sábado, 31 de janeiro de 2009

Pride and Prejudice

Eu não sei o porque desse tititi em relação ao namoro do Marcelo Camelo com a Malluh Magalhães. Só pelos 14 anos de diferença de idades?Cês tão brincando ou tão a fim de zoar comigo. Quando o Jorginho Guinle casou com a Ionita Salles Pinto, a diferença de idades entre os dois devia ser um mínimo de 25 anos. E ninguém falou nada. Muita gente achou até natural.
Minha ultima e derradeira companheira é 11 anos mais nova que eu. Estamos juntos há 23 anos. Meu irmão deve ser uns 20 anos mais velho que a atual companheira dele e por aí vai. A única vez que eu casei com mulher da mesma idade deu a maior merda, além deu ganhar um chifre daqueles. Um só não, alguns. Mas como a recíproca foi verdadeira, apesar de não ter sido no mesmo nível, valeu.
No Rock, todas as relações de pessoas com idades próximas degeneraram. O caso mais famoso é o de John e Cinthia Lennon. Atualmente, Ron Wood- sessentão- largou a mulher para ficar com uma menina de 23 anos.
Fama é um agente mais que poderoso para acabar com qualquer resistência e conflito causado por diferença de idades. O próprio Cartola me confessou, em entrevista, que quando voltou a se apresentar devido à gravação daquele seu primeiro Lp para a Marcus Pereira(‘Cartola”- capa preta-1974), um monte de meninha começou a andar atrás dele(“Tudo com idade para ser minha neta, veja só”)e que a própria Dona Zica falou para ele se cuidar que todas elas eram rabo-de-foguete. Indo mais embaixo, temos o exemplo de Repolho- percussionista da banda de Gilberto Gil nos anos 70. Assim que ganhou uma grana e ficou famosinho no Baixo, trocou a velha de guerra quarentona por uma de vinte apaixonada........
O outro agente é a grana. O sargento Cabral, velho conhecido de Ipanema e um daqueles do Batalhão Humaitá dos fuzileiros, que foi andando do Rio a Brasília em 1960, sempre me dizia, entre uma cervejinha e outra.”O importante é ter saúde. O resto o dinheiro compra”. Morreu diabético ano passado.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Do you Believe in Magic?

Cês lembram? O título desse post foi um dos grandes sucessos do Lovin Spoonfull, grupo dos anos 60, meio sobre o precursor do flower power e que desapareceu completamente, junto com John Sebastian, líder do grupo e que, depois de Woodstock, nunca ninguém mais ouviu falar.
E o Arlo Guthrie? Também teve em Woodstock, fez um filme(Alice´s Restaurant)e não passou disso. Ritchie Havens foi outro que sumiu no mapa e, se ele continuou do jeito que era quando veio ao Brasil, tranquilamente nosso amigo morreu de overdose.
Já falamos de intérpretes, vamos agora falar de bandas. Mandrill? Banda negra que foi o quindim de iaiá durante o verão de 69. Quedê? Foi pra puta que pariu? A pergunta vale, pois ela sumiu. Outra? Osibisa. Banda afrodescendente autêntica, nigeriana e chata pra cacete. Pior que ela só o Strawberry Alarm Clock, que também desapareceu.
E, finalmente vamos falar de pessoas. Meu quarto leitor, de nome Cláudio, disse que só eu é que teria como lembrar do Dropê, de quem eu falei em um post próximo passado. O Dropê realmente era uma figuraça que faz falta. A contracultura sem ele ficou diferente. Ele não media forças em popularizar eventos democráticos. Agora, o Cláudio me fez uma pergunta que tem resposta. O Trio Paulo Cláudio e Maurício gravou um compacto sim, se não me engano pela RCA ou pela Som Livre. O compacto era duplo e a Ana Maria Bahiana tinha um exemplar. Como todo mundo desprezou os vinis depois da implantação do cd, não sei se ela guardou. Acredito que sim, pois a Ana sempre foi maníaca por arquivos e documentações. Tente entrar em contato com ela. Um abração.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

DJ Virtual

Você já experimentou brincar com o Virtual DJ? O Virtual DJ é um programa de mixagens digitaos que transforma você num Alan Freeland em poucos segundos, bastando você conhecer de cor e salteado o repertório com o qual você vai ensaiar seus passos na samplerização e, possivelmente, na música eletrônica.
A interface do software é como se fosse um kit padrão de DJ No topo, um contador estroboscópico, que pode ser alterado com o mouse para o formato desejado. No canto direito, um relógio com a hora certado servidor caso você vá utilizá-lo em uma webradio ou mesmo numa rádio tradicional, já que o Virtual DJ usa a placa de áudio do micro para qualqer de suas múltiplas possibilidades. Cortando de fora a fora a parte superior, dois gráficos em formato de tocadiscos, com pitch, ganho, três cues, um deslizante de mixagem e um contador de bpm digital para cada tocadiscos, bem como um relógio minutado, que pode ser ajustado de forma progressiva ou regressiva.
O Virtual DJ mixa, edita, coloca efeitos sonoros, grava e salva em MP3 ou .WAV. Tem seu próprio Banco de dados, que é povoado pelos arquivos de áudio que você tiver dentro de sua máquina. Incrível!
Na medida que o arquivo é incluído no BD, o Virtual DJ resolve e equaciona as BPMs do mesmo, além de pegar na rede a capinha do arquivo que está sendo utilizado. A pena de tudo é que o trial só fica operacional 20 dias e fica operacional apenas uma vez por máquina. Isto é, o trial não suporta uma segunda instalação na mesma máquina, a não ser que você faça uma formatação total.
Vá ao site( http://www.virtualdj.com/ ), baixe a coisa, instale e saia brincando. Eu tô fazendo isso há cinco dias e ainda não enchi o saco.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

O Buraco é mais Embaixo

Depois da filha de Gretchen, da sobrinha de Gretchen e da volta da própria Gretchen, Rita Cadillac declara que a neta vai ser sua sucessora. Nosso amigo Papa Bentinho Nazista cancela a excomunhão de um bispo que nega o holocausto. Numa jogada de marketing que, está na cara, foi planejada por assessores, Obama dá sua primeira entrevista a uma TV Árabe. O vice presidente José Alencar protagoniza mais um capítulo da novela “Duro de Morrer” e entra para o Guinness como o homem que mais fez biopsias e remoção de tumores no século XXI. E, em Portugal, Mulher Melancia encontra sua rival lusa: a Mulher Abóbora.
Todos esses fatos que vão mudar a história do planeta aconteceram nas últimas 24 horas e receberam mais destaque que a rotina banal que rege esse planeta em crise, em depressão e em guerra.
Realmente, essa rotina diária precisa de uma válvula de escape, mas, na minha visão, não é tão necessário partir para uma alienação como a descrita no primeiro parágrafo, onde 70% do que eu digitei é lixo que só interessa a assessor de comunicação. É isso mesmo! Até Rita Cadillac tem gente cuidando de sua “imagem” e distribuindo, via emeio, uns releases mal escritos a respeito das “atividades” de seus “vips”(?). E o mais chato de tudo é ver essa matéria fecal ganhar espaço.
Luiz Carlos Maciel, uma vez, me confessou que ele publicava Wally Salomão devido a quantidade de material com o qual o Bahiano entupia a caixa postal da “Flor do Mal”. Segundo ele, quando faltava algo, ele cobria a falta com um texto do Wally. Tinha de tudo. Da poesia à crítica cinematográfica.
Aí, dentro das minhas eternas ruminâncias, fico pensando que só pode ser isso que está acontecendo: falta de material. Não sei quem fura com o artigo encomendado. No buraco entra a notícia de que Caroline Magalhães deve ser escolhida como uma das modelos da suposta edição da Fashion Week em Salvador. A coluna do não identificado não veio, mas ninguém se preocupa, pois o release apresentando a mulher carambola como nova sensação do funk cabe direitinho no espaço. Só pode ser isso, né mesmo? Moral da história: Todo Mundo tem direito a ser mais um Wally Salomão. O que não pode é haver buraco.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

