segunda-feira, 27 de julho de 2009

Magnum 44

Apesar de não ter nada a ver com a arma de Dirty Harry, Billie Holiday era magnum na voz e morreu aos 44 anos de idade, em 1959, numa carreira trágica e completamente junkie, mas deixando de bom gravações antológicas. Uma das que você tem que ouvir antes de morrer que nem ela é “Speak Low”. Outra? “I Love My Man”, na versão ao vivo de 58 – na qual ela irrompe em lágrimas por um homem imaginário que sempre a abandonava quando ela mais precisava.
Billie era que nem o artista representado por Terence Stamp num filme que eu esqueci o nome. No filme, Terence é um artista drogado que já havia experimentado tudo e todas e achava um tédio a vida que levava. Ao experimentar um carro de luxo, o artista recebe a visita da morte, transvestida numa garotinha que o convida a jogar bola. Ele aceita e ela diz que o espera no final da rua e que ele não demore para chegar lá. O artista arranca com o carro, faz de 0 a mais de 100 até a esquina, ao passar por ela, não nota um cabo de aço passado de lado a lado, que decepa sua cabeça.
Billie ia fazer 45 anos de frustração e desesperança com as síndromes de abstinência de homens e de drogas, as quais eram sua religião.Por elas cantava e elas a faziam viver um night and day que só Cole Porter podia ver e sentir junto a pele dele. Os dois eram irmãos de picada. E, enquanto uma era magnum na voz, o outro era magnum no trato de música e letra, produzidas na companhia de garrafas e mais garrafas magnum da melhor champagne que o dinheiro podia comprar.
Mudando radicalmente de assunto, Caetano Veloso pode estar sendo projetado no cinema mais perto de tua casa. “Coração Vagabundo” é a mais nova passagem do velho compositor bahiano pela telinha. Não sei se no filme ele diz que tudo é divino e maravilhoso. Sei que essa deve ser a terceira vez, se incluirmos “Doces Bárbaros” e se é que aquilo é um filme. Na época eu vi o show e achei um porre. Como disse Telmo Martino, em Hollywood- num certo momento- reuniram em apenas um filme, Frankenstein, Drácula, O Lobisomem e a Múmia. Aqui no Brasil nós tivemos os Doces Bárbaros. Chuckberry Fields Forever!

Um comentário:

Cris V disse...

Enfim, te vi... Saudades. Dalva, a sua estrela