terça-feira, 31 de março de 2009

Animal Tracks

Esse post é dedicado àqueles que tem uma pessoinha canina em casa e que é completamente possessiva, egoísta, só quer saber dela, mija em todo lugar só prá me sacanear, etc e coisa.
Uma coisa é certa: não existiram grandes cachorros no pop rock. A não ser o Boo, do Lobo(“Me, You and a dog named Boo”), que andou pelas paradas no anos 70 e o cachorro canibal de Ted Nugent(“Dog Eat Dog”). Cavalos existiram vários. Os Stones criaram cavalos selvagens(“Wild Horses”). Um deles foi até título de Lp(“Iron Horse”- BTO) e o mais famoso deles- o do América- nunca teve nome conhecido.
Falando de cobras e lagartos, John Lee Hooker teve a sua “Crawling King Snake”, cuja gravação definitiva ficou a cargo de Elvin Bishop, num lp obscuro do final dos anos 70. O Heavy Metal produziu o Whitesnake- meio disgusting e o rock carioca dos anos 60 os Red Snakes. Já lagartos, o mais famoso deles pertenceu a Jim Morrison, que o homenageou em “Celebration of the Lizzard”- clássico não muito executado dos Doors, pois é uma música chata demais.
Outros bichos? O Them gravava na Parrot Records. “Eye of The Tiger”(Survivor) fez um sucessão, da mesma forma que Cat Scratch Fever”(Ted Nugent). O Cream tem seu instrumental menos famoso(“Cat Squirrell”) dedicado a um gato. Já Al Stewart decupou um filme na letra de “Year of the Cat” e foi a primeiro na Billboard. Chuck Berry(“Too Much Monkey Business”) e Eric Burdon(“One Monkey Dont Stop The Show”)falaram de macacos. O Floyd de porcos(“Pigs”) e por aí vão. Hajam animais de estimação, né mesmo?

segunda-feira, 30 de março de 2009

A Euforia Incentiva o Progresso?

Sarah Vaughan estaria fazendo 85 anos nesse 2009. Sarah deve ter sido a mais influente cantora do Jazz no que diz respeito a tendências e foi ela a primeira a gravar Milton Nascimento em Inglês, numa versão de “Travessia” que deve até hoje causar engulhos ao Fernando Brant.
E se ela estivesse viva, garanto a você que, em vez de referência, seria participante completa dos remixes de Alan Freeland, Lalo & Bushawaca. Acredito que ela se renderia a essa inovação e admitiria um DJ no line up do grupo que a acompanhava.
Miles Davis seria outro que não deixaria essa tendência passar batida, pois a sua última gravação("The beebop song") não passava de um rapzinho mais pop que outra coisa, numa re-deglutição do gênero, coisa que ele já havia feito num trabalho dos anos 80( "Pop").
Quem está acompanhando a série “Rock at 7 Age”, da VH1, e viu o episódio sbre os progressivos, realmente sacou que o Floyd sempre foi um tributo a egos. Primeiro, o de Syd Barrett. Depois o de Roger Waters. E quando este último deu uma de Luiz XIV(“aprèz moi le delùge”), se fudeu mal pago.
Por outro lado, rever Peter Gabriel fantasiado de ameba e com aquele logotipo da GAFISA na cabeça, trouxe ao pensamento que, em algum lugar e há algum tempo, houve gente que achava que o progressivo era a solução. Lulu Santos, Sergio Dias Baptista e Luiz Paulo Simas mandam lembranças.

domingo, 29 de março de 2009

Vai chuva!

Essa manhã chuvosa de domingo não está lá sendo boa comigo. Me excedi no Amarulla ontem e estou cuma ressaca daquelas. Acordei com um guarda-chuva na boca e, nesse momento, o cabo ainda se mantém galhardamente, dando aquele gostinho todo especial, me deixando completamente enjoado até ao tomar os remédios que sou obrigado toda manhã. Uma merda.
Esperando uma melhora física, dei uma passada de olhos na “Veja” e vi nela uma grande matéria sobre a música erudita no século XX. Trata mesmo e do condicionamento político dos criadores em relação às suas obras.
A matéria assinala que Copland foi o primeiro erudito a tocar no rádio. Discordo. Se formos considerar o rádio como veículo puro, diversos eruditos tocaram no rádio ao mesmo tempo que Copland, principalmente nas transmissões britânicas dos anos 20 que deram início à BBC. Não houve primeiro nem segundo, como aconteceu no Rock.
A primeira composição erudita a ser gravada por uma banda de rock foi a “Missa em Fá Menor”(David A. Axelrod), pelo Electric Prunes, em 1967. Por uma cagada histórica, o lp foi lançado no Brasil e eu tenho um exemplar.
Mais tarde, o Deep Purple gravou seu concerto com orquestra sinfônica, o Procol Harum registrou um repertório pseudo-erudito com uma orquestra canadense e Keith Emerson começou, ainda no The Nice, com sua esquizofrenia erudito-sacal.
Sinceramente falando, não sou lá muito chegado a essas manifestações rotuladas de progressivas. Prefiro mais o Tangerine Dream e mesmo o Mike Oldfield. “Zeit”(Tangerine Dream) é um exemplo de como o eletrônico pode chegar a essa perfeição. Outro exemplo é “Departure from North Wasteland”(Michael Hoenig).
Hoje, tudo isso virou tremendo baticum, sintetizado na música dançante sintetizada. Nada pode deter o progresso, né mesmo?

sábado, 28 de março de 2009

Prosa&Verso

Ontem eu sentei o rabo numa Siciliano e resolvi dar uma olhada nas novidades sobre história militar – uma das minhas paixões. Peguei na bancada o “Moscou 1941” e um novo, da Larousse(esqueci título e autor) que traz mais uma visão sobre a problemática existente na relação entre Stalin , Churchill e Roosevelt.
Essa será( vou comprar o livro) a oitava biografia ou trecho literário de existência terrena que leio do homem que, pelos seus próprios meios e na sua visão própria de mundo, consolidou a revolução bolchevique. Para mim, essas variantes valem pelas existências periféricas que vão sendo descritas, como as de Molotov, Livtinov, Timoschenko, Kruschev, Ribbentrop, Sir Anthony Eden, Ribbentrop, o General Köstring( adido militar alemão em Moscou) ou então as entrevistas e depoimentos de ilustres comuns desconhecidos, que mostram o chão de solo do conflito, com combates corpo –a- corpo, remoções para a Sibéria, execuções, como elas se procederam,etc.
E aí que dá para se realizar a dimensão e a extensão de um conflito que escreveu a geopolítica que reinou até a chegada do Aiatolá Khomeini à Teerã e o início do fundamentalismo islâmico- força nada desprezível nesse mundo que vivemos, já que ela atinge quase dois terços da população da terra.
Outra das minhas paixões é a literatura sobre indústria cultural, música & quejandos. Para quem gosta e ainda não encheu o saco da Beatlemania, a nova biografia de John Lennon deve ser um prato cheio, já que algumas revelações nunca dantes feitas estão lá, como a relação incestuosa entre John e a mãe, a convivência com suas irmãs e o tratamento nada convencional dado a ele pela consorte Yoko.
Achei também um livro sobre guitarras clássicas, elétricas e acústicas(“The Vintage Guitars”), com fotos fantásticas de instrumentos como as primeiras Gibson eletro-acústicas e algumas National Steel lindas.
Já a respeito de DVDs, venho acompanhando as coleções da “Folha” e a da “Veja”. Já peguei um “Iluminado”, não cou pegar “O Vento Levou” e vou acrescentar uma série de coisas novas ao meu arquivo implacável, recolhido em quase 40 anos de garimpagem. Inté!

sexta-feira, 27 de março de 2009

Tirofijo ou Tiro Certo?

