segunda-feira, 5 de maio de 2008

“TEORIA DO BERIMBAU” – a contraprova!



Aquele luminar que coordena o curso de medicina da UFBA é que se saiu com essa teoria, no sentido de justificar o baixo nível da instituição que comanda( ou comandava?), na prova do ENADEN. Segundo ele, bahiano tem baixo QI e só aprende a tocar berimbau porque o instrumento é monocórdico. Se tivesse mais cordas para tanger/percutir/dedilhar ia ficar difícil.
Além de nosso amigo coordenador ser uma besta( podia ligar primeiro o “pensante” para depois ligar o “falante”), comprovada e criticada, ele podia muito bem reservar essa “opinião abalizada” apenas para escrevê-la, como fazia seu antecessor Nina Rodrigues que, apesar de ser nome de museu e de necrotério- admirava Lombroso e outros luminares segregacionistas. Da boca prá fora, Rodrigues fazia como João Ubaldo Ribeiro faz de corpo e alma, dando vivas ao povo brasileiro.
Se a lógica formal assinala que uma teoria para ser provada não pode admitir qualquer contraprova que seja, a teoria do berimbau foi derrubada no nascedouro por uma série delas. Vamos lá?
João Gilberto, inventor da batida bossa nova no violão é bahiano. Perinho Rodrigues, grande guitarrista e produtor musical( vide Maria Bethania), é bahiano. Armandinho Macedo, um dos maiores bandolinistas do Brasil e, ao lado do irmão Haroldo – um dos ases da chamada “guitarra bahiana”, nasceu onde? Tutti Moreno, baterista e palhetista, músico presente a vários dos grandes eventos da história discográfica nacional é bahiano! Tuzé de Abreu, Jorginho, Pepeu e Didi também são. Só aqui existem dez contraprovas para o “se.....então” dessa besta didática portadora de diploma.
E depois ainda tem gente que escreve livro pra dizer que não existe racismo e preconceito no país. Já imaginaram se tivesse? O Apartheid ia ser brincadeira de criança, caraca!

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