente para essa chama de mediunidade. Quando Gershwin morreu aos 38 anos(11 de julho de 37, em Hollywood), ele estava tentando modificar seu estilo, namorando as cordas de uma orquestra. Estava compondo um quarteto. Seu desenvolvimento musical foi demasiado para a vida breve que teve. è impossível de se fazer qualquer projeção de como estaria sua produção e estética nos anos 40 e 50. Já imaginaram o que aconteceria se ele chegasse a conhecer Charlie Parker e o pessoal do bee-bop? E, nesse início de terceiro milênio, não existe nenhuma dúvida a respeito de seu lugar privilegiado na história da música do século XX,seja ela erudita ou popular.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Não se pode esperar muito do Rock and Roll num país onde a primeira gravação do gênero foi um cover de "Rock around the clock"- em inglês - registrado por.........Nora Ney. A então já vetusta cantante do elenco da Rádio Nacional foi a verdadeira mãe do nosso rock . Vai ver que é por isso que roqueiro brasileiro sempre teve cara de bandido. Nossa síndrome Macunaíma foi bem mais além, pois os roqueiros daqui deglutiram as extensões virís, simbolizadas pela guitarra e pelo rabo-de-peixe, vomitando as duas em uma só lambreta. Só roqueiro é que andava de Lambreta. Como andar de Lambreta sempre foi coisa de macho, todo roqueiro era homem práca.......e sózinho, pois, devido a moda tubinho, era muito raro uma simpatizante subir numa garupa, já que calça comprida naquela época também era coisa para macho.
O figurino básico do roqueiro brasileiro passava longe dos jeans, tênis e camisetas. A colonização cultural não dava margens a radicalismos e a alma psicotrópicoanárquica continuava a mandar lembranças na seguinte mistura: calça de brim, sapato globetrotter (quem nasceu nos anos 50 deve lembrar daquele mocassim!), camisa de madras e pulôver amarrado no pescoço. Entre as pernas,além dele (quem?), uma lambreta. Cigarro Chesterfield e, como bebida, "samba em Nagasaki" (Coca Cola, rum Montilla e Pervitin ou Dexamil Spansule, ou Probese, ou Anorexyl ou qualquer outra bolinha que pintasse). Essa era a configuração básica do transviado. E os transviados não se faziam de rogados: mandavam e misturavam tudo. De Pat Boone a Jerry Lee Lewis, valia o que vinha gravado nos discos do HIT PARADE KOLYNOS, que as rádios Mayrink Veiga (RJ) e Piratininga (SP) veiculavam nas madrugadas de sábado para domingo. Na Piratininga quem apresentava era Fausto Canova, no Rio, um jovem que está terminando seus dias babando na gravata,ao ler editoriais no Fantástico da Rede Globo. Apesar de ser coisa de macho, a primeira unanimidade do Rock ao sul do equador foi Celly Campello. É a partir dela que tem início a lobotomia Teenager no país, repleto de senhoritas que, depois de um banho de lua, estavam loucas para ser agarradas pelo estúpido cupido mais próximo. Já completamente colonizados, os goiabões e suas meninas dos biquinis amarelinhos destróem os cinemas a cada exibição de "o balanço das horas" e filmes de rock and roll subsequentes. Se Tony Campello faz o lado romântico meio latin-lover do nascente "ritmo da juventude", os Ronnie Cordes da vida entram a 120 por hora pela Rua Augusta, botam a turma toda do passeio para fora, param a quatro dedos da vitrine e, ato contínuo,morrem afogados numa ejaculação diluviana. E por ser coisa de macho,o rock começou a atrair aqueles que gostavam de machos. Sérgio Murilo foi o primeiro porta-voz das minorias dentro da nossa versão do gênero. Além de boy, foi ele quem gravou o rock multirracial número um feito aqui ("Marcianita/verde ou preta"). Na época, ninguém notou sua atitude políticamente correta. Atrás de Sérgio Murilo vieram Rossini Pinto, Serguei, Denise Barreto e Osvaldo Nunes.Este último, depois que chapava o melão,ia até a Rua Taylor,pegava cinco garotinhos,dava uma última passada no Berro do Paulistinha e saia de lá gritando: -"para fazer o que eu vou fazer agora tem que ser muito macho!" Com Carlos Imperial e Hélio Freitas protagonizando seu primeiro escândalo sexual, o Rock Brasileiro chega à menstruação. As vítimas da sedução com fins libidinosos deviam ter quinze anos, no máximo. Numa das audiências, Imperial tem a cara de pau de dizer ao juiz que não pedia a identidade das mulheres com quem trepava. Escândalo completo! A manchete da "Revista do Rádio" dizia tudo:-"Rock Brasileiro é uma pouca vergonha!". O "ritmo da juventude" surgiu na vida de Gil e Caetano, Gal e Mutantes, da mesma forma que o sexo na poesia de Fernando Pessoa: um mero acidente de percurso. Os Baianos exorcizaram seu narcisismo usando guitarras como trilha sonora. Já na Jovem Guarda, dalí para a frente, tudo era diferente. De "Splish Splash" para "Um Whisky antes...um cigarro depois", a caminhada tinha sido muito curta. Só ficou longa para se chegar ao "vira" dos Secos & Molhados. Afinal, 10 anos não são 10 dias. Mesmo assim, a máscara de Ney mostrava que o tempo estava do seu lado. A Rosa de Hiroshims era um infinito mistério. -Seria mutante?- ou um caso sério? Dois passos a frente e a Paulicéia Desvairada largava de lado uma Rita Lee travestida de Alladin Sane para fazer o côro de "ê companhêro/vamos ao banhêro"- berrados por Percy, vocalista do Made in Brazil no antológico festival de Saquarema. -Androgínia tropical ou completa putaria? -Ninguém sabia!........... Nessa época, quem era macho era Raul dos Santos Seixas. Oscilando sua Pelvis em "Let me sing", nosso Elvis Presley de Salvador mostrava que sua música era um porto seguro de virilidade. "Gita" dizia tudo o que as Ediths, Glórias e Beths da vida queriam ouvir. "Medo da Chuva", o ponto final da relação. Se elas quisessem alguma reprise, bastava apostar na loteria da babilônia. Não havia sociedade alternativa em seu machismo. Se nos anos 60 o Brasil se sentou, nos anos 80 ele manda a ditadura passear usando cordas, teclados e baquetas como trilha sonora - dando vazão aos punks da periferia, ao rock de bermudas, a várias cópias do Police e a metalmania. Paulo Ricardo surge como o grande símbolo sexual da fase, indo macho até um incidental beijo na boca de Caetano. Por uma estranha coincidência, a carreira do RPM dá para trás a partir desse momento histórico. Segundo alguns entendidos, a trajetória da banda foi para o espaço devido a uma simples contradição: o ego da ex-paquita não batia com o do velho compositor Bahiano. Assim, tudo não era lindo, tudo não era maravilhoso............ Mantendo a ambivalência, Cazuza sinaliza um verde novo em folha para um Sempre Livre, que faz a pista para a aterrissagem de Cássia Eller. Estamos conversados: entre mortos e feridos, no Rock Tupiniquim sempre houve espaço para todas as políticas, ideologias e preferências. Jorge Mautner, Sérgio Bandeira, Malú Viana estão aí para dirimirem as dúvidas no "Se me considero andrógino,sou bissexual?" Como diria Ezequiel Neves, não adianta discutir ou ficar se perguntando. Mesmo que encontrem a resposta, seja ela macho - seja ela fêmea- vocês não poderão provar nada!
