sábado, 18 de julho de 2009

Ontem e hoje de manhã eu estava ouvindo umas faixas que considero antológicas para o pop. A primeira delas é “Daddy Was a Rolling Stone”(Temptations), com todo um arranjo estilo Motown característico e a guitarra de Melvin Raggin fazendo o contraponto a um trumpete carregado de reverberação. Na época de seu lançamento, eu não fui lá muito fã dela, pois ouvia mais rock que música negra. Gostava mais do tratamento dado pelos Stones a “My Girl” do que o dado por Smokey Robinson.
Outra que eu gostava mais do tratamento que os Stones deram foi o de “Can I Get a Witness”(Marvin Gaye). Hoje acho as duas versões antológicas, tanto para uma vertente quanto para outra.
Outra faixa ouvida com cuidado foi “Where the Streets Have no Name”(U2), naquela versão do “The Joshua Tree”, que, no meu entendimento, é o melhor álbum da banda. Os outros são os outros perto dele.
Tem um disco solo do Jon Anderson, cuja faixa-título( “Olympia”) merece um destaque já que lembra um Yes mais pop, como o daquela época que o guitarrista do Buggles esteve no lineup do grupo.
Agora, uma nacional que, para mim, é o filé do repertório da Wandeca: “Prova de Fogo”. Melhor que ela só “Pare o Casamento”. As duas são inusitadas e inconcebíveis, pois na produção podemos notar uma versão tupiniquim de “Wall Of Sound”, não deixando nada a dever ao original de Phil Spector, ainda mais com os recursos que os estúdios nacionais dispunham naquela época.
Falando em Spector, eu achei no arquivo umas faixas das Ronnetes e me diverti bastante. Ronnie Spector cantava para caralho e seu solo “You Came, You Saw, You Conquered”, vai para qualquer repertório que você escolha para os discos que você terá que ouvir antes de morrer. Manhã nóis vorta!

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