domingo, 31 de agosto de 2008

Scorpions in Rio

Rudolf Schencker fez sessentinha e ganhou festa de aniversário no Rio, onde o grupo se apresentou ontem. Se Schencker continua com as mesmas preferências de quando esteve aqui pela última vez, as garotonas da Barbarella e Pejótas em geral devem ter se esbaldado entre os convivas.
Schencker e seus companheiros se portam aqui comoa maioria dos turistas de fora, já ue a mulherada é pródiga e êles não fazem por menos. Também, para quem está na estradadesde 1972 com o mesmo grupo, uma farrinha mais ou a menos não vai pesar no curriculum. Keith Richard está aí para ninguém botar defeito, né mezz?
Em termos de extravagâncias, muito rockstar já aprontou poucas e boas no país. Rod Stewart destruiu uma suite presidencial do Copacabana Palace jogando uma pelada dentro da mesma, com direito a bola G18 oficial. Santana, quando veio se apresentar no FIC em 69, exigiu Lagosta todos os dias no menu e uma casa m São Conrado, além de muita maconha. Uma tarde, alguém teve a infeliz idéia de levar uma feijoada para a banda. Pois bem, Santana & friends pintaram as paredes da casa com o feijão pretim, pretim....
A Tour do Scorpions prossegue pelo país e essa semana eles devem se apresentar em sampa e em Belô. Depois, seguem adiante pela South America in way back to Germany. Acredito que irei estar presente ao Mineirinho, já que eles sâo uma das poucas coisas que poderão me tirarde casa nesse resto de ano. Bye Bye.

sábado, 30 de agosto de 2008

Quando Setembro Vier!!

Depois dos azares de agôsto e da entrada em Orion, Setembro é o mês pop por excelência. Os Happenings, o take six, Vanusa, Pat Boone e o earth, wind & fire gravaram loas a respeito do mes, fizeram-se filmes(“Quando Setembro Vier”) e muitas coisas boas fazem aniversário em setembro, incluindo pessoaas de respeito em qualquer lembrança e listagem.
Vejamos: os mais famosos aniversariantes do mês: Roger Waters, Chrissie Hind, Buddy Holly, José Feliciano, B B King, Ray Charles, Bruce Springsteen, Brian Epstein e Jerry Lee Lewis.
“September”(Maurice White), gravada pelo Earth Wind & Fire deve ser a faixa sobre o mês que ficou mais tempo na parade, seguida de “See You in September”(The Happenings). Já como incursão na indústria cinematográfica, o mês nos traz à lembrança “Candelabro Italiano”(Quando Setembro Vier), clássico filme romântico que povoou o imaginário coletivo de toda uma geração anos 60.
E, para ninguém reclamar, segue abaixo uma lista quase que completa de rockstars que fazem aniversário a partir do próximo dia 3.
3 - steve jones - sex pistols
8 - ben orr - the cars
9 - dave stewart(eurythmics), billy preston
doug ingle(iron butterfly)
10 - joe perry
11 - mickey hart
12 - liam gallagher
13 - peter cetera
14 - steve berlin - los lobos
Até amanhã.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Fora do Tom( principalmente o Jobim!)

Nos anos 60, os amigos Joaquim (Rodrigo Santoro), PC (André Moraes), Davi (Angelo Paes Leme) e Geraldo (Jair Oliveira) tentam viver da música. Com sua banda de bossa nova, Os Desafinados, eles se inscrevem em uma audição que está selecionando artistas para tocar em Nova Iorque, no Carnegie Hall e dançam, não sendo escolhidos.Decididos a levar seu som para os EUA, os quatro amigos decidem ir a luta e vão tentar a vida musical nos States.
Joaquim deixa a esposa grávida, PC abdica do sonho de se tornar arquiteto, e Davi larga a namorada também grávida, mas de outro homem. Já nos EUA, eles, junto com o amigo cineasta Dico (Selton Mello), conhecem Glória Baker (Cláudia Abreu), uma brasileira que acaba se tornando a vocalista da banda.
A história é crível e, segundo os realizadores, é um mix da vida levada por uma série de músicos e artistas Brasileiros que foram fazer a América. Alguns se deram bem e outros acharam que aquela terra não era muito a prometida.
A película( adoro isso!) leva a chancela da GLOBO e têm tudo para virar sucesso de bilheteria e DVD, principalmente para incautos que gostam de som Brasil e vão acreditar no que verão como se fosse verdade absoluta. Mas, na estética do público a que se destina, vai colar, sendo matéria de capa de “CARAS”e outras mumunhas do quilate. Quem viver verá e terá que aturar muito sapo e o desempenho ótimo de Selton Mello, o melhor ator Brasileiro em atividade.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Resposta Ipanemense

