sexta-feira, 31 de julho de 2009

Beijo na Boca

O ILSOPE(Instituto Luiz Sergio de Opinião e Pesquisa) fez uma pesquisa com os sete leitores desse blog para saber o que eles gostam de ler aqui. E as historinhas que eu conto estão liderando a pesquisa! Realidade ou ficção, elas são um apanhado de meu imaginário do que eu presenciei em toda minha exposição na janela. Assisti a coisas inenarráveis, narráveis, comezinhas, fantásticas, medíocres, babacas, egocêntricas e a muita bobagem e muita bichice, temperadas com doses de prepotência e covardia insuportáveis. Como diria Devassa Snow- a aeromoça dos Stones, “foi uma l-o-u-c-u-r-a . Conte tudo. Não omita uma linha, mas não me comprometa”.
Ela( Devassa em pessoa) estava comigo na noite em que aconteceu o que vou contar aqui. Foi na noite de inauguração do “The Frenetic Dancin Days”, lá pelo meio da década de 70. O “Regine´s” rolava solto e lá dentro rolava de tudo. Mas, havia um problema. A disco-boite era para eleitos endinheirados e mesmo assim, aqueles que fossem considerados interessantes na porta, guarnecida com unhas e dentes por uma negona caribenha que 11 entre 10 machinhos da sociedade tavam a fim de comer, mas que não sabiam que ela desprezava uma cobra e adorava uma aranha.
Foi aí que Nelsinho Mota, dentro da filosofia “loucura para todos”, resolveu partir para casa disco de distribuição popular, dirigida à garotada e com bolações que deixariam Chez Regine ultrapassada. E foi o que aconteceu. Nelsinho alugou umas três lojas contíguas no Shopping Center da Gávea, descolou uma grana com financiadores ocultos e montou a casa, toda decorada que nem Teatro Moderno( paredes preto fosco que absorviam a luz, dando a impressão de um vazio absoluto), com um som condizente, um DJ que funcionava(Pelé) e cinco taxi- girls já programadas para virarem grupo vocal. A casa funcionava diáriamente e, no meio de cada session, as “Frenéticas” davam um pocket-show que temperava a coisa de uma forma interessante e agradável.(nota da redação: Nessa época, Leiloca ainda não era uma chata, Sandrão não tinha sido mãe de uma filha de Gonzaguinha e as futuras esposas de Zé Rodrix e Chico Anísio ainda eram solteiríssimas e muito mais que desejáveis).
E a noite de inauguração da nova casa foi um arraso. Nelsinho chegou triunfalmente, nada devendo a um Mick Jagger. Saltou de uma limousine negra, acompanhado de Marília e tomando “Moet & Chandon” pelo gargalo. Guilherme Araújo veio de fusquinha com chofer. A droga da moda era o Mandrix e quem se prezasse tinha que tomar, no mínimo, uns três antes de sair de casa. E assim, personalidades drakeadas iam chegando caindo pelas tabelas e muita gente legal com tráfego cinco estrelas: Ney Matogrosso, Rudy, Luiz Fernando, Luiz Maurício( só foi virar Lulu Santos bem mais tarde), Saulo Vidraça, Rodrigo Santiago, Celinha( sem Carlinhos de Oliveira), André Midani e Mônica, Boni, Maciel e Maria Cláudia e por aí iam os convidados a chegar e Nelsinho, mais pra lá do que prra cá, tentava acomodar a todos, dando uma de mestre de cerimônias.
Eu e Devassa fomos acomodados na mesa de Guilherme Araújo que, amigo que era, foi logo pedindo o Whisky existente a frenética que passou. E o lance rolando, a gente dançando, se acabando, cansando e sentando pra descansar. Numa dessas sentadas, aconteceu algo assaz interessante.
Tava eu rolando pelos astros distraído, quando alguém pisou no meu joanete de verdade, olhei e vi um cara vindo de costas e sentando no meu colo. Dei-lhe duas cutucadas de leve perguntando o que era aquilo. Ouviu-se o seguinte diálogo:
-Ihhh!!!! Ta me estranhando? Eu sou o Ronaldo!
E, ato contínuo , minha boca foi beijada cum selão daqueles de “instinto selvagem”.
Respondi:- “Meu amigo, tu errou de colo e e errou de beijo. Eu não sou quem você acha, porra!”.
Só depois do beijo, chocado, é que eu fui prestar atenção naquele rosto coberto de purpurina dourada.”Hmmmm, bem que você podia ser o Rick”, disse ele se levantando.
A cena, completamente inusitada ao meu machismo, levou Devassa Snow a melhor das gargalhadas.-“Hmmmmmm, Guerrinha! Conta que você gostou......Conta”.....
Fui gozado a noite toda pela Devassa, Guilherme, Ney e todo mundo que chegava e ouvia o acontecido. Fiquei meio puto.
Na saída, acomodei Devassa na garupa da moto, e, completamente bêbado, a deixei no prédio onde morava, na Francisco Sá. “Não vai subir?........Nem pra fumar unzinhu?.....
-Ah! Eu vou é dormir, porra. To cum gosto ruim na boca até agora”.
Devassa riu de novo e subiu. Eu? Fui pra casa direto. Não passei nem na Guanabara pra ver se tinha alguém.........
Uns três anos depois, Ronaldo Resedá lançou Lp e gravou aquele tema de novela(“Você sabe, Você sabe-Qual é a última moda da Ter-r-r-a”) E lá fui eu entrevistar o cara para uma matéria.
Chegando na sala de imprensa da Som Livre, olhei aquele cara e aquele jeitão me pareceu o de alguém conhecido. Ele apertou a minha mão, me convidou para sentar e foi perguntando:
-Não Lembra de Mim? Eu sou o Ronaldo. Não está mais me estranhando, está?

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Saravá, Jorge da Capadócia

“Jorge sentou praça/ na cavalaria/ eu estou muito feliz/pois Jorge é da minha companhia”. Meu escrito de hoje vai prum amigo de fé lá de Salvador- o Jorge Negão- guia turístico excelente, torcedor fanático pelo “Leão da Barra”(Vitória) e conhecedor do Pelourinho na palma da mão. Se existe alguém gentiboa no mundo, Romário que me perdoe, mas Jorge é o cara.
Ontem(ah!hoje no cu da madruga) eu narrei para minha estrela como é que Jorge me carregou para a ilha dos Frades, no fundo da baía de todos os santos e me transformou em ogã de um terreiro grande que tem lá. Descobri um monte de coisa a respeito de sonhos, cheiros e comportamentos, coisa muito extensa para ser contada agora e dessa aventura eu voltei diferente. Comecei a achar que ressentimento e mágoa era como uma indigestão que não termina e descobri que Nietzsche achava a mesma coisa.
Mas a coisa que me marcou mais lá foi descobrir que eu sou um kundá, ou seja, membro da família elefante, que tem um comportamento semelhante ao sagitário do horóscopo careta, que eu sou( sou de 19 de dezembro)na realidade. Segundo a história que eu ouvi na ilha, a vida do kundá é cheia de altos e baixos por ele não perdoar absolutamente nada nem ninguém. E eu sou assim mesmo. Fazer o quê? Entrou na listinha? Fudeu, maninho.
Foi nessa que dei adeus a mágoa e ao ressentimento, além de ter jogado na lata de lixo do pensamento uma série de coisas que me amofinavam e eu não resolvia. Pois bem, não resolvi mas dei um basta e mudei de astral.
Outra história maluca que eu ouvi por lá foi a de um terreiro mais elevado, freqüentado pelos altos iniciados e onde as vestes dos orixás dançam sozinhas( sem “cavalo” vestindo.”cavalo” é gente no jargão). O Djalma Correa( percussionista) há muito tempo já tinha me falado dele e disse que o terreiro ficava perto de Santo Amaro. Quem já foi até lá foi Gilberto Gil.
Aí, tava sem sono e resolvi ficar acompanhando minha estrela pelo céu até Aurora tirar a carruagem de Apolo da Garagem. Dei Bye Bye a ela e fiquei prestando atenção no ruído que o sol faz quando nasce. Quem não ouve o ruído do sol não entende porque a gente precisa ver a luz do luar. Eu ouvi isso de um feiticeiro Inca lá perto de Urubamba. Ricardo, meu primo e o Pedro Lauro- que tava viajando com a gente pelo altiplano, tinham mastigado peyote e resolveram tomar banho de cachoeira numa água que tava mais gelada que cu de pingüim, meu irmão! Tava um frio do capeta e eu, também doidão, vendo eles tirar a roupa para entrar na torrente. Eu só falava, “cês vão se arrependê”. Essa história eu conto depois.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Se alguém que me lê lembra da Seleções do Reades Digest- que nunca esquecia nada e trazia sempre textos razoáveis a respeito de tudo, incluindo “meu tipo inesquecível” e “rir é o melhor remédio”, vou virar uma espécie de digest diário e meio inDIGESTo, só para aproveitar o trocadilho infame.
Na verdade, eu tou dando esse mole porque ontem a noite eu dormi legal. Sonhei até com a minha musa- a Mariska Hargitay- que faz a detetiva da dupla de detetives no “Law & Order- SVU unit”. E quando eu sonho com ela, eu sou dado a perdoar qualquer coisa, pois até em sonho ela é divina. Inda mais preu, que sou taradão por mulher de cabelo curto.
Pois bem: uma fonte da polícia de Los Angeles informou a jornalistas que o médico de Michael jackson ode ser acusado de ter matado o artista. Segundo essa fonte, o médico havia receitado a Michael um anestésico forte para eu este dormisse, já que, segundo o artista, estava sofrendo de dores incontroláveis. Esse anestésico seria a causa mortis.
Michael e Hitler tem esse paralelo nada saudável de acreditar em medicações e mais medicações. O médico do Fueher, Theodore Morell, práticamente transformou Hitler num Zumbi drogado, que dependia de pílula e injeções para fazer de tudo, até cagar. E Michael sempre teve uma predileção por medicamentos. Essa mistura de gostos, oportunidades e poder de compra é sempre fatal em algum ponto do percurso. Não deu outra.
O cd de Mariah Carey, para esse ano que estamos, foi adiado pela gravadora. O de Lil Wayne também. Ninguém está querendo enfrentar o “train gang” de Michael Jackson que, se já está vendendo agora, basta imaginar a farra que vai ser no natal. Acredito que ela e outros artistas só voltem a estúdio em 2010.
O grande lance do momento para web rádios e desenvolver um aplicativo para ser colocado na apple store. A Malaveia já fez o dela e em breve você outros poderão sintonizar a Malaveia direto de seu iPhone. No Nokia C95 ela já pega legal. A URL é http://www.malaveia.com.br/

