
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
A Coragem que me falta

terça-feira, 28 de agosto de 2007
Saudade não tem idade
É uma das minhas raridades. Tenho ele desde 1965. Minha prima comprou em NY preu. Agora, que dois já estão mortos, sinto como a banda foi importante na minha formação musical.
Tenho práticamente todos os lançametos, incluindo as duas óperas, a trilha sonora do filme e todos os tributos. Por incrível que pareça só não tenho o "Who sings My Generation". É mole!
A mesma coisa acontece com o Kinks, grupo do qual me roubaram muito material. Chuck Berry o Zé me afanou dois álbuns duplos. Yardbirds quem fez a festa foi o Flávio, que também me levou um Etic Burdon and The Animals.

Quanto a labels, a que sempre me fascinou mais foi a fundada pelos Ertegum Brothers. Tenho material as pampas, incluindo Solomon Burke, Wilson Pickett, Young Rascals, Cream, Led Zeppelin e muito jazz. A Atlantic sempre foi uma casa muito pródiga. Que nem a minha estante.
Aos poucos vou apresentando minhas armas. Aguardem!
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
ANDEI NA CONTRAMÂO

Nunca parei para Ouvir Osibisa. Não sei identificar nada deles. Nunca tive muito saco para world music. No meu entender, certas manifestações são como bacalhau na feijoada. E Osibisa era um bacalhau da noruega boianndo no meu feijão grossinho. T REX foi a mesma coisa. Conheço "Bang a Gong". David Bowie, Gary Glitter, Bruce Springsteen, a maioria das mulheres, menos Grace slick, Chrissie Hynde e Janis Joplin. Para grupos de Folk Rock, o menos ouvido foi Flying Burrito Brothers, que venceu apertado Poco, Eagles, David Lindsay e J J Cale- do qual só coheço "Cocaine" e, mesmo assim , via Eric Clapton.
Dentro da minha teoria crítica, não existe homogeneidade dentro de qualquer trabalho. Na verdade, o artista cria instâncias como objetos dentro de uma grande classe de modelos. E essas instâcias - que seriam as faixas de um LP, por exemplo, é que determinam seu status dentro da indústria cultural.
Meus exemplos são vários. João Gilberto poderia ter parado na sua versão de "Prá que discutir com madame" e, se tivesse gravado apenas o "Amoroso"(WEA - arranjos de Claus Ogerman). Caetano em "Odara" e na sua versão para o Samba- Enredo da União da Ilha. Gal Costa o LP onde ela interpreta Dorival Caymmi. Se os Stones não tivessem gravado "Black in Blue", tava tudo bem É o pior trabalho deles. Como "Come Together". Os Beatles poderiam ter passado sem ele.
Minha seletividade sempre foi muito arisca. O gostar e o nnão gostar acontecem, como os acidentes literários de Fernando Pessoa, numa esfregação fantasiosa e sexual.Exemplo prêsse sentimento tá na versão de "Fever" com Sarah Vaughan e remixada pelo Alan Freeland("Verve/Remixed- vol.III). Foi uma das melhores coisas que ouvi nesses últimos cinco anos. Imbatível. Pru resto venho andando na contramão.
TOO YOUNG TO DIE, BUTT..................

quarta-feira, 22 de agosto de 2007
NOW STOPPED!!!

Também já não era sem tempo tomar esta decisão. Morrer em palco só fica bem para um crepúsculo de deuses e não é bem nisso que os glimmer twins estão pensando. De repente, Keith pode entrar em sete milhões de dólares contando sua trajetória. E não vai ter que dividir nada com Mick. Todos tem algum projeto pessoal guardado que ainda tem tempo para ser realzado. E eles tem dinheiro para a empreitada. Porque não deixar os Stones continuarem o rumo ao seu objetivo mitificado? Afinal, aint no stoppin they now!
DESDE JÁ AGRADECIDOS