Dando uma mostra de como a Jovem Guarda era feita nas coxas, você fica com Wanderléia cantando "Boa Noite!"
A polêmica razoável é uma fábula. Uma história fantástica descrita em um modelo cósmico. Onde todos são iguais, tem a mesma capacidade e percepção homogênea. Os polemistas brigam com as mesmas armas. A inferioridade em qualquer das premissas exigidas para se iniciar a discussão é derrota na certa. Da mesma forma que a mentira tem perna curta.
Os polemistas não mentem. Eles defendem idéias. Estas sim podem ser mentirosas. Mas como tudo tem uma justificativa( vide o fascismo e Stalin), o polemista está sempre certo. Seja ele um Carlos Lacerda, um Diogo Mainardi, um Marcelo Dolabela, um Olavo de Carvalho ou um Manoel Lobato. Alguns respiram a alma poluiída das ruas de nossas regiões metropolitanas. Outros mandam seus textos do exterior. Um mais proeminente aparece em rede, no horário nobre. Sempre polemizando e cutucando nos mais recônditos preconceitos da alma nacional, jogando para o alto qualquer atitude politicamente correta. Graças a Deus. Ele é sincero, convincente e um grande polemista. Foi a polêmica que livrou Darcy Ribeiro de Montes Claros e o levou para compor a constelação de pensadores de importância de nossa cultura. Da mesma forma foi a polêmica que, durante décadas, serviu de justificativa para um exílio carioca de toda uma elite pensante Belo- horizontina. O antepenúltimo morreu no dia da padroeira. Wilson Figueiredo e Autran Dourado resistem. Só Roberto Drummond não escutou o canto de sereia, criando toda a polemica resultante de sua permanência na capital das Gerais. Coma a democratização de espaços e a revolução tecnológica, os centros da polêmica foram bater em novas paragens, instalando-se a discussão onde todos eram vacas de presépio, fosse por convicção, fosse por necessidade. E graças a polêmica resultante, nossa sociedade começa a ficar de pernas para o ar. Sem ela, Paulo Francis teria feito toda a bahianada retornar prá Salvador e Fagner teria dado porrada em Caetano. Temos MST, sem- casas e sem direitos, temos assalariados para sustentar a administração pública e deixá-la jogar dinheiro fora. Temos jornais, revistas e TV. Temos “Caras”, ratinhos, leões e todo um zoológico televisivo graças a ela: a polêmica. Ela( a polêmica) é a oportunidade que temos para abrir a espaços, respeitando direitos e deveres dos outros. Senão, olha aí ela instalada! Graças a ela, estamos como o diabo gosta, defendendo aquilo que nos parece direito e decente defender. E vamos continuar nessa magia negra como se fosse uma dependência química que nos permita a sobrevivência. Temos dito e fim de papo. Outra? Marisa Monte canta mal, Ivete Sangalo é raspa de tacho e Cláudia Leitte sem voz, além de perua feia.
Finalizando essa edição, Rory Gallagher mostra como é que se deve fazer para caminhar em cima de carvões quentes.
A revista Blender é famosa por suas piores no mundo da música. Elas seguem abaixo: confira!