No More Heroes

Você já jogou “Guitar Hero”? Eu nunca cheguei perto do game, mas conheço uma porrada de gente que entra numa de encarnar seus axxes heroes, fingindo que palheta o encordoamento fajuta daquela guitarrinha de plástico.
Eu nunca gostei de encarnar alguém tocando a sua música. Na verdade, o meu delírio sempre foi mais pessoal que outra coisa e, pelas quebradas, fui aprendendo com dificuldade a tocar um violão- sou canhoto- e não sei nome de acorde ou cifra nenhuma. E nessas, até compus alguns clásssicos destinados à parada de fracassos como “As Pulgas não mandam Aviso”, “A saga do M( entre o L e o N)” e “Qualquer barato é um barato qualquer”. Mas, isso já vão se rolando os anos.............
Mas o “Guitar Hero” deve ser uma tremenda jogada de marketing, fazendo os tietes interagirem com seus ídolos de uma forma quase que divina, né mesmo? O último a aderir ao game foi o “Metallica”. A banda divulgou em seu site oficial a lista completa das músicas que estarão no jogo que levará o nome do grupo - Guitar Hero: Metallica.
Previsto para lançamento em março de 2009, o jogo seguirá os moldes de Guitar Hero: Aerosmith, com grandes hits da banda além de várias covers.
Abaixo a lista de faixas:
*All Nightmare Long* Battery* Creeping Death* Disposable Heroes* Dyers Eve* Enter Sandman* Fade To Black* Fight Fire With Fire* For Whom The Bell Tolls* Frantic* Fuel* Hit The Lights* King Nothing* Master of Puppets* Mercyful Fate (Medley)* No Leaf Clover* Nothing Else Matters* One* Orion* Sad But True* Seek And Destroy* The Memory Remains* The Shortest Straw* The Thing That Should Not Be* The Unforgiven* Welcome Home (Sanitarium)* Wherever I May Roam* Whiplash
Se você gosta desse lance, caia de boca, zifiu.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

A Deusa Maia de Hoje

Se ontem eu reclamava das novidades que vinham dar a praia, hoje a minha deusa maia mudou de expectativa. A novidade vêm por conta de Alan Freeland, o DJ Britânico que vem chapando meu melão com sua produção, cada vez mais fantástica. Se já não bastassem os remixes de “Fever”(Sarah Vaughan) e o de “Hello...I Love You”(The Doors), Freeland dessa vez não fez por menos.
Numa celebração da eleição de Barack Obama, Freeland pegou “Aerodynamic”, do Daft Punk e transformou em “Aerobama”!. Na mixagem, o uso abusivo de um emulador de fala e soletragem. Segundo o CNET, “Aerobama é a canção perfeita para comemorar o renascimento da América”.
Outra novidade que está na praça desde quinta-feira é o CD/DVD “The Best Of Bowie 1980/1987, a terceira e última coletânea iniciada com a “1969/1974” e seguida pela “1974/1979”.
No CD, os destaques ficam para o período comercial e de mais sucesso de David, trazendo seus oito singles top ten. Sempre lembrando que três deles foram primeiros lugares nas 100 mais da Billboard. No DVD, todos os clips correspondentes. - Queres mais o quê?
E, para terminar a Rhino Records está relançando “Eliminator”- a obra prima do ZZTop, lançada em 1983. Nessa edição de colecionador, o aficcionado vai ter a versão original de “Legs”, prensada apenas na primeira tiragem do vinil da década de 80. “Eliminator” permaneceu por três anos entre os 100 mais da Billboard, tendo vendido mais de 100 milhões de cópias.
Amanhã nóis vorta!

domingo, 25 de janeiro de 2009

Essa é a Novidade!

Segundo quem já ouviu o single, o novo CD do U2, que sai em março, vêm para arrebentar, tal qual “Desire” arrebentou. Vamos ver o que acontece já que Bono e The Edge sempre provocam surpresas em seus trabalhos.
Os Irlandeses sempre foram muito bons, mas nada superou “The Joshua Tree” até o momento. A única coisa que dá uma ofuscada na árvore é aquela gravação de “Night And Day” para o “Red, Hot & Blue”. Depois, o grupo atravessou um deserto de idéias. Mas, isso acontece nas melhores famílias. Aconteceu até com Beatles. Porque não o U2?
Outros que estão desertificados são os Pet Shop Boys ou o que restou dele. Nada além de “Go West”. O mesmo acontece com uma série de grupos, incluindo os Stones que não lançam nada de novo há uma porrada de tempo.
A outra novidade para hoje é a primeira grande rodada de clássicos nos Campeonatos Estaduais. Aqui em BH, teremos o antigo “clássico das multidões: Atlético X América. Pelo estado em que andam os dois times, o jogo agora é o“ clássico das multidinhas”, pois se arrastar dez mil pagantes ao Mineirão vai arrastar muito.
E, para quem está em Sampa, tem “seu” Jorge na Av. Paulista pelas comemorações dos 455 anos de idade da Cidade de S.Paulo. E, sem mais nenhum assunto, volto amanhã iniciando a semana. Bye!

sábado, 24 de janeiro de 2009

Banana Was Her Business

No próximo dia 9 de Fevereiro, a primeira grande artista pop Brasileira faria 100 anos se estivesse viva. Seu nome? Carmem Miranda- inspiradora de Gal Costa, Baby do Brasil e outras Marias Alcinas da vida.
Carmem foi um marco de tal grandeza no pop que a expressão “banana republic” apareceu na imprensa norte-americana por sua causa. Mais de 40 anos após seu falecimento, querendo ou não, ela ainda é o símbolo Brasileiro mais conhecido no mundo. Maior que Pelé.
Aconteceu com Carmem aquilo que Tom Jobim sempre falou do Brasileiro. O Brasileiro não suporta o sucesso dos outros e, quando Carmem foi para os Estados Unidos, em 1939, em seu primeiro show de retorno-um ano após a partida- no Cassino da Urca, foi recebida por vaias ao abrir o mesmo com “South American Way”.
Carmen sofreu várias campanhas de difamação na Imprensa e sucumbiu a última, deflagrada um pouco antes de seu retorno definitivo de Holywood.
Sua carreira cinematográfica foi longa- 14 filmes- sendo o de maior sucesso “The Gang Is All Here”(1943), dirigido por Busby Berkeley. É nele que está aquela cena repleta de bananas gigantescas onde ela interpreta “The Lady in the Tutti-Frutti Hat”.
Apesar da proximidade da data, não existe nada anunciado a respeito de como será celebrado o centenário do nascimento da cantora. Como sempre acontece nessa merda dessa terra, ninguém cultua uma memória ou promove ninguém se não tiver como retorno uma vantagem, por mínima que seja. Assim, não se deve esperar qualquer manifestação do poder constituído, mesmo que seja um lançamento de selo.
Quem realmente deverá homenagear Carmem será a iniciativa pivada que, até o momento, não deu o ar de sua graça. Um exemplo seria o re-lançamento da obra completa de Carmem em CD, ou mesmo alguns DVDs de sua filmografia. Mas, como estamos no Brasil, se existe alguma coisa planejada, ela ainda não recebeu qualquer destaque na mídia.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Q Q É ISSSUUU?????????

Apesar de ser bem mais rock do que tradição, gosto de assistir a quase tudo que o Canal Brasil exibe. Foi lá que eu tomei contato com o Trio Madeira Brasil, com a família Assad( só conhecia os irmãos), com a casa do Martinho, com a Martinália filha dele- que deu certo e é legítima sucessora, com o zumbido do Paulinho Moska e muitas exibições sérias e competentes de música instrumental da melhor qualidade.
O “Larica Total” é que me deixou comletamente desconcertado. Nunca vi nada tão avacalhado produzido direito e o lance foi uma coisa que me pegou, pois já passei como ator por várias das situações encenadas no programa. Só para citar duas delas, a da recepção e a do Feijão.
Na primeira, da mesma forma que o protagonista, achei que todas as mulheres olhavam para mim, que eu era o centro das atenções, me excedi na bebida e dei aquela vomitada, com direito inclusive à “chamada de Juca” com o mesmo áudio, incluindo os respingos de líquido.
Na segunda, acredito que alguém envolvido na produção tenha ido a alguma das “feijoadas do Leo”, dadas pelo Leo Borges Ramos(“Ele& Ela”), nos anos 80, num apartamento sala e dois quartos , situado em Humaitá, e que duravam dois, três dias, num porre interminável que, uma vez, encerrou-se em pleno Posto Nove, às quatro da tarde, com todo mundo na água de cueca e calcinha.- Tremenda zona!
“Larica Total” é realmente um programa masculino, com todos os seus preconceitos e bobagens. É um programa carioca, mais zona sul que qualquer outra coisa. É o programa que mostra o garotão comendo a empregadinha e o sarado solteiro transando com a mãe do síndico. Mais pop e realista impossible, my dear. Veja e mande um e- mail. Vale uma discussão.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Chato só morre com Neocid- Cap.2