terça-feira, 21 de agosto de 2007
QUALIDADE SEM PRAZO DE VALIDADE
Uma vez numa entrevista, o Erasmo me disse que o som que você guarda prá sempre é aquele que te fez a cabeça. É como uma experiência alucinógena. Você nunca mais vai ser um iniciante e tudo vai ser deglutido e criticado sob os parâmetros que ele definiu na sua sensibilidade. 30 anos depois desse papo deu preu entender a adoração que Erasmo tinha por Elvis Presley.
Eu esclerosei com o Cream e com Jimi. A partir de "I Feel Free", "I´m so Glad" e "Purple Haze", meus ouvidos não foram os mesmos nem com os Stones. O primeiro passo para que isso acontecesse foi ser apresentado aos Blues Project por um amigo. Ele me obrigou a ouvir o "Live at Café au gogo". Daí para tudo que o Yardbirds havia gravado até então foi mais uma porrada na porta da percepção, que ficou sem tranca até o encerramento do século passado. Depois disso, o recesso e uma pausa para avaliar todo o material.
Conclusão? Acho que perdi o pé e o senso crítico. O material atual não resiste a uma comparação com o que foi feito há tempos jurássicos. Tenho achado tudo muito ruim. Ou eu só tenho ouvido coisa ruim. Não sei mais bem o que acontece. Acho que fiquei velho. Velho para o funk carioca-velho para a bunda music e velho prêsse pagode escroto que não dá nem tesão de acompanhar a batida na mesa. Acredito que a crise na Indústria Fonográfica começa e termina aí, pois eles também perderam o pé e o senso crítico. É impossível que alguém sustente o material produzido com argumentos sólidos numa "reunião de lançamento"( se elas ainda vêm sendo feitas ). Me recuso a acreditar
sábado, 18 de agosto de 2007
ELVIS: Algumas Cosiderações de um não-fã

LENNON NÃO ERA CHUCK BERRY

E não era mesmo. Apesar dos pontos de contato entre letras, a música de cada um tinha diferenças audíveis em primeiro ponto. Criado em St Louis, Berry estava na passagem natural do rural blues em direção à Chicago industrializada E o ex-cabeleireiro bebeu em demasia nessa fonte, que até hoje rende riffs, words and music, já que a mesma música em gravações distintas tem apenas pontos de contato.
O grande exemplo dessa falta de prolificidade em Lennon vêm a partir de 1970, quando a dupla Lennon-McCartney se desfaz e mostra que a música Beatle tinha 50% de cada um. A carreira do Beatle contestador se torna errática e confusa, com algumas canções antológicas cercadas de muito material ruim. E isso tornou-se a tônica até o episódio Dakota.
Quanto a Paul, sua mente beatle o fez um pouco mais seletivo em sua criatividade. É impossível uma comparação entre a qualidade do material produzido solo e o gerado pela antiga dupla. Quanto a comparar o material da dupla com o de Chuck Berry, o deste último se sobressai em muito, guardando-se as devidas proporções. A única coisa que se sabe é que Berry nunca tocou Lennon-McCartney. Quanto a Lennon-McCartey, beethoven rollover the news andl tchaikowsky are called.
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
UM SITE MUSICAL
quarta-feira, 8 de agosto de 2007
Contracultura & Contradição

O Século XX proporcionou visibilidade a todas as vertentes. Fosse o gesto obsceno de Johnny Cash ao cigarro de Bob Dylan, passando pelo uniforme escolar de Angus Young(idéia, pasmem, de sua irmã mais velha!) e indo até a chamada pulverizada de um R.E.M. da vida, todos seguiram os preceitos Warholianos e tiveram seus 15 minutos de glória.
Acredito que nunca mais se repitam explosões como a de Elvis e a dos Beatles, a não ser que o fato novo seja realmente revolucionário para essa maravilha de cenário que a multimídia descortina para um futuro próximo, aliada à microinformática. Nada do que foi atual será inovador mais um dia. O atropelo tecnológico é visível. - Há 20 anos atrás se te contassem a respeito de edição não-linear de imagens, você acreditaria no processo? Pois é.
POP - A MÚSICA DO SÉCULO XX