(nota: eu não tenho nada contra as assinaladas em negrito). 50. My Heart Will Go On, Celine Dion 49. I'm Too Sexy, Right Said Freddy 48. Ob-La-Di, Ob-La-Da, The Beatles 47. The Only Thing That Looks Good on Me Is You, Bryan Adams 46. Hangin' Tough, New Kids On The Block 45. Mesmerize, Ja Rule 44. I'd Do Anything for Love, Meat Loaf 43. Follow Me, Uncle Kracker 42. The Sounds of Silence, Simon & Garfunkel 41. We Didn't Start the Fire, Billy Joel 40. I Wanna Sex You Up, Color Me Badd 39. She Bangs, Ricky Martin 38. Cotton Eye Joe, Rednex 37. Rico Suave, Gerardo 36. Make Em Say Uhh!, Master P 35. Shiny Happy People, R.E.M. 34. Longer, Dan Fogelberg 33. Barbie Girl, Aqua 32. Will 2K, Will Smith 31. Mmm Mmm Mmm Mmm, Crash Test Dummies 30. Greatest Love Of All, Whitney Houston 29. Breakfast At Tiffany's, Deep Blue Something 28. Your Body is a Wonderland, John Mayer 27. The Final Countdown, Europe 26. The End, The Doors 25. I'll Be Missing You, Puff Daddy 24. Superman, Five fot Fighting 23. Sunglasses At Night, Corey Hart 22. Courtesy of the Red, White and Blue, Toby Keith 21. Two Princes, Spin Doctors 20. Dancing On The Ceiling, Lionel Richie 19. Broken Wings, Mr. Mister 18. You're the Inspiration, Chicago 17. Pumps and a Bump, Hammer 16. What's Up?, 4 Non Blondes 15. I'll Be There For You, The Rembrandts 14. From a Distance, Bette Midler 13. Illegal Alien, Genesis 12. Kokomo, The Beach Boys 11.Invisible, Clay Aiken 10. Ebony and Ivory, Paul McCartney e Stevie Wonder 9. American Life, Madonna 8. Party All the Time, Eddie Murphy 7. Don't Worry Be Happy, Bobby McFerrin 6. The Heart Of Rock & Roll Huey Lewis and The News 5. Ice Ice Baby, Vanilla Ice 4. Rollin, Limp Bizkit 3. Everybody Have Fun Tonight, Wang CHung 2. Achy Breaky Heart Billy Ray Cyrus 1. We Built This City, Starship
(eu gosto delas)E, terminando o blog de hoje, Paul Hardcastle - rainforest, que eu considero uma tremenda batida!
(Deu na agencia Estado)”Com vendas de 10,7 milhões de unidades, o mercado brasileiro de computadores fechou o ano passado como quinto maior do mundo. E, segundo a consultoria IDC, o País deve alcançar o terceiro lugar até o fim de 2010. O maior mercado do mundo são os Estados Unidos, com 64 milhões de PCs por ano, seguido da China (36 milhões), Japão (13 milhões) e Reino Unido (11,2 milhões). A brasileira Positivo Informática (foto), líder no mercado local, vendeu 1,389 milhão de PCs em 2007. Foi a primeira vez que uma fabricante ultrapassou 1 milhão de unidades vendidas em um ano no País. O mercado de computadores vive um momento favorável, que combina queda de preços (causada pelo câmbio favorável, corte de impostos e aumento da escala de produção) e melhora nas condições de financiamento no varejo. 'Houve ainda a oferta de pacotes promocionais com operadoras de telefonia para incluir banda larga, o que ajudou a ativar as vendas', disse, em comunicado, Reinaldo Sakis, analista-sênior da IDC. O Brasil representa 47,3% de todo o volume de microcomputadores vendidos na América Latina. O México, que está em segundo lugar, responde por apenas 19,5% do total.” (Deu no UAI)” A atração vai mostrar ainda a rotina do quinteto antes do sucesso. O vocalista Alecssander Alves, o Dinho, o baterista Sérgio Reoli, o tecladista Júlio Rasec, o baixista Samuel Reoli e o guitarrista Bento Hinoto tentavam ganhar fama como Utopia antes de virar Mamonas. A inspiração do grupo era Legião Urbana, mas as canções sérias não vingaram.A história mudou quando uma fita demo com músicas engraçadinhas que costumavam cantar em churrascos de família caiu nas mãos do “executivo de uma gravadora.”(essa espécie deverá ter a proteção futura do IBAMA,pois se encontra em vias de ser extinta. Outra espécie que se encontra em extinção é a de admiradores de Fidel). Enquanto isso em Havana: (UAI)- "Algo vai mudar a partir de domingo (quando a Assembléia Nacional se reúne para escolher o sucessor de Fidel e apresentar as diretivas do governo para os próximos anos)", disse Raquel, de 21 anos, estudante de sociologia. "Quando se chega a um ponto em que todos exigem que se adote um novo rumo, alguma coisa tem de ser feita. Esperamos medidas que aliviem a crise econômica, algum aumento de salário que garanta pelo menos a compra de alimentos.Essas mudanças são urgentes. Não podemos nos converter em um Haiti." Esse foi o grande finale da semana. Todos os tópicos valem a pena.
Dinho Ouro Preto e sua turma desembarcam em Belo Horizonte neste domingo para um show de graça no Barreiro. A apresentação do Capital Inicial faz parte do projeto Show Mix Claro Coca-Cola. Rita Lee se apresenta nesse final de semana no Chevrolet Hall. Rita comemora os 40 anos de sua carreira no show Pic Nic. É bom ver nossa rolling stone( no sentido literal) ainda a botar seus ya-yas prá fora! Penso a mesma coisa em relação ao Capital Inicial. Minha ressalva fica para o Paulo Ricardo, bem mais para a “ CARAS” do que para o rocknroll.