Alguém chegou a ver a entrega do prêmio Multishow de música do ano passado em HDTV? A Globo tem uma gravação que mostra as rugas do Zeca Pagodinho e o Botox da Elba Ramalho em todo o seu esplendor. O HDTV é pior que o papa da letra do Humberto Gessinger: não engana ninguém.
Bastava a câmara dar aquela passeada na platéia, mostrando as caras dos premiáveis, para você ver que, depois que a TV de alta definição estiver consolidada no país, a seleção feita para quem vai botar a cara na telinha vai ser muito mais rigorosa do que a que é feita atualmente.
Muita gente que hoje curte uma de bom de sela, lindão e sarado vai ficar é mostrando um tipo mal acabado. A razzia no setor vai ser semelhante a temporada da guilhotina na Revolução Francesa. Não vai sobrar ruga sobre ruga. Basta um exemplo só: alguém já viu o Raul Gil numa transmissão em HDTV? O pancake que ele aplica em excesso para tapar crateras faciais o transforma na versão em vídeo de Lon Chaney interpretando “ O Corcunda de Notre Dame”. Uma coisa de fazer rir até você pedir licença para ir de fininho ao banheiro mais próximo.
Voltando ao tema proposto- chatura- Alanis Morissette vêm a BH. Sendo o mais sincero possível, nunca dei mais de 30 segundos de chance para ela no único CD de sua autoria pelo qual meus tímpanos excursionaram. Para mim, ela está no mesmo nível que Courtney Love, Ivete Sangallo, Paris Hilton ou Cláudia Leitte.. É uma chata. Neocid nela. Espero que uma dedetizadora qualquer compareça ao Chevrolet Hall.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Caminhos Separados

“A partir de agora, caminhos separados”(“Separate Ways” – Journey) é apenas uma das muitas estrofes que já foram compostas no sentido de expressar literalmente o fim de um relacionamento. Nesse momento, o grande final de caso noticiado na imprensa Brasileira é o divórcio bilionário de Newton e Maria Lúcia Cardoso, que, no mínimo, vai obrigar o ex-governador de Minas a dar longas explicações ao Leão, já que sua declaração de renda diz que seus bens estão avaliados em 12,7 milhões de reais enquanto a ex-mulher diz que suas posses vão a 2,5 bilhões de reais.
Os últimos desses casos rumorosos onde o ex-marido alega não ter nada e a ex-mulher diz ao contrário foram o de Anísio Abraão David, no RJ, e Celso Pitta, em SP. A ex-mulher de Anísio foi executada por supostos assaltantes e nunca mais se falou sobre o caso. Já o caso Celso Pitta fez o negro de alma branca rebolar sem bambolê várias vezes na última década.
No Rock, tivemos separações litigiosas, milionárias, espetaculares e escandalosas!A de Elvis com Priscilla foi rumorosa e colocou-a na ponta da língua de todos os gossips, coast to coast. Rod Stewart esteve envolvido em várias, da mesma forma que Mick Jagger, Ron Wood, George Harrison, Eric Clapton(essa deu até música- “Layla”)e mais alguns de segundo escalão. A última a balançar as manchetes dos tablóides sensacionalistas foi a de Paul McCartney, que, para se livrar do abacaxi, teve que dar 65 milhões de libras para o desafeto.
Segundo entendidos no assunto, o Lloyds têm uma espécie de seguro pessoal que prevê, entre outros problemas, separações litigiosas e herdeiros repentinos. Lucas Jagger, filho de Luciana Gimenez com Mick Jagger é um desses eventos e, no caso de Jagger, não seria o único. Rod Stewart é outro que possui a mesma apólice. As fofocas assinalam que toda a família Kennedy possui o mesmo seguro. Já aqui no Brasil, não é sabida a existência de ninguém enquadrado no pagamento desse tipo de prêmio. Quem sabe o Newtão não será o primeirão?

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

News Of The World

O último relatório da Federação Internacional da Indústria Fonográfica(IFPI) demonstra que houve um aumento de 25% nos downloads legais de fonogramas, que agora correspondem a um quinto de todas as vendas de música.
Segundo a IFPI, foram baixados legalmente 1,4 bilhão de singles em 2008. O primeiro do top 100 em vendas da IFPI é Lollipop, de Lil Wayne, com 9,1 milhões de cópias baixadas.
A federação revelou em seu relatório que os negócios em música digital vêm registrando um crescimento constante nos últimos seis anos e agora o seu valor estimado é de US$ 3,7 bilhões.
Por outro lado, a renda mundial do mercado musical diminuiu em 7% em 2008, devido à queda nas vendas de CDs. As companhias culpam essa retração à estimativa de que mais de 40 bilhões de fonogramas foram compartilhados ilegalmente no mesmo período.
Conforme o executivo Britânico, Matt Phillips, admite, as grandes gravadoras estão tendo um grande problema com a pirataria, mas mesmo assim ele informa que providências mais radicais nesse sentido somente serão tomadas caso haja algum investimento das gravadoras no mercado musical no futuro e se houver alguma novidade no desenvolvimento de novos serviços legalizados.
Num acordo feito entre grandes provedores locais e a indústria musical francesa, neozelandesa e britânica, as gravadoras estão usando programas de computador para procurar nas redes de compartilhamento de música os usuários que baixam mais arquivos ilegalmente e, então, denunciá-los para provedores de internet. Os usuários que desrespeitam a lei recebem e-mails com o alerta de que foram descobertos e que poderão ter a conexão de internet interrompida.
Já aqui no Brasil, como sempre acontece, artistas e indústria cultural, em vez de se mobilizarem e irem a luta, querem mesmo, mais uma vez, uma medida paternalizante do Governo em relação aos seus direitos autorais.
Num artigo publicado na edição de ontem de “O Globo”, sob o título “Quem Paga?”, o compositor Antonio Adolfo, dono de selo independente, assinala que a Internet vem implantando um verdadeiro caos no uso da criação artística e intelectual. Segundo ele, tudo indica que o copyright vai acabar.
Conforme seu texto, isso é “uma situação de confusão, sem qualquer regulamentação, que acaba por beneficiar os piratas e alguns sites que oferecem alguns produtos para venda, downloads...”.
O interessante é que Antonio Adolfo não cita, como exemplo, nenhum desses sites que oferecem produtos musicais para venda. Acredito que, se eles realmente existissem, aí “os aproveitadores da situação sem nenhum controle”(sic), poderiam ser punidos.
Na verdade, os sites que existem vendendo esses produtos são o "Submarino", a "Americanos. Com" e o "MercadoLivre", todos legalizados e estabelecidos. Com essa omissão, acredito que deliberada, o sr. Antonio Adolfo dá uma de vaselina e escapa de um processo judicial.
Prosseguindo, o compositor de “BR3” vai além, falando de falhas na legislação e assinalando que ninguém no país nunca foi processado por copiar música para uso próprio.
Mais uma vez ele esquece que, à época do primeiro mandato de FHC, a legislação do Direito Autoral foi “aperfeiçoada” por legisladores tucanos, recebendo inclusive uma lei específica sobre direito autoral de software e sistemas operacionais já direcionada a Internet. E que ele foi um dos artistas e intelectuais que aplaudiu à idéia. E agora, dez anos depois, muda radicalmente de opinião.
Na verdade, todos sentem no bolso o prejuízo que a revolução tecnológica vem fazendo no próprio bolso e que uma evolução do direito autoral obrigatoriamente terá que ser discutida, incluindo nessa discussão o copyright e a chamada propriedade intelectual.
O Creative Commons, A GPL(General Public Licence) e o copyleft(negação do copyright) são uma realidade e diversos sites gratuitos, como o “sabotagem” vem utilizando essa nova tendência de difusão cultural no sentido de aumentar a inclusão.
E os incomodados que durmam com esse barulho, pois, no ponto em que chegamos, é praticamente impossível haver um retrocesso.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Chato só morre com NEOCID

