“Truth”(Jeff Beck Group) faz 40 anos de lançado e muitos homenageam essa passagem, assinalando a importância que o álbum teve para identificar a linguagem da guitarra como um instrumento único e impressionante nas mãos daquele que o domina.Como eu já comentei com um de meus três leitores, na minha formação musical, “Fresh Cream” foi bem mais impactante que o Lp de Jeff Beck. Soava melhor num sentido pop, não era tão agressivo e a proposta não era tão desestruturante.
Em “Truth”, o que valeu foi o virtuosismo- a melhor guitarra, o melhor vocal. Já em “Fresh Cream” as colocações são mais musicais, além das vozes de Jack Bruce e de Eric Clapton soarem melhores para mim do que a voz de Rod Stewart. Indo por outro lado , a versão de “Shapes Of Things” do Yardbirds era melhor.
Isso não significa que “Truth” não seja impressionante. E, nesse ponto de impressão, Beck sempre esteve muito distante de Clapton. Enquanto o primeiro sempre foi músico, fuçador e experimentalista(“Blow by Blow” é a maior prova), Clapton resolveu ser artista pop. Outro que seguiu esse caminho foi Peter Frampton. Quem ouve “Rockin At Fillmore”(Humble Pie) e depois ouve “Frampton Comes Alive” não acredita que os sulcos reproduzam o mesmo guitarrista. Como já diria o Filósofo Ritchie, a vida tem dessas coisas.
Voltando a filosofar bovinamente, venho lendo o noticiário e ruminando idéia de que o governo pretende dar uma grande mexida na área das telecomunicações e da convergência, seja no sentido de limpar a imagem meio desgastada com essa merda toda envolvendo Daniel Dantas, seja no sentido de botar ordem na zona, já que o segmento está mais caótico que o fiofó de Creuza.
Uma das mostras é a vontade política de ressuscitar a Telebrás e não extinguí-la como estava previsto no processo de privatização. A outra é o Ministro Hélio Costa vir a público tentar se desfazer da imagem de lobista, por defender a adoção do padrão Iboc para o rádio digital. Segundo um texto atribuído a ele, publicado pelo “Estado de Minas”, ele nunca defendeu o padrão. Acontece que EU assisti a uma palestra do Ministro no congresso da AMIRT(Associação Mineira de Rádio e TV) de 2006, na qual ele disse que o Iboc era a salvação digital do nosso rádio. E aí? Será que alguém bateu de frente com o Ministro? Não faz sentido essa reviravolta ridícula. Porque ele não demonstrou isenção quando ela era necessária?
Já está quase provado que o sistema que o Ministro defendia não era o melhor. Ele inviabiliza transmissões ao vivo devido aos 8 segundos de retardo que o áudio/som transmitido sofre após ser captado. E o Ministro só foi saber disso em 21 de Dezembro do ano passado? Tem alguém brincando de mau gosto nessa história, né mesmo?

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