Se nos anos 60 o must era a contracultura, hoje, a cultura de rua é o lance legal, porém completamente elitizado. O Rap chegou a zona sul e o funk saiu da quadra do subúrbio para o clube socialite. Quanto ao pagode, este ficou tão diluído que qualquer boteco do leblon(RJ), Savassi( BH) ou Jardins(SP) tem a sua roda nos finais de semana.
Da mesma forma que a elite cooptou e se apropriou da contracultura nos anos 70, o terceiro milênio assistiu ao rap ser cooptado, o pagode sair do barraco para a cobertura e os concursos de “dança-da-bundinha”(funk) se incorporarem as festinhas de 15 anos de socialites descoladas, com direito a fotos nas revistas de chiques e famosos.
Esse determinismo sócio- comportamental é repetitivo que nem relógio. A arte popular, em sua criatividade, gera espontaneamente eventos que- dentro da ciência da estatística- tornam-se moda pela sua repetição e incidência universal. A partir daí, a cooptação é o próximo passo do algoritmo. A fórmula é essa e vêm sendo a mesma desde que a indústria cultural passou a ter registro e referência.
O grande exemplo no sentido de acompanharmos esse trajeto é o caminho transversal que a programação de TV vai incorporando, a medida que vai se perpetuando. Luciano Huck apareceu para a “fama” com um programa diário nas tardes da Band, repleto de “novidades” que começaram a se tornar moda entre o público, como a “Tiazinha” e “Joana Feiticeira”, tão marcantes que chegaram a ter vida própria. Mais tarde, ao ser contratado pela Globo, ganha um programa semanal(diminuição da freqüência de exibição), aos sábados(troca de universo de audiência).
O mesmo aconteceu com Faustão, Serginho Groissman e outras ditas marcas televisivas, as quais os conglomerados as vezes exibem massivamente, as vezes congelam ou as vezes ignoram, em horários inacessíveis aos seus antigos públicos- como foi o caso de Gastão e é o caso de Serginho Groissman.
No disco, a repetição de processos e procedimentos foi maior que a troca e o investimento em novas faixas de público, no sentido de abrir ainda mais ao universo à penetração do artista.
Roberto Carlos vêm representando musicalmente o mesmo roteiro romântico-piegas há mais de 25 lançamentos, trocando apenas o nome das faixas e a ambientação da capa, dirigindo a um público, dito apaixonado, uma música bolerizada, cantada em português para o Brasil e num castelhano sofrível para o mercado latino. É um caminho a ser seguido, pois em sua cola vêm Fernando Mendes, José Augusto, Michael Sullivan e Ricardo Braga. Se Roberto & Erasmo foram os compositores dos anos 70, Sullivan & Massadas foram os dos anos 80, Xitãozinho e Chororó os dos anos 90 e Zezé di Camargo & Luciano os da atualidade.
O único nicho onde a criatividade deu mostras e a renovação no gênero foi patente é o cinema. Graças a Deus, perdemos Glauber Rocha e os zumbis do cinema-novo, trocados pela Conspiração Filmes, Andrucha Waddington, Fernando Meirelles, Lázaro Ramos e todo um catálogo que vai desde “Central do Brasil”, passando por “Tropa de Elite” e indo até “Cidade de Deus”.
Se no cinema, Deus realmente mostrou que era Brasileiro e nos livrou dum monte de malas, porque nas outras artes e na literatura ele não foi patriota? Fazer o quê? Porque só o determinismo e a cooptação contam para as outras e não para a sétima arte? Que tal um paredón cultural? Os AR-15 existem. Só falta ir lá alugá-los que nem assaltante de banco.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Motown é tremenda coroa cantada por todo mundo!

Recebi o seguinte release da Universal:" Desde Sexta-feira passada que estamos comemorando os 50 anos da maior gravadora que já houve na história da música pop norte-americana:A Motown.
A história da Motown teve início nos anos 60 e o seu som ressoa até hoje. Com 135 primeiros lugares na Billboard, os sucessos da Motown continuam até hoje a ser ouvidos em comerciais,programas de TV, filmes e continuam a ser uma referência no trabalho da maioria dos artistas pop".
Aí entro eu: A Motown não foi só uma gravadora. Foi o primeiro símbolo negro, em termos culturais , na luta contra a segregação racial. Seu surgimento deu um fim aos chamados "race records"- lançamentos exclusivos para negros feitos pelas gravadoras.
A Motown fazia discos para todos utilizando somente artistas negros, com seu diretor-proprietário, Berry Gordy( considerado por alguns maior que Phil Spector), criando o Motown Sound- Um fenômeno planetário, adorado por milhões, numa história que só poderia acontecer na América. E todo o mundo podia cantar junto.

O primeiro sucesso planetário da Motown foi "Stop! In the Name of Love", que colocou The Supremmes no topo da parada em três dias! Em duas semanas, todas as grandes rádios da terra executavam massivamente o maior sucesso do grupo. Depois vieram The Four Tops("Reach Out´ll be There"), Marvin Gaye(I Heard It Through The Grapevine") e o carrossell de hits interpretados pelo Jackson Five, Diana Ross, Stevie Wonder, Mary Wilson, Commodores e Lionel Ritchie.
Uma das homenagens que serão feitas ao acontecimento é o programa "Motown 50", da Radio Express, que será apresentado por Smokey Robinson, com a participação de todo o cast sobrevivente dos selos originais. Serão oito horas de programa e, aqui em BH, quem deverá transmití-lo será a Radio 98.
Mudando radicalmente de assunto, Felipe Machado assinou um post em seu blog, crucificando aquela débil mental que a mãe batizou de Mallu e leva o sobrenome Magalhães. Ele falou certo e eu assino embaixo. Eu também sinto vergonha pela pobreza que ela exprime, numa anorexia verbal digna de surda-muda, se comportando folclórica num jeitinho Folk-se toda. Ela e o Marcelo Camelo se merecem, da mesma forma que Joana Feiticeira e Vitor Belfort se merecem e Luana Piovani e Dado Dolabela já se mereceram. É muita banalidade e mediocridade junta. Porra!

quarta-feira, 25 de março de 2009

Trevas & Trovas

Depois de uma chuva que não aconteceu, a CEMIG- manda-chuva da energia aqui no Estado- resolveu fazer forfé e nos deixou quatro horas e meia com a energia variando entre 80 e 130 volts, numa oscilação inexplicável. Não seria melhor cortar a energia e nos deixar as escuras?
Aí, tirei tudo da tomada e resolvi encarar, no lampião, o que sobrava para eu terminar a “Trilogia Suja de Havana”, do Pedro Juan Gutierrez. No livro, o ex-jornalista descreve o que teve que fazer para fugir a recessão dos anos 90 em Havana e mostra todo um comportamento contido num país em crise, onde os governantes abandonam a população a própria sorte, que morre de fome e de falta de higiene.
Para quem conhece bem o Rio de Janeiro e a Capital Cubana, não existem muitas diferenças. Havana está entregue a uma revolução falida que- entre outras coisas- vive do tráfico enquanto o Rio está entregue ao tráfico, que promove- a sua maneira – uma guerrilha urbana revolucionária.
Pelos escritos de Gutierrez faço um comparativo e vejo a Centro Havana como a esplanada do castelo, Praça XV e Saara, enquanto o Malecon é a Beira-mar e o Aterro. Fico imaginando, pela lógica cubana, o que aconteceria a nós- população num todo- caso os Josés Dirceus e os Wladimires Palmeiras tivessem ganho a luta armada.
É bom lembrar que Gutierrez tinha nove anos quando Fidel entrou em Havana, foi educado de forma revolucionária, foi jornalista revolucionário, teve tudo de bom e do melhor, inclusive esse desencanto com o real, o qual transitou por uma realidade revolucionária até desembocar num virtual reacionário, impelido pelas necessidades básicas do sobreviver em um país abandonado.
Falar sobre a “Trilogia Suja de Havana” é mandar um recado para aqueles que ainda acreditam que houve pureza doutrinária, revolucionária e socialismo de massa numa Albânia de Enver Hoxha, numa Coréia do Norte de Kim I Sung e mesmo numa Cuba de Fidel. Quem vai a Varadero e visita Havana sabe do que estou falando. Quem esteve na Isla de Piños durante os anos 60-70 também. Eu um dia acreditei nisso. Já acreditei até em Deus!(fui coroinha).
Já faz uns 20 anos que eu acredito na cultura. Por ela, indivíduos trocam informações. Basta saber ler, escrever e ter os sentidos funcionando. Cultura não tem nenhuma contra indicação e não possui prazo de validade. Vejo isso na minha mãe, que fez 89 anos no sábado passado e é uma fera nas palavras cruzadas. Vez por outra ela me liga para eu servir de dicionário enciclopédico.
E por acreditar em Cultura, acredito em Pedro Juan Gutierrez, Tomzé, Bukowsky, Pitty, Burroughs, Kerouac, Célia Cruz, Willie Colon, Gilberto Gil, Marcos Valle, John Fante, Orson Welles, Groucho Marx, Angeli e todos aqueles que estão no imaginário que povoa meu coletivo sonhador e delirante. Saravá Mestre Fuleiro! Viva a Serrinha! Saravá Bateria do Salgueiro!

terça-feira, 24 de março de 2009

Novidades prá lá de interessantes!

A Billboard dessa semana vem repleta de novidades. Aqui vão duas delas. Kelly Clarkson, com "All I Ever Wanted" é o CD mais vendido no Hot 200. O U2 teve uma queda para o terceiro com "No Line on the Horizon".
A outra é uma novidade meio barra pesada, envolvendo o produtor Phil Spector, com 69 anos de idade, que pode ser condenado a quinze anos de prisão por assassinato em segundo grau, de sua namorada, a atriz Lana Clarkson, em 1995, na sua mansão dos Hilltop, em Los Angeles.
Conforme o que já está provado nos autos, Phil sempre terminou seus casos amorosos de forma extremamente violenta, apontando armas para todas as mulheres que o abandonaram devido ao seu temperamento instável e violento.
Além de ficar conhecido pelo seu talento na produção de discos, Phil excursionou pelo cinema como ator. Um dos papéis que representou é o daquele traficante que compra a heroína de Dennis Ropper e Peter Fonda em "Easy Rider".
Segundo um dos integrantes da promotoria que o acusa, o histórico de violência contra mulheres de Phil Spector é semelhante a um grande jogo de Roleta Russa no qual o dono do revólver o dispara seis vezes contra a cabeça de mulheres."Cinco disparos encontraram camaras vazias e o sexto encontrou a única bala do tambor", disse.
É bom ressaltar que todas as mulheres ameaçadas por Phil depuseram contra ele no julgamento.
Para terminar, o site da Billboard está com um game fantástico, no qual o leitor monta suaversão de como seria a capa semanal da revista. Acesse o http://www.billboard.com/ e participe. Eu já deixei a minha lá e é ela que ilustra esse post.