terça-feira, 28 de julho de 2009

Metamorfose

“Patrão/ O trem atrasou/ Porisso estou chegando agora/ trago aqui um memorando da central/ o trem atrasou meia hora/ o senhor não tem razão para me mandar embora”. Letra de Zé Kéti/ Na voz de Nara Leão seriam uma explicação para o meu atraso de hoje. O blog nunca foi postado tão tarde em toda a sua história de mais de 590 postagens nesses três últimos anos.
Mas essas coisas acontecem. Atrasos, faltas, lacunas e espaços vão se tornando presenças obrigatórias em qualquer evento ou carreira, devido a causas fortuitas ou então a intenções manifestas, já que a má vontade e a descortesia são a tõnica em qualquer lugar ou ocasião.
O mundo vai deixando de ser confidente e cavalheiro na relação entre os seres de qualquer gênero, já que a tônica é ser trans. Ninguém é mais ortodoxo. Ninguém mais quer ser ortodoxo ou se portar mediante o pré – estabelecido, já que regras são feitas para serem infringidas e regulamentos viram decoração escrita, tal qual um manual de instruções que só é consultado quando o objeto quebra ou deixa de funcionar.
Ontem foi ele, hoje fui eu, amanhã será você. Essa é a única verdade. Políticamente correta e sempre obedecida nesse mundo de aparências, ausências e nada mais.
Nada mais. Nada mais mesmo. A perseguição pelo ponto final nunca foi tão ansiosa como no dia em que viveremos. O ontem já não importa, pois passado é uma coisa velha e sem sentido, da mesma forma que família. Essa última não passa deuma coleção de retratos em cima da cômoda. Aquela ali no canto é tua tia que morreu há dez anos. Você era muito pequeno para lembrar dela. Quanto a mim e a você poderemos morrer daqui a pouco. Um assalto , uma bala perdida talvez.
Quando eu morrer, não quero choro nem vela. Quero uma fita amarela sem nome, pois o nome daquela vagabunda não merece essa lembrança. Me abandonou depois de tudo que fiz por ela. Assim que ficou boa me deixou, dizendo que eu não passava de um a toa. Tremenda de uma mal agradecida aquela filha da puta. Mas ela vai ver. Deixa estar, jacaré. Deixa estar que a lagoa há de secar...........deixa estar..........let it be.......let it bleed....deixa sangrar. Deixa até coagular. Depois bota um bandaid e deixa cicatrizar. Quando cair a casquinha, lavou? Ta novo!

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Magnum 44

Apesar de não ter nada a ver com a arma de Dirty Harry, Billie Holiday era magnum na voz e morreu aos 44 anos de idade, em 1959, numa carreira trágica e completamente junkie, mas deixando de bom gravações antológicas. Uma das que você tem que ouvir antes de morrer que nem ela é “Speak Low”. Outra? “I Love My Man”, na versão ao vivo de 58 – na qual ela irrompe em lágrimas por um homem imaginário que sempre a abandonava quando ela mais precisava.
Billie era que nem o artista representado por Terence Stamp num filme que eu esqueci o nome. No filme, Terence é um artista drogado que já havia experimentado tudo e todas e achava um tédio a vida que levava. Ao experimentar um carro de luxo, o artista recebe a visita da morte, transvestida numa garotinha que o convida a jogar bola. Ele aceita e ela diz que o espera no final da rua e que ele não demore para chegar lá. O artista arranca com o carro, faz de 0 a mais de 100 até a esquina, ao passar por ela, não nota um cabo de aço passado de lado a lado, que decepa sua cabeça.
Billie ia fazer 45 anos de frustração e desesperança com as síndromes de abstinência de homens e de drogas, as quais eram sua religião.Por elas cantava e elas a faziam viver um night and day que só Cole Porter podia ver e sentir junto a pele dele. Os dois eram irmãos de picada. E, enquanto uma era magnum na voz, o outro era magnum no trato de música e letra, produzidas na companhia de garrafas e mais garrafas magnum da melhor champagne que o dinheiro podia comprar.
Mudando radicalmente de assunto, Caetano Veloso pode estar sendo projetado no cinema mais perto de tua casa. “Coração Vagabundo” é a mais nova passagem do velho compositor bahiano pela telinha. Não sei se no filme ele diz que tudo é divino e maravilhoso. Sei que essa deve ser a terceira vez, se incluirmos “Doces Bárbaros” e se é que aquilo é um filme. Na época eu vi o show e achei um porre. Como disse Telmo Martino, em Hollywood- num certo momento- reuniram em apenas um filme, Frankenstein, Drácula, O Lobisomem e a Múmia. Aqui no Brasil nós tivemos os Doces Bárbaros. Chuckberry Fields Forever!

domingo, 26 de julho de 2009

Para quem gosta de esquisitices, hoje eu comecei a escrever nesse blog às 12h12. E não foi combinado, não. Era realmente a hora que eu acomodei o fiofó na cadeira de rodinhas que eu uso. Mais cedo eu estava dando uma penteada no arquivo de MP3 e , só de pastas com artistas catalogados em ordem alfabética eu estou em 10,4Gb. É coisa. A maioria delas extraídas de meus vinis- que são bem numersos e cobrem uma extensão artística considerável. Tem muita coisa, numa das associações ecléticas mais vastas que alguém possa ter cometido, já que compro discos regularmente desde 1959.
O primeiro foi “Conceição/Melodia do Céu”(Cauby Peixoto), perdido numa das n mudanças de domicílio da minha vida.O mais raro? Os BBL61 e BBL63 de Elvis, três de Gene Vincent( um importado e dois nacionais), a discografia brasileira dos Beatles( completamente diferente da oficial), o primeiro de The Shadows( que tem “Wonderful Land”), o “Loki”(Arnaldo Baptitsa) original da primeira fornada, “Gil & Jorge” duplo- que só saiu para divulgação imprensa, o compacto duplo de Fagner e Ney Matogrosso com “Postal do Amor” e “Na Ponta do Lápis”, Chacrinha cantando “Eu Também quero Mocotó”(Jorge Benjor) e a coleção da “Turma da Velha Guarda”( Pixinguinha) em 10”.
Nesses mais de dez gigas existem faixas que, para mim, são caras e prediletas, como “Love Island”(Eumir Deodato), “Azymuth”(Marcos Valle), “Aint we Funkin Now”(The Brothers Johnson), “All My Loving”(Beatles – na minha opinião a melhor faixa single já composta na história do pop- tem tudo no lugar certo, com princípio e fim bem colocados), “Down The Road Apiece”(Rolling Stones – A melhor e mais bem tocada gravação de Rock and Roll de todos os tempos), “Tin Tin por Tin Tin”( João Gilberto) que consta em “Amoroso”- que vale por si toda a carreira do bahiano pé no saco, “Madalena”( Ivan Lins)- na versão de Elis Regina- faixa que mudou completamente o meu viés pela MPB, “Para Lennon e McCartney”( Milton Nascimento), “Out Of Sight”( James Brown)- onde eu descobri a música negra, “Epitaph”(King Crimson)- na qual vi alguma valência no progressivo e a versão de Os Cariocas para “Ela é Carioca”- a melhor gravação do gênero Bossa Nova.
Essas músicas são legais e gosto de ouvi-las e me enroscar nelas pelo delírio que elas causam na minha imaginação. Ouvi todas agora de manhã. Vou ouvi-las mais tarde e garanto que não me canso.

