sábado, 10 de maio de 2008

Fillmore & Kombis






Para quem só conhece o nome como sendo o da kombi hippie( foto) que aparece na animação “cars”, de 2006, vale aqui uma referência histórica. Fillmore era o nome da casa de shows pertencente ao empresário Bill Graham e que tinha duas versões- a East( Frisco) e a West(NY). Foram nelas que grandes eventos musicais do século XX aconteceram, como concerto de Adeus do Cream e a gravação do disco que separou o Jazz em duas correntes- “Miles at Fillmore”- protagonizado por Miles Davis e aquilo que depois, com algumas modificações e trocas no line-up, passou a história como Weather Report. Outro álbum antológico é o “Rockin at Fillmore” do Humble Pie
Associando idéias, vários grupos que se apresentaram no Fillmore chegaram lá transportados em......Kombis! Isso mesmo! A Kombi, Bill Graham e os Fillmores tem tanta importância para o Rock quanto a guitarra, os jeans, os allstars e as camisetas. A aparelhagem de ensaio de Bob Dylan chegou a sua fazenda de Woodstock transportada numa Kombi dirigida por Richard Emanuel(The Band). Ele contou isso numa entrevista dada à Rolling Stone sobre a gravação do “Basement Tapes”. Quem viu “Electraglide in Blues” deve se lembrar da cena na qual o cara que está transportando maconha numa....Kombi, baixa o vidro traseiro da mesma e dá, ao som do Grateful Dead, um tiro de escopeta no patrulheiro rodoviário Robert “Baretta” Blake.
Sem Kombi, o rock carioca dos anos 60 ia sofrer tremendo prejuízo, pois, na maioria dasa vezes, músicos e aparelhagem se dirigiam para o baile dentro de uma delas, A não ser The Bubbles, The Analfabitles e meia dúzia de três ou quatro- que tinham uma aparelhagem semi-profissional, é que não cabiam dentro de uma. A maioria das bandas era que nem a torcida do América de BH. Cabia numa Kombi. A outra servia só para levar a cerveja.
Mostrando como a Kombi e o Rock andam juntos, The Who está metido numa promoção gigante por toda a Grã-Bretanha, cujo prêmio final é uma Kombi pintada com a bandeira da “Rule Brittannica”.
Concluindo, a referência histórica: a Kombi vêm do alemão “Combinação” e foi um projeto da Karmann Ghia, desenvolvido nos anos 50 para aproveitar o chassis do Kubelwagen – aquele jipe alemão da guerra, visto em tudo que é filme e do qual foram feitos mais de 70 mil. Segundo dados da Volks, a Kombi deve ter sido um dos utilitários mais produzidos na Europa, continuando em linha no Brasil e México. Seu uso é recomendado para o transporte urbano de qualquer coisa, inclusive bandas de rock.

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