O último Orangotango em Paris

Era uma vez uma história, sobre feitos e fatos, com fotos incluídas e alguns desenhos. Nessa história não haviam vencedores ou vencidos, pois todos foram derrotados de antemão, perdendo a parada na véspera do ocorrido. Não era talvez uma história de perdedores, pois o empate técnico era a tônica. Alguns achavam a coisa meio átona , sem acentuação. Outros misturavam estações e pensavam em assento lugar, assento onde caberia uma bunda solitária e circunflexa. Como uma hipérbole repleta de fezes e com a abertura da curva para cima, num formato de privada chapada em apenas duas dimensões.
Espero que você, que tenta compreender o que escrevo, leia de uma sentada só esse texto pretexto para começar algo novo e nunca tentado- o texto desengajado e sem propósito, o texto desinformado. Apenas depósito de letras em carreirinha, como o desempenho das mulheres de Atenas em suas falenas a espera de notícias de Maratona, com o atleta tombando na lona do ágora dizendo " a vitória é nossa"(Feidípedes depois de correr 42.195m).
Uma verdade histórica é assinalar que não existia lona em Atenas, como também ninguém jogava porrinha. Não haviam panos nem palitos. Ninguém atravessava o Bósforo portando um palito de fósforo. Havia o fogo grego, Arquimedes estava vivo e sem o mito dos espelhos de bronze detonado. Estava cansado de ver romanos e cartagineses em guerras púnicas, numa acusação a Siracusa e outras cidades magnas na Sicília.
Malta já era uma ilha no mediterrâneo bem antes que o sinhozinho de mesmo sobrenome fosse personagem de novela de Dias Gomes. Minha TV é movida a manivela e TV tão bem como enxerga a mim. Assim caminha a humanidade. Elizabeth Taylor coloca o diamante Hope no pescôço e tem esperanças em ser chamada para desempenhar um crepúsculo digno de deusa Maia. Endereço? Sunset Boulevard. Gloria Swanson manda lembranças. Voltando ao Mediterrâneo, quem nasce em Creta é Cretense. Cretino é aquele cabotino que se acha um gênio.
Eu genio, Tu genias, Ele genia. Nós geníamos, Vós genieis, eles Geniam. Você já ouviu falar dessa conjugação? É um verbo conjugado sem dependências de empregada. Tem só uma quitinete, daquelas iguais a um armário embutido. Corta para o tombo de mamãe na pracinha, quando a gente ia sair para almoçar fora. Foram 87 anos de cara no chão, literalmente falando. ficou toda escalavrada e cum olho mais rôxo que o urubu que assolava o teatro de concreto armado nos anos 70.
Enquanto Maciel lê um texto de Lacan, Zé Celso desfralda uma bandeira com o espectro do arco-íris, numa atitude GLS até então despercebida pelos doidões presentes. Agora, estes doidões de ontem e doidões para sempre se preocupam com legislações restritivas, aparentando uma correção política a toda prova. Levindo, em sua incompetência musical, se vai em direção à fotografia- último documento carreirista daqueles que abraçaram a mídia e se acabaram como um filme velado. Muitos permaneceram pelo caminho. Não houve sol de primavera para eles e o conto faz um retôrno à Sunset Boulevard.
Amir fez setenta anos e tá tão lúcido quanto dois anjinhos de 35. Falando em 35, me reencontrei com o senador em um documentário do CanalBrasil. Senti saudades da época em que ele foi meu vizinho na João Lira. Éramos também vizinhos de borda de areia, numa praia movimentada dos anos 80. Toni Platão ainda cheirava papel de mil no boteco do seu Antônio. Help também. Minha paraibana gostosa. Direto de Campina Grande para o Leblon. E da mesa de um bar para o meu sofá. Ah! se esse sofá fosse linguarudo que nem eu? Fudeu, maninho. Ia acabar sozinho e , ainda mais, com esse vago simpático meio decadente. Tô todo doído. Tô todo quebrado/me sinto um anjo caído/fraturado. Indecente, né mêrmo?
Oranga Tanga. Orange Tange, Orangotango, Orangi Tangi e Orangu Tangu. Cinco vogais a procura de uma palavra, deixando Pirandello e seus seis personagens sózinhos a procurar desesperadamente um autorzinho só. Cinco vogais e um juiz classista. Um lembrete: Faça a pista e não insista com essa história. Marlon Brando já morreu e Maria Schneider? Nunca mais ninguém ouviu falar dela. Passar Bem.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Let The Good Times Roll

Já vão fazer 13 anos que aquele acidente infeliz levou embora a única banda de rock brasileiro que sabia fazer humor paulista, se é que podemos dizer que eles faziam isso.Eles , na minha visão da coisa, foram os sucessores de toda uma escola que teve, entre outros, Adoniran Barbosa, Renato Corte Real e Nair Belo, para citar alguns.
Apesar de rejeitados pelos puristas, que sempre os colocaram no mesmo nível que um Maurício Manieri ou uma Wanessa Camargo, os Mamonas Assassinas fizeram muita gente dar gargalhadas com aquele lançamento repleto de clichês, alguns obscenos, nunca dantes colocados numa letra de música. O “Vira” é um grande exemplo.
Vem aí um filme “Mamonas – o Doc”, com a trajetória da banda, indo desde o Parque CECAP(Guarulhos), passando pela gravação de “Brasília Amarela” e indo até uma sessão de estúdio em Los Angeles.
Nesse final de semana que passou, houve um encontro dos fãs-clubes de “Mamonas Assassinas”, num local da zona leste Paulistana. Eles se reuniram para discutir e avaliar como seria um segundo disco do grupo, caso eles gravassem. Não se sabe a que conclusão chegaram.
Nota: Na minha visão, o "Ultraje a Rigor" faz humor cósmico- aquele que é sem pátria mas faz rir do mesmo jeito. "Nós vamos invadir sua praia" é válida do Oiapoque ao Chuí. "Inútil" também.

domingo, 22 de março de 2009

Meninos, Eu Vi!

Eu vi na “CartaCapital” dessa semana uma matéria do Pedro Alexandre Sanches com os blogueiros que fazem uma “share” musical pela rede disponibilizando jóias da música universal para muitos, o que as gravadoras- proprietárias das faixas- sempre fazem para poucos.
Ainda não li a matéria inteira. Só passei os olhos, mas pelo que eu interpretei, uma tal de APCM(Associação de Produtores e Criadores de Música), dirigida por um ex-delegado(Tudo a ver!), anda por aí ameaçando e fazendo tudo para tirar do ar os sites que compartilham música pela Internet.
Eu, blogueiro e na rede há nove anos, vou dizer uma coisa: tive a pachorra de passar quase toda a minha discoteca de vinil para MP3(detenho tecnologia para isso) e, caso apareça alguém querendo trocar algo, estou a disposição. Dentre faixas escolhidas e transcrições integrais, acumulei 16 giga de material bom. Tenho raridades como “Postal do Amor”(Fagner & Ney Matogrosso), “Jurubeba”(Gil & Jorge Benjor), “Jack o Estripador”(Made in Brazil na versão estúdio) e uma caralhada de material internacional de primeiríssima qualidade.
Resumindo a ópera bufa: quero mais que essa tal de APCM se dane! Mudando de assunto, montei um CDDA(Cd de Áudio) com 21 faixas, que faz parte do catálogo da minha gravadora – a RRUB@RRUB@RECORDS , que leva o título “60 min. De MPB contemporânea”, com 21 faixas e que traz o que eu considero existir de melhor no que já foi feito em matéria de música Brasileira. O repertório do mesmo vai abaixo:
1 – Boca Livre – Quem tem a viola
2 - Zé Ramalho – Avohai
3 – Boca Livre – Toada
4 – Cláudio Nucci – Amor Aventureiro
5 – João Bosco – Nação
6 – Moraes Moreira – Se Você Pensa( a do Rei Roberto! Ela mesmo!)
7 – Os Cariocas – Ela é Carioca( a melhor faixa do período áureo da Bossa Nova)
8 – Rita Lee – Barriga da Mamãe
9 – Paulinho da Viola & Toots Thielemans – Como um Ladrão
10 – Rita Lee – Desculpe o Auê
11 – Som Imaginário – Nepal
12 – Elis Regina – Madalena( A primeira vez que eu ouvi, fiquei parado, totalmente besta!)
13 – Tim Maia – Leva( toda vez que eu ouço, eu choro)
14 – Gilberto Gil – Back in Bahia
15 – Secos & Molhados – Sangue Latino
16 – Heróis da Resistência – Só pro meu Prazer
17 – Made in Brazil – Banheiro
18 – Titãs – Televisão
19 – Gilberto Gil & Jorge Benjor – Jurubeba( esse lp nunca saiu)
20 – Gilberto Gil & Mutantes – Rock Santeiro( com Liminha, Serginho e Rui Motta)
21 – Dalto – Muito Estranho( o compacto recorde de vendas na história da MPB)
Não admito discussões. Não coloquei nenhuma faixa antes de 62 porque a Indútsria do Disco no Brasil até aquele ano era um Lixo. As condições técnicas eram péssimas, o corte uma lástima e a prensagem um demérito. Para se ter uma idéia, “Clube da Esquina número 1” foi gravado em dois canais!
Se alguém quiser complementar algo ou pedir uma cópia, mande uma mensagem para luizsergio1@terra.com.br .