sábado, 25 de julho de 2009

John Dawson, um dos pouco colaboradores ainda vivos de Jerry Garcia, o Grateful Dead e o New Riders Of Purple Sage, morreu na terça-feira passada , acometido de um câncer no estômago. Dawson havia deixado San Francisco e estava residindo há anos em San Miguel de Allende, no México. Ele estava com 64 anos de idade.
A notícia foi dada por Rob Bleetstein, colaborador de longo tempo da comunidade que sempre cercou os grupos e webmaster dos sites de cada grupo.
Dawson foi um dos fundadores do New Riders em 69. A banda servia para que ele mostrasse suas composições e Garcia tocasse a pedal steel que ele tanto amava. Dois outros membros do Dead- o baixista Phil Lesh e o baterista Mickey Hart também tocaram com o grupo, que tinha nos backing-vocais, Mountain Girl, namorada de Garcia.
O New Riders começou a excursionar junto com o Dead em 1970 e lançou oito álbums pelo selo Colúmbia entre 1971 e 1976, ganhando um disco de ouro em 73 pelo lançamento “Panama Red”.
Mais abobrinha: A até ontem desaparecida Amy Winehouse foi considerada inocente da acusação de agressão contra o dançarino Sherene Flash, que quis tirar uma foto com ela num baide de caridade, em Londres, realizado em setembro do ano passado.
A acusação sustentou que a agressão cometida por Amy fora deliberada, mas a cantora alegou em sua defesa que fora intimidada. Flash estava completamente bêbado.
A abóbora final e dura de engulir: Quem assistiu ontem ao documentário “Paquistão: Zona de Guerra”, ontem no NatGeo, deparou-se com uma cena inusitada. Apesar da etnia dominante falar e ler a língua Pashtam, ao alcorões distribuídos nas madrassas locais são escritos em.......árabe! Confrontado com essa verdade discreta pelo realizador do documentário, o Mulá responsável pelo ensino aos garotos, disse que aquilo se tratava de um milagre. Haja cara de pau. Se eles aprendem ali algo além de ser terrorista suicida, eu duvido muito.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Generalidades e bobajada não são lá muito o meu forte, mas a gente vai encontrando tempo para ter coragem e ir falando bobagem por aí.
Apesar de já ter sido lançado há mais tempo, sugiro a galera que está a toa para ouvir numa boa o último do AC/DC, que vai te levar de volta aos bons tempos assim que a guitarrada chegar à cavidade auricular. Principalmente “RocknRoll Train”. Vale a pena a escutada.
Outra coisa que funciona é o Black Eyed Peas novo. Ta liderando a Billboard e têm três faixas( ainda não decorei os nomes) que são di fudê . Muito legal mesmo.
E, falando em Billboard, Michael Jackson lidera a parada nos dois lados do Atlântico. Tão dizendo que tem muita gente fora da parada que ta doidinho por uma eutanásia. Aqui no Brasil, alguns empresários proibiram seus contratados de passar perto até de crematório.
E quem não está nem aí para esse tipo de consagração é a Vanessa da Mata. Ela está virando sucesso, apesar de eu achá-la uma chata. Aquele MTV awards que ela fez dupla com o Bem harper foi um dos maiores pela-sacos que eu já assisti na TV. Ruim demais. Aliás, aquele MTV do ano passado foi uma das coisas piores que a emissora da Abril patrocinou. Primeiro, colocar aquele mala do Marcos Mion apresentando. Depois, abrir o leque para NX zero, Dupla Sertanojo, bunda music e outros eventos, é coisa de me fazer desligar o aparelho. Foi o que eu fiz, a pesar das ótimas intervenções do Marcelo Adnet.
E, para terminar falando de coisa ruim mas engraçada, um toque: quem ainda não viu “Armadilha de Satanás”, com a cantora lusófona Sofia, não sabe o que está perdendo. Vai até o YouTube e assista. Garanto que você vai encarar a lusofonia com outros olhos.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Quem me apresentou ao King Of Leon foi o meu irmão, Marcelo. Eu gostei, mas não tive saco de ir vê-los no RJ. Pois bem: o último CD do grupo caminha célere em direção a um disco de platina, que eles merecem. Desses novos que chegaram eles são a melhor coisa que eu ouvi.
Mônica Bérgamo, coleguinha da “Folha” descobriu que Caetano Veloso( olha só!) entrou com pedido no Ministério da Cultura para captar financiamento da lei Rouanet, para o novo show que interpreta. Pelo que se sabe, isso não seria possível, pois a lei não se aplica ao caso do Bahiano, artista consagrado. Resultado: O empresário de Caetano teve o pedido indeferido. Pois o Ministro Juca de Oliveira intercedeu e obrigou que o Conselho que julga os pedidos liberasse a verba pedida. Mônica mandou uma repórter conversar com Caetano a respeito do caso e o artista fez malcriação, dizendo que não sabia o que seu empresário fazia em seu nome e abriu fogo contra a colunista da “Folha”.
Eu, pelo meu lado, já vi esse filme, tendo Gugu Liberato como protagonista. Com Gugu,o circo pegou fogo, ele perdeu uma concessão de TV e está até hoje sendo processado. Tudo por dizer que não sabia que a sua produção tinha escalado para atração aquela entrevista forjada com um “membro do PCC”. Como mentira tem perna curta( não saber o que é tratado em seu nome) e acredito que o resto da mídia caia de pau no Bahiano, aposto que vem retratação a caminho.
As brigas de Caetano sempre terminaram com ele mal falado. A briga com Fagner rendeu música e muito bate-boca, passando ele à história como “um velho compositor bahiano que achava que tudo era divino e maravilhoso”. A briga com Paulo Francis foi pior. Francis o chamou de explorador cultural e Caetano disse que Francis era gay. Eu acho que Francis tinha razão, pois com essa história de agora ficou caracterizada a história de exploração cultural.
E se brigar é a lei do mundo, tudo indica que a herança de Michael Jackson vai terminar num pau daqueles. A mãe das duas crianças já disse que não vai deixar nbarato, a Latoya já disse que sabe quem assassinou o irmão e vai por aí a coisa. Nosso amigo falecido vai chegar fácil na casa dos dois milhões de discos vendidos(“Thriller” em relançamento) e aí o caldo engrossa de vez, pois vai ser muita grana a ser paga a um defunto só. Tchau e inté.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

A Lei do Retorno em Ação!

A Polysom – última e única fábrica de vinis existente ao sul do Equador está voltando com a força toda. Ela, que havia sido obrigada a fechar as portas por falta de demanda, está passando por uma reconstrução de equipamentos – principalmente corte e prensagem – já que esses equipamentos não são mais fabricados, sendo peças de museu.
A Indústria falida foi passada adiante pelo William Luna para o João Augusto, atual presidente da Deckdisc e nosso amigo garante que vai atender a demanda, entregando o vinil(12”, 10” ou 7”) a um custo metade do importado. Quanto a arte final, impressão de capas e embalagens, estas ficam por conta do comprador.
Se a moda pegar aqui, muita gravadora grande vai ter que voltar a analogia. Nos Estados Unidos, por exemplo, as vendas do vinil, nesse primeiro semestre de 2009, foram 50% maiores que todo o ano de 2008( o dado é da Soundscan) e a projeção é que serão vendidos 2,8 milhões de vinis até o final deste 2009.
Apesar de nunca ter se falado nesse assunto aqui, o popmuzikrocknroll vem por meio desta saudar a volta do último exilado, que até virou personagem de Jô Soares nos anos 80. Trata-se do “Neguinho Tigre”, Marinheiro- que avisou a todos que o cabo Anselmo era duplo – e que estava exilado na Suécia desde 1970. O nome verdadeiro do camarada é Antonio Geraldo da Costa, 75 anos de idade. Quanto ao aviso sobre o cabo Anselmo, ninguém acreditou nele. Boas vindas à ele.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Ele Voltou!!!!!!

John Fogerty- a alma criativa do Creedence – está de volta e seus admiradores não perderam por esperar. No próximo dia primeiro de setembro, “The Blue Ridge Rangers Rides Again” estará nos pontos de venda. O título lembra a banda mítica que caracterizou seu álbum solo de 1972( aquele que tinha “Jambalaya”) e, já se sabe das participações de Bruce Springsteen e de membros do Eagles. No repertório, covers dos Countrymen John Prine, Buck Owens e John Denver e vários originais de John, como “Change in the Weather”, escolhida pela gravadora( Fortune Son/Verve Forecast) como faixa de trabalho.
David Sonnenberg, novo empresário de Paula Abdul, declarou ao “Los Angeles Times” que é possível que os fãs não revejam a cantora sentadinha na bancada dos jurados da nova temporada do “American Idol”. Segundo David, que assumiu o agenciamento de Paula na semana passada, até o momento ele não havia sido procurado pelo show de talentos mais visto na TV paga de todo o planeta. Para uma renovação de contrato.
No entanto, para quem gosta de seu desempenho, Paula havia declarado, no mês passado, que estaria no programa. Simon Coswell e Randy Jackson já estão confirmados. E quanto aquela notícia que o novo vocalista do Queen seria uma revelação do programa, tudo indica ter sido uma notícia plantada por alguém interessado no fato, pois mais nada foi falado a respeito.
“Thriller” de Michael Jackson, voltou a vender mais que banana no Planeta dos Macacos e, segundo a Billboard, até o mês que vêm, alcança os números de “The Best Of The Eagles”- 0 álbum mais vendido na América em toda a história da Indústria Fonográfica.
E, para terminar, no dia de hoje, em 1979, a Electric Light Orchestra publicava anúncio na mídia dedicando “Dont Bting Me Down” à queda do Skylab na terra. No Brasil, a música dedicada ao fato foi “Radiation Level”(Sun), que pegou o apelido de “Melô do Skylab”.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Agora tudo é FEEESSSTA!!!!!

Continuo na minha garimpagem musical no sentido de gravar “nonstops” para o Música para Festa”(http://www.musicaparafesta.blogspot.com/ ). Estou encontrando coisas do arco da velha- coisas que são dançantes, completamente pop e muito audíveis.
Alguém lembra do “Missing Persons”? Pois é: encontrei uma versão original de “Walking in L. A.” sem nenhum efeito, na qual eu dei uma flangeada para ficar no jeito. Encontrei também “The Other Woman”(Ray Parker Jr.) quando Ray já estava solo e sem o Raydio por perto. Falando em Raydio, aquele Lp que tem “For Those Who Like to Groove” é fantástico para a captação de cositas.
Como eu já tive uma vez a fim de fazer uma rádio comercial non-stop e mais tarde uma web radio no mesmo formato, eu vinha treinando há tempos em fazer mixagens respeitando apenas as BPMs e seguindo uma espécie de programação, na alternância de grupos, vocais femininos, instrumentais, vocais masculinos, grupos e música nacional. Minha rádio ia ser assim, com o slogan “A Rádio que toca o que eu Gosto”. Primeiro, porque com esse slogan eu poderia realizar gravações com N pessoas , identificando a rádio como player de músicas que todos gostam. E, segundo, porque a rádio só ia tocar o que eu gostasse. Música que eu não gostasse, apesar de sucesso, tava fora do listão. Concluindo, eu não estaria fazendo uma rádio mentirosa. E eu sempre tive na cabeça que, ao se fazer um veículo, você tem que acreditar nele sem nenhuma dúvida. Senão ele não pega.
Foi assim América 1, foi assim na Antena 1 e foi assim na Extra. Não foi assim na Fm Itatiaia porque o dono era o primeiro a ir de encontro ao projeto, por não acreditar na coisa e ficar dando ouvidos ao ego. Aí, nada funciona.

