domingo, 31 de maio de 2009

Ruminâncias & Redundâncias

Os tempos são outros, meus filhos. Digo isso depois de ouvir Iggy Pop cantando “Insensatez”. Sinceramente, achei melhor que a versão de Sarah Vaughan, que eu considerava imbatível.
Mas a melhor de todas continua a ser a de João Gilberto, lógico! Essa última é a definitiva. Melhor? Ninguém vai conseguir.
Depois de ouvir esse último CD de Iggy, resolvi fazer uma releitura de coisas que a gente ouve e guarda, pois melhor é impossível.
Comecei pelo próprio Iggy, em “Hideaway”, incluída naquele LP dos anos 80 produzido pelo David Bowie. Passei depois para um álbum gravado por Ray Parker Jr & Raydio- o que tem “Two Places at The Same Time” e que é um dos poucos álbuns que ouvi do qual todas as faixas são ótimas. No reboque veio o “After The Love Has Gone, outro que ouço todas e que traz um Maurice White soando como poucas vezes ele conseguiu a frente do Earth Wind & Fire.
Mudei de ares com “Love Island” de Eumir Deodato, que é um álbum que eu gostaria de ter gravado.Outro do mesmo quilate(gostaria que fosse de minha autoria) é o “Fifteen Big Ones” do Beach Boys, no qual eu assinaria embaixo como autor de tudo.
Meus singles teriam início com “Olympia”, faixa de um trabalho solo de Jon Anderson e que também é a filha única de mãe solteira na coisa. O resto do álbum é um lixo. “Saint Tropez”(Pink Floyd) seria um outro single, que eu considero do mesmo modo que o que eu citei antes. De todo o Lp só ela é que serve. O resto é lixo. Outro single? A primeira versão gravada por Dylan de “Knockin on Heavens Door”. Todas vez que eu a ouço eu choro. Acho ela emocionante. Também gostaria que “Eve Of Destruction”(Barry McGuire) fosse de minha autoria. Também seriam minhas “La Poupée qui fait non”(Michel Polnareff), “Goin Back”( Goffin-King, na versão dos Byrds) e “No More Heroes”(Stranglers). Chega. Só queria essas. Para que mais?

sábado, 30 de maio de 2009

A Enorme Semelhança e a Eterna Diferença

Enquanto o Brasil se rende aos Jonas Brothers, Michael Jackson pode adiar tour por causa da quimioterapia. Nosso branco amigo alega ter câncer, mas , aqui nas entrelinhas, acho que a quimioterapia dele é beber nanquim para ver se fica preto de novo.
Michael Jackson é umas das aberrações que o pop gera uma vez ou outra. Já tivemos Liberace, Esquerita, a própria Carmem Miranda e hoje temos Elton John, Marilyn Manson, Cher e Dee Snyder.
Alguns vão querer incluir Ney Matogrosso pelos trajes. Se for assim, Gene Simmons, Paul Stanley e Ace Frehley também estão na parada- Kisses, kisses, tchau tchau, né mezz?
E, surgindo no cenário temos Pink, Tilla Tequilla e Lady Ga Ga(onde já se viu aquilo!). O problema todo é que raríssimos desses seres estranhos tem talento. Um David Bowie(lembram da fase Spiderz from Marz?) é sempre uma exceção no meio de tanta babaquice e banalidade.
Voltando um pouco atrás, tem alguém que eu citei como exótico que merece ser apresentado: Esquerita. Ele foi o primeiro clone do rock and roll. Era uma cópia exata de Little Richard, cantando quase que o mesmo repertório. E ficou como eterno desconhecido já que o sucesso nunca lhe subiu a cabeça não chegando nem aos pés.
Um dos poucos casos no qual a cópia aberrativa se deu também quanto o original foi o paralelo entre Fats(Gordo)Domino e Chubby(Gordinho)Checker. Eram parecidos mas com repertório diverso, marcando épocas no pop todos os dois.
Aqui no patropi tivemos Waldick Soriano e Waldir Floriano. O primeiro original e o segundo um clone daqueles, igual em tudo e até no repertório. Roberto Carlos tem o seu Ricardo Braga, igualzinho também e, como diz a maldade alheia, no dia que passar por uma ferrovia, bota a perna direita no trilho para ver se o trem corta ela no joelho. Quando isso acontecer, ninguém vai notar diferença nenhuma entre os dois.
E, para terminar, a hisória dos dois que não tem nada que os uma e parecem gêmeos: João Donato e João Gilberto. Dizem que, lá por 1954, um amigo comum chegou para o Donato e falou. “Tu já viu o cara que parece teu irmão? O João Gilberto?”, Donato disse que não. Uma noite, os dois se encontraram. A primeira coisa que falaram, em uníssono, foi: “É Mesmo!”

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Descobri a Pólvora!

Eu, que andava atrás de um programa de mixagem que me transformasse num DJ do cacete sem que eu tivesse de pagar os 245 dólares que os fabricantes querem pelo VirtualDJ, eu achei! Achei aqui, ó!
É o Mixxx 1.6.1. que resolve qualquer problema que um DJ possa encontrar na hora de trabalhar, seja ao vivo, seja gravando. Ele faz a mesma coisa que o VirtualDJ faz, sendo só um pouco limitado na apresentação, que é meio pobre em relação as skins que o vDJ apresenta.
Outra coisa é ficar dentro da lei, só salvando os trabalhos em .WAV, não habilitando salvamentos em MP3, mas, isso é detalhe, já que existem uma serie de transformers que podem ser baixados para fazer a conversão.
A única preocupação que você tem que ter quando fizer algum trabalho é o tamanho do arquivo gerado, já que um de 30 minutos pode passar mole mole os 340Mb( eu gravei um de 34 que deu 345Mb no salvamento).
A limitação chata que ele possui é não medir as BPM de músicas gravadas em decks antigos sem timer interno(bipador na fita). Assim, são raríssimas as faixas gravadas no início dos anos 60 e 70 que mostram as batidas por minuto no sentido de uma mixagem perfeita.
Outra coisa legal que não tem nada a ver com música, mas tem a ver com tecnologia é o pacote de reconhecimento para arquivos do Office2007. O pacote, para os Offices XP, 2000 e 2003 faz o reconhecimento completo dos arquivos gerados pelo primeiro.
Sabendo de mais coisas a gente é o primeiro a dar as últimas.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Além de se vestir de um jeito, digamos, meio exótico, Courtney Love é má pagadora. Todas as colunas gossip de costa a costa da América falam que ela deve 350 mil dólares no cartão de crédito. E isso lá é pior que chamar o pai de careca, a mãe de cabeluda e a vó de perereca!
Se tu não acredita, basta dizer que os dois maiores crimes nos Estados Unidos são mentir e fraudar imposto de renda. Quem deve, ta fudido, maninho. E sem cartão de crédito tu não compra porra nenhuma em nenhum lugar. Tudo lá é a base do cartãozinho de plástico.
Outro que sempre deve e pra pagar é um suplício é o Michael Jackson, que já até pediu concordata e teve que vender aquele sítio, chamado a “terra do nunca” para cobrir o que ele gastou, pagando acordo aos garotinhos que ele andou molestando. Dizem as más línguas que ele vai ser convidado pelo Bento XVI para trabalhar na pastoral do menor norte-americana.
Falar mal é fácil. Falar bem é que é difícil e o que tem de gente se prestando há uma série de bobagens para ficar bem no filme não está no gibi. Uma delas é Madonna, que só falta se mudar para o Malawi e adotar a população. Outro é o Bono com suas andanças mais que políticas. Um que sossegou o facho e deu um tempo no “salvem as baleias” foi o Sting. Ninguém ouve falar do cara desde aquela tour caça-níqueis do Police(Graças a Deus!).
E esse Graças a Deus é extensivo ao desaparecimento da Mulher Melancia, Alexandre Frota, Sergio Mallandro, Wagner Montes e muito mais gente que não pode ver um holofote que dá logo o bote naquilo que parecer um microfone. Haja vexame, né?

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Mau Gosto Não se Discute!