Como já disse ontem e botei até link, estou atualizando meu site sobre música e colocando lá tudo o que tenho de imagens rock, blues e jazz. Para não ficar tendencioso e radical, vai ter espaço também para a bossa nova e para a jovem guarda, já que eu sempre ouvi de tudo, só tendo alguma resistência a esse sertanejo modernoso e a Axé music.
Não sigo nenhuma fórmula de webdesign, só utilizo HTML e javascript e o resto que se dane. Tenho meu jeito peculiar de fazer a coisa e utilizo, em conjunto, o FrontPage e o Dreamweaver. Todas as imagens e quadros são fabricados no Fireworks e tenho um Xara como manancial de famílias.
Para o meu gasto, dá e sobra. Quando necessito de uma animação, vou ao Swish que anima em flash, mas o meu só ripa em P&B- o que é uma pena.
Textos são todos feitos no Word e algumas tabelas no Excel. E o site vai ficando com a minha cara. A URL é http://www.popmuzik.rocknroll.nom.br/ .
E lá vamu nóis, bró!

sábado, 21 de março de 2009

O Livro dos Porquê

Quem teve um “Tesouro da Juventude” sabe do que eu estou falando. Por quê será que a Heloise me mandou um outro post, dessa vez em “Corrigindo o Besteirol”? Porque eu chamei ela de Helena o tempo todo, he!he!he!. Ela tem um senso de humor legal, pois podia ter me dado uma escrachada daquelas. E eu? Ia ter que ficar de cara grande. Mas, como meu Tio Neni dizia, “É melhor ficar vermelho meia hora do que amarelo a vida inteira”. Por quê? Porque sim, uai! Não é bem melhor confessar um erro, levar um esporro do que deixar ele ser descoberto mais tarde e tu passar por incompetente? Pensa, maninho!
Voltando ao “Livro dos Porquês”, era nele que você tinha as respostas para as perguntas mais básicas. “Por quê a chuva cai em pé e corre deitada”, “ Por quê mulher faz pipi sentada!”, “ Homem pode fazer pipi sentado”? “Por quê?”
Todo volume do “Tesouro da Juventude” tinha uma parte destinada a esta seção, que parecia muito o “Seu Criado, Obrigado”, da Rádio Nacional. Só que no programa, as perguntas vinham com endereço, enquanto no “Livro dos Porquês” elas eram generalizadas.
Eu tenho até hoje o meu “Tesouro da Juventude”. Nunca consegui me desfazer dele. Ta lá, encadernado de azul, empilhado numa estante da biblioteca. Um dia ele ganha sentido nas minhas arrumações. Ele tem o mesmo status que meus vinis. Vamos ver o que acontece.
E, paralelamente ao “Livro dos Porquês”, a palavra-expressão “Porquê” foi usada musicalmente várias vezes em vários tempos e fases. Exemplos? “Because”(The Dave Clark Five),”Because( I Love You Girl)(The Stylistics) e por aí vão os “Porquês” da existência.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Cabo Kennedy é aqui!

Depois desse blog que eu gosto de fazer e sempre(todo dia) atualizo, chegou a hora de recolocar o site do popmuzikrocknroll em atividade, num lançamento que nem o ônibus espacial, em seus melhores tempos, teve.
O site é um delírio só, mas tem muita imagem, incluindo até uma coleção de capinhas da Rolling Stone em seua áureos tempos. Na minha visão retrógrada e de esquerdista estrebuchante, a revista não tem mais nada a ver, pois deixou de ser movida a sexo, drogas e rocknroll e passou a ser movida a dinheiro. Agora quem manda lá são os Yuppies e, elas por elas, eles que se fodam.
No dia em que botaram a Ivete Sangalo na capa, para mim eles assinaram a sentença de morte. Antes já tinham copiado aquela matéria original feita pela edição americana,ainda nos anos 70, com Bob Dylan, aqui colocando o Caetano Veloso em 2007. Esse tipo de “criatividade” eu dispenso.
Como não existe mais nada delirante nessa terra, o melhor remédio é ir até o meu site. De preferência, viajando. Lembrem-se bem de Timothy Leary, Ken Kesey, Jerry Garcia e vão a luta! Um abraço. A URL é http://www.popmuzik.rocknroll.nom.br/

quinta-feira, 19 de março de 2009

A Billboard e o ano de 2008

Segundo a Billboard, o ano de 2008 na música pop deu a Mariah Carey a sua décima-oitava faixa em primeiro lugar, finalmente aconteceu o tão esperado e fraco lançamento do Guns N´Roses(“Chinese Democracy) e Lil Wayne conseguiu a façanha de vender um milhão de CDs em uma semana. Foi até que bem esse 2008 próximo passado para a música pop, já que tanto a própria Billboard como a maioria do mercado esperavam um grande fracasso dentro da regra de negócio que, apesar dos pesares, continua a ser seguida por quase todos, incluindo a Record Industries American Association(RIAA).
Lançamentos feitos por um rapper capaz de vender um milhão em uma semana, dois vocalistas britânicos de soul music e três novas bandas de rock oriundas da cena nova-iorquina estão entre os dez lançamentos mais significativos de 2008, conforme o corpo de críticos da Billboard.
Em algums colocações existe um empate entre dois álbuns. Em outras apenas uma indicação. O critério de escolha incluiu contagem de pontos, audiência em performances ao vivo e, lógico, o gosto musical de cada um que participou da escolha. A lista( não conheço ninguém!) é a seguinte:

10. Empate
Lil Wayne - "Tha Carter III" (Cash Money/Universal)MGMT - "Oracular Spectacular" (Columbia): 29 Points

9. Empate

Adele - "19" (XL/Columbia)Duffy - "Rockferry" (A&M/Polydor): 31 Points

8. Metallica - "Death Magnetic" (Warner Bros.)(ESSE É O ÚNICO QUE EU OUVI!!!!!): 30 Points

7. Nick Cave - "Dig, Lazarus, Dig !!!" (Mute/Anti-): 34 Points

6. Empate
TV On The Radio - "Dear Science" (Interscope)Coldplay - "Viva La Vida Or Death and All His Friends" (Capitol): 35 Points


5. Elbow - "The Seldom Seen Kid" (Fiction/Geffen): 43 Points

4. Vampire Weekend - "Vampire Weekend" (XL Recordings): 47 Points

3. Bon Iver - "For Emma, Forever Ago" (Jagjaguwar): 56 Points
2. Santogold - "Santogold" (Downtown): 60 Points


1. Fleet Foxes - "Fleet Foxes" (Sub Pop): 66 Points

Conseguindo algum que não seja o do Metallica, manda prá mim preu dar uma ouvida, tá legal?

quarta-feira, 18 de março de 2009

Surfin!

Radiohead deve chegar hoje ao Brasil. Está vindo com a tour denominada “In Rainbows” e se apresenta na apoteose(RJ) e na chácara do Jóquei(SP). O grupo vem causando celeuma por ter colocado o CD “In Rainbows” a venda com preço variável, isto é, o comprador paga o que achar justo. Muitos grupos estão chiando com a idéia, alegando que quem faz isso, deplora e não dá valor ao próprio trabalho. Nota da Redação: O Radiohead não vem a BH.
Continuando com as novidades, a Sony Legacy, em comemoração ao cinquentenário de lançamento, reedita em masterização digital os Lps “Time Out”(Dave Brubeck Quartet) e todo o trabalho feito em dupla por Gil Evans e Miles Davis(“Sketches Of Spain”, “Miles and Orchestra” e “Aranjuez at Carnegie Hall”). Foram os primeiros lançamentos de jazz a se tornarem pop devido a vendagem, marcando um turning oint, tanto na vida musical de David Brubeck quanto na de Miles Davis. Esses são alguns dos trabalhos que todos têm que ouvir antes de morrer.
Acabando as novidades de hoje, trago para vocês uma dos grandes ditos do Guru de John Lennon e meu guru de tabela, depois que li o livro dele – “Surfando no Caos”. Seu nome? Timothy Leary. E o grande dito é o seguinte: "Todas as chances são de que eu esteja errado no que faço, porque, como profeta visionário, vocês sabem, sou daquela turma em que um a cada cem está certo, e os outros 99 são absolutamente malucos.”. Sigo Timothy ao pé da letra, falado?
O Blog de hoje é uma homenagem ao Cláudio Tognolli, que conheceu Leary pessoalmente e assistiu aos seus últimos momentos.

terça-feira, 17 de março de 2009

Preguiça Pouca é Bobagem!