domingo, 19 de julho de 2009

Fico fascinado com os mistérios da eletrônica e como é que eles podem servir para dar um cunho pessoal a certos trabalhos, principalmente o musical. Se não houvesse o “wha wha” e o octave split, Jimi Hendrix teria sido um guitarrista igual aos outros.
Foi Jimi quem usou pela primeira vez o flanger e o deslizamento de um canal para o outro, peculiaridades usadas e abusadas por Marcelo Sussekind e Lulu Santos, entre alguns.
Outra coisa que os guitarristas se serviram, principalmente os ingleses, foi o canal drive dos amplificadores Marshall, cujo sustain pode ser ouvido desde a época em que Eric Clapton foi tocar com John Mayall. Para variar um pouco, quem popularizou os Marshall foi Jimi Hendrix, que os trouxe da Inglaterra em seu retorno a NY, patrocinado por Chas Chandler.
Já nos teclados, o primeiro a conseguir passar um Hammond B3 pelo drive do Marshall foi Jon Lord(Deep Purple), cuja experiência pode ser ouvida a partir de “Black Night”, marco zero do Purple como banda pesada e sem experimentos bobos( ver bobagem no “Book Of Talyiesin”).
Quem também usa e abusa da eletrônica é The Edge em seu som único. “Pride” e “Where the Streets Have No Name” são dois dos grandes exemplos do que se pode fazer usando efeitos não muito complicados, mas usados de maneira trabalhosa.
Do primeiro “distortion booster” lançado pela VOX até a simplificação chip de hoje em dia, a tecnologia ainda vai revolucionar muita coisa, vocês verão. Quem, como eu, entrou num Estúdio Eldorado em 72 e achou aquilo a última palavra, hoje, como eu, consegue fazer tudo o que se fazia nele num computadorzinho genérico, com dois gigas de memória, um HD de 80 gigas e um “SoundForge 7.0”. Isso é incrível. E não era nesse caminho que eu ia me perder.
Aderi a microinformática que nem velcro. E dela não vou me separar never. It´s too late to stop now, babies!

sábado, 18 de julho de 2009

Ontem e hoje de manhã eu estava ouvindo umas faixas que considero antológicas para o pop. A primeira delas é “Daddy Was a Rolling Stone”(Temptations), com todo um arranjo estilo Motown característico e a guitarra de Melvin Raggin fazendo o contraponto a um trumpete carregado de reverberação. Na época de seu lançamento, eu não fui lá muito fã dela, pois ouvia mais rock que música negra. Gostava mais do tratamento dado pelos Stones a “My Girl” do que o dado por Smokey Robinson.
Outra que eu gostava mais do tratamento que os Stones deram foi o de “Can I Get a Witness”(Marvin Gaye). Hoje acho as duas versões antológicas, tanto para uma vertente quanto para outra.
Outra faixa ouvida com cuidado foi “Where the Streets Have no Name”(U2), naquela versão do “The Joshua Tree”, que, no meu entendimento, é o melhor álbum da banda. Os outros são os outros perto dele.
Tem um disco solo do Jon Anderson, cuja faixa-título( “Olympia”) merece um destaque já que lembra um Yes mais pop, como o daquela época que o guitarrista do Buggles esteve no lineup do grupo.
Agora, uma nacional que, para mim, é o filé do repertório da Wandeca: “Prova de Fogo”. Melhor que ela só “Pare o Casamento”. As duas são inusitadas e inconcebíveis, pois na produção podemos notar uma versão tupiniquim de “Wall Of Sound”, não deixando nada a dever ao original de Phil Spector, ainda mais com os recursos que os estúdios nacionais dispunham naquela época.
Falando em Spector, eu achei no arquivo umas faixas das Ronnetes e me diverti bastante. Ronnie Spector cantava para caralho e seu solo “You Came, You Saw, You Conquered”, vai para qualquer repertório que você escolha para os discos que você terá que ouvir antes de morrer. Manhã nóis vorta!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Carta a um Soul Brother

Mestre.
Você tem razão quanto a audiência das webradios. Realmente o IBOPE, se formos chamar assim, frustra qualquer um. Te falo isso pela experiência que eu e um amigo temos com a "Malaveia"(http://www.malaveia.com.br/), que mantém a média de seis/sete ouvintes há mais de dois anos.
Minha teoria para isso é que a rede está repleta de tudo para todos, como a solidrock e a cobranegra- cujos links você publica no "Música Para Festa"(http://www.musicaparafesta.blogspot.com/) .
Acho que Tatah e DJ Lu teriam que ser presenças obrigatórias em qualquer idéia que seja implementada daqui para frente. Eles são bons para caraca!
Quanto a amadorismo e profissionalismo, acho que a diferença- apesar de chula, preconceituosa e bem grossa- está no conceito que um grande amigo meu, já falecido, tinha a respeito dessa diferença. "Profissionalismo e Amadorismo é a diferença que existe entre a mulher que tu tem em casa e a que tu acha na rua. As duas fazem a mesma coisa. Só que a da rua cobra pelo que faz".
Teu trabalho é sério e de uma competência fantástica. Você têm algo para mostrar ao mundo, coisa que muito profissional dito de tarimba não tem a mínima consistência para fazer.
No caso do meu trabalho, eu sempre fui menosprezado por ele e pela idéia que tenho de como ele deve ser apresentado. Nunca dei a mínima importância para a propriedade intelectual e não vai ser hoje que eu vou me importar por ela. Minhas idéias, a luz desses nerds que andam por aí enos pelam o saco, são de ua pirataria a toda prova. E são mesmo! Nunca ninguém levou meu trabalho a sério. E já teve dono de rádio que ganhou prêmio de marketing e menção honrosa de Associação de publicitários graças a ele. Quanto a mim? Nem um obrigado. E, quando tive em crise pessoal, fui demitido por alegada "falta de produtividade".
Outro exemplo de menosprezo acontece com um grande amigo, o Cláudio- que deve ser um dos caras que mais entende de captação de imagem no RJ. Só para tu ter idéia, para organizar o arquivo que ele tem foi necessário um HD de 500 Gigabytes. Trabalho ele não tem, exatamente por não saber cobrar pelo que ele sabe. Resultado: fica de responsável por um laboratório de vídeo de uma faculdade, tendo que aturar professor iluminado e aluno criativo. Mais um? Meu irmão, Marcelo. Puta arquiteto, manja paca de construção em madeira e também tem que cumprir expediente terceirizado na Eletronuclear como CADista. É dele a seleção do Top 200 Disco que eu uso nos "non stops". Também fotografa legal. Querendo dar uma apreciada, lá vai um link: http://www.flickr.com/photos/mmvic/sets/72157614317231153/
Para mim, o que interessa é trabalhar. O resto é conceito ou preconceito. Depende da colocação dada por quem fala ou escreve. babaquice completa.
Vamos dar as mãos e colocar o bestunto para ter idéias? Eu topo.
Aceito todas as tuas ponderações quanto a arte gráfica( nunca colocar logos de clubes de futebol, sempre seguir a ordem da listagem, dar uma cronologia a coisa, numeração ordenada e título) e a todo o resto.
Vamos em frente que a nossa vida é um nonstop.
Abração
Luiz Sergio

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Dubai? Bye Bye!

Ontem, eu que já tinha até feito reserva para Dubai, vi e ouvi a Copa Libertadores de América virar líquido e escorrer entre meus dedos. No gol de empate do Estudiantes, desliguei a TV e fiquei só no radinho, para só escutar a tragédia que se avizinhava. E, no segundo gol do Estudiantes, um atleticano filho da puta que mora em cima de mim começou a gritar “Galôô! Galôô”. Nem me lembro mais o que passava no History Channel. Fui para a cama dormir puto da vida.
A cidade acordou com alguns fogos atleticanos agora de manhã e eu nem fui na banca do Roberto comprar jornal. Vi tudo pelos sites e vou ficar em casa esperando passar esse ressacão.
Enquanto eu fico com dor de corno, Michael Jackson passou da marca do 1milhão e 100 mil vendidos do dia 26 do mês passado até ontem. Virou fenômeno post mortem e todos agora se habilitam a um quinhão desse tutu que entra e, ao que tudo indica, vai saldar grande parte das dívidas de nosso amigo. A A&E vai passar domingo aquele especial em vídeo feito nos trinta anos dele. Aquele especial vale sempre uma conferida, pois apesar de dar sinais de demência, ele ainda dançava e cantava.
É isso. Agora é ficar quieto no meu canto. Eu ia até contar uma história engraçada que aconteceu comigo na época da Tupi- a do Português que se dizia alérgico a água, mas eu conto outro dia. Tchau.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

SOU DEMENTE!!!!!!!!

Andar pela rua sempre foi para mim um exercício no sentido de aguçar sentidos e imaginação, numa versão multimídia orgânica de aprendizado. Sempre gostei de botar o ouvido na escuta e sair pela rua escutando os sons da cidade. Na transmissão esportiva de uma tarde de domingo, diferenciar, pelo eco, qual a rádio mais ouvida. Se a Globo( assobio das flautas) ou a Tupi( as pancadas de sirene). Se fosse no noticiário, o amarelinho da Globo ou as sentinelas da Tupi.
Da Mayrink Veiga eu só me lembro dos humorísticos: “Vai da Valsa”, “A Cidade se Diverte”, “Miss Campeonato” e “Esse Norte é de Morte”. Todos com Chico Anísio, Altivo Diniz, Wellington Botelho, Leda Maria e uma série de artistas que hoje passam em branco na maioria das histórias e fatos mais ou menos pitorescos que aconteciam no veículo.
E na Rádio Nacional eu ouvia o Sombra, Jerônimo- O Herói do Sertão, Inspetor Marques e alguma coisa do Teatro de Mistério. Devo ter ouvido umas três vezes aquela célebre “Paixão de Cristo”- com todo o elenco de radioteatro e da qual nem sei se existe alguma gravação audível.
Da “Prk-30” eu tenho dos elepês e aqueles CDs que vieram no livro que conta a história do programa. E , do mais, quase nada tenho a não ser algumas vinhetas vindas no disco dos cinqüenta anos da Rádio Nacional.
Sempre ouvi Rádio e nunca pensei que trabalharia nele um dia. Era ótimo trabalhar e fazer o veículo do qual eu nutria uma paixão não muito doentia, mas capaz de me fazer ficar sete anos sem tirar férias e trabalhar de segunda a segunda, num ritmo incansável.
Um dia desses, o amigo Janos Biro, que faz parte junto comigo do coletivo Sabotagem, me mandou uma pesquisa feita por Finlandeses que chegou a conclusão que trabalhar em excesso causa demência.
A pesquisa, feita com funcionários ingleses na minha faixa de idade, apontou que 55% dos pesquisados desenvolveram demência, trabalhando uma média de 30 anos, cobrindo horas extras e plantões além do expediente.
Eu trabalhei de 1969 a 2000 em rádio e Jornal. Depois da última vez que fui demitido, nunca mais procurei trabalho, virei autônomo e me vejo completamente fora desse extrato, caso consideremos “demência” uma rateada das faculdades mentais. Como eu ainda não cheguei a rasgar dinheiro nem desenvolvi Alzheimer, não sou demente no sentido estrito.
Minhas demências todas começam com M: música, mulher e outros emes políticamente incorretos. No mais, o resto é suportável.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Memories are Made of This, Baby!

