quarta-feira, 28 de maio de 2008

See you later Alligator!

Até a próxima terça esse blog não será atualizado porque vou estar viajando e arrumando casa nova, já que volto à bh em grande estilo. Assim sendo, vou ficar longe de fontes e documentos nesses dias que seguem. Baixinha faz aniversário e não vejo meu cachorro há quatro meses. Vou dedicar meu tempo aos dois, que devem estar sentindo muito a minha ausência.
Não devo ouvir porra nenhuma nesse dias e, mesmo que ouvisse, não ia ter tempo para escrever picas, já que a coisa, a pessoa e o bicho que citei acima vão me absorver completamente e, desde já, confesso que estou louco para ser absorvido. Deixo vocês com mais um de meus clipes inenarráveis. Até a volta.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Valor & Vinil






Os sebos andam muito exigentes no quesito compra e completamente negligentes no sentido venda. Sejam em livros ou sejam em discos. Ontem estive em um deles. Peguei até o cartão. O material disponível nele é excelente em termos literários. Já a parte de áudio é meia sobre o lamentável, já que dispõe do trivial. Já foi o tempo. A única coisa mais ou menos audível que eu encontrei foi uma box sobre a cena underground Mexicana, que deve dar algumas horas de audição.
De outra vez, num sebo em BH, encontrei um vinil de uma banda metal da Turquia chamada “Pentagram” e que é bem interessante, ainda mais que eles tiveram que mudar de nome para não serem confundidos com os homônimos norte-americanos. Atualmente, a galera se chama “Mezarkabul”( foto) e já está no sexto álbum, incluindo um “Live”. O que eu tenho deve ser o primeiro ou o segundo, não sei bem ao certo.
Outra coisa maluca que encontrei em sebo foi um lp jamaicano dos Melodians com o original de “Rivers of Babylon”, faixa que teve até versão gravada com a Perla- aquela paraguaia de cabelão que foi namorada do José Fernandes(jurado do Titio Silvio).
Raridades? Muitas. “Loki” , do Arnaldo Baptista, “Elizeth, Zimbo Trio e Jacó do Bandolim ao vivo no João Caetano”(Funarte) e por aí vão, além de compactos e compactos prá lá e prá cá.
Essa ida ao tal sebo serviu também para saber que eles não estão comprando vinis, nem enciclopédias nem livros de informática. Assim, se você tem algo para vender ou trocar nos generos acima, venda a peso e esqueça o resto.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Interludio X Incompetência




Nosso inefável Leo Jaime está de CD novo. Seu CD leva o título de “Interlúdio”. E, pelo teor da nota que lí no Ancelmo Góis, tudo indica que o CD é autoproduzido, já que a mesma não indica procedência do produto. Pois bem, resumindo a ópera: Leo quis ser o primeiro da taba tupi a colocar sua obra disponível na rede para que, ao estilo Radiohead, os interessados baixassem o que quisessem e pagassem da mesma forma, dando eles o valor que atribuíssem ao material baixado. Vocês não sabem a confusão que está dando, maninhos!
Todos os provedores locais alegaram as razões mais disparatadas para não assumirem a responsabilidade de dar provimento à solicitação do artista, indo desde pagamento de direitos autorais até a problemas com cartão de crédito. É difícil acreditar nas justificativas apresentadas e, mais uma vez, fica aquela desagradável sensação de que tem alguém querendo brincar com a nossa inteligência, pois, nesse quesito, não existe a famosa barreira entre primeiro e terceiro mundo. A revolução tecnológica não a enxerga. Nossas placas são as mesmas e todo o conjunto de sofware/hardware utilizado pelo Radiohead ou mesmo pelo Download.com é identico ao existente no suporte de qualquer provedor nacional, por mais rastaquera que ele seja.
Da mesma forma que Gilberto Gil assinalou que o verdadeiro problema do músico de estúdio Brasileiro estava entre a cadeira e o fones de ouvido, é líquido e certo assinalar que o problema existente em nossos provedores , no sentido de atender a solicitação de Leo Jaime está entre a cadeira e o notebook na mesa ocupada por um pseudonerd, num escritório recheado da mais alta tecnologia.

domingo, 25 de maio de 2008

Visões Místicas e Imperdíveis

Existem coisas que a gente vê uma vez e nunca mais esquece. Na época em que o Muppets era exibido pela Globo, eu devo ter perdido a noite em que essa jóia foi exibida. Mas, como vêm acontecendo com meus flashes, nunca é tarde para se rememorar uma grande babaquice. Assim, passo a vocês um dos primeiros lugares do meu top 100 de clipes inenarráveis. Nem o "Japa Girl" do Supla merece tamanho destaque no meu paradão. O clipe foi me apresentado na sexta por minha cunhada, que o utiliza para aulas de hidroginástica e é uma das coisas mais hilárias que eu tenho notícia. ATENÇÃO!!!!!!

sábado, 24 de maio de 2008

Bobeira




Eu não acredito que seja necessária uma “Emenda Constitucional no sentido de erradicar impostos para gravações de artistas Brasileiros”. Acredito inclusive que quem redigiu a nota, publicada na coluna “Gente Boa” desse sábado em “O Globo” tenha redigido de forma errada. Não seriam “gravações realizadas em estúdios Brasileiros”?
Primeiro, porque emenda constitucional deve ser usada para assuntos um pouco mais sérios e não de forma corporativa. Já bastam as emendas existentes na teoria e que não funcionam na prática. Qualquer mudança nesse sentido deverá estar contida na propalada reforma tributária que todos esperam que aconteça há algum tempo. Por outro lado, criar reserva de mercado na indústria cultural é sempre um mal passo que pode ser usado no sentido de dirigir, orientar e aconselhar, três significados diferentes para a palavra censura.
E, por último, qualquer uma das duas opções de redação vistas no primeiro parágrafo vai terminar beneficiando indiretamente as grandes gravadoras. Exemplo? Paul Simon dá uma recaída e volta ao Rio para gravar um disco com músicos e ritmistas Brasileiros. Esses músicos são o quê? Artistas Brasileiros, certo? Aí Paul usa nove períodos de gravação , utilizando-se de 12 músicos, pega o master digital resultante , remixa-o em NY e a multinacional vai prensá-lo em Taiwan. Essa gravação, feita por artistas Brasileiros, vai passar zerada pelo fisco, querem apostar? Por que? `Porque ela vai ser creditada a qualquer inocente útil, estilo Caetano, Djavan, Moraes Moreira, Maria Rita ou outro qualquer que tenha ido lá “participar do projeto”! Manobras contábeis não faltam.
Vendo pela outra redação, se as gravadoras conseguirem esse primor, vai ser uma enxurrada de gente que vai vir “gravar no Rio”. Estúdios bons não faltam e, com a isenção de impostos, vai ser uma festa, negada a muita gente boa local. Vai ser que nem ir gravar na Jamaica ou em Nassau. Bem mais barato que gravar nos states, onde existem sindicatos e mentir pro Leão de lá sempre levanta aquele cheirinho de merda.
Sou da opinião que sejam necessários patrocínios para outras causas, como uma mexida na relação existente em direitos autorais e da tipificação existente o que é legal ou pirataria. A revolução tecnológica acabou com a distinção entre original e cópia, mas a maioria dos entendidos estão cegos para admitir enxergar que só essa visão já faz tudo ficar diferente. E, por outro lado, decisões em benefício corporativo ou no sentido de criar reservas de mercado- que é o que vai acontecer na realidade- sempre são uma vacilada retrógrada.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Verdades & Mentiras