Quando você está com preguiça e têm que dar aquela trabalhada, mesmo que seja para desencargo de consciência, você lembra que- antigamente – tu não contava com o auxílio luxuoso da tecnologia e era obrigado a caçar assunto a laço para escrever um mísero texto de uns 3500 toques, só para que o iluminado do teu editor parasse de encher o saco. Principalmente quando tu tava com aquela ressaca abissal que nem melhoral botava você legal.
Mas agora, meu amigo e leitor, possivelmente redator ou jornalista- insista! – a Internet está aí, na tua máquina, para quebrar teu galho, como quebrou o meu para hoje. Fui até o site da Billboard e descobri um monte de coisas. Lá vão elas!
O U2 lidera o top 200 há uma semana, com “No Line on Horizon”. Já vi o clipe da música e achei meio fraco. O de “Vertigo” era melhor e mais bem sacado. Quanto a liderança em vendas e execução, ela já era esperada, pois o CD era mais aguardado que troco para nota de cem reais. Em segundo lugar está Taylor Swift(“Fearless”)há 17 semanas no top 200, seguida de Lady Ga Ga(“The Fame”)em terceiro, já há 19 semanas na parada.
“Together Through Life”,o aguardado CD de Bob Dylan, vai estar nas lojas no próximo dia 28 de abril. E já que falamos no hombre, ele, o Dead(restos sobreviventes do Grateful Dead), The String Cheese Incident, Willie Nelson e os Black Crowes são considerados os eventos principais a se apresentarem no próximo Rothbury Annual, já em segunda edição.O Festival é produzido ela Madison House e acontece entre dois e cinco de julho, no Doublé JJ, em Rothbury, que fica três horas à noroeste de Detroit.
E a chuva e o frio não espantaram os 81 mil fãs que lotaram o Melbourne Cricket Ground para assistirem a aguardada volta do Midnight Oil, sexta feira passada. Os organizadores trocaram os ingressos ao ar livre por ponchos amarelos de plástico que coloriram o agito que teve início ao meio dia(já viu show de rock ao meio dia?). Segundo o instituto de meteorologia da Austrália, 25 milímetros de chuva caíram sobre o Melbourne Cricket Ground. E, haja clichê, não conseguiram apagar o fogo contagiante dos fãs ululantes(Nem a antiga “Manchete” faria melhor!).
-Tão vendo? Está aí um texto, pesquisado e feito em exatos 34 minutos. Se fosse há 20 anos atrás, três horas no mínimo. E depois ainda tem gente que é avessa à tecnologia e a novidade. Difícil.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Verdades & Certezas

Pelo que a mídia alternativa vem falando, a Tour do Iron Maiden está sendo um sucesso absoluto. Já a mídia careta, no caso a “Veja”, esta assinala que a ida da Mallu-namorada do Marcelo Camelo – ao Faustão foi um grande engano. Assino embaixo das duas afirmativas, pois as fotos dos espetáculos da Donzela de Ferro não mentem enquanto a Donzela da Internet é uma mentira inventada pela MTV-BR no afã de promover a Internet como mídia pop, fato que para acontecer ainda têm muita estrada a ser percorrida.
Nem nos EUA a internet pode ser considerada uma mídia tão abrangente quanto o MTV Vídeo Awards nacional de 2008 quis impor. As vendas pela Internet ainda representam menos de 20% do total da venda de música, apesar do público consumidor comprando por via alternativa ter triplicado de 2007 para 2008.
É bom lembrar aos mais incautos que o que eu e o mercado consideramos como venda pela Internet é a compra de arquivos MP3 ou qualquer outro formato, com download feito na máquina do comprador. A venda feita via Amazon , Submarino ou Americanas.com não passa de uma venda de produto usando a rede como suporte de interação, já que ela vai chegar ao comprador por entrega a domicílio, colis ou SEDEX.
Acredito que até 2010, a rede vai trazer grandes surpresas para todos os seus usuários, modificando drásticamente o panorama da Indústria Cultural como o que nos está sendo apresentado hoje. A convergência é um fato inegável e não há Globo que consiga retardar mais esse processo. No caso global, a convergência não é cooptável e a Globo não é tão indestrutível assim. Ela que se cuide.

domingo, 15 de março de 2009

Dia 18 é dia de Donzela!!!

Pra quem gosta da coisa, a apresentação do Iron no Rio teve de tudo dentro do Clichê que já se conhece da banda há mais de duas décadas. Teve pulinho de Bruce Dickinson, teve Eddie desfilando pelo palco e no final da coisa, o vocalista ainda prometeu que a banda volta ao Rio em 2011 e com disco novo!- Isso é que é fôlego de garotão, né mesmo?
Eu, pessoalmente, não me empolgo muito pela coisa, pois acho o som da banda exageradamente pesado, não gosto do andamento da maioria das composições e , confesso, acho que o Purple, nos áureos tempos, dava de dez a zero em qualquer dessas farofas modernas que vieram depois.
Para piorar a coisa, a banda aqui em BH se apresenta no Mineirinho e lá nem Purple deu certo. Acredito que o espetáculo como um todo vá ser prejudicado pela acústica zero à esquerda do local. Mas............Fazer o quê????
Confira o repertório completo do show do Iron Maiden. Para o Bis, a escolha é aleatória: 1. "Aces high" 2. "Wrathchild" 3. "2 minutes to midnight" 4. "Children of the damned" 5. "Phantom of the opera" 6. "The trooper" 7. "Wasted years" 8. "Rime of the ancient mariner" 9. "Powerslave" 10. "Run to the hills" 11. "Fear of the dark" 12. "Hallowed be thy name" 13. "Iron Maiden"

sábado, 14 de março de 2009

Nutbush City Limits

Sabe quando vc perde a paciência com alguma coisa que te chateia e tu te sentes meio sobre o impotente contra e quanto a ela? Pois é: meu complexo de consumidor ultrajado e puto da vida com o mau serviço que a minha atual operadora de telefonia me presta, me levou a contratar o serviços de outra, cujo instalador vêm cá em casa fazer o serviço segunda-feira de tarde.
Como nunca esse tipo de coisa tinha me acontecido, eu realmente não realizava a merda que é você se sentir um palhaço, depois de reclamar, o serviço de assistência ao consumidor te enrolar e tudo voltar a acontecer como dantes no país de abrantes. Reconheço que até esta ocorrência eu era um cara feliz e não tinha a mínima noção.
Estou tão feliz como no dia do show do Kiss no Maracanã há séculos atrás, quando a gravadora que me levou lá, não tendo um lugar de destaque para me colocar, me botou em cima do palco, ao lado daquele canhão que eles detonavam num evento do espetáculo. Resultado: vi o show pelas costas e ainda carrego as seqüelas do tiro no ouvido direito.
Falando em Kiss, eles voltam este ano ao RJ, com dois membros fiferentes no line up. Como o som deles é esporro mesmo, tudo bem. Acredito que trocar 6 por meia dúzia não vá fazer muita diferença. Enfim, é isso aí. Vou dar uma saída para comprar uma mobília necessária a nova instalação e já volto.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Missiva Neurótica

Certos textos que você recebe, completamente catárticos são missivas neuróticas que , acredite, ao menos a mim abrem a porta de paroxismos os mais diversos. Nessas horas bate em mim a síndrome do “Estou perdendo tempo, não fazendo, não lendo e não aprendendo”. Consecutiva a ela bate a síndrome do “tenho que ser mas seletivo no material que ando coletando.........mas essa embalagem é linda”. Para encerrar a sessão de terapia, você dá uma razzia na papelada e joga fora um monte de material que não serviu para nada até aquele momento, sabendo que vai se arrepender num futuro bem próximo, talvez amanhã.
Um de meus três leitores me mandou agora de manhã uma missiva digna de uns cinco rivotril imediatos. Abaixo eu transcrevo trechos da mesma.
“Sabia que o Peter Gabriel vai fazer uma turnê de 18 a 24 de março pela Venezuela, Peru, Argentina e Chile e não vai tocar no Brasil?............ Demorei uns dias para ver até o final o documentário do Metalica que eu achei por R$ 14,00 na Americanas aqui perto de casa. É bom, mas meu nível de desânimo é tal que vi em lotes de 20 minutos. Soy Cuba até hoje não terminei de ver. Jethro Tull na Ilha de Wight também não vi até o fim. Estava baratinho na Americanas.com, vinha com um CD do Tull. E agora comecei a ler Pesadelo Refrigerado do Henry Miller. A autobiografia do Clapton é fraca, mas a do McCartney escrita pelo amigo Miles parece interessante, estou no começo e empaquei. Jack London e A Peste Escarlate merecem uma sessão da tarde”.
Catarse por catarse, lá vai uma resposta a altura. Eu ainda vou ver esse documentário do Metálica, apesar de não ter muita empatia com a banda, achando-os completamente bestas e totalitários. Acho o mesmo do Peter Gabriel, desde aquela época do Gênesis, quando ele botava um chapéu igualzinho ao logotipo da Gomes de Almeida Fernandes na cabeça e saia cantando, lembra? A única coisa que ele fez prestável foi a trilha sonora de “Biko”. O resto é o resto. Eu nem lembrava que o Tull tinha tocado em Wight, sabia? Gostaria de ver isso e tendo um CD de brinde.....Depis de ler o “Pesadelo Refrigerado” pegue a “Trilogia Suja de Havana”! O Gutierrez é do caralho! Também achei a biografia do Clapton uma bosta. Quanto ao Miles e o amigo McCartney, saiu ontem a do John Lennon, do fã e discípulo Norman, e que a Yoko já desautorizou dizendo que ficou "decepcionada"(Bem que ela podia ir se roçar nas cracas, né?). Já do Jack London eu estacionei em “Caninos Brancos” e nunca mais saí, nem prá checar se havia dentadura completa.
E haja Lexotan!

quinta-feira, 12 de março de 2009

John Lennon ainda rende algum!