Se gosto a gente não deixa entrar em polêmica, mau gosto muito menos, né mesmo? Mas, como nóis é intriga pura e gosta de falar mal, vamos apertar o gatilho da metralhadora. Lá vai!
Os exemplos de mau gosto no Rock são vários e, na maioria das vezes, absurdos. Se a gente for dar um corte epistemológico na coisa( adoro isso!), vamos chegar a conclusões completamente despauterizadas( também adoro isso!!!).
Aqueles tiros de canhão em “For Those About To Rock”(AC/DC) não são completamente dispensáveis? E o “Pássaro de Fogo”(Strawinsky) na abertura do “Yessongs”- que ainda por cima é quádruplo-também não seria dispensável? Falando nisso, o Yes tem coisas incríveis como “Siberian Kathru”(cês sabem o que é isso?), título de uma faixa do “Close to The Edge” e todo o “Tales Of Topographic Oceans”- que deve ter sido gravado para cumprir obrigação contratual. Não dá outra!
O Europe debutou com uma das capas mais escrotas que se tem notícia na história do disco. Lembram de “The Final Countdown”? Horrível, não? Capa feia também é aquela do Manowar que eles parecem que foram fotografados dentro de uma sauna gay.
As maquiagens do Dee Snyder e do Marilyn Manson também seriam completamente dispensáveis. Primeiro porque maquiagem já bastou a do Kiss e a do Secos & Molhados. Depois porque é uma de se negar à publicidade, preservando uma privacidade forçada e babaca(Minha Opinião, ta?). Outra coisa escrota era o Boy George maquiado de gueixa.
E aquelas cabeleiras estilo David Lee Roth? Tem cada uma inacreditável,a começar pela do próprio David Lee, copiada por todos os vocalistas de submetal conhecidos e desconhecidos, deixando todos com uma parecença débil metal.
Tem também os cabelos mal tratados, estilo Ritchie Blackmore e Ronnie James Dio. Na minha opinião, o mais esquisito é o do Lemmy. Extrapolando a perpsectiva, os almofadinhas, cheirosinhos e com cabelinhos cute também apelam. Senão, vejamos:
O veterano Cliff Richard é daqueles que não conseguem esconder o perucão. Na capa do “We Don´t Talk Anymore” dá para ver até o original por baixo dela. Alice Cooper consegue se vestir e falar como adolescente aos.......60 e muitos.
Finalizando, vamos falar dos negões. Bootsy Collins e George Clinton conseguem cruzar o estilo psicodélico freak com cabelos “se meu boi voasse”, iguais aos usados pela finada Wilza Carla. Já Prince parece que vai sair num pás de deux do lago dos cisnes a qualquer momento com aquelas malhas que ele adora.
Em outra oportunidade, sairei com meu top of the trash, completamente atualizado. Inté!

terça-feira, 26 de maio de 2009

Vou Aderir!

Um dia desses eu tava falando aqui da seriedade e do faturamento da Indústria Pornô Nerd, que é algo assombroso dentro do padrão ao qual estamos acostumados ao lidar com mídia e queijandos. Nossos amigos são bem mais sérios que a indústria do Disco e estão paripasso coma indústria do cinema, já que o que eles fazem realmente é tratar imagens, só que de uma forma mais escatológica, diríamos.
Acredito que um site pornô soft, diferente do Playboy Bunnies, poderia fazer um pequeno sucesso e ser menos agressivo que a maioria desses que a gente vê na rede, que abrem aquelas montagens de pênis em pop-up e aquelas xerecas onde cabe um porta-aviões dentro. Falo montagens porque um pênis daquele tamanho e que consiga uma ereção é um fato digno de figurar em qualquer tratado de urologia.
Se o site é black aí é que o negócio pega. Sempre é bem mais escrachado, com bundas repletas de celulite e mulheres com defeito de fabricação, já que as caras debochadas e os sorrisos “maliciosos” são bem mais decadentes que o das gatinhas da vila mimosa.
Venho pesquisando a coisa já há algum tempo e estou reunindo material durante esse período. Se meu gosto pessoal der certo, devo ter fotos das mulheres mais bonitas que caíram na rede. Todas elas single solo( sómente as modelos) e sem contatos obscenos. Tenho fotos de todas as grandes stars, como Naomi, Ann Angel, Raven Riley, Tawnee Stone e muitas mais. Deixei de lado todas as estrelas nacionais como Ana Midori, Rita Cadillac, Gretchen e outras menos votadas.
Como acredito que os voyeurs interessados não gostem muito de ver homem pelado, sou de opinião que meu site pornô vai dar samba. Ainda não tenho um título nem uma marca definitiva, pois até agora os estudos que desenhei não me satisfizeram. Se alguém tiver alguma sugestão, basta enviar um comentário.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

A Rainha quer a Coroa de Volta!

É isso mesmo. A Rainha arrumou novo consorte e quer a coroa de volta! Ao menos foi isso que Brian May deu a entender numa troca de e-mails com edição norte-americana da Rolling Stone, que gerou uma entrevista publicada no site da revista nessa última sexta-feira.
O novo vocalista da banda é Adam Lambert, finalista do “American Idol”, que se apresentou com a banda no final da série, também na semana passada e que fez os sobreviventes pensarem em recolocar a Rainha na estrada, já que a parceria com Paul Rodgers foi encerrada nas apresentações que o grupo fez na passagem pela América do Sul.
Segundo Brian May, ainda falta alguma conversa para o acerto e os pingos nos iis definitivos, mas segundo o guitarrista, Adam é fantástico e todo o grupo gostaria de trabalhar com ele.
Falando em rainha, Susan Boyle – a esposa do Shrek em forma humana- voltou a emocionar platéias em um show de TV na Inglaterra. Ela cantou “Memories”- um original de Barry Manilow, que , apesar daquele nariz a la Streisand, ainda é bem mais bonito que Susan. Como eu não perco tempo vendo essas merdas, soube disse vendo o site da Msn, que tem uma foto dela ótima para espantar dragões das Ilhas Komodo.
Dei uma olhada na Billboard e o Green Day lidera tanto as 200 mais quanto a parada rock. Se a carruagem continuar nesse andar, acho que a parada ainda vai nos pregar boas surpresas até o final do ano. Aguardem!

domingo, 24 de maio de 2009

Nesse sábado, fui dormir cedo. 22h eu estava na cama, com uma garrafa de vinho branco na idéia e sem idéia de nada acontecendo. Deitei junto com muié e cachorro e acordei hoje as cinco e meia. Vim pra cá pru teclado e fiquei brincando, vendo os portais e alguns chats proibidões atrás de uma inspiração que não pintou.
Quanto a música, não vi nada de interessante, já que a morte do Zé Rodrix não foi nada interessante. Ele era um cara cheio de guéri guéri, mas como todo geniozinho que tem noção do talento, foi com sede demais ao pote e atirou em todas as direções, não acertando em nenhuma. Zé foi o Tom Cavalcanti da música nacional. E ficou por isso mesmo.
Se ele apostasse um pouco mais na fase Latino-americana e seguisse a diretriz do Robert Livi( que foi quem planejou o lance), Zé estaria hoje no mesmo pé que o Raimundo Fagner chegou. Tem gente que conhece o Fagner e nunca ouviu falar do Zé, não sabendo nem que ele é o autor de “Casa no Campo”.
Aconteceu com o Zé quase a mesma coisa do que aconteceu com o Sergio Sampaio e o Paulo Diniz. Ilustres desconhecidos no cenário da música Tupiniquim. E não só os três. Mais exemplos? Luiz Guedes, Tomas Roth, Carlinhos Vergueiro, Gilson, Chico da Silva, Luíza Maria, Rick Ferreira, Marcelo e uma infinidade de gente que vêm sentando a beira do caminho desde que começou a haver registro da música popular.
Aí um dia, um pesquisador estilo Zuza Homem de Mello escreve um livro, copiando as listagens de catálogos de gravadoras e faz um monte de “descobertas”. Foi nessa que redescobriram o De Morais, autor da versão “Oh Minas Gerais”, cantor de rádio que morreu afogado no álcool e esquecido em Juiz de Fora.
A arte tem dessas coisas, sendo igual ao panelão do futebol. De mil protótipos, um apenas chega a ser profissional de peso graças ao talento. E isso é insubstituível. Pode se ter cancha, mas sem talento, o indivíduo será sempre mais um alguém na multidão.

sábado, 23 de maio de 2009

Ontem, em mais uma das minhas zapeadas pela TV paga, eu vi o clip “get off” do Prince na VH1. Nosso amigo parecia mais uma Carmem Miranda funk, com um turbante preto que, se a pequena notável botasse os olhos, ia querer ser enterrada com ele. Todo preto, de veludo, com umas caraminholas no topo, parecendo castanhas portuguesas. Uma gracinha!
O baterista era um Carlinhos Brown mais robusto, fantasiado de Pedra da Gávea, igualzinho ao baiano, mas muito mais músico e fazendo um backing vocal legal.
Os dois destaques do clip eram a Gibson 335 azul clara do guitarrista e uma gordinha vocalista que era um tesão! A música era mero detalhe. Se Jimi Hendrix estivesse vivo, garanto que ele estaria tocando com Prince. Nosso amigo de Minneapolis é a coisa mais próxima do que Jimi fazia na música. Quem defende que Jimi estaria junto de Lenny Kravitz está completamente errado. Kravitz é muito branqueado em relação a concepção musical de Jimi- um pouco a direita do Living Colours e do Black Merda.
Falando em Jimi, ontem- no frio que fazia aqui em BH- passei um pedaço da noite ouvindo o que tenho dele no computador. Fiz uma seleção e tenho umas 35 faixas- com destaque para “Long Hot Summer Nights” , “ Freedom”, “Isabella”, “Foxey Lady” e todas as triviais. Sou mais chegado ao seu trabalho de estúdio que no ao vivo. A mesma coisa sinto pelo trabalho de Eric Clapton.
E , falando em Clapton, alguém já leu aquela biografia que está nas livrarias? Então, nem tente, pois ela é uma bosta. Passei os olhos, fechei e deixei na estante.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Um Rádio Medroso