Como é que as pessoas vão envelhecendo, né mesmo? O Judas Priest vai fazer uma tour comemorativa dos trinta anos de lançamento de “British Steel”. Já lá se vão trintinha do lançamento! Nessa época, eu trabalhava na Rádio América da Guanabara S/A, ali na Rua Buenos Aires 168, quase na esquina de Rua dos Andradas- ponto do celebérrimo boteco do Robalinho, onde – ao lado de Miguel Alcalá Pages, Carlos Alberto Quintanilha, Jorge Teixeira e Carlinhos Lattanzi, tomei litros de Ferreira, acompanhando quilos de Sanduíche de Pernil.
O grande sucesso era a disco music com Sylvester, Dan Hartmann, A Taste of Honey e muito mais. Michael Jackson estava aprontando “Off The Wall”, Todo mundo dizia que a cantora ceguinha Kátia era filha do Roberto Carlos e a Gretchen tava dando para meio mundo no sentido do promover “Freak Le Boom Boom “.
Todo sábado, na hora do almoço, eu e Miguel descíamos para o Robalinho, pedíamos uma pinga e um sanduíche de pernil. Ela já tinha largado o horário( naquela época havia “projeto Minerva” e as emissoras entravam em cadeia com a Agência Nacional para sua transmissão)E eu terminado as programações de sábado, domingo, segunda e terça. O paradão só trocava na quarta e eu também tava liberadaço.
Na maioria das vezes eu enfiava o pé no jacá de tal forma que era obrigado a deixar minha moto no corredor de entrada do prédio da rádio e, domingo de manhã, vir pegá-la, numa ressaca daquelas.
Voltar para casa ou de Táxi ou pela Viação Monique- minha mulher de então – que fazia o sacrifício de ir me pegar lá com seu fusca 72 laranja – no qual eu aprendi mecânica. Se eu fizesse a prova de certificação da volks eu me tornava especialista, já que aprendi a conhecer todos os tricks e macetes do veículo.
Tenho até hoje o “British Steel” original, que a CBS me deu naquela época. Ta inteirão, pois eu ouvi ele muito pouco. Nunca fui chegado ao Judas. Só para lembrar: hoje, além de ser o dia da tomada da Bastilha- início da Revolução Francesa- foi também o dia em que o Queen lançou seu primeiro álbum(1973).

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Pelas Ruas do Rio

“Quantas Oportunidades Você Já Perdeu Por Não Saber Dançar?” . Esse era o lema da Academia Mário de Moraes, que tinha uma sede na antiga Rua São José, demolida naquele quarteirão entre Rua da Assembléia e Nilo Peçanha, num casarão em que a Academia ficava na loja, com portas abertas para todo mundo olhar, aqueles passos pintados no chão e aquele bando de paraíbas dançando de um lado pru outro, ao som de uma vitrola.
Eu, que trabalhava de office-boy para meu pai, sempre que passava por ali, parava para ver os casais rodopiando ao som de uma valsa ou de um tango ou mesmo um sambinha- que, no som daquele acordeão ficava mais esquisito que muqueca de ovo.
Mário de Moraes era uma daquelas virtuoses que só o Rio de Janeiro soube criar nos anos 30/40, ao mesmo tempo e da mesma forma que a dupla de gêmeos Arnaldo & Arnoldo( trabalhei com estes na Rádio Roquette Pinto), dos Trigêmeos Vocalistas, de Romário – O Homem Dicionário, Edu da Gaita e outras esquisitices que ganhavam a vida entre o entretenimento radiofônico e o Teatro de Revista. Mário era dançarino famoso e prsente em uma série de espetáculos nas grandes casas do gênero, como os Teatros Rival, Recreio e São José. Com a decadência da Revista como Gênero Teatral carioca por excelência, a maioria das casas transformou-se em salas de exibição duvidosas ou pornôs completamente baixaria e seus artistas e vedetes foram se virar na TV, acabando como humoristas. Aqueles que não tiveram vez foram abrindo "academias", seus músicos foram se virando no carnaval e todo um trabalho se retraiu de forma à extinção, já que a TV era mais rápida na crítica de costumes e não necessitava de um tanto de mão-de-obra da qual um espetáculo teatral dependia.
Eu, Aloísio Reis e Diter Stein , num carnaval dos anos 70, fomos levados por Ezequiel Neves para compor a banca de jurados do concurso de fantasia no baile gay do São José- na época tão famoso quanto o Gala Gay mais tarde.
Além de sobreviver como cine pornô nos outros meses do ano, o carbaval era uma fonte de renda para casas como o Cine Íris e o Cine São José, que eram situados no Buraco do Caubí( uma das zonas gays do centro), e totalmente desprezados por quem não entendia daquilo.
Aluísio, preocupadíssimo com o que fazer, quis saber de Zeca como proceder na oportunidade. Ezequiel(Zeca) não fez por menos."Fala para todas que passarem que ela está linda". E foi o que nós fizemos. Até que, a uma certa altura, entrou uma nêga do bafão feia de doer, e foi ouvindo de nós todos o elogio. Assim que ela passou por nós, virou-se e disse: "Quer Saber? Vocês são todas umas falsas"...... e foi embora na direção do banheiro.
Quem anda pelo centro do Rio hoje não tem idéia do que a especulação Imobiliária já desfigurou a paisagem. Chegou –se a remover dois morros para “alargar os horizontes”. Em cima de um deles(Castelo), uma igreja colonial foi arrasada, além de todo um lote de edificações de um rio setecentista que poderia rivalizar com São João Del Rey em harmonia.
De aterro em aterro, a Baía de Guanabara vai se transformando numa poça d´água nojenta e poluída, sem a mínima perspectiva de preservação. Quem viu e andou ela Av. Antonio Carlos sem aquele Fórum horrível e sem propósito foi perdendo, aos poucos, o sentido amplo que o Cais Pharoux e a Praça XV davam a toda aquela lateral da Baía, mutilada com a derrubada do antigo Mercado Central. O aterro criminoso feito na Praia de Sta Luzia, isolou da margem da baía o Prédio da Santa Casa e a Igreja de Santa Luzia, só não derrubada não se sabe porquê.
Na minha visão de carioca exilado, o Rio não tem mais jeito. Os detratores da cidade maravilhosa conseguiram o que queriam. Acabaram com ela. Hoje, o lugar onde eu nasci e vivi 35 anos é uma “cidade turística”, explorada pelas autoridades corruptas, crime organizado e uma elite predatória e sem escrúpulos, não necessáriamente nessa ordem.

domingo, 12 de julho de 2009

Hoje é domingo de "Crássico"!!!

Ontem não vi nada que me agradasse na telinha. Hoje é dia de “crássico” aqui em BH e o Mineirão vai receber Atlético e Cruzeiro para mais um embate. Nos últimos dois anos, a vantagem tem sido para o Cruzeiro ,que já enfiou umas três goleadas no rival. Como o Cruzeiro está mesmo é de olho na Libertadores, deve entrar em campo com uma salada mixta daquelas que nem buteco de quinta serve. O resultado pode ser trágico.
Tenho montado meus mixes para o http://musicaparafesta.blogspot.com/ e tem muita novidade lá colocada, não só minha, mas de um monte de gente que ajuda o Paulo Brother a ter o blog mais sacudido da Internet.
Não seja preguiçoso e dá um pulinho lá que você vai achar as coisas mais fantásticas a respeito de música pop e todos os arquivos tem capinha correspondente. Não é que nem aqui que só tem um link e foda-se. Lá tem tudo organizadinho. Paulo Brother faz as coisas certas do jeito que todos gostam.
E já que estamos falando em música, abaixo vão alguns links para você baixar algo para ouvir e, quem sabe, dançar, né mesmo? Falando nisso, quantas oportunidades você já perdeu por não saber dançar, tá ligado? Lá vão:

malamix_a.mp3


malamix_b.mp3


HellMix.rar


NonStopDancing.rar


nonstop_b.rar

Bom proveito dessa coisa toda!