A Billboard afirma que o grupo irlandês U2 está trabalhando em um novo disco com os mesmo produtores com os quais grava há anos, Brian Eno e Daniel Lanois. Segundo a banda, o disco vai romper clichês e Bono já fez as letras. O album deverá ser duplo e já tem oito introduções gravadas. O último álbum da banda foi lançado há quatro anos.A grande decepção é que tudo indica que o álbum vai usar os meios tradicionais de divulgação
Foi com este bordão que iniciei a minha própria descoberta da caixinha preta como coisa indispensável ao bem viver. Da Rádio Tamoio passei para os humorísticos da Rádio Mayrink Veiga, pulei para os programas policiais, virando a patrulha da cidade ou sendo mais um numa luta incansável do habitante da cidade contra o crime. Fui redescobrir o rádio musical com a Rádio Mundial em 65- Eu era um daqueles que não tinha medo dos Beatles e que gostava de ouvir a chamada “Aqui fala Big Boy apresentando a Mundial é Show Musical”. Background eu tive, convenhamos. O rádio foi parte importante na minha integração social e na minha formação como indivíduo. Foi por ele que eu tive a noção do que uma paralisação pode fazer a um veículo. Aconteceu na greve de 1963, na qual a única emissora do RJ a ficar transmitindo foi a Rádio Roquette Pinto- a única a noticiar o atentado em Dallas, que vitimou Kennedy. Me lembro das tentativas desesperadas de Humberto Reis, ao microfone da Tamoio, chamando os operadores e locutores da rádio ao trabalho. A tentativa teve como resultado a invasão da emissora por um piquete e a destruição da mesa de som a porretadas. Cantei no “Hoje é dia de Rock” do Jair de Taumaturgo, fui no “Os Brotos Comandam”, de Carlos Imperial, no programa da Célia Mara( Foi ela a primeira radialista a chamar RC de “Rei”). Escrevi para Romário – O Homem Dicionário, para “O seu Criado- Obrigado”. Fiz de tudo como ouvinte e participante, até que- um dia!- me vi do outro lado das carrapetas. Nestes 38 anos de janela profissional, estive bem mais envolvido com o rádio musical e suas profundas mudanças, principalmente quando a FM passou de link a freqüência comercial e, um pouco mais tarde, a revolução causada pela Rádio Cidade- na qual, pela primeira vez em sua história- o rádio brasileiro deixou de ser universal, passando a ser segmentado, numa determinação técnica obtida pela pesquisa , que passava de confirmadora de audiência final para peça importante de planejamento e produção. E, aos poucos, o bordão de José Mauro (“Música, exclusivamente Música”), que serve de título ao texto, foi abandonado pelo “Dê ao segmento o que ele sente necessidade”, com comercialização e produção andando pari passu. Hoje em dia, a oferta de produtos é maior, a concorrência é acirrada e não se perdoa nenhuma vacilada. A diferença do que se faz hoje para o que se fazia há 20 anos é sensível. A capacidade cultural dos envolvidos decaiu bastante. Mas, como isso não é mais diferencial para se medir nada no país, vai- se levando, sob protestos íntimos. Fazer o quê? Esse é o material humano disponível. Assim, será com ele que teremos que botar a mão na massa. O material artístico utilizado teve uma nivelação por baixo daquelas. Isso sempre acontece quando o apelo popular aumenta sua demanda e a oferta não consegue cobrir as solicitações, tendo que apelar para bens substitutos, de origem duvidosa e banal em sua maioria. Foi assim no Rock, na Bossa Nova, na Jovem Guarda, na MPB, no BRock e nos incontáveis subnichos e correntes nas quais qualquer movimento cultural vai rachando. Quem não acredita basta ouvir a bundamusic(Axé) e o Country Tupiniquim, passando pelo pagode e pelos vocais cósmicos de Angra e quejandos. Tudo não passa de um “mistura e manda”. Vem sendo assim desde Wilson Simonal. E vai ser assim até Wilsom Sideral se aposentar. Quem canta seus males espanta. E a música serve para isso, principalmente no Karaokê imaginário de que todo ouvinte de rádio musical participa. Aqui em BH têm rádio musical para todo mundo. No mínimo três rádios populares concorrem entre si. O segmento adulto contemporâneo conta com três, sendo o resto tão inexpressivo que nem falar delas vale a pena. Ouvi-las é ouro. Falar delas é chumbo. E, pela banalidade apresentada, pontuada de erros de português ao se ler um release , falar delas é caçar confusão.
A nossa imagem de hoje fica para um mix visual de "Easy Rider" com um clipe de época do Steppenwolf, tendo ao fundo "Born to be Wild".
Samba -Alguns sempre me pegaram desde pequeno. Ataulfo Alves(“Quero morrer numa batucada de bamba/ Na cadência bonita do samba”), Monsueto, Nelson Cavaquinho, Heitor dos Prazeres, Donga, João da Bahiana, Moreira da Silva, Dorival, Dick Farney, Lúcio Alves e uma variedade de artistas do rádio se entrecruzavam nos meus neurônios numa cacofonia surda, num mix com marchinhas de carnaval, Lamartine Babo e aquele Lp que ele gravou nos anos 50 com todos os seus sucessos. Eu via coisas na TV como o programa diário do Gilvan Chaves e quando ia chegando o carnaval, a TV Tupi transmitia os programas de auditório da rádio, onde todos aqueles cantores que- aos poucos estavam morrendo artisticamente- como Zilá Fonseca, Mara Silva, Célia Mara, Lucienne Franco, as Irmãs Batista(Linda e Dircinha), Bill Farr, Francisco Carlos, o próprio Cauby, Orlando Silva e muita gente mais, desfilavam ao microfone da PRG3, cantando de tudo- que, para mim, não passava de samba. A Beatlemania entrou de sola na cultura eletrônica da minha adolescência por vontade da ditadura militar. Com o arrôcho cultural imposto, de forma gradativa, toda a iconografia e sonoridade de guitarras, baixo e bateria foram introjetadas dentro na minha consciência pelos sete buracos da minha cabeça. Na verdade, o conflito de gerações foi um ingrediente básico para que “Love me Do” e outras entrassem na minha mente como pérolas de um novo cancioneiro, o qual não ficaria muito impressionado com a tropicália , mas sempre teria Tim Maia e Jorge Ben como referencial. Mais tarde, o popsambalanço de Lulu Santos e o funk diluído de Claudinho e Bochecha prosseguiriam na mostra que só love é que faz a cabeça. Violência neca.
