Ontem, em mais uma das minhas zapeadas pela TV paga, eu vi o clip “get off” do Prince na VH1. Nosso amigo parecia mais uma Carmem Miranda funk, com um turbante preto que, se a pequena notável botasse os olhos, ia querer ser enterrada com ele. Todo preto, de veludo, com umas caraminholas no topo, parecendo castanhas portuguesas. Uma gracinha!O baterista era um Carlinhos Brown mais robusto, fantasiado de Pedra da Gávea, igualzinho ao baiano, mas muito mais músico e fazendo um backing vocal legal.
Os dois destaques do clip eram a Gibson 335 azul clara do guitarrista e uma gordinha vocalista que era um tesão! A música era mero detalhe. Se Jimi Hendrix estivesse vivo, garanto que ele estaria tocando com Prince. Nosso amigo de Minneapolis é a coisa mais próxima do que Jimi fazia na música. Quem defende que Jimi estaria junto de Lenny Kravitz está completamente errado. Kravitz é muito branqueado em relação a concepção musical de Jimi- um pouco a direita do Living Colours e do Black Merda.
Falando em Jimi, ontem- no frio que fazia aqui em BH- passei um pedaço da noite ouvindo o que tenho dele no computador. Fiz uma seleção e tenho umas 35 faixas- com destaque para “Long Hot Summer Nights” , “ Freedom”, “Isabella”, “Foxey Lady” e todas as triviais. Sou mais chegado ao seu trabalho de estúdio que no ao vivo. A mesma coisa sinto pelo trabalho de Eric Clapton.
E , falando em Clapton, alguém já leu aquela biografia que está nas livrarias? Então, nem tente, pois ela é uma bosta. Passei os olhos, fechei e deixei na estante.

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