A antológica frase de Roniquito, proferida no "Antonio´s" depois que um suicida inveterado contou a todos a sua quarta e falha tentativa de colocar fim na própria existência é a denominação cabal sobre a vinda de Alanis Morrisette à BH.
Mas, como tem gente que gosta de BBB, também tem gente que gosta dela. Um dos colunistas sociais da cidade, o “jovem” Helvécio Carlos, dedicou um dia desses toda a sua “Hit”(esse é o título de sua coluna “jovem”) à chata de galochas que se apresenta aqui ainda esse mês. Deve dar um público acima da média, já que a cantante foi bem executada em rádio por essas plagas.
Associando idéias de um modo Freudiano, o que tem de colunista social em BH não está no Gibi. Falo isso porque todos os que mantém colunas na imprensa diária mineira são, na verdade, colunistas sociais. Todas as notas são escritas de jeito a que ninguém fique melindrado, todas as notas fazem relações públicas de algo ou de alguém e todas as notas tem algum intere$$e.
Um dia desses, um colunista social de segunda linha que também mantém programa televisivo, se engraçou com uma socialite gostosona recém-separada. O ex- marido- socialite desgostoso com o rumo do casamento – encheu o colunista de porrada num dos restaurantes classe a da capital das alterosas. Vexame total.
Voltando a falar em mídia e queijandos, BH peca pelo excesso de inutilidades no quesito. A TV aberta da igreja, denominada “TV Horizontes”, mostra a estreiteza do pensamento religiosamente direcionado. Exemplo? Clipes de Madonna são vetados, seus programas jovens(possui dois!) são feitos no sentido de evangelismo subliminar e os ditos programas religiosos são de uma indigência de fazer rir seus congêneres evangélicos.
Na TV paga, os evangélicos possuem um canal local, o 23, que tem o pomposo título de “Rede Super” e é de uma zerência à esquerda a toda prova. O canal anteriormente foi outorgado à Alberico de Souza Cruz, que tentou implantar uma NewsTV numa cidade onde não acontece porra nenhuma a não ser matéria policial. Resultado: não teve apoio publicitário nem audiência e o financiador – Ellos Nolli- conhecido milionário da cidade, vendeu sua parte leonina à Igreja Evangélica da Lagoinha.
A grande emissora local de sucesso é a “TV Balcão”, dedicada à vendas e que só exibe comerciais, produzidos por ela própria, de anunciantes sem capital para aplicar em campanhas. É o maior flagrante de exibições na cidade e a GLOBOSAT plagiou seu slogan numa campanha dos Classificados de “O Globo” veiculada no RJ: o “Anunciou? Vendeu!”.
Já no subquesito rádio, a emissora forte continua a ser a Itatiaia. É primeiro absoluto no eclético e no jornalismo, deixando CBN e BandNews com audiências completamente figurativas e sem peso.
Já no semi-eclético feminino, as que mandam são a Liberdade( independente), BH( sistema GLOBO) e Extra( ex-Itatiaia). Como sempre acontece, diferenciam-se nas promoções e na agressividade, já que a programação musical é a mesma – um Top40 de bunda music mais repelente que o homônimo dedicado a pernilongos.
Só para lembrar: o suicida inveterado morreu na quinta tentativa. Como? Encheu uma banheira, entrou dentro e jogou nela um ferro elétrico ligado. Queimou a mufa geral do prédio onde morava, no Jardim Botânico, a light teve que ser chamada e o prédio ficou umas nove horas sem luz

domingo, 18 de janeiro de 2009

Cinema é A Maior Diversão!!!

Houve um tempo em que a cadeia Severiano Ribeiro usava a frase que dá título ao post de hoje como “slogan”. E foi o que aconteceu ontem comigo. Troquei o show do Elton John por um “Satânico Dr.No”, seguido de um “Stardust”(Ver a Michelle Pfeiffer linda daquele jeito....!).
Depois disso, vi um documentário no “History” sobre os subterrâneos de Dublin e descobri que, na Irlanda não existem cobras, meu caro! As que existem ou são pets ou estão em Zoológico, you know? Depois assisti a outro documentário fantástico sobre Cerveja. Vocês sabiam que nos EEUU existe uma cerveja, que é feita desde o tempo das 13 colônias, que tem 45% de graduação alcoólica? Cultura inútil, gente boa- Adoro isso!
Além de música, Adoro Cultura Inútil e Trash total – seja em artes gráficas, cinema, música e coisa e tal. Ontem, o “Cult” também exibiu “Glenn.....or Glenda?”, com erros de legenda que transformaram o trash de Ed Wood num non-sense digno do terror do seriado de Stephen King, que vi no Sci-Fi. Fui ao delírio completo! Só faltei me masturbar para ter orgasmos múltiplos. I-n-d-e-s-c-r-i-t-í-v-e-l !!!!!!!!!
Foi assim que vi muita coisa e não assisti ao Elton John que a Multishow transmitiu. Gostei bem mais do resto e acho que fiz uma troca justa. O que eu acho engraçado é que, com quanta coisa para ver na TV, um monte de babacas se reúne para ver aqueles débeis mentais dançarem o “créu” no Big Brother.
Falando nisso, cês já viram o esforço que a mídia, comandada pela Globo, tá fazendo para transformar essa edição do BBB9 em sucesso? Que merda, né?

sábado, 17 de janeiro de 2009

O Criador& A Criatura

Alguém já ouviu falar de um filme, possivelmente Franco-Brasileiro, com um ator parecido com o Gerard Depardieu e a Duda Cavalcanti? O nome da película é “O cavaleiro das Estrelas” e o Ângelo Aquino paz uma ponta. Martinho da Vila e Darci da Mangueira, em início de carreira, tsambém estão nele, numa cena “non-sense” que se inicia na Barra, passa pela Francisco Bicalho, Uruguaiana e termina na av.Rio Branco, entre Assembléia e sete de setembro, tudo isso passando por uma Atlântica sem calçadão e terminando num FLAXFOGÃO com erro de continuísmo, onde aparece uma torcida tricolor. O que valeu foi ver Jairzinho garotão e Paulo César sem ser caju ainda, recém-saído da Cruzada São Sebastião.
O “Cavaleiro das Estrelas” é um exemplo da péssima associação que pode degenerar de “uma câmera na mão e uma idéia na cabeça”. Glauber Rocha era um que, quando delirava desse jeito, foda-se o resto da humanidade porque eu não me chamo Natividade. Só ele traduzia aquilo e, se alguma tradução não batesse com a oficial(dele), o autor era um reacionário, capacho de Hollywood, etc,etc,etc.
No disco Brasileiro, a associação foi um pouco diferente: ”Varias Idéias na Cabeça, Um estúdio nas mãos e vamos gravar”. Os resultados foram catastróficos, pois em algum ponto ou o criador decepcionava a criatura ou a criatura decepcionava o criador. Não havia espaço para nenéns Frankesteins. Os exemplos são vários: Lady Zu, Jessé, Guilherme Isnard, Marcelo, Lô Borges, Marku Ribas e toda uma parada de fracassos mantida no limbo da tentativa de emplacamento.
Houve alguns que conseguiram, aos trancos e barrancos, emplacar uma carreira que os levou do nada à lugar nenhum. Osvaldo Montenegro, Pepeu Gomes, Dr.Silvana, Sempre Livre(O nome original-Blush- era melhor, mas o Mariozinho Rocha achou que nome de absorvente tinha mais apelo, pode?), Roupa Nova, Marcos Sabino, Emílio Santiago, Chico da Silva e Gisa Nogueira são alguns deles.
Já algumas criaturas que fugiram ao controle do criador se tornaram únicas. Baby Consuelo é uma. Se existe uma sucessora de Carmem Miranda, futurista e Antropofágica, deglutindo de tudo e vomitando seu próprio eu, essa figura é ela. Baby é antológica em tudo, seja na voz, na presença e no repertório. Os Novos Baianos eram pequenos demais para essa mulher natural do outro lado da poça d´água( Niterói). Como foram para Morais Moreira.
Outra é Arnaldo Antunes. Mais uma? D2. E por esse oceano La Nave vá. Sempre em frente que atrás alguém empurra e a fila anda. Tudo tem salvação.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Dirty Works

É um título super-sugestivo. Já inspirou tanto um seriado no “Discovery” quanto um disco dos Rolling Stones. O Seriado- uma das coisas mais trash que a TV já exibiu- é fantástico, mostrando aos tipos de trabalho que o homem se sujeita para sobreviver. Já o LP traz duas grandes faixas, “One Hit To The Body” e “Harlem Shuffle”( original de Edgar Winter- que toca na gravação), além da única faixa onde os Stones servem- em disco- de “backing band” para alguém – trazendo Ian Stewart nos vocais cantando “Key To The Highway”. A faixa está sem créditos e foi colocada no trabalho em homenagem a morte de Ian, ocorrida logo na finalização da gravação.
Na verdade, a voz de Ian era apenas a voz guia para que Jagger colocasse a voz definitiva para mais uma regravação “backing to the roots” que o grupo sempre cometeu em qualquer disco que tenha gravado. Ian era considerado o sexto Stone e só não ficou no grupo porque nunca levou o lance a sério, gostando apenas de participar das sessões de ensaio e gravação, batucando o teclado que o colocou aos pés do lendário Johnnie Johnson- o homem que inventou Chuck Berry. O piano de “Down the Road apiece”(The Rolling Stones Now!) é antológico e o próprio Ian garantiu durante anos que nunca tinha ficado tão inspirado quanto naquele dia.
A Bolacha dos Glimmer Twins foi lançada em 24 de Março de 1986 e ganhou disco de platina nos dois lados do Atlântico, ficando quatro semanas entre os dez LPs mais vendidos da listagem da Billboard.
Na opinião deste que vos digita, não é lá um a´bum de estilo. É simplesmente uma daquelas obrigações contratuais que artistas têm que desembolsar para cumprir estabelecidos e honrar “advanceds”. Tim Maia e Raul Seixas eram mestres nessa arte do “Me Engana Que Eu Gosto”

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Uma Imagem Vale Muito!