Em nenhum país do mundo o rádio tem medo da Internet. Se tomarmos a Finlândia como exemplo, saberemos que lá o Rádio nem se preocupou com a digitalização. Segundo o Ministro das Comunicações daquele país, digitalizar a transmissão de rádio é prejuízo. Básicamente porque ninguém está interessado em comprar um aparelho de rádio caro, sem autonomia( gasta mais bateria que um notebook) e que não tem um sistema de transmissão-recepção livre e definido.
Na Grã-Bretanha, tudo indica que o formato de transmissão analógica vai permanecer por muito tempo, já que o público não consumiu a idéia e os radiodifusores que tiveram concessão outorgada as estão devolvendo por serem inviáveis comercialmente. Quanto a Internet, ninguém teve medo ou acusou a rede de estar prejudicando seus negócios.
Aqui no Brasil é diferente. Os radiodifusores estão se pelando de medo da Internet. Medo de perder a boca e os privilégios que sempre tiveram no tocante a disputa pelas verbas publicitárias que lhes são reservadas pelas agências e pelos anunciantes diretos que conseguem. Eles não sabem utilizar o próprio prestígio que adquiriram sendo o único meio de comunicação que pode ser subliminar, já que você pode fazer qualquer coisa ouvindo rádio. Experimente fazer isso com a TV? Ou mesmo com a Internet?
Eles esqueceram também que o rádio é a mídia portátil que tem maior autonomia. Um rádio transistor, com duas pilhas AAA pode ser utilizado como receptor, numa média diária de quatro horas( tempo máximo de audiência por ouvinte determinado pelo IBOPE)por mais de 30 dias. Digo isso porque eu troco as pilhas do meu SONY de 45 em 45 dias na média. Numa comparação direta, não existe celular cuja bateria dure uma semana sem recarga ou notebook que agüente mais de seis horas! Medo da Internet? Por quê?
Porquê como sempre acontece, eles não querem se modernizar. Não querem investir em novos formatos ou novos segmentos. A radiodifusão brasileira estacionou em três formatos: Musical( Ex: Antena 1), Eclético(Ex: Super Rádio Tupi) e AllNews(Ex: CBN). Não sai deles há mais de vinte anos. O porque da coisa reside numa falta de criatividade tremenda e no chamado corte de custos.
Nunca investiram em equipamento. Tirando poucas empresas que sempre se atualizam, existem emissoras utilizando mesas de áudio dos anos 60 do séculoXX! Equipamentos todos gambiarrados de uma forma que nem o fabricante original as reconhece. Verdadeiros museus da radiodifusão.
No quesito programação, poucos criam e a maioria parte para a cópia. Quando alguém parte para um diferencial, é copiado ad nauseam. Exemplos? Em 1977, com a entrada no ar da Radio Cidade Fm, a locução coloquial a levou ao primeiro lugar de audiência no RJ em exatos 14 dias. Assim que saiu o relatório do IBOPE apontando a novidade, todas as emissoras cariocas- sem locução- passaram ao coloquial. Quando a Jovem Pan 2 e a Rede Transamérica partiram para o humor, em menos de um mês todas estavam com gracinhas e mais gracinhas no ar.
E agora, pegando carona numa declaração infeliz( das muitas que ele já fez) do Ministro Hélio Costa, começam a externar seu medo por uma mídia paga que é o futuro da tecnologia. Porque eles não se adaptam? A Itatiaia fez isso. A Globo também, mostrando que a rede não vai matar nenhum veículo, sendo apenas mais um ponto de convergência que eles não querem aceitar devido ao investimento que, obrigatóriamente, farão.
É esse o medo da Internet que o radiodifusor tem e que está externando no Congresso de Radiodifusão em Brasília. E, paralelo a esse medo, existe o medo do celular, das operadoras de telefonia, das mídias independentes, etc....etc.....
E, como sempre acontece, eles tem a solução no bolso. Ela se chama retrocesso. Resta saber o que é que o nosso Ministro das Comunicações- que mais parece um lobista- vai falar para tranqüilizar seus colegas, já que ele também é um radiodifusor. Tudo indica que ele também seja adepto dessa solução inepta. Mas, como a opinião do Ministro é um leva-e-traz danado, ao sabor da moda, vamos ver como será finalizada a questão. Vem aí a Conferência de Comunicação e até lá ficaremos em compasso de espera.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Viva o Moderno!

Marinetti já dizia isso no início do século XX. Lênin, Mussolini e Hitler seguiram suas palavras e se vestiram da modernidade, apesar das mentes retrógradas e totalitárias. Lênin apostou no cartaz, Mussolini trocou a manteiga pelas armas e Hitler jogou toda a sua propaganda no Cinema(“O Triunfo da Vontade”) e no rádio.
A tecnologia moderna chegou primeiro à indústria e ao entretenimento. Ford e a linha de montagem conseguiram fazer um carro custar 220 Dólares, ao fabricar oito modelos T por minuto.
O rádio transformou o entretenimento de uma forma nunca vista até então, já que as distâncias entre emissor e receptor eram cobertas na velocidade da luz. Falou aqui, ouviu lá. Com a chegada do conceito de rede, a “Guerra dos Mundos” de Orson Welles foi ouvida de costa a costa da América. Na Segunda Guerra, a rede extrapolou da emissão para a recepção. Todos ouviam a BBC.
Com a chegada do Satélite de comunicações tudo ficou virtualmente a um passo. E com a chegada da Internet, tudo ficou a um passo para todo aquele que dispuser de uma máquina conectada.
E foi isso que aconteceu comigo hoje de manhã. Pela primeira vez eu entrei no ar numa rádio Web- a Malaveia. Falei para todo planeta e algum alienígena besta que esteja nos corujando. Eu acredito nisso, sabia? Se o José Serra existe e governa São Paulo, porque um alienígena não pode estar nos corujando? Garanto que qualquer alienígena é mais bonito.
A Malaveia tem como URL http://www.malaveia.com.br/ . Sintoniza lá e ouça uma rádio diferente. Se você tiver um Windows Media Player, ela entra direto. Qualquer outro player está dis posto na página de links. Vai lá!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Como Conviver com um Apagão

Para você conviver com o fantasma de um apagão generalizado, é só morar no Brasil. Em Minas temos os apagões elétricos. Basta chover com raio que metade de Belo Horizonte fica sem luz. As explicações para tal vão desde queda de árvore na rede elétrica até a nenhuma justificativa. O caos na rede instalada é total, pois, na mesma rua, um prédio tem energia e o outro não. Loucura, né?
Em São Paulo, a Telefônica está ficando tão famosa quanto a antiga Telerj/ Cetel em termos de pifa. Ontem, São Paulo todo ficou sem tráfego de dados. O dataout durou todo o horário comercial e até a hora em que eu digitava este texto, a Operadora não tinha encontrado ainda uma explicação plausível para o ocorrido. Para o apagão anterior, os culpados foram os hackers. Dessa vez, os culpados serão os ....usuários? Ninguém sabe ainda. Vamos ver o que é que o C.E.O. P.( CEO Panaca) fala sobre mais esse episódio de total desconsideração.
Em Brasília, temos um apagão moral localizado no Congresso Nacional. A desmoralização chegou a tal nível que fica parecendo que não é aqui que aquele bando de ladrõezinhos vulgares vive. Como eles estão se lixando para nós, eles que se danem também.
E em todo o Brasil o apagão cultural é o que mais me preocupa. Paulo Coelho virou grande escritor, “CARAS” é a publicação de maior sucesso editorial, aquela novela que fez da Índia uma coisa de louco(a novela não tem pé nem cabeça) faz sucesso e a Bunda Music vira referência. A partir dessas premissas "culturais", temo em dizer que algo está errado. Pode ser que eu seja o errado.
Até jornal eu dei uma parada, pois não agüento mais ler várias versões de um fato tendenciado para o mesmo enfoque. Nossos repórteres estão virando os reis da paráfrase. Lê-se a mesma coisa em toda Imprensa. Só são trocadas algumas palavras aqui e ali, em textos com quase o mesmo número de toques.
Tudo isso gera um apagão de criatividade. Já não se faz nada como antigamente. O escândalo hoje é o Newton Cardoso ir aos jornais e dizer que a ex-mulher dele mentiu. Ele não têm só aquelas propriedades que ela declarou na ação de divórcio. Têm muito mais! Assumiu ser sonegador!
Aliás, Minas tem se mostrado a proa do retrocesso no país. O Ministro das Comunicações, Hélio Costa, declarou, na abertura de um congresso, que a juventude tem que largar a Internet, ouvir mais rádio e ver televisão. A pergunta que não quer calar é: Ver e ouvir o quê? “Caminho das Índias”?Galera das Popozudas?Porque não fazemos uma subscrição popular e compramos um CD de funks proibidões, um DVD das “Brasileirinhas Dão Tudo” e mandamos para a filha dele?