A Bossa Nova entrou por um ouvido e saiu pelo outro. Standards como os de “Os Cariocas”, Wilson Simonal e o seu “ A Nova Dimensão do Samba”( capa e áudio impecáveis), “Vinicius, Caymmi e Quarteto em Cy no ZumZum”, “Gemini V”, o primeiro do Tamba Trio e Eumir Deodato foram absorvidos na época e no tempo certo. Já o resto era uma malaiada danada. Trio de Bossa Nova nascia na calçada que nem erva daninha. Uma merda. Outra coisa que não me chamou muita atenção foi a Tropicália. Passei um verão ao som de “Soy Loco por Ti”, que serviu como trilha sonora para agarros e mais agarros em frente ao Caparaó ou na pedra do Siribeira( Guarapari). Me liguei mesmo foi nos Mutantes, deixando Caetano, Gil, Piti( “Espuma Congelada” – alguém lembra?) debatendo sobre Cultura e Civilização. Posteriormente, comecei a deglutir música brasileira pelas beiradas do prato. Comecei pelo instrumental, mais precisamente por Deo Ryan e o Época de Ouro. Depois, ouvi e reouvi o antológico “Jacó, Zimbo Trio e Elizeth no João Caetano”, que, anos mais tarde, comprei uma cópia no sebo do Fernando com a capa em frangalhos, mas com um áudio aceitável. Acredito que voltei a ser um produto zona franca com 80% de nacionalização a partir da chegada do BRock . Ouvi tudo e de todos, inclusive os execráveis Marcus Isnard & Zero e Dr. Silvana. Vim até Charlie Brown Jr. Nesse ponto, aderi ao Classic Rock e estou nele, graças a deus, com d minúsculo mesmo, pois um com letra maiúscula teria preservado meus ouvidos de Luiz Caldas e toda a sucessão de Axé Music que se sucedeu, dentro dela Carlinhos Brown e respectivos tribalistas. Acredito que, no céu, não precisarei ouvir Ivete Sangalo em tudo o que é esquina. A cultura contemporânea Brasileira não a merece como ponta de lança. Nem ela, nem Boninho nem Ali Kamel.
Deixando de falar bobagem, finalizo mais esse arrazoado com os Ramones mostrando a todos como era o rocknroll no rádio que eu ouvia em menino.
O Brasil não teve anos 60. Teve 62(Copa), 64(golpe), 68(AI-5) e 70(outra copa) e a Jovem Guarda. Antes de falarmos nessa última, é bom desfazer o mito dos pentacampeonatos biscocos e outros menos votados, que deixam a maioria ufanista e pobre de cabeça siderada e que, na verdade, não passam de uma falácia!!(gostaram?). Só se é BI, TRI, TETRA ou coisa que o valha quandos os títulos vêm em seguidinha. Ex: o tri do flamengo em 53,54 e 55 ou o bicampeonato nas Jules Rimet de 58 e 62. Três títulos fora da continuidade são três campeonatos e nâo um tricampeonato. A aberração exposta foi imposta como paradigma pelo marketing da ditadura militar quando o escrete articulado por João Saldanha se sagrou campeão em 70, levando o Brasil a sua TERCEIRA copa, que não era um tricampeonato(58, 62 e 70. Onde está a de 66?). A partir daí, os Galvões Bueno da vida deram continuidade ao paradigma e viemos vivendo assim, assim nesta lesma lerda que parece não ter fim. Quanto à Jovem Guarda, esta foi engendrada pelos publicitários da extinta agência Magaldi & Maia, atendendo a uma solicitação do então empresário de Roberto, Erasmo & Wanderléa, Marcos Lázaro. Daí vieram as griffes calhambeque, tremendão e ternurinha, respectivamente para Roberto, Erasmo e Wandeca. Parafraseando a criatividade da agência, picaretas mil do Rio e de Sampa foram a luta, inventando "artistas" como carros-chefes de derivados não muito bem explicados, jabazeados ad infinitum em colunas de mídia impressa, como "mexericos da candinha"( escrita por Carlos Imperial) ou por programas de rádio e TV, como os de Abelardo Chacrinha Barbosa, considerado ao lado de Assis Chateaubriand um de seus grandes adeptos(jabaculê) Independente dessa aberração, o Rock Brasileiro seguia seu caminho, como o grupo O'SEIS( ver capa ao lado) que tinha em seu corpo três velhos conhecidos(Arnaldo, Sergio e Rita- basta um pouco de atenção que quaslquer um identifica os três fácilmente) e, no RJ, Analfabitles( Maran, Léo, Fernando, Danilo, Daniel, Ronaldo e Luiz Carlos), THE OUTCASTS( Bruce Leitmann, Gebê, Rick Strickland e Chico)e, posteriormente, o SOMA(Bruce Leitmann, Ricardo Peixoto, Jaime Cielos e Chico). A Jovem Guarda se realimentou até que o surgimento de outros modismos( Mutantes, Tropicália e etc.) declarasse sua extinção, fato que aconteceu com a boleirização romântica do repertório composto pela dupla Roberto & Erasmo e a desaparição pura e simples das griffes atreladas às figuras de RC, Erasmo Carlos- que aderiu a MPB como um velcro atrasado- e Wanderléia- surgida do brega e que ao brega retornou. Já o Rock Brasileiro continuou sua trajetória de aborto eletrônico e bastardo, até que um messias bahiano, de nome Raul Seixas, jogasse gasolina no braseiro e provocasse a explosão que o consumiu prematuramente. Terminando nosso blog de hoje, assista a um clip dos Beach Boys cantando "Surfin USA".(nota: Chuck Berry processou Brian Wilson dizendo que "Surfin USA" era um plágio de "Little Quennie" e Brian teve que incluí-lo na parceria. Assim, Brian deve ser o único "parceiro" conhecido de Chuck Berry!)
Bergmann, guardadas as devidas proporções, não faria melhor. Nesse sábado, fui ao casamento de uma sobrinha. E, pelo áudio das cenas que se desenrolaram ante minha camera visual, o som do século XX é o que manda entre a dita classe média, ainda com poder aquisitivo para bancar cerimônia na capela da reitoria da UFRJ e recepção em bufê. Todo mundo rolou na relva e rolou de tudo. Desde Creedence até Village People. Lógico que houve BRock e sobrou até para aquela batucada encerrativa, regida por integrantes da bateria de uma GRES Deus-me-Livre qualquer.