O perfil musical, completamente irreverente e engraçado( segundo palavras de seu filho Julian) é o que se sobressai no livro “John Lennon - A Vida” (tradução de Roberto Muggiati, 840 páginas, R$ 69), da autoria de Philip Norman, que a Companhia das Letras lança hoje em São Paulo e Rio de Janeiro.
Um tijolaço que, se não traz nenhuma revelação bombástica, aprofunda questões controversas como a quase relação sexual que manteve com a mãe, a diversão que tirava de deficientes físicos e o uso das drogas iniciado com o baseado fumado com Bob Dylan.
Não é o primeiro nem será o último livro a tratar dos Beatles, individualmente ou dos Beatles como grupo musical. Na minha opinião de leitor, todos os anteriores( o primeiro que li foi o de Hunter Davies, ainda nos anos 60- meio romanceado e com passagens ditadas por Brian Epstein)foram bons dentro daquilo que se propuseram.
Segundo quem já leu “John Lennon- a Vida”, o interessante de todo o depoimento é o destaque que ele dava a amizade e a convivência com Ringo Starr que, apesar de ser uma figura apagada, vivia sempre de bom humor e era o companheiro que segurava a onda de John nas barras mais pesadas. John dizia a todos que Ringo era o único “homem comum” que ele conhecia e devido a ser comum, Ringo era um cara feliz e na dele.
É sempre bom lembrar que Ringo foi o único integrante do grupo a continuar amigo de todos os outros três e, devido a isso teve a primazia de tocar em “all things must pass”(George Harrison), ser-durante mais de uma década- o “go between” entre Paul e John na discussão das questões de direitos e licenciamentos. Segundo ele(Ringo) era quando ele trocava informações entre “Mr. Paul” e a “Sênior Yoko”.
Ringo esteve presente a todos os aniversários de Julian(era o Tio Ringo, que sempre levava o melhor presente)e tocou bateria em “Too Late For Goodbyes”, faixa do Lp de Julian que foi a primeiro na Billboard.
A grande impressão que tenho sobre John Lennon foi me dada por Raul Seixas, que me contou a conversa que teve com o ex-beatle em NY sobre todos os assuntos possíveis e imagináveis. Segundo Raul, apesar da cheiração desenfreada, o papo discorreu em ordem e lógico sobre tudo o que foi assunto. Raul me confidenciou que, naquele papo, ele teve a certeza que a Yoko alimentava os vícios e as paranóias de John para poder dominá-lo, pois foi ela que trouxe o pacotinho para o lugar onde estavam, o mostrou a John e se retirou, alegando ir cuidar de Sean. Segundo Raul, a dominação era total, pois ela é que fazia tudo na casa.
Assim que o livro chegar na Siciliano mais próxima, vou ver se pego um. Vale a pena.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Gosto Não se Discute!

Tive que dar uma arrumada na minha máquina graças a um verme que infeccionou a caixa de endereços do meu e-mail principal e, indo para lá, indo para cá, descobri uma pasta do limewire cheia de Mp3 baixados por minha sobrinha adolescente. Fuçador que sou, resolvi dar uma revisão crítica na coisa e, ouvindo algumas coisas que ela gosta, escrevi esse post. Dentro do meu gosto, até que ela não é lá uma pervertida como eu achava.
Só dela não gostar de Axé music, ela já tinha nota alta no meu conceito. E aí, dando essa de avó que remexe o armário das netas para ver se acha camisinha ou anticoncepcional, comecei a digitar isso aqui ouvindo o “Amanhã”(O que Será)-original, com a União da Ilha, cujo Mp3 deve ter sido extraído do Lp original dos sambas-enredo daquele ano.
Xeretando mais, botei no fone Mike & The Mechanics com “Can you Hear me”-se não me engano era da trilha sonora de “Silent Running”, daí pulei para “Lowdown”, com o Boz Scaggs- que é, no meu entender, um marco da radiofonia brasileira, pois foi, segundo o Celsinho-programador do auge da Radio Cidade- a música mais pedida da história da emissora, barrando qualquer uma em qualquer tempo.
Outra guinada eu dei ao pular para “Do Ya”, com a Electric Light Orchestra, faixa que eu sempre achei o maior barato, desde a versão original, ainda com o Roy Wood no extinto “The Move” . Fui ao delírio com o Led Zeppelin em “Heartbreaker” e me passou pela cabeça aquela capa original do Segundo álbum do grupo, que eu considero um achado.
Ela tinha baixado uma faixa do Donald Byrd que eu não conhecia! É! Ver ele ao lado dos Blackbyrds em “Walkin in Rhytim”, para mim uma novidade. Como a Marcela( nome da sobrinha) é amiga de DJ, vai ver que foi um deles que passou a coisa para ela. É possível.
E, resolvi terminar esse post com o Mark Knopfler em “Your Own Sweet Way”, acompanhado pelo Notting Hillbillies-histórica no meu entender, pois é um recover daqueles que o ex- líder do Dire Straits deve ter recolhido dos discos da Livraria do Congresso norte-americano.
No computo geral, minha sobrinha deu para entender. Lógico que tem muita Rihana, Ney-Yo e outras coisas que não são ruins, mas, para mim, a velharia falou mais alto.

terça-feira, 10 de março de 2009

ContraculturaX Anticivilização

Voltamos a conviver com a contracultura no proibido e no não permitido. Todos os dois itens compõem o calcanhar de Aquiles da sociedade, onde ela não é invulnerável.
Se nos anos 60/70, o proibido e o não permitido eram drogas e sexo livre, hoje o proibido é o crime organizado e o não permitido é a pirataria. A tecnologia fez da pirataria a contracultura do presente. Não se sabe o que o futuro nos reserva, pois o crime organizado, ao exercer o proibido, vai fazer de tudo para continuar faturando explorando o não permitido em todas as suas variações.
Até chegar a pirataria como meio e mercado, a tecnologia alimentou a contracultura fornecendo poderio às pessoas que pensam a margem e, usando a tecnologia, simplificam processes e barateiam meios, tornado o inatingível tão comum como nota de dois reais, seja no fabrico, seja no valor declarado.
Usando a afirmativa acima como trocadilho infame, um CD pirata sai hoje para o Capitão Gancho por dois reais, incluindo a capinha. Se ele vendê-lo a seis reais?Não há indústria fonográfica estabelecida que resista esse golpe. Todos saem ganhando. O Pirata- que fabricou e vendeu seu produto com uma margem de lucro brutal, o comprador- que pagou o valor atribuído e o artista- que teve seu trabalho divulgado.
Quem perde? O executivo- que não recebeu seus espúrios direitos conexos, a editora- que não arrecadou e paga ao artista direitos para explorar seu trabalho e a Indústria, que gastou material e estúdio para gravar o trabalho do artista.
Numa análise lógica e essencial da coisa, o detentor da propriedade intelectual do trabalho- o artista- ganha pelos dois lados: A pirataria o divulga e a industria cultural arca com seus custos. Não existe uma subtração lógica. Existe a certeza que os dois lados dos quais ele – o artista – é ponta, entram em conflito.
Se a civilização é constituída de sociedades que atingiram à perfeição respeitando direitos e deveres, o conflito entre estes últimos simplesmente nos mostra que a anticivilização está se constituindo célere, já que direitos e deveres perderam sua eficácia como instituições respeitáveis e respeitadas.
Na verdade, o que todos nós queremos é uma ampla revisão em todos estes textos. Necessitamos de um novo tudo. Estamos coexistindo com a inexistência pura e simples. O não existe começa a se tornar uma possibilidade concreta. Esse é o alerta. Não somos, não temos e não iremos a parte alguma.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Dica fantástica saiu hoje no Globo, apontando um vídeo que mostra o Bossa Três Original, composto por Luiz Carlos Vinhas(Piano), Tião Neto(baixo) e Edson Machado(bateria), tocando no antigo Bottle´s do Beco das Garrafas.
O vídeo é um telecine de uma matéria feita pelo correspondente da CBS TV no RJ e foi feito em 1962. Ele está sendo usadocomo abertura de um vídeo maior, sobre um festival de Bossa Nova.
Se recordar é viver, vamos viver um pouco:


1º Festival de Verão Bossa Nova RIO from TempoJustoTV on Vimeo.