Numa troca de emeios realizada ontem, o Carlos Leonam me perguntou quem eram realmente o Damião Experiença e a famosa mulher de branco, que perambulam por Ipanema, como sombras de um passado, perseguindo seus dias de antanho, numa busca da glória pelo bairro e, talvez, pela cidade onde, no papel e compasso dados pelo destino, grafitaram suas vidas com régua não muito reta e traço duvidoso(madruguei poeta hoje, maninho!).
Conforme a lenda contada de bar em bar, Damião- a quem eu vi recentemente – é filho de um fazendeiro de Itabuna, cheio da grana, e que deixou como herança uma grana afrodescendente(falar grana preta não é politicamente correto), a qual ele vêm torrando com putas, pó e discos independentes há uns 40 anos, não necessariamente nessa ordem. Damião tem hábitos e higiene pessoais semelhantes ao Urubu do reboque(lembram dele? Ficava com o guincho verde estacionado na Francisco Otaviano, perto do Marimbás...), raramente tomando banho ou trocando de roupa.
Músico e compositor, Damião tem temática própria, vivida e conversada tanto em Português como na língua do planeta Lamma, o qual ele já visitou e recebe informações pelos alienígenas que vêm de lá e lhe contam as últimas novidades. O planeta Lamma, com o nome indica, é uma sujeira só, habitado por putas e vagabundos da pior espécie, que vivem nos delírios de Damião. Nosso amigo já gravou independente 9 Lps simples, 15 duplos, três triplos e um quádruplo, pelo selo Lamma, de sua propriedade, prensados na gravadora Hawaií do William Luna. Tenho todos. Não sei se exsistem versões em CD. Todos eles têm a mesma capa em preto e branco com sua foto de divulgação, na qual ele aparece com um gibão da US Navy.
Já a mulher de branco, tão decantada em prosa nas colunas do Joaquim Ferreira dos Santos é a Ana Maria Carvalho, ex-mulher de um Marcos Valle que se separou dela por não aguentar suas traições e infidelidades. Segundo a lenda, Ana foi abusada sexualmente pelo pai, o radialista Luis de Carvalho, figura de detaque nos anos 50/60 e que ficou conhecido nacionalmente pelo primeiro grande escândalo de corrupção de menores da Jovem Guarda, envolvendo ele, Carlos Imperial, Hélio Freitas( executivo da CBS), Cleide Alves, Célia Mara, Osvaldo Nunes, Rossini Pinto e muitos outros. Foi numa das audiências desse processo que Imperial- pedófilo em atos e conquistas- declarou que não olhava a carteira de identidade das mulheres que comia.
Dona de uma voz razoável, Ana tentou a carreira nos anos 70, se lançando como crooner do “Rock Ebó”, que tinha entre seus membros Carleba, ex-baterista de Jerry Adriani, dos “Panteras”(leia-se Raul Seixas) e Perinho Santana, guitarrista, mais tarde músico de um dos baianos( Caetano, se não me engano). Sexy e então tesãozinho, nessa época Ana foi o pivô da separação do casal Maria Cláudia(atriz) e Luiz Carlos Cabral(jornalista).
Hoje, Ana é uma sombra que, entre tatuagens e frases desconexas, vai vivendo pelas ruas de ipanema, como na letra homônima de Erasmo Carlos. Com a morte da mãe, a casa em que moravam(Rua Redentor) foi vendida e ela deverá ir para algum asilo, mais cedo ou mais tarde.
Faltam ainda as histórias de Paulo Bagunça, Ricky do violão, Lauro do Leblon, Chico Meleca, Ratinho, Ray Rola, Teresinha Baden Powell, Teresinha do Tonel, Anabella Drummond e Carlinhos Verdade, as quais eu conto mais tarde.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Tu Acredita?