O que me deixa perplexo é o fato dessa escolha musical não ser apenas exceção e sim a regra. E de norte a sul, pois já estive presente à mesma cena em BH, Vitória, Itabuna e outras aprazíveis localidades menos votadas.
Estou começando a acreditar no ocaso( graças a Deus) da Bunda Music, suas cantoras sexy e dançarinas rebolativas, como também em eventos tipo CANSEI DE SER SEXY.
Acredito que uma nova tendência surja rapidinho no horizonte musical adulto contemporâneo. O único traço de união serão as cordas, teclados e baquetas. Para terminar essa catilinária, deixo vocês com o Swingin Blue Jeans- grupo inglês dos anos 60 e responsável por alguns pancadões bem executados nas rádios musicais cariocas do período.
Dentro da minha série "recordar é viver", contei com o auxilio luxuoso do YouTube para resgatar imagens que povoaram o século vinte e que, para conhecimento do "Hoje em Dia", achei que valiam a pena serem resgatadas. A primeira delas éChuck Berry cantando Johnny B Goode no programa de TV de TRINI LOPEZ. Aqui, você vê um Chuck alive and well bem pop, cercado de pseudo-chacretes, bem seculo XX. Pegando Johnny B Goode como mote, você também pode ver Jonathan May, 13 anos, filho de Brian, tocando a música numa strato, tendo o guitarrista do QUEEN ao piano.
Prosseguindo, que tal assistir o Hollies cantando I`m ALIVE? Atrás( ou ao lado....tanto faz) do vocalista, você enxerga um Graham Nash anterior a sua naturalização norte-americana!!!
O Dave Clark 5 foi um dos grupos que participou da explosão britânica nos EEUU. Emplacou mais de cinco primeiros lugares em seis anos de carreira. Abaixo, você vê o grupo interpretando o sucesso de Big Bopper, DO YOU LOVE ME!(Nota: Dave Clark é o .......baterista!)
E, terminando a sessâo, o Animals cantando "The House of The Rising Sun" em karaoke version!!
As vezes sim. Se você clicar no link ao lado(http://www.youtube.com/watch?v=MbZX27CjlRk, você encontrará amigos velhos em sua formação original, tocando uma de suas composições mais originais. Se você nunca pensou que os anos 60 foram divertidos, terás uma prova de que um resgate dessa vida passada sempre funciona. Bye.
Apesar do título roubado (ver Alfred Rosenberg e seus escritos nazistas), o assunto a ser comentado nesse espaço não foi nada mais do que isso dentro do pop: um mito. Trata-se daquilo que alguém, num assomo de `criatividade` batizou de JOVEM GUARDA.
Com exceção de Roberto e Erasmo, todo o resto não passou de um pastiche humorístico-musical, feito nas coxas, mal gravado, com uma prensagem de merda e capas tétricas. Tudo com o simples propósito de faturar em cima dos símios de auditório que compareciam a programas como CLUBE DOS BROTOS e OS BROTOS COMANDAM (Carlos Imperial), Alô Brotos( Orlann Divo e Sonia Delfino) e mais os programas de Célia Mara, Rossini Pinto et caterva.
Como exemplo de visual, mostro aqui capinhas dos Brazilian Bitles e de Luizinho e os Dinamites. Se as capinhas eram esse estado de arte, dá para imaginar o áudio apresentado.
Quem considera a JOVEM GUARDA algo válido realmente está de sacanagem comigo. O Rock Brasileiro nunca teve nada a ver com ela. Músicos sérios como Lanny Gordin, os irmãos Baptista, Liminha, Marcelo Sussekind e Bruce Leitmann nunca tiveram nada a ver com o trash que foi rotulado como JOVEM GUARDA. Tenho dito.
Mais uma vez recorro a meu sobrinho para desenvolver algo presse blog. Ele( o sobrinho) comprou uma Strato preta, bem parecida com a inseparável de Eric Clapton e sem aquelas frescuras de signature, que só diferenciam uma guitarra da outra pelo preço.
Papo vai, papo vem, fui consultado sobre qual, na minha opinião, seria o melhor guitarrista do século XX. Argumentei que cada um dos que trafegaram pela poeira do popstardom tinha sua característica e, no sentido de mostrar isso para ele, fiz uma lista sobre quais estavam na hit parade da minha predileção. Assim, lá vai ela:
slide guitar.........Duane Allman.
guitarra de apoio.........Steve Hunter(Lou Reed) e Jesse Ed Davis( Rod Stewart).
músico de estúdio........Jimmy Page.
inventor de linguagem instrumental.....Jimi Hendrix.
Bluesman.......Otis Rush.
Inusitado.......Jeff Beck.
American Music.....Michael Bloomfield.
Criativo.....Eric Clapton.
Se alguém discordar, sou todo ouvidos
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Esta foto é dessa indigitada figura que digita intimoratamente neste teclado errado que torna o trabalho coisa de doido. É muito chato ter que ficar trocando acento e pontuação nas teclas para que tudo saia a contento. Voltaando a foto, ela foi tirada em minha velha casa belorizontina, que, a partir de hoje náo me pertence mais. Vou ter que guardar meus vinis em outra estante. Vinis como o BBL61 e BBL62- os dois primeiros de Elvis que saíram aqui. Todos os importados do Cream. A maioria dos lan;ados pelo Who, Stones, Hendrix, Jefferson Airplane, Bob Seger, Beatles, Hollies, Bufallo Springfield, Janis, Junior Wells, Elmore James, Chuck Berry, Little Richard, Sha na na & Everybody all the time. Nothing is getting better. Muito dif[icil. Até sábado.