sábado, 11 de julho de 2009

Pelas Ruas de Ipanema

Além de título de elepê do Erasmo Carlos(o que tem “Meu Ego”), as ruas de Ipanema sempre foram especiais para quem, como eu, vagou por elas de 55 até 84. Vi, ”com esses zóio qui a terra há di cumê”, as coisas mais incríveis e vivi um dia-a-dia local que todos acompanharam pelo “Pasquim”. Tropeçar com Vinicius, Hugo Bidet, Jaguar, Albino Pinheiro, Antonio Pedro, Hugo Carvana, Tom Jobim et caterva completamente detraquês era um dia sim e outro também. Não havia nenhuma novidade nisso e eles falavam primeiro o “Cuméquié”. Na verdade, tudo era uma família grande. Não muito unida, mas uma família.
Querendo ou não, todos se conheciam de vista em Ipanema. As vezes, a gente cruzava com a mesma pessoa mais de uma vez no mesmo dia. Pela força do hábito, você acaba cumprimentando, né mesmo?
E também querendo ou não, você acabava sabendo os endereços da galera. Macalé e Severino Araújo( o maestro) moravam no mesmo prédio, na Visconde de Pirajá- em cima da Casa Reis, a papelaria do bairro. Heloisa Buarque de Hollanda morava num prédio na Barão da Torre, entre Garcia e Maria Quitéria, que está em pé até hoje. Antonio Pedro morava na Visconde de Pirajá, num prédio velho em frente ao Chaika- um misto de fast food, restaurante e doçaria que era o xodó da área. O velho Bastos Tigre e o Barão de Itararé moraram no mesmo prédio, dois números abaixo na Visconde, ao lado do Cinema Pirajá. Leila Diniz e Marietta Severo dividiam apartamento no 16 da Aníbal de Mendonça, quase na esquina da praia e todos( inclusive eu) enchiam o saco das duas perguntando quem era o “Rato”(assassino na novela “O Sheik de Agadir”). Só depois é que ela se mudou para a Epitácio Pessoa, para o prédio onde, além dela, moraram Millor Fernandes e Maria Teresa Graupner. Wilson Simonal morava em frente ao antigo Cinema Astória, que depis foi TV Excelsior. Ao lado da Excelsior ficava a Churrascaria Ipanema, que terminou seus dias como a Pizzaria do Seu Ricardo. Em frente, também na Visconde, ficavam a oficina do Seu Artur, do Parmênio e a Academia do Jorge Francês. O Arísio, professor de matemática no Rio de Janeiro e mais manjado que nota de um real, morava na esquina de Barão com Henrique Dumont e mais manjado que ele só a Francis, sua filha, que era uma das gostosas da praia.
Aliás, a praia tava cheia de gostosas, que iam desde a Helena- irmã do Maraca, passando pela Ângela Rabelo, Jacqueline, Sofia, Kátia, Mary Pfeiffer, Isa, Anjinha, Gláucia, Patrícia Travassos, Josélia, Beth Benchimol e muitas mais que povoaram meu imaginário.
Eu, já casado, morei na Rua Maria Quitéria 68, mudei para a Rua Maria Quitéria 18 e, quando me separei, voltei para a casa de mamãe, na Borges de Medeiros em frente ao Jardim de Alah.
Nesse apartamento, aconteceu uma das coisas tragicômicas da minha vida. Na noite da última briga, quando a Ana me disse que não tínhamos mais nada a ver e que ela estava namorando o Zé Emílio, resolvi dar uma volta para colocar as coisas dentro de meu armário cerebral.
Depois de dizer para ela que, já que ela tava namorando o cara, a melhor coisa que ela fazia era procurar um local para ir dormir com ele( Fiz o cara vir de Bangu para pegá-la, he!he!he! E de ônibus! Isso em 1977 era viagem intermunicipal, cara!). Como eu era conhecido por resolver minhas diferenças no braço( daí o apelido Guerra), o cara veio voando, maninho! E depois de eu ver, com meus olhos, ela sair fora, resolvi ir comer uma carne na Carreta.
Chegando lá, quem eu deparo só numa mesa? Raul dos Santos Seixas e sua guitarra, como se tivesse vindo de uma apresentação. Ele, me vendo, fez sinal para sentar com ele. Papo vai, papo vem, Rauzito me sai com a seguinte vinheta: “A Glória me pegou com um brilho em casa, jogou fora a coisa e me expulsou de casa, cara! Aí, peguei a guitarra e saí. Estou sem um puto, sem lugar para dormir e eu não sei o que fazer”. Olhei para a mesa e vi uma garrafa de Orloff pela metade.” Vou ter que morrer nesse álcool”, pensei e aí perguntei se ela já tinha comido. Disse que não. “Então vamos pedir, cara”, falei e continuei o papo.
Três horas depois, consegui- não sei como- rebocar o Raul até lá em casa. Apesar de ser pertinho da Carreta, tinha uma Prudente de Morais no meio e atravessar aquela porra de rua era difícil. No mesmo ponto que atravessamos, o filho do Sílvio Caldas tinha morrido dois anos antes.
Antes da capotagem, ainda tomamos meia garrafa de Johnny Walker que eu tinha em casa. Acordei no dia seguinte com um telefone e uma gringa falando: “Gloria calling. Raul is There?”. Falei que sim e perguntei como ela tinha descoberto o meu telefone. Ela falou que o Garrincha( maitre da Carreta) tinha dado, pois tinha visto Raul sair comigo. Depois que ela veio pegar o Raul, não sem antes ir pagando uma geral daquelas, tanto nele quanto em mim, resolvi fazer minha mudança.
Dei um toque numa prima distante, na qual eu dava uns amassos de vez em quando, para me ajudar. Botei minhas coisas no Chevette dela, deixei a chave com o porteiro e, antes de jogar tudo na casa de mamãe, fomos até o Agris Palace Hotel ( na Farme de Amoedo) para uma bem gostosa. Só depois é que eu pensei que Ana poderia também estar lá. Mas aí, morreu Maria e foda-se, sabe cuméquié?

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Meu Socialismo Moreno

"Arrasta a sandália ai,morena/Arrasta a sandália ai,morena/Arrasta a sandália ai,todo o dia/Que mando vim outra lá da Bahia/Arrasta a sandália ai/Arrasta a sandália ai,morena/Arrasta a sandália ai,morena/Arrasta a sandália pelo terreiro/Que essa custou o meu dinheiro/Arrasta a sandália ai/Arrasta a sandália ai,morena/Arrasta a sandália ai,morena".
Acordei com essa música do Blecaute na cabeça, não tenho a mínima idéia porquê. Mas, fiquei cantarolando ela até agora, escrevendo esse post e pensando nas morenas que tive em minha vida e nos compositores antigos nacionais que faziam músicas para morenas. Os primeiro nome que me veio a cabeça foi Dorival Caymmi. Depois Lamartine Babo.
É aí que eu vejo como que a velhice vai comprometendo os sentidos, pois não me lembrei de mais nenhuma morena famosa na mpb. E sei que existem várias músicas que tem “morena” na letra.
Quanto as minhas morenas, a Telma e a Marilza são inesquecíveis. Eram lindas e gostavam um pouco aqui desse gordo, he!he!he! E olha que eu não era lá flor que se cheirasse. Mas não pegava heavy e era bonzinho. Só isso já dava para viver em harmonia com aqueles dois tipaços, que chamavam a atenção onde quer que nós fossemos. Entre a Telma e a Marilza, 18 anos de diferença.
A Telma eu conheci no dia em que o Brasil ganhou a copa de 70. Eu estava na esquina de Maria Quitéria com Vieira Souto quando ela passou e eu, meio bêbado/meio drogado, mexi com ela. Ela deu uma piscada e um sorriso. Com um “sim” daqueles de volta, lá fui eu passando a mão na cintura dela e recebi um beijão como resposta. O resultado é que saímos andando e conversando e quando eu vi, estava com ela na esquina de Atlântica com Miguel Lemos no meio de um agito carnavalesco. Daí em diante foram quatro anos de encontros e despedidas e mesmo eu casado com a Ana, continuávamos nos encontrando. Não tinha a mínima dor na consciência, pois sabia que era traído e muito traído, pois havia uma redação dividindo minha mulher comigo enquanto eu e a Telma , apesar dela não me garantir nada, eu sabia que ela era o meu eleitorado.Nosso lance terminou em 75, quando ela conheceu um cara que virou a cabeça dela e ela foi sincera comigo. Tava apaixonada e não agüentava mais saber que apesar deu ser dela, eu dormia era com outra.
Já a Marilza apareceu na minha vida em 82/83. Era amiga de um grande amigo e vizinho. Numa festa que ele deu em casa e eu ajudei, comparecendo com o apartamento, ela começou a chegar junto. A festa terminou e, quando fui dormir, lá tava ela deitada na minha cama. Ficamos juntos até eu vir para BH.
Lembrei de mais uma: “Rosa...morena/ onde vais menina Rosa/ Com essa rosa no cabelo e esse andar de moça prosa/ ô rosa.....menina Rosa/ Rosa o morro inteiro tá esperando....tá esperando...para te vê/ Deixa esse andar de moça prosa e vem comigo e vem o rosa vem sambáa/ que o pessoal ta cansado de esperar/ ô rosa................. Memória é uma merda, né? (e ainda esqueci uma parte da letra)

quinta-feira, 9 de julho de 2009

CHEGA DE MICHAEL !!!!!!!!!

