terça-feira, 6 de maio de 2008

Jimi Returns!

É impossível se falar de qualquer coisa relacionada ao instrumento guitarra sem que o nome Jimi Hendrix nos passe pela cabeça em qualquer momento. Jimi, apesar de não ter contribuído para a invenção e o desenvolvimento do instrumento, foi quem inventou sua linguagem. Até a sua entrada em um estúdio para gravar trabalho-solo, a guitarra “elétrica” era tratada como um instrumento pós-acústico, apenas amplificado e com alguns gadgets que podiam ser acoplados nele para modificar seu som.
Foi Jimi que fez a guitarra cantar com o wha-wha, deslizar de canal para canal reverberada, explodida em três oitavas distintas e a distorceu por graus melodiosos nunca antes atingidos. Sua discografia oficial registra toda essa progressão que chamaríamos linguística, sendo cada registro um pouco mais elaborado que o antecedente. A diferença entre “Hey Joe” e “Spanish Castle Magic” é sensível, da mesma forma que a diferença entre “Electric Ladyland” e “Cry of Love” é notável.
Escrever sobre Jimi nessa terça é apenas relembrar para mim mesmo que, depois dele e de Eddie Van Halen, não apareceu mais ninguém que valesse a pena se ficar horas perdidas ouvindo e reouvindo a discografia.
E para quem acha que Jimi sempre usou stratocasters, estão aí duas fotos dele com uma SG e com uma Les Paul, além das indefectíveis Fenders.

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