A ilustração do post de hoje é uma mostra de que realmente uma imagem impressiona bem mais que uma catilinária. Quem não foi as apresentações de Madonna deve estar que nem eu, puto da vida e se arrependendo de palavras impensadas ditas antes que a coisa acontecesse, ainda mais pelo preço do evento, fato que eu não me conformo, porque, ao pagar o preço pedido, eu iria me sentir um tremendo mané.
Mas, pelas images, o show deve ter sido adrenalina pura- uma loucura completa- principalmente no gargarejo. Escrevo esse mea culpa agora, quando eu tava jogando fora lixo fotográfico e me deparei com essas fotos. Editei, montei e elas estão aí mixadas.
Outra imagem que me deixa eletrizado é a capa do compacto de “London Calling”(The Clash), na qual ou o Strummer ou o outro espatifam uma guitarra sem dó nem piedade. Na minha visão, é o atentado anti-establishment mais perfeito e acabado que eu já vi.
Outra? “In the Court of the Crimson King”(King Crimson), que te dá uma prévia do que é que você vai encontrar nos microssulcos.
Tudo isso significa para mim quase a mesma coisa que ver a desumanidade Israelense matando crianças em Gaza, nas imagens que sempre me chocam quando rodam o mundo e aparecem na minha TV. Eu sempre fico bastante impressionado.Uma imagem vale o que representa em termos políticos, seja sobre qual for o assunto. Todas impressionam e movem montanhas quando necessário. Lembram daquele chefe de Polícia de Saigon executando um suposto Vietcong no meio da rua? Pois é.......................

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Falar é Fácil, né mesmo?

Consultando meu livro de frases, aqui vão mais algumas delas:
“Você pode sair com tiradas intelectuais em cima de um pouco de Rocknroll. Agora, em primeiro lugar, Rocknroll não é nada intelectual. É apenas música. Isso é tudo.” Quem falou essa foi o Jan Wenner, inventor da revista Rolling Stone, sucessora de outra criação sua – a Teenset.
Wenner foi um dos que ganhou rios de dinheiro explorando o rock mais como atitude que como música. Em uma certa altura dos anos 70, a Rolling Stone era tudo em termos de mídia para indústria cultural. Ser capa da revista era ser sucesso instantâneo. Figurar no “Random Notes”- um mixto de coluna social e de fofocas da revista era ser notícia interessante em todas as mídias, tal a repercussão. Hoje, a Rolling Stone se dedica mais a comportamento e política que a Indústria Cultural. A versão Brasileira não é lá essas coisas, principalmente devido a cópias mal feitas de reportagens clássicas publicadas pela revista na versão norte-americana.
“Procura-se um guitarrista narcisista para fazer parte de uma banda que vai ser sucesso absoluto. Não é necessário tocar bem o instrumento”. Esse classificado foi publicado no Village Voice de New York e convocava um guitarrista para fazer parte do Velvet Underground. Quinze guitarristas se apresentaram. O escolhido foi John Cale.
“Música é um jeito seguro de se ficar doidão”. Essa é de Jimi Hendrix, que entendia realmente da coisa. Segundo Billy Cox, baixista do “Band of Gypsies” e companheiro de Jimi desde que os dois serviram na força paraquedista do US Army, Jimi havia experimentado todas as drogas conhecidas e fazia uso delas como se elas fossem água. “Ele deve ter ficado uns nove anos de ressaca”, dizia Billy.
Esse foi mais um capítulo de “As frases do Rock”. No dia em que faltar assunto tem mais. Falando nisso, o Iron Maiden vêm mais uma vez ao país. Que tremenda falta de assunto , né mesmo?

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Meu Querido Diário - Vol. N

O Motorhead vêm a Belo Horizonte se apresentar no Mineirinho. O Lemmy não toma vergonha, meu querido diário. Mais uma vez, eles vão se apresentar naquele troço de concreto. Com a barulheira que eles fazem, ninguém vai conseguir ouvir porra nenhuma. Mas metaleiro gosta dessa merda mesmo. Que diria o Deep Purple, que também já se apresentou lá e foi uma zoeira só.
E olha que essa província aqui têm um monte de lugar bom, mas como quem traz só quer saber de lucro, fôda-se a audiência. Resultado: fica cada vez mais raro uma volta, pois algumas bandas gostam de um pouco de qualidade, outras- como o Motorhead- querem é fazer esporro para dizer que tocam alto pra caralho.
A grande novidade é a chamada “volta por cima” da Amy Winehouse. Nossa amiga tava lá no fundo do poço e era puro crack e metanfetamina até uns dias atrás. Segundo ela, tudo acontecia porque estava deprimida. Foi passar us dias no Caribe e agora é uma “nova mulher”(segundo ela!). Eu acho uma pena ela fazer essas coisas para ser notícia, pois ela canta demais e desse joio que anda atacando no pop, ela é o único trigo que convence. Mas, como quem é burro pede a deus que o mate e o Diabo que o carregue, fazer o quê? Kurt Cobain foi uma prova disso, né mezz???

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Mais um sonho que já era

Aqueles que especulavam a volta do Led Zeppelin deram com os burros na água. O atual empresário de Jimmy Page, Peter Mensch, declarou que o Led é realmente passado. Quem viu, viu. Quem não viu, se fudeu e ponto final.
O que era previsível, realmente aconteceu. Com a recusa de Plant em voltar a cantar no line up, Jimmy andou fazendo uns testes por aí com alguns vocalistas, mas nenhum deles funcionou a contento. Assim, a tournée caça-níqueis furou antes do nascedouro e tanto Jimmy quanto John Paul resolveram manter a mítica. LedZep? Never more!
Enquanto isso acontece em Londres, aqui no Patropi a Multishow ta com chamadas no ar dizendo que vai transmitir um show de Elton John , que dia 19 vai estar na praça da apoteose. O show que ela transmite vai ao ar no dia 17. Assim, deve ser um show fake qualquer de algum DVD que já deve estar à venda há algum tempo.
E se alguém está ligado em novidades, basta prestar atenção no Crystal Castles. O grupo tem um som legal e promete bastante. Os vetês que estão no YouTube são muito bons.

sábado, 10 de janeiro de 2009

O Amor é o Ridículo da Vida

Agora eu descobri porque é que o Elton John, no próximo dia 19, salta do jatinho no Santos Dumont, vai até a Praça da Apoteose, se apresenta, volta ao jatinho e se manda para Buenos Aires sem nem dar as caras em nenhum ponto de pegação. Porquê?
Se ele vem acompanhando a mídia Brasileira e o que ela veicula, ele está vendo que a banalidade e o pífio tomaram conta da coisa e que o De Gaulle estava cheio de razão em dizer que essa baiúca aqui não era um país sério.
E se chegou aos ouvidos dele que até o Presidente da República não dá crédito ao noticiário do dia a dia e que prefere se informar conversando com os amigos, aí é que pegou geral, né mesmo?
Os exemplos do banal tratado como assunto sério são inúmeros. Só para dar exemplo, peguei dois que estão na ordem do dia. Lá vão:
Debaixo daquela peruca horrível e com aquela cara de armário mofado, Roberto Carlos está namorando.....uma jovem de nome Fernanda, 23 anos, com idade para ser sua neta e que já está morando no apartamento do amado em São Paulo. Aqui na socapa: Roberto Carlos não tem tudo para ser a versão feminina de Suzana Vieira?
E já que estamos falando nessa velha senhora, em entrevista dada a “Veja“ dessa semana, ela conta que o PM suicida queria chantageá-la, fazendo um filme com ela tomando banho. Realmente pudera! Se eu tivesse aquele corpo caidaço, eu também pagaria o ouro do mundo para que o filminho não fosse parar na Internet.- E sabe como é que ela soube disso?- Pelo pessoal da praia! Barraqueiro disse pra ela que o PM ia cobrar 500 mil pela fita. Não é muito ridículo? E depois ninguém vota nela para mala do ano? Denuncio aqui a fraude. Não acredito que a Malluh e o Camelo tenham tido mais votos que ela. Duvido!