Acredite se quiser: o novo DVD de Zezé di Camargo & Luciano vai ter seis músicas inéditas. Até aí, nada de novo. O problema é que a pseudo-platéia vai ter que decorar a letra das novidades, “para o resultado ficar mais impactante”. Se não ficar , as cenas serão regravadas até que se obtenha o resultado desejado.
No século XX, se Eric Clapton, Beatles ou até mesmo a Cher fizesse uma coisa dessas, ninguém ia aceitar e a coisa toda ia ser denunciada como fraude. Hoje, o fato é encarado como normalidade. É aí que a gente inocente, mas não tapada se toca de como é que a Gretchen , Wanessa Camargo, Sérgio Mallandro e coisas piores viraram artistas de sucesso. A palavra mágica chama-se produção. Tá ruim? Refaz! Aí, tudo fica lindo e maravilhoso. Um dia desses, vou pegar o grupo de pagode de meu afilhado e aplicar uma solução maquiadora dessas. O grupo é tão ruinzinho que eu o batizei de “A Maldição do Samba”. Tudo é fora do tom e rimar “momento” com “pensamento”tá presente em todas as letras das composições próprias e sofríveis. Garanto que eles, com um pouco de “produção” emplacam até um Faustão. Na capa do CD a gente coloca uma dessas muié- fruta e lá vamos nós- mala direta ao sucesso!
Mudando de assunto, o destaque de hoje fica para o Dr Dre, cujo filho foi encontrado morto. O garotão tinha ido a uma festinha. O que será que aconteceu?????

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Pirou Geral !

João Gilberto chega aos 77 completamente piroca e mais ou menos esclerosado. Só assim é que pode ser definida a apresentação que o chato da Bossa Nova fêz, no palco do Municipal Carioca, tietado por todos aqueles que nunca esconderam sua admiração por aquêle que já quase levou à loucura pessoas normais, como este que vos digita.
JG cantou, deu bis, chamou a platéia para cantar junto, fez piada, e, pasmem! Não reclamou do ar condicionado. E atendeu a um pedido! Fora do repertório! Para quem conhece JG e sabe das suas manhas & manias, deve estar tendo a impressão que eu tive quando meu informante secreto, que esteve lá , me contou o ocorrido. O homem esclerosou de vêz.
Ao que tudo indica, a MPB vai ter mais uma perda sensível. Depois da morte de Dorival, teremos a segunda internação de João Gilberto em um sanatório( a primeira foi antes dele ficar famoso). Já imaginaram JG, de cara virada para a parede, sentado num banquinho, afinando o violão e tocando n vezes “Prá que discutir com Madame” até ela ficar perfeita. Isso, todo dia, toda hora e virando noite? Não vai ter doido que aguente. Ou então ligando para a enfermaria pelo interno e pedindo o cardápio dos antidepressivos que estão em estoque? Eles merecem!

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Bonitinho, o concorrente

Pode ser que os meus três leitores sejam de opinião de que eu tenha falado com quase um mês de antecedência sobre o aniversário de Michael Jackson. E foi verdade. Afinal, em certas coisas a gente têm que falar antes para lembrar o resto do mundo que uma certa coisa vai tornar a se repetir. E, na maioria das vezes, a coisa se repete, seja para o bem e/ou mal da coisa, seja para o bem e/ou mal das pessoas que a preciam a coisa.
Exemplo? Eu nunca falaria nada a respeito do aniversário da Ivete Sangalo, Kauã Raymond, Grazi Massafera ou outros que a mídia insistam em que sejam vips. “Artistas” como eles sempre passariam batidos pelo meu crivo. Ainda mais porque o meu conceito de very important person não bate muito com o deles. E aí, fica o dito pelo não dito. Mas, como já falamos um dia desses aí atrás, gôsto não se discute. E, se for necessária uma palavra de consolo, aí vai ela: foda-se.
Falando em bobagem, a Globo já começou a escolher pessoal para integrar o BBB9. Estou inscrevendo o bonitinho, meu cachorro, do mesmo jeito que o inscrevi para concorrer ao direito de ser sorteado para comprar um ingresso para o show de Madonna. Todos eles merecem. Resta ver se o bonitinho ganhar nos dois, aí é que a coisa vai ficar interessante. Como esse cachorro é sortudo prá caraca, pode até ser que ele chegue lá. Não duvido nada.
Na foto você vê Rosinha, mulher do bonitinho no dia em que eles se casaram. Bonitinho já está na terceira ninhada e acha Rosinha uma tremenda cachorra.