Venho por meio deste me penitenciar sobre desconhecimentos que venho escrevendo e perpetrando nessa série de blogs os quais despejo verborragia literária em profusão, para aumentar bastante a confusão, como faria um Bob Dylan.
Realmente eu não sabia que “The Sound Of Music” ia recolocar o teatro Casa Grande no circuito. Como eu acho o filme e, consequentemente, seus filhos diretos, uma bosta, não estive nem aí. Quanto ao Teatro, ele também nunca me falou porra nenhuma. Fui lá umas três vezes, se muito, assistir a estréia de eventos dos quais não tenho a mínima lembrança. Na minha lembrança, o Opinião, o Teatro de Concreto(ou cimento?) Armado e o Urubu Roxo significaram bem mais. Ou então ver Milton Nascimento & O Som Imaginário, no Teatro da Lagoa, com apenas 18 pessoas na platéia. Ou estar presente ao Festival de Rock de Saquarema. Ou ir ao Hollywood Rock em General Severiano e sentar, lado a lado, com Mick Taylor vestido com uma camisa do Fluminense. Isso para mim foi significativo. Naquela época, frize-se. Hoje, não pago para ver show ou comprar disco de Brian Wilson. Valia para mim vê-lo com os Beach Boys. Da mesma forma que Paul McCartney. Não fui. Como também só valeu ver os Stones juntos em cima de um palco. Antes, já tinha visto Jagger, Taylor e Watts separados. Achei Watts um tédio, Jagger uma metralhadora mitomaníaca e Taylor um embalista ferrenho.
Falar verdade é que eu estou a fim de ouvir o novo trabalho de Gilberto Gil. É o primeiro com inéditas em mais de uma década. Isso sim é novidade. Falar mentira é fazer resenha de CD de Cláudia Leitte ou Paris Hilton. Tenho certeza que quem gosta de música nunca ia fazer uma violência dessas contra o próprio tímpano, em sã consciência. Assim, qualquer cara que escreva sobre o assunto e diga que ouviu aquilo está mentindo. Não deve dar para passar da primeira faixa.
Outra mentira que eu dispenso a audição é “The Last Samba”(Carly Simon). Ela , além de estar muito feia na capa, cometeu algumas atrocidades em releases transcritos e outras mumunhas que revelam certo desconhecimento no trato com a world music. Assim, também mantenho meu silencio, não muito obsequioso. Querem outra? A volta do B-52´s. Tiveram seu tempo, devem ter aproveitado bem e agora estão aí caçando mais alguns níqueis, como o Police. Na verdade, voltaram em embalagens sem retôrno. É tudo verdade.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Barulho!- Eu preciso de Muito!

Digitalizei cinco elepês dos Ramones, o “Never Mind The Bullocks”e muitas faixas selecionadas do Deff Leppard, Scorpions, Kiss, Afrika Baambata, Chuck Berry, Barbarians, Troggs e tudo o mais que eu tinha que fizesse fuzarca. Um esporro só!
O resultado é um DVD-rom de MP3 com 4,7 gigas de barulheira saudável, muita garagem véia e muita guitarrada, como eu sempre gostei. Tem de tudo. No estúdio, ao vivo, turnês históricas(“Accept Live”), forjadas(“Scorpions no Rock and Rio”), Discos antológicos( os “Kiss Alive”), Jimi no melhor da forma, Cream, West Bruce & Laing, Cactus, Ten Years After, Peter Frampton, Humble Pie, Elmore James, etc, etc.
Ousei até montar meu top ten das melhores guitarradas que já ouvi, não necessariamente nessa ordem:
Humble Pie – I Dont Need no Doctor
Derek & The Dominoes – Layla
The Rolling Stones – Down the Road Apiece
Rory Gallagher – Walkin on Hot Coals
The Honeydrippers – Rockin at Midnight
Led Zeppelin – You Shook me
Z Z TOP – Legs
The Jimi Hendrix Experience – She´s so Fine
The Yardbirds – Hot House of Omagarashid
AC/DC – Rock and Roll Damnation
É lógico que existem muitas coisas boas e, se eu fizesse um top 500, não ia caber tudo que eu gosto. Assim......

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Virtuose & Exibicionismo

A linha que separa as duas palavras é mais fina que o limite matemáticamente possível entre uma reta e um plano. Esse dito limite fica de acôrdo com a classificação de cada um. Na minha classificação, por exemplo, Ymngie Malmsteen é um exibicionista. Já Jeff Beck é um virtuose, da mesma forma que Jimi Hendrix ou Mark Knopfler. Aliás, pensando bem, a maioria dos guitarristas metálicos são exibicionistas de primeira linha.
Uma virtuose( ou um virtuose?) vai estar presente aos palcos cariocas, acompanhado de seu quarteto, no próximo dia 27. Trata-se de Herbie Hancock, que tal como seu mentor e ex-bandleader Miles Davis, já excursionou por todos os quadrantes possíveis existentes na pauta. Fez e tocou de tudo, com experimentações acústicas e eletrônicas.
Acredito que essa apresentação seja imperdível, pois Herbie tem muito para dizer pelas teclas para todos os presentes, da mesma forma que o Schroeder diz em seu teclado para o Snoopy e os fãs da tira(Que nem eu!).

terça-feira, 20 de maio de 2008

The Sound of.....?




O filme que me fez pensar duas vezes e não entrar numa sala de projeção só pelo fato do mesmo ser novidade está de volta em versão teatral. “The Sound Of Music” está nos palcos paulistanos e, como se você quiser ir ao teatro faça o favor de escolher outra companhia que não seja este aqui, nem sei se passou pelos palcos cariocas.
A trilha sonora dessa aberração baseada na familia Trapp, vendeu mais que banana no planeta dos macacos. “The Sound” é trilha estilo “Hair” ou “Jesus Christ Superstar”, chata e pomposa, com nuances eruditosas e classiquentas, bem delírio gay e para ouvidos sadomasoquistas. É como o Elton John cantando aquele tema de amor de desenho animado. Uma Coisa!
Trilha sonora tem que ser como a de “Sete Homens e um Destino”. Ou como a de “Easy Rider”. Ou como as clássicas de “Starwars”, “Indiana Jones” e “Superman”. A primeira a me pegar direitinho foi a do seriado “Rota 66”(George Maharis). Lembram dela? Depois as de “Bonanza” e “Cidade Nua”( com o Paul Burke- trilha de Nelson Riddle). A de “Batman”(Neal Hefti executa, Nelson Riddle compôs) é antológica. De todos os seriados, as que eu gostei mais foram as de “Mr. Lucky”, “Law & Order”, “ A Família Addams”, “Os Monstros”, “Os Intocáveis”, “ O Besouro Verde”, “O Rebelde”, “Bat Masterson” e “Maverick”, não necessáriamente nessa ordem. “Mod Squad” e “CSI” tem um traço de união: todos os dois utilizam The Who em sua trilha sonora.
Trilha sonora tem que traduzir o filme para o teu ouvido. Como as trilhas da Hammer faziam Christopher Lee virar “Drácula” em meus pesadelos mais terríveis. O resto ou é como acima ou não vale porra nenhuma.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Menino do Rio