terça-feira, 19 de maio de 2009

Como Gastar Dinheiro

Tava lendo num desses sites focados em entretenimento que as despesas da Britney Spears chegam a Hum milhão de Dólares por mês! Isso é que é gastar dinheiro, né gentiboa? Eu, com essa quantia, dava um jeito na vida e não enchia mais o saco de ninguém.
Outro que gasta o que tem e o que não tem é Michael Jackson. Ele já chegou a gastar vinte mil dólares numa visita a um antiquário. De tanto gastar, seus advogados já o declararam falido em duas ocasiões. Mesmo assim, morreu em vinte milhões de dólares fazendo um acordo para se ver livre de um processo de pedofilia.
Diz a lenda que Rod Stewart e Mick Jagger em seus seguros feitos pela Lloyd incluíram uma cláusula para azares em aventuras sexuais. A cláusula prevê pensão, já reparte visitas e financia todas as despesas feitas tanto pelo azar quanto pela azarada. Lucas, um dos azares conhecidos de Jagger, recebe uma pensão de 50 mil dólares mensais e acredita-se que Luciana Gimenez perdeu sua “bolsa de estudos” ao casar com um dos donos da Rede TV!
Bob Dylan casou várias vezes. Só com uma das mulheres, para quem ele fez uma música(“Sarah”), ele tem sete filhos. Willie Nelson é outro que tem harém e uma filharada tamanho batalhão. Todos os dois seguem os passos de Woody Guthrie, que deixou filiação em cada canto da América.
Tendo grana a coisa fica fácil. Dá até para ser um pai pródigo, reunir a filharada e levar todo mundo para visitar a Disneylândia, fechar um McDonalds para um lanchinho depois do passeio de domingo, essas coisas.
Mas , pra quem é um fudido como nós e passa a vida regulando mixaria, a coisa fica mais difícil. Já imaginou você poder assumir que gasta um milhão de verdinhas mensais? Delícia das delícias, né mesmo?

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Urubu Malandro

Urubu Malandro. Isso mesmo! Tem um Urubu malandro morando na praça da Liberdade. A ave chegou sexta-feira de tarde, se instalou no coreto e tá por lá, cumprimentando as pessoas e se mostrando mais humanizado que muito cachorro que faz pipi naqueles canteiros.
O urubu foi fotolegenda na edição de hoje dos dois jornais diários de expressão da capital. Afinal de contas, não é todo dia que um urubu se instala no dito centro nevrálgico do executivo. Um piadista qualquer já disse que o urubu veio se oferecer ao Aecinho para viajar até sampa e pousar na sorte do José Serra. Já os sindicalistas, que estão p da vida com ele e com o prefeito tão dizendo que o urubu só sai dali no dia em que os dois executivos- estadual e municipal – derem um reajuste de 20% a todo o funcionalismo.
Vamos ver quantos dias o urubu guenta todo o stress de já ter virado superstar por conta de ser o primeiro e único a baixar no terreiro da praça por livre e espontânea vontade. Já não é a primeira vez que isso acontece aqui no Estado. Acho que, em Galiléia, tinha um que ficara tão íntimo da galera que comparecia até a roda de boteco. Um dia, o urubu apareceu morto e ninguém sabe quem fez a maldade.
Não acredito que alguém seja desumano o suficiente para infligir alguma maldade ao bichinho, digo bicho, pois 1m e 80 de envergadura(ponta de uma asa até a outra) não é medida para bichinhos.
Se isso tivesse acontecido na época em que o Hélio Garcia era governador, garanto que ele mandava servir um on the rocks para ele.

domingo, 17 de maio de 2009

Entendendo a Regra do Negócio

A Indústria Pornô é um assombro! Quem acredita no folclore bas fond gerado por todos aqueles que sempre a combateram, isto é, que ela seja uma máquina de exploração de mulheres conduzida a ferro e fogo por proxenetas videomakers, está acreditando em histórias da carochinha.
Ao menos na Alemanha, Holanda, Grã-Bretanha e USA, a pornografia é um negócio sério, que movimenta a média de 15 bilhões de dólares por ano, seja em venda de DVDs ou em sites, sofre com a pirataria, paga impostos, tem uma cadeia de distribuição especializada, chegando a pontos de venda específicos em todos os cantos do planeta.
A Indústria do disco têm muito o que aprender com sua congênere, pois a industria pornô conseguiu superar a ameaça existente na pirataria com uma série de medidas que a levaram a coexistir com a ameaça sem sentir tanto o prejuízo que ela causa, isso sem contar que cooptou a revolução tecnológica num escopo bem grande, oferecendo ao usuário todas as formas de mídia que surgiram com ela( revolução tecnológica)..
A Indústria do disco nunca se adequou a revolução tecnológica e insistiu em manter uma regra de negócio inadequada. Não soube discernir que, para divulgar o trabalho de um artista não era mais necessário se investir em um conjunto de músicas(designado trabalho) gravado, já que o mercado queria faixas, isto é, o usuário-consumidor não iria mais gastar dnheiro com um conjunto de faixas quando o que lhe interessava seriam uma ou duas. Essa inadequação está sendo a causa mortis de todo um complexo que, há 20 anos atrás, era um dos nichos da indústria cultural que mais faturava .
Acredito que a indústria musical como a conhecíamos já era. A partir de agora, ou ela se incorpora a rede e passa a funcionar como supridora de arquivos( estilo AppleStore), ou então irá ceder seu lugar a algo mais moderno que consiga intuir toda uma logística nova de relação entre produção, distribuição e marketing junto a seus usuários, já que eles nunca deixaram ou deixarão de existir. Eles estão apenas a procura de alguém que satisfaça suas necessidades. Hoje eles vivem uma síndrome de abstinência devido a incapacidade das fontes de matéria prima em gerar algo que os satisfaça.
nota: na ilustração de hoje os desenhos dos cartoons pornôs de Beyoncé, Mariah Carey e Jessica Alba. O que elas fazem nas historinhas? Nem Deus acredita!

sábado, 16 de maio de 2009

Espaço & Armazenamento

Segundo a Teoria da Informação Reversa, a única mídia de mazenamento medieval presente nos nossos dias de revolução tecnológica – o papel – será descartada em um máximo de 20 anos, já que ele é perecível. A mídia impressa já está em seus estertores e o livro será a única peça restante desse meio que dominou nossa vida cultural por mais de trezentos anos.
No entanto, estamos assistindo sem perceber a morte de uma outra mídia- O CD de áudio e o CD ROM. Foram mortos pelo MP3, pelo Pendrive e pela porta USB. Quem não possui um pendrive hoje é um aleijado. Eu, por exemplo, tenho vários pendrive. Dois deles com a mesma capacidade do HD do meu notebook: 16 gigas. Para que fazer upgrade do HD? O pendrive custa um terço do que custaria um HD de 80 gigas para ele. Com três pendrives eu fico com 48 gigas de armazenamento e, somados ao HD , 64 gigas. Eu nunca iria usar 80 gigas na vida. Para que?
Tudo isso é o que nos proporciona a revolução tecnológica. Outro exemplo? Comecei a digitalizar meus vinis. Até agora, enchi 13,4 gigabytes de um pendrive. Estou sendo completamente seletivo e o que tem de vinil para doar, vender, fazer qualquer negócio não está no gibi.
Depois, iniciarei o processo com fotos e revistas, já que tenho algumas coisas muito interessantes e que merecem uma digitalizaçãozinha. No mais, vou guardar alguma coisa para não dizer que não falei só de flores ou outras babaquices, matando a cobra e mostrando o pau.
Voltando a falar da teoria da informação reversa, o seu idealizador- Prof. Panagiotes Anastasyades- da Universidade de Nicósia, em Chipre, assinala que, após a queda do papel, cairão também as bibliotecas, pois seu espaço físico será utilizado numa revolução urbana. Segundo ele, quem quiser ler algo, vai procurar o texto num banco de dados, baixá-lo e imprimí-lo no próprio hardware.
Eu já estou fazendo isso com papers interessantes e tudo aquilo que eu consigo em PDF. Um dia você que me lê vai fazer a mesma coisa. Duvida?