domingo, 24 de agosto de 2008

Scorpions Alive and probabilly well!

Vinte e três anos depois de eu vê-los pela primeira vêz, eles retornam ao Brasil- o país que os consagrou numa balada sem maiores pretensões, que levava o nome de “Still Loving You”. Na minha modesta opinião, o Scorpions foi a melhor coisa que aquele picareta do Roberto Medina trouxe na primeira edição do Rock in Rio.
O evento, pelo andar da carruagem, vai acontecer até em Alma Ata, capital do Kazaquistão( Os Scorpions já tocaram lá, acredita?). E apresentando coisas como Ivete Sangalo, Só prá Contrariar e Leila Pinheiro. Afinal, a Bossa Nova tá fazendo 50 anos, vai fazer 51, 52, 53.......... Como tudo tá servindo como pretexto, vão valer até os 200 anos de morte do Vicente Celestino.
Voltando a falarde Scorpions, conversei com o Klaus Meine via e-mail e ele assinalou que dois lugares vão ficar para sempre gravados em sua memória: a Califórnia e o RJ, por razões óbvias-sol, praia, mulheres e boas vibrações. Foram também os dois lugares onde as pessoas mais vibraram com duas das faixas que ele considera as melhores da banda- “Big City Nights” e “Still Loving You”.
No mais ele espera que a receptividade dessa tour eletroacústica que estão fazendo supere a última vêz que eles vieram, há uns dez,onze anos atrás.
Para quem não sabe, o Scorpions data de 1965 e seu primeiro álbum de sucesso é de 1972. Membro original da banda só sobrou mesmo o Rudolf Schencker, já que o Michael- bem mais maluco-sempre oscilou entre bandas próprias, o UFO e o Scorpions, não necessáriamente nessa ordem. Mathias Jabb e Klaus Meine estão na banda há uns 30 anos, sendo o resto considerado apenas figuração.
Aqui em BH eles se apresentam no Mineirinho, local famoso pela pior acústica existente no planeta, fato que vai cagar em muito o som da banda. Mas, como quem gosta come até angu doce, aquilo lá vai ficar entupido.

sábado, 23 de agosto de 2008

Gôsto não se Discute

A cantora Tarja Turunen, ex-vocalista do Nightwish, que tá andando aqui pela Terra Brasilis, afirmou numa entrevista que gosta de coisas brasileiras, incluindo Paulo Coelho e a banda Angra, mais Sepultura e outras escolhas menos votadas. Caetano Veloso e Roberto Carlos homenagearam Tom Jobim em uma apresentação conjunta. Pelo que se vê, vamos ter um final de semana bem movimentado, incluindo a missa de sétimo dia pelo falecimento do músico brasileiro mais preguiçoso de todos os tempos – Dorival Caymmi.
Acredito que gostar do que Paulo Coelho escreve é atrair para si a praga dos sete anos da maga Patalójika(lembram?). Eu, no meu entender, gosto de coisas bem melhores e como considero literatura uma arte sem nacionalismos, prefiro Bukowsky e John Fante. Mas, gosto não se discute. É como ser Atleticano numa terra de Cruzeirenses, ou mesmo vascaíno numa terra de tricolores.
Citei Caymmi para falar em preguiça, acho que associando à que eu sinto – danada prá caraca! Caymmi levou dois anos para faze uma música- se não me engano “Marina”. Eu estou há uma semana tentando arrumar meu novo apê e esbarro na maldita preguiça, já que é coisa prá cacete, todas adquiridas com um bom gosto indiscutível e que serão arrumadas da mesma forma. Algumas pessoas vêem essas coisas com reservas, mas como gôsto não se discute........