O Homem está morto e explorar declaração de filha de mãe( ele não é o pai biológico), choro de mãe de filha, irmão dizendo que podia morrer no lugar dele(eu também diria se estivesse na pior que esse irmão está), irmã fazendo escândalo( no dia em que a Latoya fazer algo de sério, aí sim isso vai ser notícia) e família entrando e saindo de limousine já encheu o saco. Parece que são só nessas horas que todos tiram limousines das garagens e sai aquele desfile de barata gigante preta pelas ruas.
Nessa hora, todos são iguais na América. Mafiosos, artistas, políticos corruptos, presidentes assassinados, Pato Donald, Cher e vai por aí. E, devido a essa igualdade é que eu peço um armistício a respeito de Michael, pois meu saco não agüenta mais.
Tenho os dois discos dele que, para mim, são os que interessam(“Off The Wall” e “Thriller”). O resto eu ouvi e não gostei muito. Da fase Jackson Five eu não tenho quase nada, pois na época, o grupo não me fazia a cabeça. Aliás, tirando fora os Beach Boys, desses grupos pseudo-infanto-juvenis e familiares eu tenho muito pouca coisa. Partridge Family, New Kids on The Block, Pussycat Dolls; Dino, Desi & Billy; The Osmonds, The Cowsills et caterva eu tenho quase nada no meu arquivo implacável.
O David Cassidy(Partridge Family) está de volta como narrador de podcast. Ele é o frontmande uma série da Billboard sobre os sucessos da parada no séculoXX. O resto simplesmente faturou seu troco e entrou no ostracismo, já que o apelo- que nem sempre era vocal – foi embora com o passar do tempo. É isso. O tempo nunca está do nosso lado e não espera por ninguém , maninhos. Ninguém.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Enquanto a maioria da mídia mostrou-se completamente mórbida a respeito de um dos maiores vendedores de discos de todos os tempos, vamos falar aqui um pouco do que ele fez de melhor. Na semana passada, todo o top 10 da parada dos álbuns em catálogo da Billboard era preenchida por obras de Michael Jackson. Seus álbuns –solo ocupavam da primeira a sexta e da oitava a décima. A sétima era ocupada pelo “The Ultimate Collection” do Jackson Five.
Já na parada de venda digital, “Man in the Mirror” era a sua canção mais baixada, com 159 mil Downloads. Acima dela só “I Gotta Feeling”(Black Eyes Peas), com 215 mil downloads.
Quanto a parada de vendagem de CDs , divulgada agora de manhã, esta aponta o “Number Ones” de Jackson como o álbum mais vendido de costa a costa no momento, com 339 mil discos vendidos durante a semana que passou, vindo “Thriller” coladinho, com 187 mil.
Tanto “Thriller” como “Off The Wall” foram feitos a quatro mãos por Michael e o gênio Quincy Jones- a quem eu considero o melhor produtor musical do séculoXX, dando de dez nos dois Phil: o Ramone e o Spector.
Espero que agora que o homem teve seu corpo sublimado de alguma forma, as pessoas parem um pouco de querer levantar detalhes a respeito dele, Michael Jackson, que passa a história como um dos grandes do pop.

terça-feira, 7 de julho de 2009

A Hora e a Vez do Samba 2

Ontem, mandando um emeio para a amiga Dalva, falei prela de um amigo comum nosso: Adelzon Alves. Adelzon, apesar do sotaque carioca e do jeitão sambista, é que nem Bezerra da Silva. Chegou no RJ e incorporou o Orixá que mora no Cristo Redentor. Quem não sabe que ele é Paranaense, lá de Cornélio Procópio, tem a certeza que a cegonha deixou o hômi na Serrinha.
Adelzon foi o primeiro grande amigo da madrugada, encarando o microfone da Rádio Globo logo após o redator-chefe e indo até o cu da madruga. Tremendo vozeirão, Adelzon foi noticiarista na própria Globo e ficou anos ao lado de Roberto Figueiredo, Edmo Zarif, Líbano Duarte e muito mais que grafitavam o éter do Rio com noticiário de meia em meia hora.
Foi o primeiro a privilegiar a música Brasileira de raiz no Rádio. Naquela época de repressão, ninguém queria ir contra o disposto pelos Militares, muito menos dono de rádio, pois a radiodifusão era uma concessão a título precário e os milicos já tinham dado três grandes exemplos de cassação: A Mayrink Veiga(RJ), a Marconi e a 9 de Julho(SP). Mesmo assim, Adelzon deu voz a arte popular e alguns descontentes. Exemplo? “Eu vou para o Nepal”( Som Imaginário) só tocava no Adelzon.
E nessa, Adelzon levava as figuraças do Samba, intérpretes e compositores para dividir com ele o microfone, contando casos e historinhas das mais hilárias. Zé Dedão, Marimbondo, Dicró e Elias do Parque eram figurinhas carimbadas no álbum de atrações do programa.
Uma noite, Adelzon resolveu que Candeia ia fazer o programa com ele. Amigo do ex-policial- paraplégico devido a um tiro que levou de um assaltante pelas costas, lá no viaduto de Madureira- Adelzon ligou para a casa dele, acertou tudo e contatou o Alcione( nada a ver com a cantora)- divulgador e responsável pela promoção específica desse catálogo na WEA Discos- para que este catasse o Candeia e levasse o sambista a te a Rua da Glória, nos estúdios da Globo.
Alcione, irmão mais novo do falecido trumpetista Oberdan Magalhães( Banda Black Rio, os Simonautas, Vitória Régia, etc) era tão ou mais maluco que o soprador de corneta. Enquanto Oberdan soprava, Alcione aspirava, fumava e bebia todas que se tem notícia. E nessa noite específica, Alcione fraquejou, avançou o sinal e, em vez delevar o Candeia pru Adelzon, deu uma capotada daquelas.
Como ao chegar no estúdio Adelzon não encontrara ninguém, escolado, ao abrir o programa, não anunciou nada e começou a fazer a coisa como se estivesse sozinho e a pé, sem nada para apresentar a não ser abobrinha para lá e abobrinha para cá. Dez minutos de Programa no ar, Adelzon abre o microfone e desanuncia, “Essa é pro Alcione, que tá me devendo uma vela para botar na Candeia” e entra “Onde Anda Você” com o Vinicius. E nessa, tome abobrinha, mais música. Uma hora, já meio puto, Adelzon manda um recado direto: “Alcione, tu ta devendo”. Assim que saiu do microfone, ligou para a casa do Candeia e este atendeu, desesperado e foi falando que tava esperando o Alcione desde as onze e meia, já tinha ligado para a a casa dele e nada.
Adelzon, malandrão, fez sinal a Sorrell(operador de áudio) para que este colocasse a conversa de fundo e fez Candeia contar a historinha do Alcione toda de novo. Só aí é que ele avisou ao Candeia que este estava no ar e aí começaram a conversar sobre o disco do compositor e intérprete(“Ao Povo em Forma de Arte”), que era lançamento recente da WEA e aí o programa se desenrolou e eles ficaram no telefone mais de quarenta minutos, tricotando todas que tinham direito.
Quanto ao Alcione, essa vacilada custou-lhe o emprego na WEA. Mais tarde, em outra vacilada-dessa vez na ARIOLA- nosso amigo se envolveu em desvio de lotes de discos para sebos e lojas, sendo esses lotes de discos vendidos a 30% do preço de rosto e sem fatura, prejudicando todo o departamento de vendas e artistas da gravadora. Fez disso uma prática continuada. Nosso amigo fazia o gênero eletro-funk e tinha um ego bem maior que os dreadlocks que ostentava e, devido a isso, foi fotografado para a capa de uma coletânea do gênero que a gravadora ia lançar. Essa foi a sua perdição.
Uma tarde, Getulinho- vendedor- tava passando por um sebo da rua 20 de julho quando viu a coletânea exibida na vitrine. Getulinho tava com a capa no catálogo de lançamentos do mês e estranhou um sebo com o material. Entrou na loja e, macaco velho, foi olhar nas estantes. Só da coletânea ele contou 35. De outros lançamentos mais uns 200. Aí, Getulinho foi falar com o vendedor, perguntando quem tinha trazido aquele material. “Ah! Esse cara aqui, ó” e mostrou a foto do Alcione na capa. Resultado: Deu polícia na área e nosso amigo foi banido do meio. É isso que dá ser esperto, né mezz?????

segunda-feira, 6 de julho de 2009

The Humble One

Eu estava evitando comentar esse assunto aqui, mas tudo indica que Michael Jackson vai faturar mais morto do que vivo. Essa história de vender ingresso para enterro parece coisa de Coronel Tom Parker, mas ele não chegou a tanto com seu empresariado Elvis Presley. Afinal, diz a lenda que Elvis não morreu, mas de Michael fizeram até autópsia.
Acho essa coisa toda de uma morbidez danada. Mas, o que interessa é que o pinga- pinga com gotas vindas do catálogo deixado por Michael, está engrossando e virando torrente. Nosso amigo voltou a vender todos os seus trabalhos, com destaque para “Off The Wall”, “Thriller” e “History”. Quem não tinha agora tem um best of do Jackson Five. E por aí vai a bola de neve rolando.
A AEG, que estava produzindo Michael jogou um verde no mercado, dizendo que tour substituta de MJ poderia ser um duplo com......Led Zeppelin e Abba. Eu, pessoalmente, não acredito nisso pois Robert Plant não está a fim e John Paul Jones está de trabalho novo com Dave Grohl e não acredito que ele vá largar essa novidade para encenar uma reprise que não serve aos seus propósitos.
E ontem eu vi o “Pior” – aquela bicha fake do “Pânico” – entrevistando artista na porta de um desses prêmios não-representativos que as agências inventam para operadora de telefonia ou cartão de crédito patrocinar. As entrevistas com Renato Lombardi, D2 e Juliana Paes foram hilárias, com destaque para essa última, que tem uma non-chalance toda especial para se livrar desses inconvenientes. Se a Carolina Dieckmann e Luana Piovani fossem desse jeito, a sandália da humildade tinha ficado na caixa.

domingo, 5 de julho de 2009

Mais um dia de Domingo

Mais um dia de Domingo que não tem pé nem cachimbo. Não tem mais filme de Ringo nem cinema para a gente ir se divertir. Ou você vê a repetição do Telecine ou a baixaria do Faustão. Ninguém guenta, né mêrmão! Ninguém guenta.
Ou tu senta para ler algo, ou faz que nem eu, ouvindo música dos anos 60. Tenho muita coisa do período e não me farto de ouvir. Estou velho mesmo e não estou nem aí. Só não vivo de recordação, pois isso não dá camisa.
Ficar dizendo que não se faz coisa que nem antigamente e que a vida era melhor é mentira. A tecnologia hoje em dia me facilita coisas impensáveis há uma década. Consigo conversar com as pessoas sem ser invasivo. Mando um emeio e sei que ele chega. A pessoa abre e responde. Isso por telefone era um saco, pois telefone ocupado não foi feito para mim. Secretária-obstáculo muito menos. O emeio foi feito sob medida.
Só agora é que estou começando a sentir a falta de um celular, já que tem momentos que você não está em casa, o que para mim é raridade, já que faço toda a minha vida de um quartinho, de onde minha mulher pode ficar me vigiando da cama. Mesmo assim, o celular faz falta, pois se ela precisar de alguma coisa e eu dentro de uma agência bancária, cuméquifica?
Falando na minha mulher, um dia desses ela começou a me encher o saco por causa da Aretha Franklin. Como só tenho três músicas dela no catálogo, fiz uma coisa que não fazia há anos. Entrei numa loja e comprei um CD dela. Aquele só de músicas românticas. A baixinha adorou e eu também. Não entrava num ponto de vendas desse há tanto tempo que só agora é que eu fui atentar que todos os pontos estão se tornando multimídia, pois os DVD estão tendo bem mais saída. Eu tenho poucos DVDs . Devo ter uns 30, daqueles colchas de retalhos, com sucessos dos anos 60, 70 e 80. Não tenho muito saco, pois a multimídia me toma mais de um sentido e eu prefiro ouvir algo e fazer outra coisa do que ter que ficar prestando atenção.
Ouço futebol no radinho, ouço MP3 e vou aconpanhando o interessante da mídia, apesar de que hoje tudo vai estar um deserto de idéias e fatos. Fazer o quê? Hoje é domingo.

sábado, 4 de julho de 2009

"Sábado eu vou a festa..........."