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Sem Novidades no Front

Acabo de me transformar no Erick Maria Remarque de BH, pois nada acontece nessa capital das alterosas. Depois de algum tempo, consegui saber a verdade sobre o show do Heaven & Hell. Um amigo meu que esteve no Chevrolet Hall assinalou que o show foi legal em termos profissionais, mais muito curto. E que a história que eu veiculei era verdade. Na verdade, o nome do grupo mudou porque Ozzie ameaçou entrar com processo.
Querendo ou não, Ozzie detém uma parcela do nome Black Sabbath, fez parte da ascensão do grupo ao status que têm hoje e fim de papo.
Ia acontecer a mesma coisa que aconteceu com o Pink Floyd, que até voltar ao palco, foram anos e anos de demandas entre os três e Roger Waters- que sempre havia se julgado o dono da coisa depois do afastamento de Syd Barret.
Aqui no Brasil, tivemos a recusa de Rita Lee em voltar a formação de “Os Mutantes” e mais recentemente do “Tutti-Frutti”, que está novamente na estrada chefiado pelo “rato” Carlini. Dou razão a ela, pois o término dos dois grupos foi meio traumático( vide a saída de Ozzie do Black Sabbath)e reprisar problemas é coisa de sadomasoquista.
A única novidade que pintou na área vai destinada aos aficcionados do rádio. Esse prestigioso blog traz até vocês a pesquisa Ibope do Rio, sampa e BH. Lá vai:
Rio:
1 – FM O DIA
2- 98
3- Nova Melodia
4 – Nativa FM
5 – 93FM


SP
1 – Tupi Fm
2 – Nativa FM
3 – Transcontinental FM
4 – Mix FM
5 – Gazeta FM


BH
1 – Liberdade
2 – 107
3 – BH
4 – Itatiaia
5 – Extra
Assim sendo ,bas ta conferir e sentir a penetração da rádio que você que me lê ouve e acha do caraca. Eu, aqui em BH, sou um ouvinte da Itatiaia. Ouço o futebol dea, que é o melhor da praça. No mais, Gerais. Um abraço.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Caí no conto direitinho

Caí no conto “cyloop” da Microsoft. Eu, inocente puro e mais besta que Raul Seixas, percebi um banner no site da MSN, dizendo: “crie sua própria rádio”. Fui até lá para ver o texto de apresentação e a propaganda me enganou direitinho.
Segundo o que eu depreendi apressadamente, você poderia criar uma rádio personalizada, colocando nela um repertório e apresenta-la aos amigos. Parti para fazer o cadastro. Foi Deus que me fez tomar a preocupação e eu fiz o cadastro todo usando um e-mail que fiz para minha sobrinha quando ela tinha nove anos de idade e que nós dois o mantemos ativo para receber lixo e spam.
Depois do cadastro feito é que eu descobri que:
- O repertório de sua rádio tem que ser escolhido dentro daquele que eles fornecem.
- Sua rádio só circula dentro daquilo que eles apelidam de Windows live.
Resultado: abandonei a coisa. Ta lá, intocada.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Enquanto o Brasil desce a ladeira da pirataria de software e se coloca em terceiro lugar na América do Sul, com menos que 60%( A Bolívia pirateia 86% e a Venezuela 84%), mais um resolve subir a ladeira do palco, para ficar nos holofotes como cantor. É o Wagner Moura, que segundo o G1, grava um CD acompanhado de banda. Se o CD refletir o desempenho dele em “tropa de elite”, vai ser um CD de hard metal daqueles, né?
Essa história só deu certo até hoje, quando os acessos são invertidos. Diversos cantores se tornaram artistas de peso, como Frank Sinatra, Gene Kelly Kris Kristofferson e Johnny Cash. Aqui no Brasil tivemos o José Augusto Branco( começou a carreira cantando boleros com o nome de Pepe Blanco)e temos o Fábio Jr. A Marlene, tadinha, se julga uma chanteuse-atrice, da mesma forma que a Bibi Ferreira. Eu, pessoalmente, não iria a mais nenhuma estréia delas. Fui a de “Gota d´água” original, no Teatro Teresa Rachel e Bibi? Aqui, ó? Marlene, nunca nem tentei.
Outro que jogava nas onze era o finado Ivon Curi, que você pode ver no Canal Brasil numa série de chanchadas as quais protagonizou com alguma graça. Já o Sérgio Reis e a dupla Milionário e Zé Rico fizeram filmes inenarráveis que deram bilheteria por causa da trilha sonora(“O Menino da Porteira” e “ Na Estrada da Vida”).
Mais fracassos? Sergio Mallandro, Maurício Mattar, Marcelo Novais, Elizangela e uma série de galãs e gatinhas que, ancorados num sucesso de imagem na TV tentaram o disco e dançaram.
Hoje , o barateamento do processo está dando chance a muito mais gente montar um estúdio doméstico e editar um CD com qualidade. Nos anos 60, a impossibilidade até de se gravar um demo residia em fatores totalmente alheios ao processo, a começar pelo custo da coisa. Era mais negócio ir vender picolé no litoral do que batalhar uma chance nos holofotes.
Voltando ao hoje, um sampler aqui, um verso ali, você monta um rap, se inscreve num biale e , se der certo, valeu. Há pouco tempo, nada disso acontecia. Viva a tecnologia, a cara e a coragem para fazer letra falando bobagem. No final de tudo, é isso que o mercado quer consumir. Durma-se com esse barulho.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Stalinismo Digital Rides Again!

Só tenho um palavrão para expressar o que eu senti quando li o texto do projeto sobre crimes digitais que o Ministério da Justiça está modificando para enviar a Câmara dos Deputados: - Porra!
O Tarso Genro deve estar dormindo com o livrinho vermelho das citações de Mao debaixo do travesseiro! Perto da idéia deles, para que discutir a bobagem liberal que é o PL do Senador Azeredo, não é mesmo? Só para se ter uma idéia, além do log de entrada e saída, os provedores de acesso serão obrigados a registrar o que o assinante fez e quais sites visitou. Conforme o Professor Sérgio Amadeu já falou, isso, em pouco tempo, vai inviabilizar o Twitter e o YouTube.
É aquela história de ter que mostrar a identidade para se pegar um taxi! Pela proposta do Ministério, o passaporte stalinista de deslocamento vai ser instaurado na Internet!
Quão inocente foi a nossa discussão, não é?
Se esse projeto, que já foi mais modificado que o Opala durante o tempo em que foi fabricado pela GM vingar, adeus redes P2P, adeus arquivos MP3 e tudo o mais que faz da rede uma fronteira libertária. Pelo novo texto, tudo aquilo que havia sido reescrito e modificado pelo Senador Mercadante para tornar o projeto menos restritivo, voltou a ter um retrocesso medieval.
Tudo indica que o Ministro vá fazer ouvidos moucos ao evento realizado ante-ontem na Assembléia Legislativa de S.Paulo, pedindo liberdade na rede e que todos esqueçam qualquer “regulamentação” ou “orientação” na rede. Ao que está se configurando, o Ministro Tarso Genro está se lixando para os internautas da mesma forma que se lixou para os jornalistas quando a lei de imprensa foi colocada para escanteio pelo Supremo Tribunal Federal.
Parafraseando o Barão de Itararé, donde se espera um pouco mais de liberalismo é de onde parte o ranço mais autoritário.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Meu querido Diário - parte 3

Até tragédia no Maranhão teve mais destaque na mídia de BH do que o show do Heaven and Hell ontem aqui. O filho meningocócico da Cláudia Leitte com dois tês também. Vai ver que o menino pegou a doença por causa da numerologia. Remember Sandra Sá, que virou Sandra de Sá e nunca mais fez sucesso. Ou então a Lady Francisco, que virou Lady Franyscus e passou a comer cus cus em vez de comer cas bocas, nunca mais sendo escalada para uma novela.
Essa história de numerologia in the name é a mesma coisa boba que a astrologia. Quando eu trabalhava em rádio, redigi 144 previsões para os 12 signos, gravei todas com chamadas em separado e ia fazendo um rodízio matemático. Nunca houve uma repetição e os fanáticos pela coisa nunca reclamaram. Dava certo.
Fernanda Takai vai gravar um DVD-CD em Nova Lima, aqui pertinho da capital. De todos os membros do Pato Fu, ela é a mais certinha. Escreve bem para caraca e como artista deu certo. Dentro do meu critério ela é bem melhor que a Paula Toller. Eu compraria um trabalho solo de Fernanda e não compraria um da Paula. Acho que a diferença de QI é gritante. Fernanda tem de ser humano inteligente. Já a Paula tem QI de abelha operária. Nem de rainha, ainda mais agora que está completamente caidaça, tremendo maracujá.
E, nessa associação de idéias que sempre faço, existem dois tipos de maracujá. O de gaveta e o de geladeira. O de gaveta é aquele que fica estilo Ferreira Gullar- todo enrugadinho. Já o de geladeira tem como exemplo Vera Fischer que, apesar dos pesares, da idade e do pó escancarado, continua mais inteira que muita atleta de academia.
Essa segunda-feira começou quente aqui em BH e estou a toda, dando uma de Lobão, mostrando que vale bem mais viver dez anos a mil do que mil anos a dez.