Acho que o Serginho Cabral foi meio infeliz na afirmação de que Lula é um menino do Rio. Menino do Rio foi o Petit, sou eu , ele e o Serjão, pai dele. Tim Maia foi um menino do Rio, que nem é o Melodia, que nem foi o Zé Castro Neves- morto na semana que passou. Chico fim de noite era um menino do Rio, da mesma forma que o Jorginho da Paula Freitas que depois virou Jorge Ben. Carlinhos Lyra, Roberto Menescal, Severino Filho, Lulu Santos, Lobão, Romário e Evandro Mesquita encarnam todas as facetas existentes de um menino do Rio, da mesma forma que Tom e Vinicius as encarnaram completamente de porre.
Falando em porre, quem fica de porre com a presença do Jaguar( outro menino do Rio) são os butecos. Ele continua sóbrio e firme como prego enfiado em polenta de tira-gosto. Meninos do Rio também nasceram nos morros e por trás do Sumaré, como Noel Rosa original, Noel Rosa de Oliveira(“o neguinho gostou da filha da madame”), Mestre Fuleiro, Cartola, Antenor Gargalhada, Carlos Cachaça, Zé Galego e Nelson Cavaquinho. De um pouco mais longe estavam na área Mano Décio, Silas de Oliveira, Natal e Paulo da Portela. Continuam batendo bola Dona Ivone Lara, Walter Alfaiate, Hélio Turco, Nelson Sargento e Zeca Pagodinho. Jamelão é que tá meio contundido.
Sei que falta o nome de muita gente boa aí em cima, mas todos os citados foram e continuam sendo meninos do Rio, homenageados por gente que aderiu ao carioquês que nem aqueles velcros chatos que teimam em fechar o bolso que a gente quer abrir. E ficar dizendo que cabeça chata é menino do Rio é ficar sacaneando essa terra. Já basta esse pau de arara que virou prefeito e deixou a cidade sem jeito. Parafraseando Paulo Francis, Tá com saudade da Bahia?- Volta prá lá.......

domingo, 18 de maio de 2008

Cabeça Feita

Quem leu o segundo caderno de “O GLOBO” desse domingo, todo dedicado ao ano de 68 e a contracultura, deve estar se perguntando a ausência de Jimi Hendrix nessa discoteca básica que me fêz a cabeça. Assinalo que aquele que reinventou a linguagem das guitarra foi apenas umas consequência do que vou falar abaixo, tão inevitável quanto saltar do bonde e deixar o progressivo ir em frente após “The Dark Side of The Moon”.
As capinhas na montagem que ilustra esse post tem a ver com práticamente o escopo que a música do poprock significou na formação da minha cultura musical. Cada um desses Lps foi um tijolo que dividiu e separou planos daquilo que eu entendia ou pensava entender a respeito de cada timbre ou de cada nuance de um certo detalhe na torre de babel sonora que ia se formando. O resultado final foi nenhum, apenas uma grande piração que me deixou com uns 2.000 vinis importantes e umas 600 raridades fantásticas, as quais eu ouço sempre que posso e nunca me canso disso.
“Mr. Tambourine Man”(The Byrds) foi um dos poucos discos dos quais eu gostei de todas as faixas. Foi nele que eu conheci Bob Dylan e foi nele que eu ouvi harmonias vocais um pouco diferentes daquelas que eu conhecia com os Beach Boys. Além da faixa-título, ouvia sem parar “The Bells of Rhimney” e “All I Really in it Wanna do”. Graças a ele, comprei práticamente toda a discografia oficial da banda. Quanto a “The Notorius Byrd Brothers”, esse me mostrou um Byrds longe de Dylan e com outras preocupações como em “Artificial Energy” e “Goin Back”.
O “12X5” foi o Lp que me fez ver os Stones como uma opção para alguém que gostava mais de Rock and Roll do que canções pop comportadinhas estilo Beatles em início de carreira. Tanto a versão de “Around and Around” com aquele piano fantástico de Ian Stewart quanto “Empty Heart” e “Under The Boardwalk” eram diferentes, finalizando com “It´s All Over Now”, que o grupo aparecia interpretando no filme do T.A.M.I. show de 64, que levou aqui com o título “No Reino do Yê-Yê-Yê”.
“Sgt Pepper´s” me levou a um Fab Four completamente fabuloso mesmo! Nada soava como antes, incluindo guitarras, baixo e percussão. Para um disco gravado e mixado em oito canais( fui saber disso quase uma década mais tarde) a sonoridade era como um grupo com 100 integrantes. Tanto “Sgt Pepper/With a Little Help” quanto “She´s Leaving Home” e “Lovely Rita” me marcaram profundamente. Além disso, dava para acompanhar as letras pela contracapa, tinha brinquedinho para montar, etc e coisa e tal.
“Sketches of Spain” foi a minha apresentação a uma maneira diferente de se tocar a música original, principalmente o concerto de Aranjuez, do qual eu conhecia apenas a versão vulgar gravada pelo Richard Anthony. O trompete de Miles soava como um assobio de vendaval correndo pela pauta da harmonia, numa impressão sonora que eu jamais tinha ouvido até então. O disco era do Daniel Azulay e está comigo até hoje. Mais tarde, arrumei outro em melhores condições e continuo a ouví-lo sem parcimonia, já que, em cada audição, eu sempre descubro um fato novo.
“Atom Heart Mother” é para ser ouvido sem interrupções do princípio ao fim. Com a versão CD isso se tornou possível. Antes disso, eu montei o álbum numa fita C90 para que isso acontecesse e me levasse ao delírio completo. Foi nele que descobri como se chupar um tema para se fazer uma abertura sem retoques(vide o tema antigo do “Jornal Nacional”).
“Lucky Man “ e “In the Court Of Crimson King” tem, para mim, um traço de união: os vocais de Greg Lake. Todos os dois álbuns significaram o descabelamento ao qual o improviso pode chegar. No caso de Robert Fripp, um improviso escrito(“21st Schizoid Man”). Já em Keith Emerson , o ensaio de uma protofonia completa(vide “Tank”), descambando em algo completamente palatável(“Lucky Man”), finalizando com um exercício escalar completamente sintetizado.
Apesar da falta de nexo se o fato for examinado isoladamente um por um, a associação de idéias que o “Led Zeppelin IV”, o primeiro dos Ramones e a compilação dos 78 gravados por Robert Johnson fazem em minha cabeça é de uma volta as orígens. No LedZepIV, Jimmy Page dá uma demonstração de como o rock pesado pode coexistir com melodias de uma suavidade ímpar. Já o punk dos Ramones coloca a garagem dentro de um concert hall. Tanto os ingleses quanto os novaiorquinos fazem dos três acordes um jeito de existir musicalmente. E Robert Johnson mostra onde os três acordes tiveram início.
Finalizando, falo do segundo LP do qual gostei de todas as faixas além da capa. Acho a gozação feita com o obelisco de Stanley Kubrick uma das grandes peças pregadas por Pete Townshend, que faz completo sentido com a letra de “Won´t Get Fooled Again”, hoje usada e reusada na trilha musical do seriado “CSI”. “Who´s Next” é o album mais significativo dos anos de chumbo dentro da minha visão meio apocalíptica sobre o período. Se eu não podia me exprimir em Português, contraculturalmente eu usei o inglês que me colonizava e assim conversei de igual para igual. Ponto final.

sábado, 17 de maio de 2008

Pai.........Herói?