Voltando a um assunto anterior, é muito engraçado ouvir a Universal trombetear aos quatro ventos que o DVD de Ivete Sangalo – com 500 mil cópias vendidas – foi o top de linha da multinacional fonográfica em 2007. É ridículo dar festa sobre uma vendagem pífia. No século XX( bons tempos, heim?), uma vendagem dessas ia ser mais uma, pois o que valia era o milhão. A culpa desse prejuízo? A propriedade intelectual e seus custos exagerados na manutenção de previlégios da indústria e asseclas(produtores, engenheiros de som e editoras). Quanto a pirataria, essa é apenas a fanfarra para um homem comum se satisfazer culturalmente com o produto de sua preferência. Para um combate efetivo a sua prática, muita mudança vai ter que ser feita no panorama que vemos de uma ponte sem cabeceiras entre público e artista. A Propriedade Intelectual é uma burla. Estender ao intelecto a noção de propriedade privada é um atentado ao bom senso, principalmente nas legislações restritivas que estão em vigor. A multimídia e seus novos processos atropelaram tudo e, se alguém quer colocar barreiras ao upgrade, vai ter que estudar um pouco no sentido de fazer algo que respeite as liberdades individuais e a inclusão cultural de cada um dos habitantes do planeta. As noções existentes só têm sentido em objetos concretos em estado de arte, que começam a ficar raros em nossa sociedade digital emergente. Sempre um. Essa é a teoria geral da contagem pura- a nova medida para tudo. Esta é a realidade digital. Um ou Zero. Assim, Um para o objeto de consumo e a inclusão cultural. Zero para a propriedade intelectual. Estamos numa transição semelhante a indigestão de Nietsche perante o ressentimento. Todas as legislações restritivas perdem o sentido perante a revolução tecnológica, já que os novos seres que surgem são únicos e sem predecessores. Os mutantes formados na transição estão com síndrome de falta de informação na procura de novas atividades ou afazeres. Manter esse paradigma de ser “moderno” é manter a exclusão cultural. A grande problemática da propriedade intelectual é a contradição gerada pelo sucesso e pela vendagem do trabalho, antes artístico e agora meio de sustento. Não há resistência que iniba o poder de consumo. É isso que faz o excluído aderir à pirataria. Cuba é um exemplo concreto. Vale o protesto e a afirmação: o que gera a pirataria é a convivência com a contradição. Toda a legislação sobre direito autoral existente foi imposta ao populacho do planeta antes que a revolução tecnológica barateasse o equipamento, com criações e reciclo de processos. Um CD com capa a duas cores na caixa sai por um máximo de US$3. Uma gravadora vende esse CD por US$45. Como não cair em contradição ao tentar justificar um overprice de 2000% em cima de um CD do artista do momento? È aí que entra a “desculpa” do respeito a propriedade intelectual. E a “desculpa” tem lobby forte. Basta consultar a legislação brasileira sobre o assunto e a total impunidade da Indústria Fonográfica no tocante as exigências formais inerentes ao respeito àquilo que ela diz defender. Para concluir, a inclusão cultural no planeta nunca será possível sem a derrogação ou a mudança da conceituação de propriedade intelectual que está vigente, ao gosto das corporações e dos proprietários da mídia. Eles vêem a todos nós- que não estamos nem aí com meio que nos utilizamos para nossa finalidade cultural- como ameaça aos seus lucros. Eles não se organizam para combater o crime organizado porque fazem parte dele desde a época em que o piratão de Roberto Carlos chegava às bancas da feira de São Cristóvão antes do lançamento oficial. Por outro lado, ela também passa por soluções mais amigáveis para os softwares e sistemas operacionais GNU e por uma distribuição mais eficiente e desinteressada da produção contracultural. O fato é que todos nós teremos que desenvolver uma política de auto-inclusão. Senão, vamos ficar sentados a beira do caminho, num original de Roberto & Erasmo e que nunca ninguém copiou.
Quem apresentou Maconha para os Beatles foi Bob Dylan. Acredito que tenha sido uma retribuição ao clique eletrônico que o grupo causou ao cantor de protesto . Elvis nunca passou perto da erva em sua carreira. Deve ter sido porisso que o rei do rock jogou a coroa no lixo, depois que voltou do serviço militar na Alemanha, resolvendo não criar problemas para o projeto que o Coronel Tom Parker tinha para sua carreira. Jerry Garcia apareceu, em filme, apertando um baseado. A dupla Cheech & Chong fez toda uma carreira humorística baseada em vários deles. O grande problema da Maconha para as autoridades constituídas não está na área médica, na área policial ou na área de comportamento. Está na situação de que o usuário da maconha é indectetável, a não ser pelo cheiro. O usuário da maconha não é violento, não é estressado, não fica excitado e, se estiver completamente desprovido de paranóia, é uma pessoa normal como outra qualquer. O grande problema da maconha para as autoridades é o dela não causar nenhuma dependência. Já imaginaram? O usuário não precisa ser internado em clínicas de desintoxicação. Não precisa de nenhum tipo de apoio. Se a droga não é encontrada, paciência. Não custa esperar ela reaparecer. Devido a não causar a chamada fissura, o usuário consciente não se alterna atrás de drogas para ficar chapado. Para desespero das autoridades e também dos traficantes, pois o usuário de maconha volta da boca de mãos abanando, caso não encontre a erva. O grande problema da maconha para as autoridades é que a maioria de seus usuários não combina a droga com qualquer outra, especialmente bebida alcoólica. Ressaca sempre é uma coisa fora da planificação, já que o que interessa é o sossego. O grande problema da Maconha para as autoridades é o de que ela é natural. Sendo natural, ela é plantável, dispensando o uso de laboratórios. Sua detecção na natureza é possível, mas geralmente a destruição da cultura da erva implica na destruição de uma série de outras culturas, de toda uma cadeia biológica e vários ecossistemas. Além do mais, toda uma cadeia de agricultores de subsistência planta a maconha para uso próprio e feitura de uma série de remédios. Outro grande problema das autoridades é combater o uso da maconha, já que todas as pesquisas existentes no sentido de culpar a maconha por algo sempre mostram a dádiva de Jah associada a drogas pesadas e a muito álcool. Porque não descriminalizar a maconha? Porque sua legalização vai tirar o ganha- pão de muita gente. Advogados, psiquiatras, sanatórios, policiais corruptos, juizes venais e muita gente interesseira. Esse é o grande problema.
