sábado, 23 de maio de 2009

Ontem, em mais uma das minhas zapeadas pela TV paga, eu vi o clip “get off” do Prince na VH1. Nosso amigo parecia mais uma Carmem Miranda funk, com um turbante preto que, se a pequena notável botasse os olhos, ia querer ser enterrada com ele. Todo preto, de veludo, com umas caraminholas no topo, parecendo castanhas portuguesas. Uma gracinha!
O baterista era um Carlinhos Brown mais robusto, fantasiado de Pedra da Gávea, igualzinho ao baiano, mas muito mais músico e fazendo um backing vocal legal.
Os dois destaques do clip eram a Gibson 335 azul clara do guitarrista e uma gordinha vocalista que era um tesão! A música era mero detalhe. Se Jimi Hendrix estivesse vivo, garanto que ele estaria tocando com Prince. Nosso amigo de Minneapolis é a coisa mais próxima do que Jimi fazia na música. Quem defende que Jimi estaria junto de Lenny Kravitz está completamente errado. Kravitz é muito branqueado em relação a concepção musical de Jimi- um pouco a direita do Living Colours e do Black Merda.
Falando em Jimi, ontem- no frio que fazia aqui em BH- passei um pedaço da noite ouvindo o que tenho dele no computador. Fiz uma seleção e tenho umas 35 faixas- com destaque para “Long Hot Summer Nights” , “ Freedom”, “Isabella”, “Foxey Lady” e todas as triviais. Sou mais chegado ao seu trabalho de estúdio que no ao vivo. A mesma coisa sinto pelo trabalho de Eric Clapton.
E , falando em Clapton, alguém já leu aquela biografia que está nas livrarias? Então, nem tente, pois ela é uma bosta. Passei os olhos, fechei e deixei na estante.

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