No próximo dia 9 de Fevereiro, a primeira grande artista pop Brasileira faria 100 anos se estivesse viva. Seu nome? Carmem Miranda- inspiradora de Gal Costa, Baby do Brasil e outras Marias Alcinas da vida.Carmem foi um marco de tal grandeza no pop que a expressão “banana republic” apareceu na imprensa norte-americana por sua causa. Mais de 40 anos após seu falecimento, querendo ou não, ela ainda é o símbolo Brasileiro mais conhecido no mundo. Maior que Pelé.
Aconteceu com Carmem aquilo que Tom Jobim sempre falou do Brasileiro. O Brasileiro não suporta o sucesso dos outros e, quando Carmem foi para os Estados Unidos, em 1939, em seu primeiro show de retorno-um ano após a partida- no Cassino da Urca, foi recebida por vaias ao abrir o mesmo com “South American Way”.
Carmen sofreu várias campanhas de difamação na Imprensa e sucumbiu a última, deflagrada um pouco antes de seu retorno definitivo de Holywood.
Sua carreira cinematográfica foi longa- 14 filmes- sendo o de maior sucesso “The Gang Is All Here”(1943), dirigido por Busby Berkeley. É nele que está aquela cena repleta de bananas gigantescas onde ela interpreta “The Lady in the Tutti-Frutti Hat”.
Apesar da proximidade da data, não existe nada anunciado a respeito de como será celebrado o centenário do nascimento da cantora. Como sempre acontece nessa merda dessa terra, ninguém cultua uma memória ou promove ninguém se não tiver como retorno uma vantagem, por mínima que seja. Assim, não se deve esperar qualquer manifestação do poder constituído, mesmo que seja um lançamento de selo.
Quem realmente deverá homenagear Carmem será a iniciativa pivada que, até o momento, não deu o ar de sua graça. Um exemplo seria o re-lançamento da obra completa de Carmem em CD, ou mesmo alguns DVDs de sua filmografia. Mas, como estamos no Brasil, se existe alguma coisa planejada, ela ainda não recebeu qualquer destaque na mídia.

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