Numa constatação profissional e pessoal, o veículo rádio sofreu grandes modificações nestes últimos 20 anos, tanto técnicas quanto em formatos. O Rádio musical segmentou-se em demasia. A procura de nichos musicais no formato levou a segmentações absurdas, como o MelodicMetal-qualquer baba ou farofa cantada em inglês cósmico com guitarradas, se formos pegar algum como exemplo. Ainda falando em formatos, o eclético praticado nos anos 60 e 70, chegou ao terceiro milênio fragmentado em eclético própriamente dito(Tupi AM RJ, GloboAM , Jovem PAN 1), semi-eclético( ItatiaiaAM BH e algumas em outras praças) e naquele AllNews chatérrimo praticado pela CBN e violentando completamente a regra de negócio radiofônica. Um exemplo da violência é manter o Sardenberg como âncora. Seu padrão de voz é horrível, bem pior que o do falecido comentarista Osvaldo Faria. Sardenberg pode ser um ótimo profissional de jornalismo, mas é um péssimo locutor. Como o básico no rádio é som e voz, basta ouvi-lo para saber um dos porquês da CBN estar até hoje na cabeceira da pista, ensaiando uma decolagem que nunca vai ser efetivada. Como tudo muda e muito pouca coisa evolui, mudou o rádio e mudei eu. Ambos mudamos para pior. Eu estou velho e chato. O rádio está restrito a quem ainda o carrega como ferramenta indispensável ou ouve a sua transmissão obrigado, como o usuário do transporte coletivo.Suponho que as novas FMs( vide Paradiso)estejam sendo feitas para o ouvinte errado.O público ao qual ela se dirige troca arquivos .MP3 e.OggVorbis pela Internet. Falando em ouvinte, a CNET FORUM está divulgando uma pesquisa feita com assinantes de provedores em escala planetária( O Terra/Lycos é um deles), sobre “quem ouve o quê”. A pergunta feita na enquete foi “Em que espécie de aparelho portátil você ouve música”. Veja o resultado: MP3 Player com HD – 28,9% CD Player - 18,1% Não gosta de música - 17,9% MP3 Player com FlashMemory – 14.2% Radio AM/FM - 10.0% Radio Satélite - 9.6% Não responderam - 1.2% Apesar da pesquisa ter sido feita com quem acessa a rede, ela é reflexo da tendência que determina uma reversão acentuada da teoria básica da informação, transformando o receptor padrão de mensagem no usuário atuante que interage com o veículo. E, dentro dessa premissa, a reversão da expectativa quanto as FMs é flagrante, já que elas são os veículos abertos de maior audiência a transitar no Jurassic Park em que se transformou o cenário rádio. E, ao que tudo indica, restritas ao músical chato e a voz cósmica que atrapalham a conversa dos usuários nos pontos de ônibus.
Quem me deu o alerta foi meu sobrinho, a respeito da execucao exagerada de phill collins nos FMs cariocas. Me perguntei:`Caraca! Sera que rola uma grana no sentido de patrocinar essa tara maldita? Ainda mais esse suplente de eleito dos deuses?` Eu náo ouvia o phil fora de programas de flashback long time ago. Ainda mais esse chato, que foi pop por num haver coisa melhor sendo executada.Da mesma forma que dr. silvana. Alguem lembra? Realmente o pop hoje nao passa de um papa fascista q num perdoa ninguem. Temos que aturar lady sangalo, claudia milk e outros babados novos. No meu tempo, quem ficava babado era um certo buraco, no sentido de facilitar a entrada, ou entao um instrumento,depois da atividade. Continuando a falar em music, a universal saiu de trombeta em punho, assinalando que o dvd da ivete foi o mais vendido no planeta em 2007,com apenas 500 mil exemplares. Feliz foi peter frampton, que vendeu 168 milhoes ou o eagles que vende ainda hoje. Quanto ao money, os produtos(dvd e lps)custavam o mesmo para o consumidor- aproximadamente 16 dolares. Crise? Q crise?
quem me deu o alerta foi meu sobrinho, a respeito da execucao exagerada de phill collins nos FMs cariocas. me perguntei:`caraca! sera que rola uma grana no sentido de patrocinar essa tara maldita? ainda mais esse suplente de eleito dos deuses?` Eu náo ouvia o phil fora de programas de flashback long time ago. ainda mais esse chato, que foi pop por num haver coisa melhor sendo executada.Da mesma forma que dr. silvana. Alguem lembra? realmente o pop hoje nao passa de um papa fascista q num perdoa ninguem. temos que aturar lady sangalo, claudia milk e outros babados novos. no meu tempo, quem ficava babado era um certo buraco, no sentido de facilitar a entrada, ou entao um instrumento,depois da atividade. bastava lavar e tudo ficava novo. continuando a falar em music, a universal saiu de trombeta em punho, assinalando que o dvd da ivete foi o mais vendido no planeta em 2007,com apenas 500 mil exemplares. feliz foi peter frampton, que vendeu 168 milhoes ou o eagles que vende ainda hoje. quanto ao money, os produtos(dvd e lps)custavam o mesmo para o consumidor- aproximadamente 16 dolares. crise? q crise?
Tentei ver o grammy essa noite pela Sony TV. Descobri que estou mais desatualizado que outra coisa. So conhecia a Tina Turner, a Beyoncee, Riongo Starr, George Martin , Foo Fighters e a inefavel Cher.No mais, Gerais. Ninguem, a não ser um vt do Sinatra de uns 50 anos atras. shit completa. Assim sendo, voltarei a falar do sec XX e fim de papo. Bye.