O Pecado é o que sai da boca do Homem

“Eu tentei me suicidar um dia desses. A coisa foi meio historinha de Woody Allen. Eu abri o gás e deixei a janela aberta”(Elton John).
O autor da frase acima ,vai estar dia 19, num show imperdível, na praça da apoteose. Elton entende de shows(e de muitas coisas mais)e seu visual, meio circense, é algo inenarrável. Que nem Pink Floyd. Só vendo para acreditar.
“Eu não consigo imaginar Jesus rebolando”(Jerry Lee Lewis).
Já quem falou isso também realiza apresentações imperdíveis, quando, por qualquer loucura que tome conta do seu pensamento, não se transforma num ser intratável e completamente anti-social. Isso aconteceu na única vez que veio aqui, quando, depois de fazer o programa do Jô, foi para o hotel, quebrou o quarto, cancelou a apresentação que faria em SP e pegou o avião de volta. Raul Seixas- que o imitava- não faria melhor.
“Você quer saber de uma coisa? Eu detesto me sentir mais velho do que eu sou realmente”.(Peter Townshend).
O líder do Who falou a frase acima na primeira grande entrevista que deu para a “Rolling Stone” norte-americana, quando do lançamento de “Tommy”. Foi a primeira vez que ele, aos 19 anos de idade, era tratado como sendo um novo Wagner ao compor a primeira ópera-rock conhecida e que, naquele momento, tinha “I´m Free” subindo na parada e ”Pinball Wizzard” licenciada como tema para a trilha sonora da primeira versão do seriado “Mod Squad”.
Toda vez que eu não tiver algum grande assunto para blaterar em cima, vou pegar esse alfarrábio velho da minha coleção(ver ilustração) e soltar- aleatóriamente- algumas das grandes frases que ele contém. Um abraço.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

A Discussão do Milênio

“Truth”(Jeff Beck Group) faz 40 anos de lançado e muitos homenageam essa passagem, assinalando a importância que o álbum teve para identificar a linguagem da guitarra como um instrumento único e impressionante nas mãos daquele que o domina.
Como eu já comentei com um de meus três leitores, na minha formação musical, “Fresh Cream” foi bem mais impactante que o Lp de Jeff Beck. Soava melhor num sentido pop, não era tão agressivo e a proposta não era tão desestruturante.
Em “Truth”, o que valeu foi o virtuosismo- a melhor guitarra, o melhor vocal. Já em “Fresh Cream” as colocações são mais musicais, além das vozes de Jack Bruce e de Eric Clapton soarem melhores para mim do que a voz de Rod Stewart. Indo por outro lado , a versão de “Shapes Of Things” do Yardbirds era melhor.
Isso não significa que “Truth” não seja impressionante. E, nesse ponto de impressão, Beck sempre esteve muito distante de Clapton. Enquanto o primeiro sempre foi músico, fuçador e experimentalista(“Blow by Blow” é a maior prova), Clapton resolveu ser artista pop. Outro que seguiu esse caminho foi Peter Frampton. Quem ouve “Rockin At Fillmore”(Humble Pie) e depois ouve “Frampton Comes Alive” não acredita que os sulcos reproduzam o mesmo guitarrista. Como já diria o Filósofo Ritchie, a vida tem dessas coisas.
Voltando a filosofar bovinamente, venho lendo o noticiário e ruminando idéia de que o governo pretende dar uma grande mexida na área das telecomunicações e da convergência, seja no sentido de limpar a imagem meio desgastada com essa merda toda envolvendo Daniel Dantas, seja no sentido de botar ordem na zona, já que o segmento está mais caótico que o fiofó de Creuza.
Uma das mostras é a vontade política de ressuscitar a Telebrás e não extinguí-la como estava previsto no processo de privatização. A outra é o Ministro Hélio Costa vir a público tentar se desfazer da imagem de lobista, por defender a adoção do padrão Iboc para o rádio digital. Segundo um texto atribuído a ele, publicado pelo “Estado de Minas”, ele nunca defendeu o padrão. Acontece que EU assisti a uma palestra do Ministro no congresso da AMIRT(Associação Mineira de Rádio e TV) de 2006, na qual ele disse que o Iboc era a salvação digital do nosso rádio. E aí? Será que alguém bateu de frente com o Ministro? Não faz sentido essa reviravolta ridícula. Porque ele não demonstrou isenção quando ela era necessária?
Já está quase provado que o sistema que o Ministro defendia não era o melhor. Ele inviabiliza transmissões ao vivo devido aos 8 segundos de retardo que o áudio/som transmitido sofre após ser captado. E o Ministro só foi saber disso em 21 de Dezembro do ano passado? Tem alguém brincando de mau gosto nessa história, né mesmo?

Me Engana que Eu Gosto!!!

Uma versão beta do Windows 7 em 64-bit vazou no torrent. Quem baixou e instalou em seu PC diz que o sistema operacional é bom e rápido. E que esquenta menos o processador do que o Vista atual. A versão do Windows 7 ainda tem alguns bugs. Um dos mais incômodos corrompe arquivos de MP3. Espera-se que isso seja corrigido quando a versão beta oficial for lançada de fato.
Não é "fantástico" esse vazamento? Ainda mais agora que está vindo por aí o novo Mac e que o VISTA revelou-se um dos maiores fracassos da história do consumismo tecnológico? Fica parecendo aquelas histórias da "carochinha" que envolviam os lançamentos anuais de Roberto Carlos, na qual pessoal da gravadora, chefiados por um diretor da mesma, fingiam que roubavam matrizes e fotolitos, imprimiam algumas cópias erradas para divulgação e já “lançavam” o LP pré-estourado em vendas. Isso aconteceu durante anos, com a anuência de Roberto e alguns entendidos assinalavam que isso era uma forma de o Rei bonificar alguns amigos antigos na gravadora, burlando contrato e remessas de lucros para o exterior. Corroborando a história, nunca se soube de nenhum processo contra os ditos piratas e discos pirateados, notoriamente impressos na fábrica da Havaí em Belfort Roxo, com os acetatos cortados no estúdio de mesmo nome, que era de William Luna. A fraude envolvia ainda um conhecido diretor de rádio musical, seis promotores de vendas de gravadoras diversas e alguns atacadistas da praça do Rio de Janeiro.
E como a fraude é o assunto desse início de ano, vamos falar num golpe que os neonazistas dão toda vez que o pau come no oriente médio. O golpe é desinformar a galera, confundindo a direita Israelense com o Povo Judeu. Alguns inocentes úteis liderados por neofascistas ainda confundem o povo judeu com o Estado de Israel, assinalando que os Judeus estão cometendo um novo holocausto.
Quem é nazista é o Estado de Israel, cuja extrema direita judia se une a extrema direita palestina, com cadeiras no Knesset, para segregar e perseguir falashas e homossexuais. Isso é Nazismo.
Como é nazismo apedrejar pessoas devido as suas preferências sexuais. Nesse ponto a lei islãmica e o Mein Kampf andm de mãos dadas.
Arafat era gay, morreu de aids, mas como era sobrinho do grão mufti de Jerusalém - que colaborou com os nazistas na segunda guerra- passou a história como grande palestino, macho e "pai" de uma filha, que herdou cem milhões de dólares - surripiados por ele dos cofres da autoridade Palestina, corrupta, decadente e que se prevalece do terror para dividir e dominar um povo que, infelizmente, vive o ódio e a perseguição há 60 anos.
O Estado de Israel - dominado pela direita - está simplesmente respondendo pela força ao arbítrio do Hamas. Não é de se duvidar que - motivado pelo Hamas- o Estado de israel ataque nuclearmente Irã e Síria, levando um holocausto literal a toda a região.
Ao Hamas e ao Hizbollah a atual situação em gaza é altamente interessante, pois ela afasta os árabes moderados do centro de decisão, deixando ações ou inações nas mãos dos extremistas. Paz? Nunquinha e tão cedo!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Who Knows Something?

Exato. Você sabe alguma coisa sobre Lilly Allen? Segundo a “Folha “ de hoje, nossa amiga já vendeu mais de dois milhões de cópias de seu primeiro CD e é a grande aposta da EMI para vencer a crise que atravessa, deflagrada-acreditem!- pela subsidiária Brasileira.
Lilly Allen apareceu em 2006, com vídeos autoproduzidos no MySpace e que fizeram grande sucesso na rede. Grande estrela numa EMI que só tem hoje Coldplay como grande nome de catálogo, tudo indica que toda a máquina sobrevivente da antiga gigante fonográfica da Coroa Britânica, vai mover suas derradeiras engrenagens no sentido de colocá-la ao pé de uma Mariah Carey no quesito vendas.
Falando em crise, para quem já foi a primeira das primeironas, até que estar em quarto lugar do ranking nãoé uma colocação tão ruim assim. Agora sem Paul McCartney e Rolling Stones, a EMI tenta se equilibrar de sucessivos prejuízos tidos e havidos em balanços fraudados de subsidiárias ao redor do planeta, sendo mais gritante o caso Brasil, no qual uma auditoria descobriu o envolvimento de toda a diretoria executiva na Fraude de inchar lucros e irregularidades editoriais no sentido de material gravado e direito arrecadado.
O fato definiu a exclusão definitiva do Sr. Marcos Maynard e de toda a sua equipe do chamado mundo do disco, numa queimação de filme nunca dantes vista. Foi tragicômico.
No dia em que eu escrever “ O Disco no Brasil – Uma História não autorizada de três décadas”, vocês saberão de histórias de arrepiar os cabelos, todas com final infeliz em prejuízo de artistas e herdeiros. Assim, muita gente vai querer se segurar na brocha quando eu tirar a escada. Aguardem!