Novena

Uma praga qualquer infectou minha caixa de endereços do Outlook Express, fato que vai me obrigar a erradica-la da máquina e montar outra agenda. Assim sendo, se vc receber algum e-mail com a minha id, enviado do hotmail, desconsidere-o, está falado? Essas coisas acontecem, ainda mais nessa era onde a TI manda e desmanda.
Outra coisa também é que eu ando meio sem assunto, meio de saco cheio com as coisas que acontecem, estilo BBB9, Axé Music, notícias desencontradas a respeito de qualquer coisa e todo o mais do cotidiano que envolve(e como!) a nossa indústria cultural.
Ela( a “nossa” Indústria Cultural) ainda não se adaptou às mudanças de mercado determinadas pela tecnologia. Acredita que, caso o PL do Senador Azeredo seja aprovado, volte a dominar o copyright vê os direitos conexos da forma que dominava antes. Ledo engano, já que a pirataria- completamente disseminada em todos os níveis- domina os pontos de venda e faz preços que levariam toda Indústria a bancarrota.
Vai ter que ser feito um grande acordo entre todos, já que certos nichos de mercado não são mais de nenhuma serventia para o público interessado no segmento pretendido. O grande exemplo está na música, que vai ter que ser produzida e comercializada de outra forma, pois o CD tradicional já não atende mais as solicitações do mercado. Ninguém quer mais comprar trabalhos e sim faixas. A Web está aí para mostrar a verdade dessa afirmativa.
Vamos ver como é que o novo público leitor se comporta, pois gradativamente, o livro editado está cedendo terreno ao PDF impresso no hardware daquele que o baixa para sua máquina. Estamos no aguardo. E sem mais pelo momento.

domingo, 8 de março de 2009

Confissão ao balanço da Hora

Sempre gostei de batidão. Fosse Rock, fosse roll, fosse qualquer coisa que o valha, com o ritmo cortando a carne como navalha, espremendo o coração contra os músculos do peito, me deixando com falta de ar, sem respirar direito, nublando a visão com a fumaça de artifício do refrão rimado.
“Aumenta que isso aí é Rock and Roll” é o grito sublimado, junto do palco, no gargarejo, se não sei a letra eu solfejo, se não sei a música eu pulo. Quero bem mais que um passo a frente. Quero rock de qualquer maneira. Quero música. Quero ritmo.
Comecei com Bill Haley e Elvis nunca fez cabeça. Até Chubby Checker prá mim foi melhor. Não deu pra entender isso, Até Raul me achou maluco. Elvis nunquinha, nem Pat Boone, Nem Neil Sedaka. Gostei de Paul Anka e Bobby Darin. Gostei de muita coisa vocal e instrumental, sem tirar nem por do caldeirão. O que sempre valeu foi a mistura e ela que faz a cabeça.
Nunca fui de fã-clube, nunca corri atrás de autógrafo nem foto. Sempre gostei de disco e de lista, fosse parada, mais vendidos ou a mais executada. Música sempre serviu para me excitar ao extremo, aumentando a libido e me levando ao delírio.
Sempre fui um colonizado. Sempre gostei do importado em detrimento do nacional e nunca fiz reserva desse mercado.Nunca gostei de cópia e Jovem Guarda até ser deglutida demorou um pouco. Achava Rock nacional coisa de suburbano. E era mesmo. Galera que ia aos programas morava na Piedade, Campo Grande, Sampaio, Lins etc. Quem morava mais perto morava na Tijuca.
Ouvia Metropolitana, Mayrink, Tamoio e Continental. Mundial veio depois, já ensaiada num show musical que trouxe Big Boy e muita coisa mais. Via programa na TV e achava o Imperial muito suburbano também. Rock era coisa de Zona Sul, inferninho e Lambretta. Praça do Lido, motocicleta, roupa preta e jaqueta de couro. Bicheiro é que usava ouro. Do anel ao dente.
Camisa volta ao mundo e sapato Globe Trotter. Ninguém usava tênis. Blusa de Ban lon bordeaux e alguns jeans. Mais nada . Roupa era isso. Esse era o roteiro e o modus operandi. Todo mundo andava assim, como de uniforme. Isso era uma brasa. Tremenda curtição. Você ouviu?

sábado, 7 de março de 2009

Teledeum

Mais uma vez Nostradamus volta a ocupar o top first da parada, já que 2012 tá chegando e mais e mais documentários sobre o apocalipse compõem o grosso da TV paga documentarista. Só no History Channel são quatro horários distintos, diários e repetitivos destinados ao assunto.
Aí, mudo pro VH1 e vejo que eles estão repetindo, pela terceira vez na mesma semana, um documentário sobre o Vírus- uma banda porteña na qual o vocalista morreu aidético(novidade, né?)e o irmão do cara assumiu os vocais- numa história meio neurótica meio milonga que mais daria um tango que um rock and roll.
A semana que se encerra valeu pela reprise de “Velho”( A História de Luiz Carlos Prestes) no Canal Brasil, pela exibição de “ O Diabo a Quatro”(Irmãos Marx) no TCM e pelos Trashes fantásticos do Sci-Fi, meu canal preferido, principalmente o seriado “tremors”- onde o verme faz o papel principal- um estouro! Vale a pena também dar uma olhada naquele “Reality Show” do Gene Simmons,que é exibido no “A&E”. Sempre é bom dar uma olhada nessas coisas, apesar de- na minha opinião- o do Ozzy Osbourne ter sido mais engraçado.
Devo confessar que não tenho passado os olhos na TV local, apesar dela também ser bem engraçada, principalmente a TV Horizonte, emissora católica de BH. A TV Horizonte me lembra o “Teledeum” um espetáculo encenado pelo Caca Rosset ainda nos anos 80 em S.Paulo, com aquele grupo maluco de teatro que ele dirigia. O espetáculo é um programa de TV apresentado por Deus no qual os concorrentes disputam uma vaga para entrar no céu. Assisti quatro vezes e quase morri de tanto dar risada. A Igreja é que não gostou muito da idéia e tentou brecar o espetáculo pelas vias judiciais. Bons tempos aqueles!

sexta-feira, 6 de março de 2009

Você iniciaria um blog na web com um post resumindo a carreira de........Rita Cadillac? Tá todo mundo perguntando qual o bicho de porongo que deu na cabeça da Ana Paula Souza( cultura- CartaCapital)para ela se sair com essa. Eu não li, nem cheguei perto, pois o pitéu é destinado exclusivamente aos assinantes do portal para o qual ela escreve.
Na minha visão crítica é como, de repente, Artur Xexéo de beijos e abraços com Ivete Sangalo ou elogiando a forma de escrever da assessoria de comunicação de Caroline Magalhães, neta do “saudoso” ACM.
Acho que estes últimos dias quentíssimos de verão estão prejudicando a fluidez dos vasos comunicantes do cérebro de quem tenta pensar. São 6 e 27 da manhã aqui em BH e eu já estou meio pingando. Meu cão-tadinho!- peludo, anda desassosegado prá frente e prá trás, procurando chão de pedras para deitar sua indolência já que esse calor lembra um pouco aquelas histórias do Art Bunchewald sobre o ditador Africano que gastava o PIB do país importando aparelhos de ar condicionado e corrompia generais e chefes locais com geladeiras, tamanho era o calor que fazia em seu país natal.
Amanhã tem Iron Maiden à noite naquela estrutura de concreto chamada Mineirinho. Imagino que, se fizer amanhã o sol que fez ontem e vai fazer hoje, o concreto vai estar com calor absorvido até demais, o que vai dar para gerar uma temperatura interna de uns 27 graus. Some-se isso mais a massa presente e dá para se imaginar a sauna que a galera vai tomar. Não passo na porta.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Vade Retro Bahianada

Como Carioca preconceituoso que sou(O Brasil é o Rio. O resto é anexo), acho que o finado Paulo Francis estava coberto de razão em afirmar que a Cultura Brasileira estava repleta de Bahianadas. Eles iam para o Rio de Janeiro, faziam sucesso e ficavam cantando “Que Saudades da Bahia” em diversas variações. Tivesse com saudade mesmo, voltasse pra lá, né?
O Rio foi esvaziado pelos militares e por uma praga chamada Leonel Brizola. Os militares realizaram a fusão, que deu nisso que vemos hoje, tendo que aturar um monte de gente falida nas costas. E Brizola abriu as portas da cidade para o bicho, o tráfico e a corrupção, não necessariamente nessa ordem, tornando o que era endêmico e controlado numa vasta epidemia, com manifestações peculiares como o vírus Marcelo Alencar e a bactéria garotinho( não passa disso. É bactéria mesmo). Paulo Francis viveu pouco para ver a tremenda bagunça que o Rio virou, sem chance ou esperança de um Charles Anjo 45 para dar jeito na coisa.
Mas, num passado recente, quando ainda havia grana e poder de decisão no RJ, a s Bahianadas eram mais fortes e atacavam em todas as vertentes. Na minha visão preconceituosa, o pior ataque Bahiano aconteceu no cinema, sintetizado em um nome: Glauber Rocha.
Ontem a noite, zapeando aqui e ali, cheguei ao Canal Brasil, que exibia “A Idade da Terra”. Assisti aquele discurso monocórdico do Carlos Castelo Branco, tomando Whisky e falando sobre a revolução de 64, naquele plano geral que não muda desesperadoramente, cortando para aquelas cenas patéticas de Maurício do Vale em Brasília, num coleção de “shots” que só deveriam fazer sentido na cabeça lisérgica e derretida do realizador.
Fiquei meio puto, desliguei tudo e fui ao banheiro, pensando, para chegar a uma conclusão meio doida, mas que na minha visão de velho preconceituoso, faz sentido. Glauber era um mal necessário para os militares. Eles o suportavam pois Glauber significava estéticamente uma abertura cultural com visões políticas estruturais de construção de uma nova sociedade, como todos os libertários pensavam naquela época histórica. Ser adepto de novos conceitos era ser moderno. Glauber era moderno. Os Militares queriam ser modernos dentro de sua política de segurança e desenvolvimento. Daí os pontos de contato entre Glauber e Golberi. Daí as laudações que o deixaram sozinho num terreno meio perigoso, que derivaram em uma luta com a esquerda intelectual, que, a partir do elogio a Golberi, começou achar a obra de Glauber uma bahianada meio irracional.
Ao elogiar as reservas de mercado, Glauber também encontrou alguma resistência pois o empresariado mais consciente tinha noção que a providência ia acabar com a competitividade e a concorrência, como de fato aconteceu anos mais tarde e até hoje sofremos com isso econômicamente.
Não existe outra explicação para Glauber ter financiamento em produções onde não havia roteiro, nem storyboard, nada. Havia apenas uma idéia na cabeça de Gláuber e uma câmera na mão dos outros, já que Glauber era tão alucinado que nem segurar a câmera ele conseguiria. A grana que Glauber arrecadava para filmar seu universo devia ser liberada via “ordens superiores”. Investir em Glauber era jogar dinheiro fora. “Cabeças Cortadas” é um grande exemplo.
Voltando a Bahia, devemos sua anexação ao território do país a um Mineiro, José Bonifácio, que foi o artífice da vitória contra os Portugueses em Salvador e a conseqüente retirada das tropas portuguesas da Bahia de Todos os Santos, que teve seu ápice no tratado de 1825. Assim, graças ao Patriarca da Independência temos tudo isso para nos infernizar, desde ACM e seu legado até João Gilberto, passando por Jorge Amado, Glauber Rocha e indo até a Axé Music. Raul Seixas nasceu lá por acidente.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Meu Querido Diário - Data Estelar "N"

