domingo, 26 de julho de 2009

Para quem gosta de esquisitices, hoje eu comecei a escrever nesse blog às 12h12. E não foi combinado, não. Era realmente a hora que eu acomodei o fiofó na cadeira de rodinhas que eu uso. Mais cedo eu estava dando uma penteada no arquivo de MP3 e , só de pastas com artistas catalogados em ordem alfabética eu estou em 10,4Gb. É coisa. A maioria delas extraídas de meus vinis- que são bem numersos e cobrem uma extensão artística considerável. Tem muita coisa, numa das associações ecléticas mais vastas que alguém possa ter cometido, já que compro discos regularmente desde 1959.
O primeiro foi “Conceição/Melodia do Céu”(Cauby Peixoto), perdido numa das n mudanças de domicílio da minha vida.O mais raro? Os BBL61 e BBL63 de Elvis, três de Gene Vincent( um importado e dois nacionais), a discografia brasileira dos Beatles( completamente diferente da oficial), o primeiro de The Shadows( que tem “Wonderful Land”), o “Loki”(Arnaldo Baptitsa) original da primeira fornada, “Gil & Jorge” duplo- que só saiu para divulgação imprensa, o compacto duplo de Fagner e Ney Matogrosso com “Postal do Amor” e “Na Ponta do Lápis”, Chacrinha cantando “Eu Também quero Mocotó”(Jorge Benjor) e a coleção da “Turma da Velha Guarda”( Pixinguinha) em 10”.
Nesses mais de dez gigas existem faixas que, para mim, são caras e prediletas, como “Love Island”(Eumir Deodato), “Azymuth”(Marcos Valle), “Aint we Funkin Now”(The Brothers Johnson), “All My Loving”(Beatles – na minha opinião a melhor faixa single já composta na história do pop- tem tudo no lugar certo, com princípio e fim bem colocados), “Down The Road Apiece”(Rolling Stones – A melhor e mais bem tocada gravação de Rock and Roll de todos os tempos), “Tin Tin por Tin Tin”( João Gilberto) que consta em “Amoroso”- que vale por si toda a carreira do bahiano pé no saco, “Madalena”( Ivan Lins)- na versão de Elis Regina- faixa que mudou completamente o meu viés pela MPB, “Para Lennon e McCartney”( Milton Nascimento), “Out Of Sight”( James Brown)- onde eu descobri a música negra, “Epitaph”(King Crimson)- na qual vi alguma valência no progressivo e a versão de Os Cariocas para “Ela é Carioca”- a melhor gravação do gênero Bossa Nova.
Essas músicas são legais e gosto de ouvi-las e me enroscar nelas pelo delírio que elas causam na minha imaginação. Ouvi todas agora de manhã. Vou ouvi-las mais tarde e garanto que não me canso.

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