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

The Times? They Are A Changin

Não é necessário saber prever o tempo para sentir que o vento mudou de direção. Até em sua pátria de origem, o neoliberalismo dançou. O Estado voltou a interferir pesado na economia antes que o bando de irresponsáveis que havia tomado conta do setor se apropriasse indebitamente dos ativos existentes.
Como a economia é que é a base de toda essa porcaria que vêm acontecendo na sociedade, é previsível uma completa modificação em uma série de outras regras de negócio, dentro da filosofia sintetizada na já famosa frase “ o bater da asa de uma borboleta na China provoca um furacão no altiplano Peruano”.
Pegando o atual processo em que se desenvolve a regra de negócio da indústria cultural, temos dentro dessa regra, atualmente, vários planos e dimensões paralelas, se interagindo internamente e se desconhecendo uns com os outros. O caso mais gritante é o do mercado editorial que, devido a uma série de injunções de marketing, direitos autorais e de interesses, não reflete 30% das possibilidades e da criação existentes, com o restante encontrando divulgação marginal ou pela rede mundial, via PDFs. O livro é um dos produtos que mais se ressente com a chamada propriedade intelectual e da forma de como ela vem sendo praticada.
Já no caso do fonograma, a interferência que desmontou o mercado foi tecnológica. O barateamento e a miniaturização dos equipamentos de gravação e produção industrial abriu as portas do mercado a toda uma multidão que, antes da chamada revolução tecnológica, estava marginalizada e dependia da indústria cultural até no sentido de fazer um demo do seu trabalho. A derradeira pá de cal foi a invenção do MP3, cujo formato de pequenas proporções possibilitou um tráfego rápido pela rede, além de tornar possível a inclusão num CD de 100 arquivos, onde antes, no formato CDDA, o máximo permitido não passava de 20.
A reação a toda essa novidade tenta impor, de forma legal, caminhos de retrocesso para que o Status Quo não se modifique tão drasticamente. Os exemplos são vários e todos traduzidos nos projetos de lei que visam controlar a Internet, cujo controle é impossível de ser feito pelo modo tradicional conhecido. Não há mais como interferir e, por seu lado, a rede não aceita essas interferências.
Dentro da Macroeconomia básica existem dois universos: o mercado e o “grupo das pessoas que pensam a margem”. Enquanto eles existirem, sempre haverá uma forma de se burlar qualquer controle. A burla irá determinar uma nova forma de equilíbrio entre oferta e demanda e assim será para todo o sempre.Isso é inalterável. Modificar esse processo é como revogar a lei da gravidade.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Muita Solução para Pouco Problema

Com o início de mais um ano estilo Cassiano(“Mais um ano se passou/ Estou ficando velho e acabado”), os mesmos problemas que acometem nossa cultura voltarão a ser discutidos e o mesmo impasse voltará a tona, já que não existe interesse visível de nenhuma das partes envolvidas em resolvê-lo.
O Problema chama- se discurso cultural. O que fazer com ele? Ele tem direção? Na minha modesta opinião de 40 anos de janela lidando e sendo fascinado por esta coisa complexa, acredito que exista gente que saiba o que fazer com ele. Arnaldo Bloch, Arthur Dapieve e Arthur Xexeo são três deles. São legíveis in extremis, tem assunto para escrever e sabem ordenar as letrinhas numa carreira fantástica. Na produção e direção de imagem, também tem gente boa fazendo coisa boa como suporte para um discurso extremamente interessante. Quem já assistiu a “Baiano Fantasma”, “Para os que Estão em Casa”(DVD do Toni Platão)e a “Chorinho”( Produção do Canal Brasil) sabe do que digito aqui. E, no mercado editorial, coisa boa existe, com um suporte repleto de idéias para qualquer gosto e segmento, pois da estante da livraria à PDF na Internet você encontra o que quiser, acreditando eu ser a mais sortida das facetas deste discurso cultural tão sofrido e ameaçado.
A ameaça começa na forma de escrever da própria língua. Estamos iniciando mais um daqueles “acordos definitivos” que intelectuais com consciência plena(?) firmaram, no sentido de apaziguar egos lingüísticos, filológicos, gramáticos, ortográficos e até- Quem Diria? – lusófonos. Mais uma vez vão mudar a receita da coisa e afastar uma parcela que, aos poucos, vinha se chegando as lides de redigir. Todos voltam a ser ignorantes a respeito da língua que falam e o discurso gráfico volta a ficar diferenciado do discurso oral pela enésima vez.
No vídeo, a geração de imagem é um desencontro completo. Na época da HDTV, a geração de imagem continua a viver um século XX com todos os seus defeitos. Quem assistiu ontem a um “Faustão” e têm algum princípio de visão crítica, notou que, do programa de ontem para a frente, a tendência vai ser piorar ainda mais o conteúdo e a encheção de lingüiça, no sentido de liderar uma pesquisa de opinião flagrante- feita exclusivamente em São Paulo – para tentar comprovar a um anunciante que o produto dele foi “bem vendido”.
Já a TV paga teima pela repetição pura e simples, com o mesmo filme programado em dois canais diferentes no mesmo horário de exibição. Aconteceu uma vez em Novembro e outra agora no meio de Dezembro. As novas temporadas de seriados, anunciadas para novembro agora estão sendo anunciadas para fevereiro.
Mais nada fica tão sem sentido quanto a tragédia pela qual passa a Música Brasileira. Falar dela é como chutar cachorro morto. Está em crise e, pelo visto , vai continuar em crise, pois não existe nenhuma solução estrutural a vista. A regra do negócio mudou e ninguém acordou a tempo para se adaptar ao novo padrão. Está na hora de mudar a coisa e se adaptar à Convergência Digital.
Até o fim desse texto, não havia nada de novo no sentido de perdoar o pecado cultural que vêm sendo cometido do lado debaixo do Equador. Pode ser que apareça algo para depois do carnaval. Até lá, o eixo Rio-Sampa vai viver em função de corte de samba-enredo, gravadora não tem suplemento(tem ainda?) e livros só os que estão na estante. Nem futebol decente a gente vai ter para enganar a tarde de domingo. Que merda, né?

domingo, 4 de janeiro de 2009

Dropê?! Cadê Você?!

Houve uma época em que, realmente, uma parcela da sociedade tinha vontade de puxar uma arma quando ouvia falar na palavra Cultura. Essa parcela da sociedade se revoltou e instituiu a contracultura- a Cultura do Contra, cujo grande pilar era o conflito- fosse qual fòsse – qualquer que fosse.
A primeira luta de classes entre a sociedade e essa parcela foi o conflito de gerações. Frank era Sinatra na cabeça da mamãe e Avalon na cabeça da filhinha. Enquanto o primeiro chamava a mamãe para dançar, o segundo queria levar a filhinha para uma praia distante e ficar contando as bolinhas amarelinhas do biquíni dela atrás de uma pedra.
Um pouco mais tarde, a Beat Generation colocou o um pé na estrada e um pé na tábua, botando a turma toda do passeio pra fora e, entre as gangs e as gingas de West Side Story e a literatura contida em “junkie”, começou a botar as manguinhas de fora, criando novos espaços a medida que os existentes lhes iam sendo negados num retrocesso do establishment à rebeldia sem causa que o incomodava.
O “I Love You” cinematográfico-musical contido em “Suplício de uma Saudade” e nas baladas chorosas de Eddie Fischer, Dean Martin, Frank Sinatra, Perry Como e Tony Bennett cedem lugar ao quebra-quebra de “Blackboard Jungle” e ao balanço infeccioso de “Rock Around The Clock”. Tinha começado a revolução dos rebeldes sem causa e do contra apenas por quererem ser jovens. Confiar em alguém com mais de 30 anos? Nunquinha! Estava na hora do amigo do lado dizer para ti: “Você não sabe nada, cara!- Quro que você venha comigo!....”
E esse amigo existia. O nome dele era Jefferson, Jefferson “Dropê”. O sobrenome se perdeu pelo caminho, vindo de Brasília para o Rio, de caminhão, trem, a pé ou de bicicleta. Para dormir, debaixo de uma árvore era a cama. Para comer, sempre se pode pedir um prato.
Dropê - Aquele que sabia das coisas e foi o primeiro agitador cultural em plena forma que eu conheci na minha vida. Para ele, o importante era estar presente e colaborando, fosse com texto, fosse com foto, fosse com trabalho braçal. Participar era a palavra de ordem. E ele sabia contrabalançar a coisa de forma a que a participação coletiva se transformasse em divertimento. Era um líder nato e, se não fosse por sua força, a “Rolling Stone” da Rua Marquês de Caravelas 86 teria fechado as portas bem antes que o previsto.
Dropê sumiu. Ele e a Sueca desapareceram na nebulosidade hippie que permeiou o Píer e toda a região saltimbanca de Ipanema, entre a Praia, o Chaplin, a casa do Ezequiel e a toca do Rock, onde o Butica deu trambiques e Veludo Elétrico, Rock Ebó, Paulo Bagunça & A Tropa Maldita, Módulo 1000, Lodo, Equipe Mercado, A Fenda, Paulo Cláudio & Maurício, A Década, Estômago Azul e Os Lobos pontificaram até a poeira das estrelas ser varrida pela bruxa má chamada ordem no recinto. Eu sinto muito em dizer o que acontecia há 40 anos e lembrar de gente diferente que hoje faz falta como o Dropê.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Meninos, Eu ví! - Parte 2