O grande lance da semana continua a ser a chegada da Donzela de Ferro à BH. Promoções pra lá, promocinhas pra cá, ta todo mundo querendo pegar carona nessa possibilidade única de um verdadeiro monstro do Heavy Metal dar as caras na cidade nesse 2009 que teve início.
Depois, teremos uma dupla de atrações meio farofa, mas que deverá atrair algum público. É a excursão mix do Sepultura com o Angra, mas esses dois eu dispenso. Não tenho muito saco para headbanger tupiniquim cantando em inglês cósmico.
Quanto ao Iron, realmente eu gostaria de ir vê-los, mas o local e as condições me desestimulam totalmente, já que no Mineirinho você fica completamente exposto, além do som sempre ficar uma merda. Realmente os deméritos fazem minha ausência preencher a lacuna que sobra. Prefiro ir comer um feijão no bar do Careca.
Descobri uma loja de CDs segmentada aqui em BH – a “Acústica”- e vou lá dar uma olhada ainda hoje. Depois eu falo dela pra galera, já que ela aceita encomenda pela web. Abração.

terça-feira, 3 de março de 2009

Corrigindo o Besteirol

Tão vendo? Auxílio Luxuoso é isso! O resto é merda, maninho! Primeiro foi a Helena, que me mandou uma foto do vinil que o Carlos Lee registrou na Musidisc sob a produção do Durval Ferreira. Depois o Áureo, que fez uma correção, pois eu coloquei o nome do pai em lugar do nome do filho. No caso Amiden, troquei Jorge por Jamil. Jamil na verdade era o pai de Jorge Amiden- Guitarrista de “O Terço” e que gravou solo uma das músicas mais legais daquele período- “Do Zero Adiante”, num compacto RCA com o qual concorreu a um daqueles n festivais que assolaram a mídia.
Jamil Amiden foi uma das vítimas da repressão, tendo sido cassado nos anos 60. Fez um ressurgimento com a chegada de Brizola, mas foi envolvido numa série de denúncias nunca apuradas.
Helena tem um blog chamado “O Rio em Disco”, com capinhas da Música Brasileira que retratam a cidade maravilhosa. Lá existe de tudo e vale a pena dar uma olhada daquelas. Quanto ao Áureo, é um Veneziano amigo, já que não é anônimo.
Agradeço aos dois e aos meus parcos leitores por interagirem comigo, meio descabeçado. O Áureo ta certo. Redijo sem nem processar direito o pensamento. É coisa do momento, sabia? Com a ajuda de vocês, como foi a tua em particular, isso um dia passará. Como já diria Pedro Juan Gutierrez, nada como terminar um período com título de bolero barato.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Enterrados Vivos

Um anônimo veneziano direto de Salvador me mandou uma correspondência assinalando que Carleba, baterista da formação original dos Panteras, está enterrado vivo em Salvador, vivendo bem e, no mínimo, fazendo alguma coisa que não tenha nada a ver com Rock and Roll. Se tiver fazendo música, deve ser uma bola fora qualquer dessas vertentes da bunda music, batendo lata no acompanhamento de um trio elétrico qualquer que roda o circuito, dá uma grana no carnaval e depois passa o ano todo participando de micaretas até na lua, em feira de gado no interior, etc e queijandos.
Não é só Carleba que é enterrado vivo. Acredito que o mais famoso deles seja Geraldo Vandré, que abjurou tudo numa apostasia musical daquelas, tentou algumas voltas e todas em vez de ser por cima foram por baixo e depressivas.
Outra enterrada viva é Ana Maria Vale, ex-mulher do autor de “Samba de Verão” e que pirou na trip dos anos 70 como vocalista do “Rock Ebó”- um dos muitos grupos de Baioque(Rock bahiano) que surgiram na época e que tinha como baterista quem? O Carleba citado acima! Faltam três integrantes apenas para que o “Rock Ebó” seja considerado o primeiro grupo da vertente zumbi nacional- repleto de enterrados vivos, he!he!he!
Mais enterrados vivos? Gerson Huck e Huguinho(A Fenda), Paulo e Cláudio(Paulo, Cláudio & Maurício), Diana & Stul, Equipe Mercado, Carlos Lee, Jamil Amiden, José Mauro, Piti e tantos outros que sentaram a beira do caminho para ver a banda passar e se perderam nesse mesmo caminho de pedras, não muito retilíneo e que sempre prega peças àqueles que o percorrem.

Matar ou Morrer

A violência desse final de semana não aconteceu só na TV, onde “Tropa de Choque” foi exibido sábado e domingo em dois Telecines diferentes. Aconteceu também com o ex-baterista Marcelo Yukka, que foi atacado novamente perto do local onde fora baleado e ficara paraplégico. Na Bahia, um PM e um cara não identificado ameaçaram a torcida de um time com armas de fogo e, como sempre acontece, nas estradas de rodagem, a imprudência matou mais que a bandidagem.
Quem viu pânico ontem deve ter adorado o “momento Amy Winehouse”, com o sósia maquilado babando de raiva e mostrando como a Amy trata as questões simples do dia a dia.
Amy, Yukka, Cobain, Brian Jones e muitos outros- famosos ou quase famosos – foram ou são, diáriamente, vítimas e alvos de uma sociedade violenta, que sugere um trato violento entre seus pares, mas, num paradoxo freudiano, cobra boa vizinhança, sobriedade e temperança de todos.
A mentira no trato social, está institucionalizada. Não só aqui, mas em todo o planeta. A mídia mente, o vizinho do lado mente, todos mentem. Sempre levam vantagem em tudo. Perante eles, a sociedade toda é constituída de Zés Manés nascidos em Niterói, que prestam vassalagem a eles, espertos. Particularizando ou generalizando, mente-se por despeito, por inferioridade e por inveja. Se a inveja é uma merda( vide plástico de parabrisa), imagine a mentira?
Mentira e violência andam de braços dados. Uma invasão de terras, feitas violentamente pelo MST, acontece por causa da mentira que é a reforma agrária. As ocupações de prédios nas grandes cidades e as conseqüentes desocupações, autorizadas pela justiça e feita com violência pelo poder de polícia acontecem por causa da mentira que é o programa da casa própria.
Segundo a lógica formal, ninguém mente. Todos se utilizam de todos os meios possíveis para defender seus pontos de vista. Sejam eles o suicida, o agressor ou a vítima. Cada um demonstra a seu modo, o desagrado com o status quo. Pena que a mídia e o poder não tenham essa imparcialidade. Daqui há cinco dias, teremos outro final de semana. Algum dia nós ainda vamos nos acostumar com essa rotina.

domingo, 1 de março de 2009

Mondo Sinistro

Ver TV nesse patropi é um exercício físico. Zapear é a palavra de ordem e, exercendo esse mister, eu assisti ontem a uma parte do documentário sobre o heavy metal da série “Seven Years Rock”(acho que é isso mesmo) do canal VH1.
Guardando as devidas proporções, o que aconteceu com o Black Sabbath foi o mesmo que aconteceu com o nativo RPM, demonstrando que fama e falta de senso, misturada a muita facilidade sexual e drogas pesadas acabam com a batida de qualquer rock and roll.
Já o lance de comprar penduricalhos e colares em lojas de fetiche(leia-se Judas Priest) para compor personagens eu achei ótimo!- Uma vez o Gene Simmons assinalou que aquela bota horrível que ele customizou fora comprada numa loja de apetrechos para travestis no Queens.- Esse é o Mondo Metal- Ah!Ah!Ah!
Terminei a noite de uma forma bem violenta, assistindo a “Tropa de Choque”. Na época em que as cópias correram o mundo, brochei geral e não vi. Fui ver ontem e confesso que barbarizei, pois acredito que aquilo que a gente assiste não é um pentelhésimo por trás da verdade do BOPE, CORE e outras formas que a autoridade inventou para espezinhar favelado. Guerrilha Urbana é isso, maninho. Quem faz trato com o lado errado tem mais é que se fuder. Fazer o quê?