Começamos um segundo semestre e tudo continua como dantes no país de abrantes. Brasília não faz parte do Brasil e congressistas, ministros e presidente são farinhas do mesmo saco. Alguém separou o trigo do joio e exportou o cereal, num agronegócio em que todos nós fomos prejudicados.
Dentre mortos e feridos, ninguém se salvou. O país parece um imenso AF 447 que decolou sem destino. A cada dia que passa, vai se tendo a sensação de que tudo vai acabar no próximo segundo, pois sempre tem alguém querendo levar vantagem.
Querem um exemplo? Já se sabe que o projeto Azeredo sobre cybercrimes vai morrer antes de ir a votação no plenário da câmara. E ninguém tem coragem de falar isso para ele ou para sua assessoria que, pelo empenho que tiveram em defender o projeto, estavam mostrando que havia algum grande interesse oculto por detrás da letra da lei. Dizem alguns que o projeto vai morrer porque os bancos se sentiram atingidos ao saber que eles não seriam mais responsabilizados pelas fraudes bancárias praticadas pela rede. Esses alguns disseram que essa isenção proibia os bancos de fazer resseguro no caso específico desse ativo subtraído. Ninguém quer sair no prejuízo!
E, já que estamos falando em prejuízo, a morte de Michael Jackson deve tirar a SONY-BMG do prejuízo que o catálogo do artista vinha amargando. De quinta até ontem, a pesquisa Nielsen-Billboard acusou a venda de 130 mil “History” nos EUA. A pesquisa projeta um mínimo de 800 mil vendidos até a virada de agosto.
Outra pesquisa da Nielsen acusa que 65% dos Brasileiros, caso lhes sobre algum dinheiro até o final desse mês, eles vão gastar essa sobra com tecnologia. Um segundo celular é o objeto de consumo de 40% dos pesquisados. Um notebook é a meta de 15%. A pesquisa foi feita simultâneamente em 50 países.
Uma vez, num papo ameno, Zé Rodrix me contou que sábado era dia do avô fazer feira para as duas famílias que mantinha. Isso lá em Arapiraca(AL). Pois bem,apesar deu ter uma família só( minha mulher e meu cachorro), vou ao supermercado e ao sacolão da mesma forma, assobiando aquela canção do “Som Imaginário”. Tchau e inté. Volto amanhã ou qualquer momento em edição extraordinária.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Quem não viu, não sabe o que Perdeu!

Seriados de TV são diferentes. Não são como novelas porque não te prendem na telinha e porque não tem capítulos, tem episódios- que tem luz própria, cada um deles. Eu sempre gostei de seriados. Cheguei a pegar alguns no cinema, como “Bufallo Bill e o Oeste Selvagem” e a versão cinematográfica de “O Homem de Virgínia. Mas foi na TV que eu fiz a festa. Acompanhava tudo que era interessante e tava na moda. E num ecletismo de dar com o pau.
Ia desde “I Love Lucy”, passando pelos “Intocáveis” e indo até a “Família Addams”. Vi “Jornada nas Estrelas”(Startrek)- três vezes, a série toda. Adorava quando eles passavam por uma tempestade estelar e se agarravam no cenário. Mais trash impossível. Outro seriado que acompanhei fanáticamente foi “Vila Sesamo”. Adorava o come-come, aquele vendedor de pornografia, o Ênio e o Beto. Todos eram impagáveis. Tinha também um grupo de rock que tocava o clássico “Eu tô com raiva, raiva, muita raiva”. O sketch do Ênio e Beto discutindo quem tava aqui, ali, cá e lá é uma das peças antológicas da Televisão Mundial.
Todas as séries tinham suas características únicas e personagens que se destacavam: Little Joe em “Bonanza”, O dr Spock Limólia ( esse era o nome e sobrenome, que ele dá quando se apresenta ao Capitão Kirk), a cacatua do Baretta, o cabo Rusty em “Rin-tin-tin”, o robô de “Perdidos no Espaço” e mais uma infinidade de gente. Alguns atores até piraram na maionese e assumiram a personalidade dos personagens que interpretavam, como foi o caso de Clayton Moore, que, ao morrer, em 1999, fez questão de ser enterrado caracterizado de “The Lone Ranger”(aqui foi exibido como Zorro”). Já o Jay Silverheels-índio navajo autêntico- desempenhou personagens vários e num ecletismo fantástico. Ele pode ser visto como Tonto – o auxiliar de Zorro, cigano em um episódio de “O Menino do Circo”(Micky Dolenz- mais tarde baterista dos Monkees) e era Kassim, o mordomo hindu de Jim das Selvas.
Repetindo: Quem não viu, não sabe o que perdeu e eu, como delirante completo, viajei na maionese em todos. Segue anexo um link que dá direito a você baixar 80Mb de trilhas sonoras de seriados de TV. Esse era o melhor que eu poderia ter feito para fazer real a vinheta “Saudade não Tem Idade”.
quem não viu não sabe o que perdeu.rar

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Nove títulos de Michael Jackson estão entre os 11 mais vendidos das 200 mais da Billboard dessa semana. E alguns elepês correlatos onde Michael aparece, como os do Jackson Five e de trilhas musicais, foram relançados e estão alcançando vendas expressivas. Segundo alguns observadores da movimentação michael, não é só nos CDs que a coisa está tomando vulto. O número de máquinas de construção pesada que estão estacionadas em Neverland dão a entender que algo de monstruoso vai ser construído no rancho. Possivelmente um mausoléu, coisa que não deixa de ser realmente uma monstruosidade. Sabedor das esquisitices de Michael, tinha a nítida idéia de que seu último desejo seria do tipo ser cremado e ter suas cinzas jogadas do alto do Everest.
Quanto a essa história de mausoléu, ela ou qualquer uma outra homenagem funérea para mim são tragicômicas, devido a uma coisa que presenciei num passado mais ou menos remoto, com uma das irmãs do ex-prefeito César Maia.
O primeiro marido da Kívia morreu num acidente eles eram quase recém-casados. Tavam ainda naquela empolgação de muita cama( naquela época ela valia! E como!) e pouca discussão quando ele foi vítima de um acidente não me lembro como, falecendo. Ela, querendo homenagear o ex, resolveu construir um mausoléu para ele. O pai da Kívia, “Seu” Filinto, entrou em contato com meu pai( eram amigos pessoais), para que papai, arquiteto de profissão, desenhasse o mausoléu. E começaram- se as conversas a respeito, discute para lá, preço para cá, muita tristeza na coisa e a Kívia entrou num processo depressivo daqueles, sendo necessária a intervenção de um psicanalista. Três meses de terapia, a Kívia tava casada com o analista e não se falou mais no ex, em mausoléu, etc e coisa e tal. Daí eu achar mausoléu uma homenagem meio mequetrefe.
Acho que a homenagem que Michael está recebendo e ter voltado a ser um recordista de vendagem, mostrando também que a crise do disco passa pela mediocridade do que está sendo lançado, com raríssimas exceções( Fergie, Amy Winehouse e King of Leon são algumas). Assim sendo, La Nave va.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Morte&Mudança

Dizem que quando você sonha com a morte é porque alguma coisa vai mudar na tua vida. E, se você morre mesmo, tudo muda! Caso você acredite em vida após a morte, tu vai conhecer um bocado de coisa nova, variando ainda mais caso você também acredite numa dessas religiões que estão à solta por aí.
No meu caso particular, que não acredito em nenhuma das duas coisas acima, vou entrar em entropia absoluta. Como um aparelho de som desligado sentindo minha matéria se deteriorar.
Já no caso do Michael Jackson , ele – que estava maldito nas paradas- voltou a vender mais que banana no planeta dos macacos. O “History” é primeiro lugar na parada Inglesa. Para vocês sentirem o drama, há duas semanas atrás o CD estava sendo vendido a duas Libras. Ontem já estava em Dez Libras. Todos os ensaios para a nova Tour, que estavam registrados em vídeo, somando mais de cem horas, vão ser lançados em DVD. Tão vendo como a morte faz tudo mudar?
E, falando em mudança, o U2 volta à estrada com uma megatour- a U2360 – que, como aparato tecnológico, supera tudo que alguém já tenha feito antes. Só para transportar o palco circular são necessários 120 caminhões. O palco é montado no meio do estádio onde eles irão se apresentar, proporcionando a todos os mesmo campo visual, já que a aparelhagem de som está suspensa por uma garra, em cima do palco.
Pode até ser que essa tour passe também por aqui no final de 2010. Por enquanto, quem tem acesso a ela é só o primeiro mundo.
Pra terminar: Bob Dylan vai participar do próximo trabalho do Beastie Boys. Dylan fez uma coisa inédita. Se confessou admirador dos rappers e esses já pediram licença para usar uma porção de samplers dele. Alguns especialistas em Dylan achavam que só depois de morto é que Dylan deixaria se revelar como admirador de alguém. Pois Mr Zimmermann tirou a palavra da boca desses detratores. Bem feito.