Essa faixa deve ter sido o maior sucesso de execução em rádio- ao menos aqui no RJ– de toda a carreira de Fábio Jr. Na foto, nosso ilustre amigo tá com a cara que apresentava em“Ciranda.....Cirandinha”, que a Globo está lançando em DVD. Hoje, a cara que Fábio apresenta é digna de figurar, ao lado de Stallone em “Rambotox Brothers”, co-produção paulistana- novaiorquina, a ser estrelada pelos dois indigitados em futuro próximo.
E “Pai” faz parte da trilha musical daquilo que foi um líder de audiência em produções próprias da Aldeia Global. A faixa deve ter alcançado o pico de 70 execuções diárias, entre 6 e 19hs, nas então rádios musicais cariocas(Mundial, Tamoio, América 1, Ipanema, Carioca e Manchete). Foi uma overdose e, realmente, o cantor-ator era sucesso comprovado e sua imagem estava nos quatro cantos da cidade, fosse como fosse.
Hoje, nosso amigo está limitado as três redes de TV baixaria existentes e só aparece quando casa e descasa- um fim de carreira estilo Holywood para quem teve estrelato estilo Globo. Afinal, cada um têm o crepúsculo dos Deuses que merece.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Capa & Conteúdo



Confesso que já comprei muita coisa pela embalagem, principalmente vinis. Acredito que a influência da embalagem no ponto de venda seja determinante no sentido do marketing do engrupimento, que, na maioria das vezes determina um consumo enganoso. O grande exemplo para mim é a bunda music, já que conheço muito babacão que comprou CD do “É o Tcham” só por causa da Carla Perez e das duas Scheilas.
No meu caso, comprei muito Lp do Yes por causa do Roger Dean e muita coisa do Pink Floyd por causa da Hipgnosis. Acho as capas feitas por eles fantásticas. No que diz respeito ao conteúdo, achei “Tales of Topographic Ocean”(Yes) uma bosta. Classifico “Pigs”(Pink Floyd) da mesma forma.
O Lp que ilustra o post eu comprei por causa da capa e por ser de Bob Crumb e sua banda. Eu já sabia que ele tinha uma traditional onde exibia seus dotes musicais e queria dar uma ouvida. Não gostei muito não, mas valeu só para conhecer seu trabalho áudio, já que seu trabalho como desenhista e HQ maker é genial.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Hendrix Take a Ride!






O show de Jimi Hendrix no Monterey Pop Festival de 1967, será lançado em DVD pela primeira vez em 16 de outubro. Na apresentação, Jimi toca fogo na guitarra que Frank Zappa havia lhe emprestado, pois o equipamento do Experience não fora liberado a tempo pela alfândega do aeroporto de San Francisco. Não é necessário dizer que Zappa nunca mais emprestou qualquer coisa para ele."The Jimi Hendrix Experience Live At Monterey" (Universal Music) inclui versões de “Hey Joe” e “Purple Haze”, além de covers de "Killing floor",( Howlin' Wolf) e "Like a rolling stone"(Bob Dylan). Na última terça-feira, sua família entrou com um processo contra uma marca de vodca que usa Hendrix em seu rótulo(foto). A família de Hendrix alega que a empresa usou material de marca registrada na comercialização da bebida Hendrix Electric Vodka e em outros produtos. Craig Dieffenbach, porta-voz da empresa, assinalou que as imagens usadas são de domínio público.Janie Hendrix, irmã adotiva do astro, e o diretor executivo da empresa da família, a Experience Hendrix, disseram que a campanha de promoção da bebida foi uma "piada nojenta", já que a morte de Hendrix, em 1970, tem a ver com consumo de álcool. E, para terminar o post, Buddy Miles, baterista – que gravou com Hendrix o “Band Of Gypsies”, morreu terça-feira passada aos 60 anos. A causa da morte foram problemas cardíacos. Buddy, além de tocar com Hendrix, teve uma carreira solo de respeito com o chamado "Buddy Miles Express".Ele também foi baterista e vocalista da Santana Blues Band(Em "Vera Cruz", a voz é a dele). Miles e Hendrix haviam tocado juntos anteriormente acompanhando Little Richard. Nessa época, Jimi ainda era Jimi James.

Cada Rock tem a Courtney que merece






Se Kurt Cobain teve que aturar uma Courtney Love em sua vida de kamikaze depressivo, dois astros do BRock tiveram algo semelhante em sua meteórica vida sobre os holofotes. Leo Jaime e Lobão. Eu assinalo “carreira meteórica” devido aos expedientes que os dois têm usado para continuar com um spot assestado sobre suas figuras.
De apresentador de TV a consultor sentimental, Leo já fez de tudo um pouco, inclusive uma coleção de “comebacks” e “retôrnos” meio barro, meio tijolo. Já Lobão combateu o leviatã da Indústria Fonográfica e da Mídia até que os dois inimigos chegaram a um acôrdo com ele e deixaram de ser leviatãs.
Apesar de Leo ser adepto do rock de bermudas e Lobão ser um pouco mais engajado na coisa da crítica de costumes, além da inicial “L” eles têm mais uma coisa em comum: dividiram trapos com Monique Evans – a minha, a tua, a nossa Courtney Love.
Diferenças: Monique é uma Courtney Light enquanto Courtney é uma Monique Heavy Metal. Semelhanças: se escândalo pagasse imposto de renda, as duas já tinham sido multadas como devedoras contumazes. Para a felicidade dos dois, eles estão vivos, o que não é o caso do colega de Seattle.
Monique foi capa da “Pocket”, lançada ontem em S.Paulo. A foto da louraça- inteira em seus 51 anos, está editada devido a quem está do lado dela não ter culpa da verdade dos fatos.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Hoje é dia de Beatles

Enquanto todos homenageam Frank Sinatra nos dez anos de sua morte, este blog resolveu falar de Beatles. Essas duas fotos, inéditas até abril, foram tiradas durante o descanso de um dos vários percursos que eles fizeram pela Inglaterra a bordo de vans, quase sempre dirigidas por Mel Evans, falecido recentemente.
Esse ano fazem 44 anos que eles desembarcaram na América, mais precisamente em Washington DC. Dois dias mais tarde, eles chegavam a NY, sendo recebidos estrepitosamente. Dessa primeira ida aos States, o áudio mais significativo George Martin recolheu e compôss a trilha de “The Beatles at Holywood Bowl” – um documento significativo de como eram energéticas ass apresentações do fab four. Mais tarde, circulou no Underground o fabuloso “Five Nights in a Judo Arena”, gravado em Tóquio- concertos nos quais a SONY testou em campo seu equipamento BETAMAX. As fitas foram comercializadas de forma pirata. No mais fica aquele tempo que todos curtiram e sem nenhum resgate de minha parte.

terça-feira, 13 de maio de 2008

The Stones Again, again and again and....

Falar sobre ídolos é fácil, ainda mais quando se têm assunto a dar com pau, pois eles sempre são assunto desde que “Satisfaction” os tornou popstars. Com a faixa, o nome do grupo chegou até a parada da última fronteira, coisa só feita antes por um seleto clube, capitão Kirk inclusive.
Dizem as más linguas que o grupo está em fase de dissolução. Também acho e acredito que o único que vá ficar chateado com o ponto final é Ron Wood, pois em cima de seus litros de Guiness, ele adora a movimentação, já tendo dito isso numa série de entrevistas.Quanto aos glimmer twins e a Charlie Watts, sou da opinião que eles já estão cansados dessa vida de futilidade e depravação que eles vêm levando há 46 anos. Principalmente Watts, que não consegue dusfarçar o tédio. Bill Wymann já está em casa há mais tempo, gastando o que ganhou com projetos que o satisfazem e o realizam, segundo suas próprias palavras. Já os que foram e nunca chegaram lá- caso de Brian Jones, Ian Stewart e Mick Taylor- esses apenas se perderam pelo caminho, com as justificativas as mais variadas.
O legado dos Rolling Stones em termo de discografia será inegável. Se não fosse uma escolha de repertório bem feita, eles não teriam agradado tanta gente durante tanto tempo. Foram eles que recuperaram a obra de Robert Johnson, transformaram Leonard, Marshall Chess e sua Chess Records em artigo cult, impuseram a Ampeg como side stack( foram os primeiros a usar o SV7 como equipamento standard)e a lançar faixas gravadas ao vivo(I´m all Right, I´m Moving on e Route 66).
Se eles acabarem agora, acredito que os stone rollers de todo o planeta vão se sentir meio órfãos. Mas, isso é uma cruz que todos terão que carregar. Afinal, Time waits for no one, né?