domingo, 10 de maio de 2009

mama

Em mais uma das minhas inefáveis visões místicas televisivas, ontem eu assisti ao documentário “O Sol – Sem Lenço, Sem Documento”, contando a história do Jornal Carioca que, apesar de seu pouco tempo de estadia nas bancas, foi determinante para a ascensão do poder jovem na imprensa carioca e mudou o rumo da feitura jornalística, indo mais longe que o JB fora na sua reforma de 1962.
O autor do projeto era o genial Reinaldo Jardim- reformador do JB, criador da Rádio Mundial- a mundijovem, inventor de Big Boy e de Daniel Azulay como cartunista. Revi pessoas que eu não via há séculos, a começar por Azulay, revi Roziska( que era uma das mulheres mais lindas da época), Ana Arruda, Tessy Callado. Vi depoimentos de meu primeiro editor- Luiz Carlos Maciel- a quem também não vejo há séculos. Só não vi o Luis Carlos Cabral no documentário. Mas, tudo tem suas falhas e não é de hoje que a cultura brasileira falha mas não tarda, invertendo o dito para a coisa ficar mais interessante.
A cultura brasileira incorporou o dia das mães, que é comemorado hoje- segundo domingo de maio. Mamãe gosta. Sintomáticamente, papai dizia que tudo não passava de uma jogada comercial. Mas, dava presente assim mesmo.
Mãe é uma coisa séria. O poeta já dizia que ser mãe é desdobrar fibra por fibra o coração. Já um picareta aqui de BH, mestre em auto-ajuda(aaargh!) e que se elegeu deputado federal diz que mãe é deixar o filho achar o próprio caminho. Que beleza, né mezz? Que o digam as mães de viciados e criminosos. Lógica e tabela verdade de verdadeiro ou falso existem para demonstrar quão rasteiro são os pensamentos ditos nessa formalidade. É a mesma coisa do trocadilho feito com uma frase “Mente sem Fronteiras” que a operadora TIM tava usando até alguém se tocar. “Mente sem Fronteiras”?. Então? A TIM mente sem fronteiras........he!he!
Acho que mãe é um dos grandes temas musicais do pop. Quem já não cantou “mamãe, mamãe, mamãe.....se eu pudesse te ver outra vez....com o avental todo sujo de ovo...se eu pudesse te ver outra vez , mamãe......começar tudo tudo de novo”. Quem?
A grande versão dessa coisa acredito que seja a mais recente, gravada em dueto por Agnaldo Timóteo e Ângela Maria. Carequinha(“o bom mininu num faz pipi na cama”) também tem uma versão e muitos outros a gravaram.
Para mim, a grande música que fala de mãe continua a ser “Filho Único”, gravada pelo Erasmo e de sua autoria-solo(sem o Roberto). Ela é um diário de tudo aquilo que acontece em termos de superproteção que uma mãe pode fazer em relação ao rebento. Dei , na época, um compacto de presente pra véia e ela ficou sem falar comigo uns 15 dias.
Para terminar, a piada-infame-clichê: Drácula convidou o Lobisomem para um jantar. Ao seu final, o Lobisomem pediu a receita do prato servido. Drácula respondeu ”Não posso dar. Mãe é uma só”.

sábado, 9 de maio de 2009

Saturday´s Surprise

A velharia volta a atacar! Bob Dylan emplaca "Together Through Life" em primeiro lugar nas 200 mais enquanto o "Heaven and Hell", que se apresenta amanhã aqui em BH entra em oitavo lugar nas 200 logo no primeiro dia de aferição!
Para uma parada onde a blackmusic e a bobagem vinham dominando as boas tiragens há algum tempo, isso é uam grandesurpresa. Na minha visão é como se o Ministério Público resolvesse investigar uma denúncia feita no blog do Paulo Henrique Amorim. Fantástico mesmo!
O incrível é que nenhum dos dois CDs tem faixa entre as 100 mais. Desde a época do lançamento dos grande sucessos do Eagles que eu não via uma coisa dessas acontecer. E isso já faz tempo.
Mas, a parada de sucessos tem dessas coisas. Falando nela, aqui no Brasil ela virou vitrine de bunda music e de serta nojo, não tendo nada para eu lembrar ou comemorar.
Comemoração por comemoração, temos a tour Sepultura/Angra, onde o primeiro mostra ser o Savoy Brown Nacional, já que não tem mais nenhum dos membros da formação original no line-up. Para quem não sabe, o Savoy Brown chegou a ter dezenove formações, sendo que, a partir da sexta, não havia mais na banda nenhum de seus formadores.
E, para terminar o dia de hoje, nada melhor para um presente do dia das mães do que esse novo do Bob Dylan, que deve estar custando os tubos em qualquer "boa loja do ramo". Na banca do Capitão Gancho, acredito que você não veja ele nunquinha.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Ratos & Homens

Vou fazer que nem aquele babaca que é deputado pelo Rio Grande do Sul. Vou me lixar para o Oásis, apesar do G1 estar dizendo que o show foi do caraca. Tem até entrevista de um dos Gallagher com o Edgar. Vamos ver se a entrevista aparece naquele circo que ele comanda num dos canais da Globosat. Aí eu sento e vejo se valeu realmente a pena.
Desde a época do Grunge que eu venho perdendo o tesão por coisa nova. Achei Nirvana um lixo, mas gostei de Foo Fighters e alguma coisa do Pearl Jam. Novidade hoje para mim é Lady Ga Ga e Tilla Tequila. Acho as duas um escracho total e aquele programa na MTV onde a Tilla queria encontrar o amor de sua vida foi uma das coisas mais hilárias que já vi na TV. Gosto do Le Tigre, do Paramore e de Rob Sinclair-Le Deejay Planetaire. Esse último então eu tenho um mix dele de mais de 50’ que eu baixei gratuito na Internet que é um achado.
Falando em passado, ontem eu revi aquele documentário sobre o Cartola no Canal Brasil. Na verdade, serviu para mim matar as saudades de m Rio que já vai longe no passado, com um centro da cidade andável, um morro da Mangueira subível e muita gente morta que eu entrevistei como Carlos Cachaça, Nelson Cavaquinho, Dona Zica, Elton Medeiros Pelão(já morreu também, né?). Ele era um saco quando tava bêbado. E como vivia assim, era um chato estilo Tom Jobim.
Acho que o maestro inventou aquela história de andar de óculos escuros por causa dele. Outro chato que se acha do caraca é o Zuza Homem de Melo. É o Tinhorão(outro chatésimo!) de São Paulo. Tem mania de pesquisador e escreve sobre o lugar comum o tempo todo.
O chato é realmente um mal necessário. Esse conceito nos remete de volta ao Deputado Gaúcho que disse que vai absolver o dono do castelo. Falou que os jornalistas ficam dando uma de reserva moral e que, como ninguém os lê, ele e outros da laia dele se reelegem. Mesmo depois de ouvir uma dessas eu vou continuar votando, pois só com voto consciente é que nós vamos mandar todo esse rebutalho a merda.
Morrer realmente é uma bosta, como diria Paulo Villaça. Está faltando um Sérgio Porto da vida para ficar sacaneando esse monte de manes, da mesma forma que faz falta um Roniquito, um Nelson Rodrigues. Muito chato isso.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Hoje!

Hoje, 7 de Maio, em 1945, o Almirante Doenitz, já nomeado sucessor do Fueher, entrou em contato com as vanguardas aliadas no sentido de negociar um armistício. A rendição incondicional aconteceu 24 horas depois, com todas as forças alemãs cessando o combate nas duas frentes.
Já em 2002, Dionne Warwick foi presa com maconha em seu estojo de maquiagem, durante uma revista no aeroporto de Miami. Dionne vinha do Rio de Janeiro, onde acabara de comprar um apê em Ipanema.
Em 1973, o Led Zeppelin chegava ao primeiro lugar da Billboard com “Houses of the Holy”, considerado pela crítica o seu pior trabalho já lançado. Quem casou no mesmo ano foi Mick Jagger. O líder dos Stones desposou Bianca Perez-Mora na cidade de Saint Tropez, dando vazão ao seu narcisismo, já que os dois estavam usando o mesmo corte de cabelo e pareciam gêmeos.
Em 1967, o Procol Harum lançou seu primeiro compacto – A Whiter Shade Of Pale – que foi ao primeiro lugar em todo mundo num prazo de três meses e, no mesmo dia, o Pink Floyd realizou seu primeiro concerto com som quadrafônico. Evento ocorreu no Queen Elizabeth Hall, com lotação esgotada.
Quatro anos antes, Bob Dylan declinou um convite para cantar no Ed Sullivan Show porque a produção vetou a música “Talkin John Birch Society Blues”. Na mesma data e na mesma cidade, nascia Ray Gillen, conhecido por ter integrado uma das n formações do Black Sabbath.
Falando em Sabbath, a banda- com Dio nos vocais e rebatizada de “Heaven & Hell”- deve se apresentar aqui em BH no próximo dia 10. Tu vai? Vai ser lá no Chevrolet Hall. Os lugares legais tão custando trezentas pratas. Tu vai mesmo?

