quarta-feira, 13 de maio de 2009

Enquanto o Brasil desce a ladeira da pirataria de software e se coloca em terceiro lugar na América do Sul, com menos que 60%( A Bolívia pirateia 86% e a Venezuela 84%), mais um resolve subir a ladeira do palco, para ficar nos holofotes como cantor. É o Wagner Moura, que segundo o G1, grava um CD acompanhado de banda. Se o CD refletir o desempenho dele em “tropa de elite”, vai ser um CD de hard metal daqueles, né?
Essa história só deu certo até hoje, quando os acessos são invertidos. Diversos cantores se tornaram artistas de peso, como Frank Sinatra, Gene Kelly Kris Kristofferson e Johnny Cash. Aqui no Brasil tivemos o José Augusto Branco( começou a carreira cantando boleros com o nome de Pepe Blanco)e temos o Fábio Jr. A Marlene, tadinha, se julga uma chanteuse-atrice, da mesma forma que a Bibi Ferreira. Eu, pessoalmente, não iria a mais nenhuma estréia delas. Fui a de “Gota d´água” original, no Teatro Teresa Rachel e Bibi? Aqui, ó? Marlene, nunca nem tentei.
Outro que jogava nas onze era o finado Ivon Curi, que você pode ver no Canal Brasil numa série de chanchadas as quais protagonizou com alguma graça. Já o Sérgio Reis e a dupla Milionário e Zé Rico fizeram filmes inenarráveis que deram bilheteria por causa da trilha sonora(“O Menino da Porteira” e “ Na Estrada da Vida”).
Mais fracassos? Sergio Mallandro, Maurício Mattar, Marcelo Novais, Elizangela e uma série de galãs e gatinhas que, ancorados num sucesso de imagem na TV tentaram o disco e dançaram.
Hoje , o barateamento do processo está dando chance a muito mais gente montar um estúdio doméstico e editar um CD com qualidade. Nos anos 60, a impossibilidade até de se gravar um demo residia em fatores totalmente alheios ao processo, a começar pelo custo da coisa. Era mais negócio ir vender picolé no litoral do que batalhar uma chance nos holofotes.
Voltando ao hoje, um sampler aqui, um verso ali, você monta um rap, se inscreve num biale e , se der certo, valeu. Há pouco tempo, nada disso acontecia. Viva a tecnologia, a cara e a coragem para fazer letra falando bobagem. No final de tudo, é isso que o mercado quer consumir. Durma-se com esse barulho.

Um comentário:

anareis disse...

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