segunda-feira, 12 de maio de 2008

De Volta aos Bons Tempos

Ao ler o Joaquim Ferreira dos Santos hoje em “O Globo”(leio o jornal de cabo a rabo todo dia), soube que estão a procura de um biógrafo para Zé Trindade. Me candidatei na hora, mandando um e-mail, já me colocando como “Zétrindadiável”. Vamos ver se a sorte dá uma olhada no meu Currículo zero à esquerda e me seleciona....Quem sabe, né?
Para quem era radiomaníaco que nem eu, Zé Trindade era um componente do meu imaginário coletivo, fosse nos humorísticos, fosse nas chanchadas que protagonizava, com aquele jeito pessoal que estereotipou a figura do golpista ingênuo com fraco por mulheres, de preferência as “boas”, “certinhas” e “gostosas”.
Ao lado de Zé, Wellington Botelho, Rose Rondelli, Chico Anísio, Nancy Wanderley, Altivo Diniz, Leda Maria e Ari Leite eram protagonistas ou escadas de vários quadros que se sucediam pelos microfones da Mayrink Veiga. Pela Nacional, Brandão Filho, Walter D’Ávila, Silvino Neto e muitos outros disputavam meus tímpanos, sempre ligados num radinho RCA que tinha sido de minha Vó, velho de guerra e veterano de “Em Busca da Felicidade”, “O Direito de Nascer” , “PRK-30” e seriados como “O Anjo”, “Jerônimo” e os originais de Hélio do Soveral, Amaral Gurgel, Helio Tys, Janete Clair e Dias Gomes.
Continuo ouvindo a caixinha preta, mais em transmissões esportivas que outras coisas, já que o rádio musical popular tomou caminhos por mares muito revoltos ao meu gosto. Quanto a ouvir flashes, ouço nos meus players. Tenho tudo que interessa referente a música do século XX – que me atingiu, me impressionou e me derrubou com sua expressão. Novidades eu baixo os mp3 que me interessam. Só isso já me deixa exausto de informação. No mais virei seletivo. Traduzindo: um chato. Encerrando esse flash, Chubby Checker volta no tempo com "Lets Twist Again". O clipe foi montado para um karaokê pelo PC. Até Amanhã.

domingo, 11 de maio de 2008

Doce Vitória

Nesse dia das mães, Madonna Louise Ciccone comemora seus 25 anos de inclusão no Top 200 da Billboard com um merecido primeiro lugar. Este é o seu sétimo “top first”. A primeira vez que Madoona chegou ao primeiro lugar da parada foi em três de setembro de 1983. Abaixo segue a lista dos primeiros lugares obtidos pela polêmica e fantásticas cantora:
"Like a Virgin," três semanas (1985)
"True Blue," cinco semanas (1986)
"Like a Prayer," seis semanas (1989)
"Music," uma semana (2000)
“American Life”, uma semana (2003)
“Confession on a Dance Floor”, uma semana(2005)
“Hard Candy”, uma semana até hoje(2008).

Atrás de Madonna, as cantoras que conseguiram mais primeiros lugares nesses 25 anos são Janet Jackson e Mariah Carey, cada uma com seis. Quem lidera o segmento é Barbra Streisand, que já emplacou nada menos que oito lugares.
Outro que volta ao top 200 da Billboard esta semana é Steve Winwood. “Nine Lives”- seu último trabalho – entrou na parada em 12º lugar- a colocação mais alta recebida por um seu trabalho nos 41 anos em que Steve frequenta a parada. Seu primeiro lugar na carreira artística aconteceu em 1967 quando “Gimme Some Lovin” chegou ao top 1. Steve ainda era tecladista do Spencer Davis Group. Com estes dois exemplos, tudo indica que a música do século XX ainda mandará muitas lembranças por aqui.

sábado, 10 de maio de 2008

Fillmore & Kombis






Para quem só conhece o nome como sendo o da kombi hippie( foto) que aparece na animação “cars”, de 2006, vale aqui uma referência histórica. Fillmore era o nome da casa de shows pertencente ao empresário Bill Graham e que tinha duas versões- a East( Frisco) e a West(NY). Foram nelas que grandes eventos musicais do século XX aconteceram, como concerto de Adeus do Cream e a gravação do disco que separou o Jazz em duas correntes- “Miles at Fillmore”- protagonizado por Miles Davis e aquilo que depois, com algumas modificações e trocas no line-up, passou a história como Weather Report. Outro álbum antológico é o “Rockin at Fillmore” do Humble Pie
Associando idéias, vários grupos que se apresentaram no Fillmore chegaram lá transportados em......Kombis! Isso mesmo! A Kombi, Bill Graham e os Fillmores tem tanta importância para o Rock quanto a guitarra, os jeans, os allstars e as camisetas. A aparelhagem de ensaio de Bob Dylan chegou a sua fazenda de Woodstock transportada numa Kombi dirigida por Richard Emanuel(The Band). Ele contou isso numa entrevista dada à Rolling Stone sobre a gravação do “Basement Tapes”. Quem viu “Electraglide in Blues” deve se lembrar da cena na qual o cara que está transportando maconha numa....Kombi, baixa o vidro traseiro da mesma e dá, ao som do Grateful Dead, um tiro de escopeta no patrulheiro rodoviário Robert “Baretta” Blake.
Sem Kombi, o rock carioca dos anos 60 ia sofrer tremendo prejuízo, pois, na maioria dasa vezes, músicos e aparelhagem se dirigiam para o baile dentro de uma delas, A não ser The Bubbles, The Analfabitles e meia dúzia de três ou quatro- que tinham uma aparelhagem semi-profissional, é que não cabiam dentro de uma. A maioria das bandas era que nem a torcida do América de BH. Cabia numa Kombi. A outra servia só para levar a cerveja.
Mostrando como a Kombi e o Rock andam juntos, The Who está metido numa promoção gigante por toda a Grã-Bretanha, cujo prêmio final é uma Kombi pintada com a bandeira da “Rule Brittannica”.
Concluindo, a referência histórica: a Kombi vêm do alemão “Combinação” e foi um projeto da Karmann Ghia, desenvolvido nos anos 50 para aproveitar o chassis do Kubelwagen – aquele jipe alemão da guerra, visto em tudo que é filme e do qual foram feitos mais de 70 mil. Segundo dados da Volks, a Kombi deve ter sido um dos utilitários mais produzidos na Europa, continuando em linha no Brasil e México. Seu uso é recomendado para o transporte urbano de qualquer coisa, inclusive bandas de rock.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

The Voice Remembers!