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Teorizar e Rotular- Dois Estragos na Realidade

Teorizar qualquer coisa não passa de uma grande bobagem. Um exemplo? De que adiantou o rebolado de Elvis e a língua de Gene Simmons se veio um babaca qualquer e resolveu levar o rock a sério. Ezequiel Neves já falava isso no século passado, quando um grupo de pessoas, ávidas por faturar em cima, resolveu teorizar a coisa.
Aí, teve gosto e teoria para tudo. Jerry Rubin inventou o Rainbow Party, escudado num grupo de rock – o MC5. Ken Kesey e Timothy Leary foram ao delírio com milhares de pessoas, tendo a frente o Grateful Dead, o New Riders of Purple Sage e o Jefferson Airplane. Houve quem inverteu a corrente e do rock começou a fazer política. É o caso de Jimi Hendrix e sua versão bomber do “Star Spangled Banner”. Sonny Bono foi outro que largou a carreira, candidatou-se, elegeu-se deputado e começou a trabalhar pelas gravadoras, num entreguismo assaz interessante, tal qual Lobão aqui no Brasil, que hoje é um agente da Associação Brasileira de Produtores de Discos.
Já rotular é bem pior, pois o rótulo é a teorização generalizada, sem nenhuma característica específica. Exemplo? Como não podia deixar de acontecer, o que existe de teórico sobre a Internet preenche lacunas caso elas existam no caminho entre o real e o virtual, sabem como? Primeiro, apareceram pessoas teorizando sobre sites. Realistas ou experimentais? Depois dessa divisão, rotular foi fácil. Tudo que não é realista é experimental. Simples, né? Se não estiver em nenhuma das duas classificações, é pessoal.
Depois apareceram os blogs. Na minha visão, um blog não passa de um depoimento veicular de quem o redige. O blog leva ao sentido estrito a afirmação de que, na Web, cada um pode ser um veículo, exercendo ao máximo o direito de exprimir uma opinião- o mais interessante: Uma opinião própria.
Aí alguém exclamou: “Como fazer!? Temos que rotulá-los!”Não deu outra! os blogs foram divididos, novamente, em duas categorias: jornalísticos e pessoais. Ricardo Noblat, por exemplo, tem um blog jornalístico. Eu? Um blog pessoal.
Na verdade, não vejo nenhuma diferença entre o meu blog e o dele. Eles são escritos por nós( ao menos o meu sou eu que redijo, sem nenhum auxílio). Falo isso porque ontem aconteceu algo muito engraçado.
O “Comunique-se”(site que se diz de jornalistas para jornalistas), colocou uma nota conclamando blogueiros a se inscreverem numa espécie de banco de dados. Eu, inocentemente pura e bestamente inscrevi o “popmuzikrocknroll”. Recebi resposta que o blog não era interessante pois não era jornalístico. Era pessoal e não poderia receber material de assessorias de comunicação. Como eu já recebo material de gravadoras e certas assessorias, tudo bem. Eles que se lixassem. Aí eu saquei que, na verdade, eles querem organizar um cadastro, com a finalidade de chantagear assessorias, mostrando que uma newsletter deles atinge n blogs e cobrar por i$$o! Que treta boa, né? Parece até a época em que as gravadoras pagavam as rádios para elas tocarem sucessos!
A moda de obter cadastros fraudulentos para vendê-los como verdadeiros está disseminada. Primeiro, foi a “Encontro”- uma revista aqui de BH, que distribuía gratuitamente uma parcela da tiragem em bairros chiques e mostrava aos anunciantes o cadastro como sendo de assinantes-todos classe A.
O “Comunique-se” já tinha feito coisa semelhante para anunciantes, anunciando uma distribuição de releases via e-mail irreal e, para “comprovação” de pageviews, um comunicador que só mostra o número de pessoas que entra no site e não as que se retiram.
Aí a gente chega a conclusão que Noel Rosa estava certo. – Onde está a honestidade?

terça-feira, 5 de maio de 2009

O Rock que a Terra Esqueceu, parte 2

Em algum momento desse blog eu escrevi uma parte um dessa coisa, já que coisas que o planeta esquece fizeram por bem em ser esquecidas. Exemplo? Guilherme Isnard & Zero. Era ruim para caraça e só chegou a parada porque, além da participação de Paulo Ricardo, então RPM- que tava vendendo mais que banana no planeta dos macacos- houve uma injeção de grana e promoção no grupo. Fizeram tudo que foi programa de TV e “Há muito Tempo” tocou até na rádio Cidade.
Outro esquecimento? Dr.Silvana & Cia. Tirando o “Serão Extra”, nada mais . O rock brasileiro teve dessas coisas, pois jabá quando é jabá faz qualquer coisa tocar. Agora, houve alguma coisa que foi esquecida e valeu a pena!
O grande exemplo é João Pencas. Aquele álbum deles(“OK, My Gay”)-que tem “Lágrimas de Crocodilo”- é antológico. Nem Cheech & Chong, Casseta & Planeta ou a equipe do Pânico chegaram aos pés daquele que foi um dos poucos álbuns do rock brasileiro dignos de serem ouvidos de cabo a rabo. Dá de dez no “preto cum buraco no meio”(Casseta) ou qualquer criação do Laerte Sarrumor( vide Língua de Trapo). “Joelho de Porco” é uma coisa paulistana. Não pegou como “Como Macaco gosta de Banana”.
Em termos internacionais, temos várias coisas que foram esquecidas e tinham qualidade. Alguém lembra dos Blues Magoos?Seu grande sucesso foi “We aint got nothin Yet”- numa acleleração psicodélica digna de figurar em palestra de Timothy Leary. Na Itália havia uma banda chamada Equipe 84, que gravou uma faixa-“Auschwitz”-digna de nota e também o I Camaleonti, célebre no brasil por uma versão de “Homburg”, intitulada “L´ora del Ammore”, que, mesmo sendo versão, foi vertida por um ilustre desconhecido como “A Hora do Amor” e gravada por Agnaldo Timóteo. Pode? Haviam também os Rokes, que tiveram dois sucessos na parada. “Piange Com Me”(versão de “Lets Live For Today”- dos Grass Roots)e “Eccola Di Nuovo”(versão de “Here Comes My Babe”- de Brian Poole & The Tremeloes).
Mais coisas esquecidas e das quais hoje não se tem a mínima referência? Beau Brummels. Gravaram uma versão de “Hang on Sloopy”(Pobre Menina) que não decolou. Os Tremeloes, já citados acima e que foram primeiro lugar nas paradas Britânicas com “Here Comes My Babe”. The Dave Clark Five. Chegaram a ter dois álbuns lançados no Brasil, mas nunca fizeram sucesso nessas paragens. A versão deles de “Do You Love Me” é antológica. The Outsiders- Também tiveram dois elepês lançados no Brasil, um deles com “Time Won´t Let Me” e uma versão de “Keep on Runnin” e o outro com uma versão de “Gimme Some Lovin. Nota: o Spencer Davis Group- detentor dos originais de “Keep on Runnin” e “ Gimme some Lovin” nunca teve um Lp lançado no Brasil.A não ser um BigHits já nos anos 80, só para cumprir cronograma de lançamento do gigantesco catálogo internacional de que a Ariola Brasileira dispunha. Devemos essa benesse ao Antonio Carlos Duncan. Senão, ficaríamos na saudade.
Alguém lembra dos McCoys? São os autores do “Hang On Sloopy” original. Mais tarde viraram sideband de Johnny Winter e dois de seus membros – Rick Derringer e Dan Hartmann lanaçaram Lps solos, sendo que Hartmann foi primeiro lugar na Billboard com “Instant Replay”.
E dos Kingsmen? São os que gravaram originalmente “Louie Louie”. E dos Trashmen? “Surfin Bird” foi lançado no Brasil, mas todo mundo achou que era uma cópia de “papa oom mow mow”. Mais tarde os Ramones deram um trato na música, mas a melhor versão continua a ser a original.
Para terminar, o primeiro grupo punk há história- o Troggs. Gravaram a versão original de “Wild Thing”, regravada por Jimi Hendrix no “Live at Berkeley”(em catálogo é “Livin in the West”), mas seu maior sucesso foi “With A Girl Like You”.
Por hoje chega. Vou dar uma pesquisada no arquivo e depois nóis vorta. Inté!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Maio, mês das Noivas? Das Mães? Do que?????