Ontem eu vi um spot de propaganda do DVD do Toni Platão e descobri que também existe um CD do evento. Cebola por cebola, o DVD é mais legal, pois as expressões de Toni valem a pena e as risadas que você vai dar vendo o Jamari França de barba vermelha mais ainda.
Crystal Castles- anotem esse nome. Eles estão com cinco clipes no youtube em alta rotatividade e a garotada está baixando todos os cinco numa voracidade daquelas. Isso vai ser estouro rapidinho, ao estilo Paramore.
Uma das coisas que eu não vi foi a historia da Blitz em livro. Lá por Setembro do ano passado, fizeram até matéria a respeito do livro, dizendo que a pesquisa para a realização do feito era extensa, que tinham descoberto um monte de coisa, que tinha foto, que tinha isso, que tinha aquilo e que o opus(vamos chamá-lo assim?) seria lançado em Novembro. Estamos em 2009 e eu, rato de livraria assumido, só fui me lembrar hoje que eu não vi nada a respeito. Vi a do Quarentinha, vi a do Carlos Imperial, vi uma antologia de biografias de personalidades flamenguistas e, de Blitz? Picas! Como o Evandro e as meninas sempre foram muita estrela pra pouca constelação, vai ver que alguma confusão interrompeu a trajetória do tijolo.
Falando nisso, as novas regras para você escrever escorreitamente a língua pátria já estão valendo. Enjôo não tem mais acento, mas meu MS-WORD diz que tem. Vamos ver quem é que ganha a briga. Se a ABL ou a Microsoft. No meu caso, acredito que vá ser a Microsoft, pois eu não vou comprar nada novo por causa desse acerto entre eruditos que não estão nem aí para nós. Eles que se fodam.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Antes Tarde do que Nunca!

Hoje, devido a um pití colunável, eu fiquei fora do ar durante a manhã, tendo ido visitar um ortopedista na urgência de um hospital. Dois Tylex depois do fato, cá estou de volta, meio barro/meio tijolo, digitando alguma coisa no sentido de preencher esse vazio que me faz falta ver e me deixa sempre surpreendido com aquilo que consigo perpetrar para que os outros apreciem.
Na medida que essas merdas físicas vão me enchendo o saco, caio em abstrações no sentido estrito de dimensionar a relação entre a arte propriamente dita e o sofrimento físico. Tenho uma amiga pesquisadora que assinala que o conceito “Aleijadinho” é uma das grandes traduções de que sofrimento & Arte são indissociáveis, já sua forma folclórico-romântica tem a associação como indispensável para que o trabalho do dito artista do barroco fosse reconhecido como obra prima.
Numa opção mais abstrata, o sofrimento psicotrágico de Van Gogh seria o responsável por sua obra ser única e expressiva na colocação de impressões e no desenhar de expressões pictóricas irreproduzíveis e incopiáveis.
No meu caso, acredito que minha força criativa e geradora para qualquer manifestação esteja completamente dissociada do sofrimento em qualquer nível, pois qualquer manifestação que me tire do agradável fecha a torneirinha e o pinga pinga criativo estanca-se.
Mas a lenda é bem mais forte e o mito de que sofrimento gera arte é padrão em nossa cultura. O Blues é uma prova. Uma lenda de bluesman bem composta passa pelo cruzamento das highways 49 e 81 e de um papo “tete à tete” com o barão. É lógico que o barão vai cobrar seu preço. Se a alma do bluesman não ficar empenhada ao barão no alcance do sucesso e das mulheres, vai mesmo é ficar com o “The Doctor” da esquina, sempre em troca da próxima picada. Tudo isso regado a muito vinho de quinta, Bourbon de segunda e seconal até não poder mais.
Fazendo da religião um espelho, o vício, a dor e o sofrimento são auto-infligidos, numa espécie de martírio, que pavimentará com sangue e lágrimas a estrada do conhecimento. O suor ficará pelo caminho em desidratações mis e diarréias, em síndromes de abstinência inenarráveis, abreviando em décadas existências prolíficas que poderiam ter contribuído bem mais que o mínimo a um reconhecimento de qualidade do cancioneiro gerado.
E o jazz não deixa por menos. Numa série de depoimentos recolhidos por Alan Lomax para discoteca da Biblioteca do Congresso norte-americano, diversos músicos assinalaram que, durante algum tempo, tanto em St Louis quanto em Kansas City era uma prática normal o músico se viciar em heroína para aprender o jeito de tocar dos grandes nomes que todos sabiam ser addicts. Essa era uma das explicações para o vício autodestrutivo de Charlie Parker. Teria Kurt Cobain feito a mesma coisa, guardando as devidas proporções?
A contradição se estabelece em qualquer ponto que se discuta o conceito, já que durante algum tempo acreditei não ser nada antes de fumar um baseado e hoje sei que isso é uma grande mentira. Escrevo porque sei e porque gosto. Acredito que isso seja um assunto interessante e voltarei nele bem mais rápido do que se imagina.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Retrospectiva 2009

Começar o ano desse jeito é realmente uma coisa fantástica, principalmente para mim, assinante de pacote premium da NET e que não pude assistir a porra nenhuma daqui de BH devido a NET ter simplesmente ficado indisponível. Telefonei para amigos no sentido deles darem uma olhada na TV deles para ver se era só aqui no bairro, mas não era não. Era geral.
Se uma coisa dessas acontecesse nos anos 80, o veículo( a NET não deixa de ser suporte, então é veículo) perderia completamente a credibilidade. Ia ser difícil recobrar. Como hoje tá tudo realmente meio biscôco, é possível que o executivo que teve essa idéia brilhante de cortar custos seja até promovido.
Mas, o tempo passa- o tempo voa e a caderneta Bamerindus já era. Já era? Nada disso! Mais uma vez aqueles vigaristas africanos do artigo 292 atacam. Dessa vez eles se passam por funcionários do Departamento de Energia Elétrica do Burkina Faso. Olhem só que primor de e-mail. Mais pop impossível!

- Dear Friend,I know this may come as surprise and sceptic to you.My Name is Mr Mohammed Issaka,I am one of the officials in the Energy management board in Burkina Faso,West Africa.We had a contract with Denmark through the Burkina Faso Danish Cooperation,which was signed on the 4th of march,2008 on the Electrification of the Urban centres,offices and rural dwellers.The project has been executed,you can check on the website.www.sonabel.bf But,the main issue of contacting you is to intimate you that during the award of this contract,a few of my colleagues and l had inflated the amount of this contract and the OVER-INVOICED is being safeguarded under our custody.However,we have decided to transfer this sum of money,Thirty million Us dollars ($30million Us Dollars) out of this Country for disbursement.Hence,we seek for a reliable,honest and not greedy foreign partner whom we shall use his or her account for transferring the fund. And we agreed that the account owner shall benefit 30% of the total amount of money,65% is for us here,and 5% will be used for miscellaneous expenses during the transfer.If you are capable to handle the transaction without hitches and flaws,then we have confidence in the business and a risk free transfer from our side.Please,make it TOP SECRET and avoid every channel of implicating us here thereby endanger our career.Therefore,if you will not be able to handle it,please hold on your peace for our sake we are public servants.I pray to God for his providence for a smooth transfer,so that our retiring soon or later will be a better and blissful retirement life, as such we are very cautious towards actualising this noble venture.It can also be a once in life opportunity for you, because l know that we are going to see face-face,preferably come down to Burkina Faso and verify on the claim on the said amount of money in the bank.Besides, to discuss business and investment in your country at large, and thereafter sit together to decide on the means of transferring.Waiting for your urgent respond.Please,time is no longer on our side.Best regards,Mr Mohammed Issaka.

E depois, carioca é que é malandro véiu, né mezz?