Quarta-feira da semana que vêm vão fazer dez anos que Sinatra bateu as botas. A falta que ele faz é nenhuma, já que tudo que ele fez pelo pop está documentado e, possivelmente, digitalizado por todas as indústrias fonográficas que tiveram a chance de tê-lo sob contrato. Nada foi deixado de lado. Toda a sua discografia- que vende até hoje num pinga-pinga semelhante a Beatles, Elvis e Pink Floyd- continua em catálogo, inclusive as coletâneas, tanto de gravadoras quanto as feitas por aficcionados(vide Roberto Quartim).
De crooner a rebelde, passando por um tremendo young lover, Frank cantou para todos os gostos e todos os ritmos, exceto o Rock and Roll, já que podia se permitir a esse “não-me-façam”. Sua voz, sua divisão e seu ritmo foram insuperáveis( vide “Come Dance With Me”), como sua interpretação em músicas feitas sob medida para ele(“My Way”). Na minha modesta opinião de quase fã, ninguém nunca mais vai cantar “New York New York” como ele, nativo de Hoboken – que fez da faixa a sua homenagem a grande maçã, como “Os Cariocas” fizeram com “Ela é Carioca”, numa homenagem ao Rio e a bossa nova.
Segundo as gravadoras nas quais ele deixou registro, ainda este mês uma série de lançamentos chegarão as lojas do ramo.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Escolha Pessoal

Apesar do Queensryche e do Whitesnake estarem fazendo tour por estas plagas ao sul do equador, preferi falar mesmo foi do Village People. Segundo o soldier-boy Alex Briley, o grupo , que têm quatro datas de performance no país(Até em Taubaté, he!he!he!) continuará na ativa enquanto for chamado a se apresentar. A reforma ainda não está nos planos de nenhum dos seis.
No meu imaginário pop, o Village People representa a primeira grande página gay do pop, não no sentido de afirmação sexual , mas sim no sentido literal de alegria trash. Quem viu Can't Stop the Music, (mais trash impossível), sabe do que eu estou falando. E quem conhece inglês norte-americano com o Village slang embutido(como é o meu caso) deu gargalhadas( como eu dei) ao ouvir “San Francisco”, “Macho Men”, “YMCA” e “Go West”, essa última posteriormente regravada pelos Pet Shop Boys, mas sem o mesmo impacto que os pupilos de Jacques Morali e Henri Belolo imprimiram quando do lançamento da faixa.
Na minha modesta opinião, a dupla Morali e Belolo encarna para a disco music o que Phil Spector foi para o pop nos anos 60. A dupla sabia fazer a coisa( vide a introdução de YMCA).
Com a morte de Glenn Hugles(motociclista), em 2001, a formação original do grupo sofreu alteração com a entrada de Eric Anzalone Os outros integrantes são: Felipe Rose (índio), Alex Briley (soldado), David Hodo (carpinteiro), Ray Simpson (policial) e Jeff Olson(caubói).
Assim, se eu tivesse que optar por assistir às performances, David Coverdale, seu nome de banda e o Queensryche não contariam com a minha bilheteria. Iria ver o Village People para dar algumas gargalhadas de resgate a uma época em que eu me acabei meeesssmo, he!he!he!

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Como jogar dinheiro fora


Jogar dinheiro fora hoje no Brasil é procurar na mídia impressa algo interessante sobre o que acontece no cenário da indústria cultural. Ao menos para a minha faixa de interêsse, nada de bom acontece. Nenhum veículo fala a realidade sobre as turnês caça-níqueis de figuras como o Whitesnake, Deep Purple, Police e Johnny Rivers. Dados e históricos são distorcidos, como foi o caso do “norte-americano” Ozzy Osbourne. A palavra de ordem é a bunda-music, o dia-a-dia do artista de novela ou então “comentários abalizados” sobre a história cultural de nosso grupo social( vide o “tratado” escrito por Ali Kamel sobre o racismo no país).
Apontar consequências como sendo causa e orígem dos males que afligem o panorama é a palavra de ordem. Quanto a questão de ordem que levou a isso tudo, sua culpa é sempre atribuída à oposição do momento. A situação sempre quer se sair bem na fita e enumera uma série de quesitos que, se tivessem sido resolvidos num tempo em que ela era oposição, ela( situação) não teria esse calvário para ser crucificada pela agora oposição. E, nesse jogo de empurra-empurra, a cultura brasileira vai ficando cada vez mais ignorante e se dissociando da realidade.
A indústria cultural do país sempre admitiu dois planos: o dela – onde, essencialmente, um público pode se dar ao luxo de consumir seus produtos a preços de primeiro mundo, e o real, onde um terceiro mundo que luta pela auto-inclusão, não consegue pagar pelo privilégio.
Vivendo essa realidade imposta, a maioria não-incluída apela para a pirataria e dá as mãos ao crime organizado. Já a Indústria Cultural, para não perder seus privilégios e a distorção que batiza como “propriedade intelectual”, tenta criminalizar a luta pela inclusão de quem vive a realidade criada por ela mesma( indústria cultural).
Essa contradição leva a uma visão marxista de todo o problema, pois a história aí passa a ser a luta entre incluídos e excluídos por um bem abstrato, numa mais-valia que beneficia o explorador da “commoditie” conhecimento, isto é, gravadoras, editoras, gráficas e outras entidades exploradoras que se encontram no meio da relação mercadológica, utilizando a defesa de uma discutível propriedade intelectual a seu favor.
Já as duas pontas do mercado- artista e consumidor- que se danem, pois a filosofia imperante é a famosa “farinha pouca, meu pirão primeiro”. E a mídia compactua e apoia todo esse processo, pois sem ele, a crítica e a resenha perderiam sua razão de existir.
Se Hermann Goering assinalava que , toda vez que ouvia a palavra “cultura”, tinha a vontade de sacar um revólver, eu me sinto como o jumento da ilustração toda vez que leio um texto sobre cultura e industria cultural.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Pop History

Esse título já virou um clichê através dos últimos 50 anos. Já serviu para tudo. Foi título de coleção de revistas com biografias, serviu de mote para uma série discográfica da antiga POLYGRAM( tenho discos nacionais e espanhóis da mesma . O melhor deles é um duplo de James Brown, lançado na Espanha nos anos 70)e toda a indústria cultural- partindo da billboard e indo até a gráfica da esquina- tem em catálogo ou lançou algo com esse título.
E esse blog , para não ficar atrás nem perder a pose, resolveu dançar conforme essa música e- principalmente- depois de ler a coluna clichê do Arnaldo Jabor hoje no “Globo” na qual, pela enésima vêz, quer dar um basta na modernidade que o apurrinha( ou aporrinha? Dúvida, heim?).
Eu, plagiando três clichês(Ezequiel Neves, Julio Barroso e Nelson Mota), acho que a modernidade é cada vez mais pop, no sentido de popularização literal-sucesso comprovado! Quer coisa mais pop que aqueles ringtones indigentes de “Light My Fire”, “Ela deu o rádio e não me disse nada” ou do último sucesso da Ivete Sangalo? Ou das promoções de entrega de pizza? Basta chover para um dos meus três leitores ligar para a Domino´s e pedir uma pizza. Como tudo atravanca no RJ e ele sabe que o entregador não vai chegar nos trinta minutos, a Pizza sempre sai grátis.
Acho correespondência não solicitada bem mais superpop que a Luciana Gimenez. Devo receber uns três emeios de vendedor de viagra diáriamente, isso sem contar em cadastros de emeios, cartões fotográficos de alguém que me adora, avisos de que meu CPF vai ser suspenso e cartas confidenciais de alguém, muito meu amigo, que quer que eu veja fotos que documentam a infidelidade de minha mulher.
Para complementar esse post, fiz uma montagem gráfica com alguns ícones que para mim representam um panorama da história pop do século XX. Nele podem ser vistas Blackie- a guitarra com a qual Eric Clapton gravou o original de “Layla”, uns desenhos feitos por Sam Andrews de fotos da namorada Janis Joplin, o primeiro poster de divulgação do Big Brother and the Holding Company, a capa do “In-a-gadda-da-vida”(Iron Butterfly)e Mr. Natural, a criação imortal de Bob Crumb. Taí mais um clichê, he!he!he!

Jimi Returns!