Entramos em Maio. “First of May” foi um grande sucesso dos Bee Gees, lembram? Brian May é guitarrista do Queen, que continua com os vocais de Paul Rodgers. Eu, sendo sincero, acho que o grande susbstituto para Freddie Mercury seria George Michael, mas, como todos são súditos da rainha, eles que se entendam.
De May para Mae. Troca-se apenas uma letra, mas a pronúncia é a mesma. Se o cinema teve a irreverência de Mae West, o Rock Brasileiro teve que aturar Mae East, invenção absurdette de Júlio Barroso no gang90 e que, ao que me lembre, foi uma das n namoradas de Nelsinho Motta que ele “encaminhou ao estrelato”. Tenho aquele disco solo dela meio experimental, mais para Enya do que outra coisa, mas bem melhor que o do Metrô(“A Mão de Mao) e do “Violetas de Outono”.
Acho que desde “Clara Crocodilo” que ninguém faz música experimental decente nesse país de Abrantes e Marqueses. Realmente não há notícia de nada a não ser o Skylab(Rodrigo ou Rogério, não lembro) e o Tetine Paulistano. Fico nos três e acredito não estar cometendo nenhuma injustiça.
Voltando a maio, ia me esquecendo de “Rosa de Maio”, de Evaldo Gouveia e Jair Amorim – os Sullivan & Massadas dos anos 50- todas as duas duplas manifestações do século XX. A mais antológica das gravações da faixa foi a feita pelo Baltazar para o selo Rodeio(Wea) sob a produção do Antonio Carlos de Carvalho.
Baltazar era um daqueles bregões like Reginaldo Rossi, que fez sucesso e acreditou piamente que era o primeirão das bocas, pirando na maionese, bem ao estilo Raul Seixas(também era bahiano). Resultado: gastou tudo que tinha em pó e bobagens e, como sempre acontece, começou a fazer coisas completamente anticomerciais e virou fracasso.
Odair José foi outro: numa época, entrou numa que era o Peter Frampton Brasileiro e gravou uma ópera-Rock: “O Filho de José e Maria”. A gravação não chegou nem a receber corte e o master deve estar perdido num arquivo de quem detém hoje o antigo catálogo da RCA Brasileira.
Tudo isso aconteceu no mês de maio. E é tudo verdade!

domingo, 3 de maio de 2009

Domingo e o Espírito de Porco

Os dois grandes eventos desse domingo são a gripe suína e a virada cultural de São Paulo, né mesmo?
Um report da NPR assinala que o vírus da gripe suína, na verdade , é uma construção genética que mistura partes vindas de pássaros, de gente e muito mais coisa, e que, na certa, foi feito em laboratório. Já tem gente achando que é coisa do Bin Laden pois, até o momento, nenhum dos ditos infectados teve contatos com suínos. Na minha opinião, acho que quem fez essa porra foi um tremendo espírito de porco, só para deixar todo mundo alarmado. E como a mídia atualmente só faz esse tipo de coisa, deve ter editor de jornal esperando que essa coisa se transforme numa epidemia estilo gripe espanhola só para deitar falação ao estilo “não disse?”
Já a virada cultural de sampa está apresentando coisas do arco da velha. Misturaram de tudo, teve Jon Lord- sem Purple- Benito de Paula, Marcelo Camelo, Tutti Frutti- sem Rita- Geraldo Azevedo, Tavito, Camisa de Vênus, Homenagem a Raul Seixas e outras manifestações jurássicas que sempre funcionam e carregam gente para espaço aberto, ainda mais porque de graça até ônibus na contramão. Assim.......
Já aqui em BH vai ter a decisiva entre Cruzeiro X Atlético. Acredito queo Cruzeiro á ser bi, da mesma forma que acho que o Botafogo vai fazer o Flamengo. Vamu vê.

sábado, 2 de maio de 2009

Presente de Gratidão

Ontem foi o meu post de número 500 nesse blog e eu, sem nenhuma bala na agulha, não tenho como dar nenhum presente de gratidão aos meus três leitores conhecidos. Mas, graças a Deus, meu exemplo não é seguido por muita gente. Querem um exemplo?
A partir do dia 15 de maio, o Coldplay vai permitir o download gratuito do disco ao vivo 'LeftRightLeftRightLeft'.Os CDs do álbum serão distribuídos de graça.
De acordo com a banda, o disco é um 'presente de gratidão' para todos que compraram os discos do Coldplay mesmo em tempos de crise.
Ta vendo só como eles são desprendidos? Imagina se os Stones iam fazer uma coisa dessas nos anos 70? Prensar 100.000 vinis e dá-los de graça a quem comparecesse a uma apresentação, por exemplo?
Ou Bob Dylan? Esse já ficara puto quando as fitas de seu álbum foram roubadas e distribuídas com o nome “The Great White wonder”, imagina mr.Zimmemann ter a idéia de pegar umas 5.000 cópias do “Basement Tapes”(a versão oficial do pirata já citado)e distribuí-lo na Washingon Square, em pleno Village, para quem estivesse de bobeira no local?
Segue abaixo uma lista de alguns artistas que poderiam, hoje em dia, montar um álbum de sucessos e disponibiliza-lo gratuitamente no seu site, como forma de gratidão:
1 – Eric Clapton
2 – Mark Knopfler
3- U2
4 – Scorpions
5 – AC/DC
6 – Rod Stewart
7 – Elton John
8 – Carlos Santana
9 – ZZ Top
10 – The Who
Só citei grupos que ainda estão fazendo algo, por razões óbvias. Citar morto, como Beatles ou Pink Floyd e Jimi Hendrix não vale. Primeiro, porque a coisa é irrealizável e, segundo, ia dar uma confusão danada devido aos conflitos de interesses. Já no meu caso, não ia acontecer nada. Só uma crise de preguiça e ingratidão daquelas.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Quais os Melhores Discos que Você Já Ouviu?

Ontem, um de meus três leitores me perguntou se eu sabia que fim tinham dado a coleção de discos do finado Newton “BigBoy Duarte- o primeiro DeeJay de peso do rádio carioca.
Big tinha uma discoteca brabeira, a qual, acredito, teve um final repartido com muitos aficcionados, eu inclusive. Bem, pelo que eu saiba, o que não foi adjudicado a coleção do Peixinho- Assessor dele, também programador da Mundial e, mais tarde, fundador da EldoPop, foi repartido em lotes e a viúva os vendeu.
Eu comprei quase 200 inéditos, que nunca foram lançados aqui, estilo Lee Michaels, RiffRaff, etc...... O Paulão da Black Power levou toda a coleção de James Brown e o Guarani- real fundador da Furacão 2000- comprou todos os balanços “exclusivos” que Big tocava no “Baile da Pesada”.
Segundo a viúva, ela guardaria a coleção Beatles e a Coleção Elvis, coisa que eu não acredito que tenha acontecido, mas, elas por elas deve ter sido melhor desse jeito.
A maior coleção de discos contemporâneos com a qual eu tomei contato foi com a do Fernando Picanço- à época diretor da extinta Ducal- e que importava , direto dos EUA, tudo que saia de Jazz, Pop e Rock. Foi lá que eu ouvi Blood Sweat & Tears pela primeira vez, Bread, "Bitches Brew" e "Parker With Strings"- que tem uma versão de "Laura" que toca em "Birdie"(Clint Eastwood).
Outra grande coleção era a dos filhos do Costa Lima- Luiz Jr. e Paulinho. Nela eu ouvi Steve Miller Band, Crosby Stills & Nash e foi nela a única vez que eu vi um disco do Black Merda- banda antológica de PsychoFunk, um pouco mais antiga que George Clinton e Bootsy Collins.
Voltando ao mote do título, a maioria dos melhores discos que eu já ouvi não estavam nesses comprados à coleção do Big Boy, a não ser o “Vinil Features”(Riff Raff). Entre os melhores discos que eu já ouvi estão o primeiro do Led Zeppelin, “Fresh Cream”(Cream), “After the Love Has Gone”( Earth Wind & Fire),”Bayou Country”(Creedence Clearwater Revival),”Two Places at the Same Time”(Ray Parker Jr& Raydio), “Expresso 2222”(Gilberto Gil), “Rocket to Russia”(Ramones), “Jack o Estripador”(Made in Brazil) e “Never Mind The Bullocks”(Sex Pistols).
E tu? Quais os melhores que você já ouviu?