sexta-feira, 23 de maio de 2008

Verdades & Mentiras



Venho por meio deste me penitenciar sobre desconhecimentos que venho escrevendo e perpetrando nessa série de blogs os quais despejo verborragia literária em profusão, para aumentar bastante a confusão, como faria um Bob Dylan.
Realmente eu não sabia que “The Sound Of Music” ia recolocar o teatro Casa Grande no circuito. Como eu acho o filme e, consequentemente, seus filhos diretos, uma bosta, não estive nem aí. Quanto ao Teatro, ele também nunca me falou porra nenhuma. Fui lá umas três vezes, se muito, assistir a estréia de eventos dos quais não tenho a mínima lembrança. Na minha lembrança, o Opinião, o Teatro de Concreto(ou cimento?) Armado e o Urubu Roxo significaram bem mais. Ou então ver Milton Nascimento & O Som Imaginário, no Teatro da Lagoa, com apenas 18 pessoas na platéia. Ou estar presente ao Festival de Rock de Saquarema. Ou ir ao Hollywood Rock em General Severiano e sentar, lado a lado, com Mick Taylor vestido com uma camisa do Fluminense. Isso para mim foi significativo. Naquela época, frize-se. Hoje, não pago para ver show ou comprar disco de Brian Wilson. Valia para mim vê-lo com os Beach Boys. Da mesma forma que Paul McCartney. Não fui. Como também só valeu ver os Stones juntos em cima de um palco. Antes, já tinha visto Jagger, Taylor e Watts separados. Achei Watts um tédio, Jagger uma metralhadora mitomaníaca e Taylor um embalista ferrenho.
Falar verdade é que eu estou a fim de ouvir o novo trabalho de Gilberto Gil. É o primeiro com inéditas em mais de uma década. Isso sim é novidade. Falar mentira é fazer resenha de CD de Cláudia Leitte ou Paris Hilton. Tenho certeza que quem gosta de música nunca ia fazer uma violência dessas contra o próprio tímpano, em sã consciência. Assim, qualquer cara que escreva sobre o assunto e diga que ouviu aquilo está mentindo. Não deve dar para passar da primeira faixa.
Outra mentira que eu dispenso a audição é “The Last Samba”(Carly Simon). Ela , além de estar muito feia na capa, cometeu algumas atrocidades em releases transcritos e outras mumunhas que revelam certo desconhecimento no trato com a world music. Assim, também mantenho meu silencio, não muito obsequioso. Querem outra? A volta do B-52´s. Tiveram seu tempo, devem ter aproveitado bem e agora estão aí caçando mais alguns níqueis, como o Police. Na verdade, voltaram em embalagens sem retôrno. É tudo verdade.

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