É impossível se falar de qualquer coisa relacionada ao instrumento guitarra sem que o nome Jimi Hendrix nos passe pela cabeça em qualquer momento. Jimi, apesar de não ter contribuído para a invenção e o desenvolvimento do instrumento, foi quem inventou sua linguagem. Até a sua entrada em um estúdio para gravar trabalho-solo, a guitarra “elétrica” era tratada como um instrumento pós-acústico, apenas amplificado e com alguns gadgets que podiam ser acoplados nele para modificar seu som.
Foi Jimi que fez a guitarra cantar com o wha-wha, deslizar de canal para canal reverberada, explodida em três oitavas distintas e a distorceu por graus melodiosos nunca antes atingidos. Sua discografia oficial registra toda essa progressão que chamaríamos linguística, sendo cada registro um pouco mais elaborado que o antecedente. A diferença entre “Hey Joe” e “Spanish Castle Magic” é sensível, da mesma forma que a diferença entre “Electric Ladyland” e “Cry of Love” é notável.
Escrever sobre Jimi nessa terça é apenas relembrar para mim mesmo que, depois dele e de Eddie Van Halen, não apareceu mais ninguém que valesse a pena se ficar horas perdidas ouvindo e reouvindo a discografia.
E para quem acha que Jimi sempre usou stratocasters, estão aí duas fotos dele com uma SG e com uma Les Paul, além das indefectíveis Fenders.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

“TEORIA DO BERIMBAU” – a contraprova!



Aquele luminar que coordena o curso de medicina da UFBA é que se saiu com essa teoria, no sentido de justificar o baixo nível da instituição que comanda( ou comandava?), na prova do ENADEN. Segundo ele, bahiano tem baixo QI e só aprende a tocar berimbau porque o instrumento é monocórdico. Se tivesse mais cordas para tanger/percutir/dedilhar ia ficar difícil.
Além de nosso amigo coordenador ser uma besta( podia ligar primeiro o “pensante” para depois ligar o “falante”), comprovada e criticada, ele podia muito bem reservar essa “opinião abalizada” apenas para escrevê-la, como fazia seu antecessor Nina Rodrigues que, apesar de ser nome de museu e de necrotério- admirava Lombroso e outros luminares segregacionistas. Da boca prá fora, Rodrigues fazia como João Ubaldo Ribeiro faz de corpo e alma, dando vivas ao povo brasileiro.
Se a lógica formal assinala que uma teoria para ser provada não pode admitir qualquer contraprova que seja, a teoria do berimbau foi derrubada no nascedouro por uma série delas. Vamos lá?
João Gilberto, inventor da batida bossa nova no violão é bahiano. Perinho Rodrigues, grande guitarrista e produtor musical( vide Maria Bethania), é bahiano. Armandinho Macedo, um dos maiores bandolinistas do Brasil e, ao lado do irmão Haroldo – um dos ases da chamada “guitarra bahiana”, nasceu onde? Tutti Moreno, baterista e palhetista, músico presente a vários dos grandes eventos da história discográfica nacional é bahiano! Tuzé de Abreu, Jorginho, Pepeu e Didi também são. Só aqui existem dez contraprovas para o “se.....então” dessa besta didática portadora de diploma.
E depois ainda tem gente que escreve livro pra dizer que não existe racismo e preconceito no país. Já imaginaram se tivesse? O Apartheid ia ser brincadeira de criança, caraca!

Tecnologia: Isso faz um bem............

Nos anos 50, “Isso faz um bem...” era o slogan da Coca-Cola, que patrocinava um programa chamado “Quero Saber Mais”, que ia ao ar pela versão carioca da TV TUPI. Não me lembro mais quem apresentava o programa, mas um dos quadros do qual me lembro foi um feito sobre os palhaços de circo e o escolhido para ser alvo da matéria foi o “Zumbi”, que era, ao lado de “Fred”, um dos escadas de “Carequinha”.
“Carequinha”, recentemente falecido, além de ser um dos primeiros artistas circenses a aparecer no vídeo, foi também intérprete de um primeiro lugar na parada pop. Quem não conhece “Um bom Menino não faz Pipi na Cama”? Essa música, ao lado de “Conceição”, foram os primeiros hits de meu imaginário individual, no qual só minha fantasia era transportável. Não haviam players e ouvir música ou ver TV significava sentar-se na sala ao lado de todos, sendo obrigado a ver tudo aquilo que você detestava até que sua hora de pilotar as carrapetas chegasse- coisa que nem sempre acontecia. Existia o famoso “tá na hora de dormir-já prá cama”.
Lembrei disso e digitei aqui apenas pelo fato de que, ontem de noite, um sobrinho bateu cá em casa com um notebook para me mostrar um DVD do Mark Knopfler que ele havia comprado a tarde num shopping. Eu estava na sala com mamãe e ela via um filme e vendo continuou. Eu botei um headphone e ouvi umas seis faixas do DVD sem interrupção, a não ser pelos comentários do sobrinho sobre o que eu via. Não aconteceu nada demais e todos continuaram felizes e serelepes.
Se, nos anos 50, alguém predissesse algo semelhante, ia ser taxado de maluco e adorador de selenitas( alienígenas que todos diziam morar na lua inatingível). Não precisamos ir tão longe no passado. Se, nos anos 70, alguém dissesse que seria possível se gravar uma música e cortar um CD no próprio quarto de dormir do músico- com ele próprio interpretando vocal e todos os instrumentos, aquele que falasse isso ia ser visto como fumante de baseado ou tomador de ácido. Garanto. Hoje, qualquer um que se disponha a isso tem acesso a qualquer coisa necessária, graças a tecnologia. Ela num faz um bem danado?

domingo, 4 de maio de 2008

SACANAGEM !





Reservei o espaço desse domingo para desagravar uma pessoa com a qual eu acho que o grupo dos politicamente corretos está fazendo uma tremenda sacanagem. O nome dele é Ivo Meireles e ele, ao lado do Tim, do Melodia e do D2( outros perseguidos) foi um dos únicos que conseguiu se livrar da Maldição do Samba- que todo Negro nascido na Guana Bay Area carrega no sangue ou é estigmatizado por ela.
Simplesmente só porque ele, em algum momento, teve que ceder à pressão feita pelo crime organizado no local onde nasceu, mora , vive e tá enraizado, um grupo de babacas qualquer resolveu rezar um creio em deus pai colocando Ivo como o Pilatos da oração. Eu só queria ver qual seria a atitude que um desses- que hoje crucifica o Ivo- iria tomar caso fosse confrontado cara a cara com a verdade carregada por um AR-15. Garanto que iria botar o rabo entre as pernas e se escudar em um monte de justificativas políticas, recheadas por uma geléia dialética daquelas tão doce como o beijo de mulher vampirete interesseira no meu, no teu, no nosso saldo bancário( O Rio tá cheio delas....O que dirá o Morro da Mangueira, né mêrmo?).
Acredito que nenhuma pessoa normal, com raciocínio político e visão social com respeito ao próprio grupo familiar, fosse dar uma de herói ou apelar para o disque-denúncia, em prejuízo próprio ou geral. Se nos anos 50 a melodia tinha como letra o mote “Para que discutir com madame”, hoje a letra certa do rap é “Prá que discutir com o Xerife?” O poder mais perto e mortal é o dele. As autoridades politicamente corretas para chegar perto da pessoa normal vão precisar da ajuda de um BOPE e do auxílio luxuoso de um ou mais caveirões, né mesmo? Só mané dá uma de X9, tá ligado?
Segundo matéria e entrevista dada ao G1, Ivo manda notícias sobre um CD que sai no final do mês. O cara é eclético e acredito que venha coisa boa nas paradas. A tal mulher vampirete que eu falei acima é idéia dele. Todo mundo já teve uma na vida – que nem a loura da letra do samba-canção que o Dick Farney cantava.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Raridade

