
A gente já viu e já fez muita coisa que hoje, sob um crivo mais crítico, se arrepende. Uma dessas coisas- que fiz num passado mais ou menos remoto- foi considerar isso aí do lado como um instrumento musical. A foto em questão retrata um contrabaixo DelVecchio sem trastes, no qual ainda tive a coragem de realizar um upgrade, colocando nele um captador Fender Precision, que minha madrinha trouxe de Miami, em 74( o baixo foi comprado em 66). mantive o captador original e, onde ficava o botão de graves e agudos, coloquei uma chave seletora, que fazia a alternância dos captadores. Só mantive o volume. Tudo isso plugado num Phelpa Baixo em paralelo com um True Reverber cortado como cabeça e três caixas de Thundersound Original(uns 30 watts RMS cada). Eu também tinha um Alex Brucutu e uma Guitarra Giannini Ritmo II preta. Não era um instrumental do caralho?
Na minha opinião pessoal, o custo da importação gerando a falta de concorrência e competitividade, somado ao desinteresse gerado pela ocorrência anterior, atrasaram em muito qualquer manifestação nativa que tivesse como suporte a eletrônica e seu instrumental. Nossos instrumentos, além de feios, tinham falhas no fabrico e na afinação. Todos tinham o mesmo timbre. Na amplificação, o desempenho era sofrível. Todos os amplificadores da linha Phelpa sofriam de um superaquecimento crônico e, com exceção da linha Giannini, nenhuma outra marca ou modelo era confiável. Os teclados eram ridículos e seus circuitos eram baseados em kits de instrução fornecidos por correspondência, como aqueles do "Instituto Monitor".
Qauanto a montagem de estudios domésticos, isso era impossível. Não haviam componentes. E, para piorar as coisas, não havia pessoal especializado ou que tivesse noção de coisas básicas como isolamento acústico.
O bom dessa coisa é que tivemos de começar do zero adiante. E hoje existe uma estrutura que consegue dar algum auxílio mais ou menos luxuoso a quem necessita dele.
Com a chegada da microinformática, voltei a me aventurar e hoje tenho uma banda eletrônica - o 'laboratório de sons estranhos" - que já tem até uma ópera-dance composta: "Atom Heart Mother(Assim eu vejo Roger Waters)". Acho ele e o Brian Wilso os egos mais inflados do século XX, superando até Mark Bolan e Phil Spector. Mas isso fica para outra postagem........

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