Isso que está na foto é uma delas. Integra a minha coleção de vinis, garimpada desde que eu tinha 9 anos de idade, quando comprei meu primeiro disco – “Conceição”(Cauby Peixoto). Este single de João Gilberto foi o segundo, por insistência de mamãe e minha tia, que viram o filme e não me levaram! Eu, como ouvinte de rádio, gostava mais da música que tocava na caixinha preta. “Conceição” era um EP de 10 polegadas que, por uma cagada do destino, quebrou numa das minhas n mudanças. Fiquei tão puto que joguei a capa fora!
Já o João Gilberto eu guardei num álbum e fui reencontrá-lo agora, que estou dando uma guaribada na vinilzada, digitalizando o que me interessa, limpando, catalogando as preciosidades e preparando o resto para vender de qualquer jeito. Tem coisa que não acaba mais.
Guardados já estão os dois primeiros Lps do Elvis a sair aqui(BBL61 e BBL63), três Lps do Gene Vincent em estado de novo, Um Lp do Little Richard, quase todos os Lps originais de Chubby Checker e Bobby Rydell, o primeiro Lp do Joey Dee & The Starlighters, o 78 RPM de Rock Around the Clock com........Nora Nei! O também 78 de Bill Haley, quase todos os compactos originais EMI dos Beatles lançados na Inglaterra(45RPM), a maioria dos compactos ODEON nacionais com os Beatles( tanto os simples quanto os duplos), The Trashmen – Surfin Bird, A discografia Beatles original lançada aqui( diferente da Inglesa e da norte-americana, similar a Canadense), Os dois primeiros Lps dos Beatles lançados nos EUA pela Vee-Jay( Só a partir do 65 é que eles começaram a sair pela Capitol), o “Last Hurrah in the Big Apple”(Yardbirds- XARL1914- Trade Mark of Quality), com Jimmy Page na guitarra e interpretando “Dazed and Confused”, um “Never Mind the Bullocks” autografado pelo Johnny Lydon, Steve Jones e o Paul Cook quando eles estiveram aqui no RJ, um “Layla & Other assorted songs”(Derek & The Dominoes) Nacional, todas as versões do Who para “Tommy” lançadas aqui e algumas peças únicas que ainda não arrolei.
Esses, por enquanto, eu não faço nenhum negócio. Tem alguns outros que podem ser negociáveis. Mas isso é um caso a se pensar.

ESSES MÙSICOS MALUCOS E SEUS INSTRUMENTOS ESQUISITOS

Até chegar aos sintetizadores, teclados e amplificadores atuais, como os feitos pela Korg, Roland, Ampeg, Marshall, Fender, Gibson, etc e coisa e tal, o cenário musical gramou na intenção e no interesse de pessoas que, sem a mínima visão da coisa, tentaram por que tentaram “inovar” e não foram além da tentativa. Se alguns nomes deram certo, como Roger “The Walve”(inventor do Octadivider e redesenhador do circuito da Strato de Jimi Hendrix) e Robert Moog( construtor do primeiro sintetizador digno desse nome), outros , tal como Beto Guedes, se perderam no caminho.
Em 1965, Bob Murrell, um engenheiro britânico interessado em instrumentos musicais, desenhou e fabricou o primeiro protótipo de guitarra que, além dos sons característicos do instrumento, emulava os sons de um órgão eletrônico – o guitórgão- o qual podia ser encomendado na Rose-Morris, a mais tradicional loja de instrumentos musicais da capital Inglêsa.
Um pouco depois de Murrell, a VOX, fábrica britânica famosa por dois produtos- a guitarra teardrop(Brian Jones usava uma) e o amplificador AC30( usados por 11 entre 10 músicos de Rock)- apresentou aos pontos de venda o “GuitOrgan” – nada mais nada menos que um Órgão VOX CONTINENTAL miniaturizado para caber no corpo de uma guitarra VOX PHANTOM( ver foto). Como sempre acontece nessas bolações empíricas, o instrumento não funcionava a contento, nem como guitarra nem como emulador de órgão, com um timbre esqusitão, quando as opções eram executadas separadamente. O engraçado da coisa é que, se as duas opções fossem tocadas ao mesmo tempo, o som gerado até que não era ruim e bem semelhante a um CASIOTONE- teclado infantil dos dias atuais. O GuitOrgan é um dos instrumentos que o Rock do Planeta Terra houve por bem colocar uma pedra em cima( trocadilho infame, heim?) .
Nota: o GuitOrgan deve ter permanecido em catálogo até o final dos anos 60. Ainda existem alguns exemplares nas mãos de colecionadores.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Quem iPode iPode. Quem não iPode, se sacode- part two

(na foto o meu Discman de 1998 e o Z80 atual de minha sobrinha)
Esse primeiro de maio de 2008, além da comemoração universal do dia do trabalho, marca também um outro aniversário importantíssimo: Hoje fazem dez anos do lançamento do RIO PMP300, o primeiro player de Mp3 a ser vendido no mercado.
Após o lançamento do iPod há três anos apenas, chega-se a conclusão que Lulu Santos estava certíssimo quando afirmou que quem iPodia podia e quem não iPodia apenas se sacudia. O consumo iPôde e se adaptou plenamente ao novo status. Um dos segmentos que não iPôde por não querer e que continua a se sacudir é a Indústria Fonográfica- que não quis deglutir a total revolução causada pelo Mp3 e pelos iTunes no consumo, compra e venda de música como produto.
Se há dez anos atrás a gente ainda corria atrás de um CD para comprá-lo por causa de apenas uma faixa, sempre com a sensação de que estávamos jogando dinheiro fora, hoje isso é letra morta. Conheço gente que tem 180 gigas de música guardada. Meu amigo Teco tem, dentro de um iPod, as 4500 canções que, no seu entender, são o melhor do brega já feito em todas as épocas. Vai de Vicente Celestino a Odair José, passando por Edith Veiga e indo até o Alexandre Pires( Tem uns pagodes que faça-me o favor, né?). Meu irmão Marcelo pesquisou e conseguiu colocar dentro de um CD o TOP200 da Disco Music no Brasil.- 200 faixas, maninho! No formato .wav e no CDDA ele ia conseguir armazenar 18, no máximo. Eu partí para a digitalização de meus vinis e já enchi, sómente com faixas em CDDA 18 deles e 7 DVDs com 4,7 gigas de MP3 em cada um deles. Até o momento foram 124 Lps e 73 compactos. Ainda falta muita coisa. Mas o que eu vou ganhar de espaço vai compensar o trabalho insano. Vou fazer minha revolução urbana ouvindo música. Está sendo bem bacana.
Por causa do Mp3 eu não compro um CD que seja há exatos três anos. Fiz as contas ao fazer minha declaração de renda 2007-2008. O último que eu comprei foi uma reedição japonesa do primeiro Lp da Paul Butterfield Blues Band(“Born in Chicago”). Se todas as lojas de CDs não reabrirem amanhã, depois do feriado, não vou nem dar falta. E se a Indústria Fonográfica fechar as portas, vou apenas ficar triste pela massa de desempregados resultante. Minha captura musical se resume em ir ao music.download.com, ouvir as novidades e baixar os Mp3 gratuitos disponíveis. Lá tem de tudo para todos os gostos e dividido por gêneros. Do erudito ao trash metal. Só não vai lá quem não iPode. E eu iPosso!