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Mais um jornalista chega a imortalidade

Mais um jornalista chega aos píncaros dos textos e senta o "derrière" numa cadeira da chamada Casa de Machado e, sintomáticamente, na própria que foi ocupada pelo feiticeiro do Cosme Velho.
Luiz Paulo Horta vai acupar a cadeira 23 da Academia Brasileira de Letras, cuja última ocupante foi a escritora Zélia Gattai. A cadeira 23 já foi ocupada por ninguém menos que Machado de Assis. "Isso me deixa quase esmagado de responsabilidade; espero não fazer feio", disse Luiz Paulo em entrevista dada assim que o fato lhe foi comunicado pela presidência da ABL.
Luiz Paulo Horta, é carioca, tem 65 anos e possui diversos títulos escritos sobre música erudita. É colunista e editor de opinião do jornal "O Globo" e trabalhou também no antigo "Jornal do Brasil", estando lá desde quando Reinaldo Jardim promoveu a reforma do diário e lançou o “Caderno B”.
Para quem não lembra, o "Jornal do Brasil" foi rformulado,gráfica e editorialmente, em 1961, quando começou a tratar a cultura como mais um assunto jornalístico e seu visual foi redesenhado por Amílcar de Castro. Essa reforma transformou o diário do Conde Pereira Carneiro no mais carioca dos jornais que pontificaram no RJ durante o século XX. Hoje, o jornal é uma caricatura do que foi para a cena carioca.
Entre os títulos lançados com a griffe de Luiz Paulo estão "Dicionário de música Zahar", "A música das esferas", "Sete noites com os clássicos", "Guia de música clássica em CD" e "Villa-Lobos - Uma introdução".
Longa vida para o novo acadêmico.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Los tres Amigos y Jo

Kurt Cobain detestava Axl Rose, segundo uma biografia do cantor, que será lançada no mês que vem. Conforme o texto, Cobain odiava o jeito machão de Rose e se recusou a conhecê-lo. Tal idiossincrasia impediu uma tour conjunta do Nirvana, Mettalica e Guns N Roses.
Eu, pessoalmente, sempre detestei Kurt Cobain, Nirvana e Guns N Roses e essa idiossincrasia determinou três momentos na minha cultura musical: do Nirvana eu não conheço porra nenhuma, do Guns eu só gosto de “Patience” e pro Mettalica eu sempre caguei e andei.
Nunca tive saco para ficar ouvindo nenhum dos três e quando Kobain deu um tiro na cabeça por não aguentar mais aquelas duas chatas(Heroína e Courtney Love), para mim não significou nada.
Já Foo Fighters e outros exemplares do grunje eu até que gosto, com algumas reservas. Na verdade, esse rock do final do século XX eu acho meio repetitivo, pois já ouvi a maioria do material proposto em algum lugar e bem antes deles comporem aquilo. É mais ou menos a mesma coisa de que gostar de Leila Pinheiro depois de ter ouvido Silvinha Telles. Não funciona muito dentro da minha cabeça.
Falando nisso, esses cinquenta anos da bossa nova já estão enchendo o saco e essa coleção que a “Folha“ tá editando semanalmente só tá trazendo material vencido. Até o momento, arrumei só aquela levada dupla que inaugurou o evento e me dei por achado. Para quem nunca ouviu, até deve fazer a cabeça. Para mim, também pouco significa.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Óia a Mutreta!!!!!

Mistérios são mistérios, nada mais que mistérios. Eu tinha escrito um texto, até que razoável, apontando a possível mutreta que poderá acontecer nessa hsistória de compra de ingressos para os dois shows que Madonna faz em Dezembro. Um no Rio e outro em SP. Mas, alguma cagada que fiz apagou o texto completamente. Assim, meus três leitores ficam mesmo é com essa foto da cantora beijando na boca uma das dançarinas de sua troupe.

A rede é capaz de fazer coisas incríveis com nossas imagens e nossos textos. Um abraço.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Suspeitas & Certezas

O dístico Sexo, drogas e Rock and Roll nunca foi tão bem aplicado a alguém do Stardom quanto a Gary Glitter, extraditado ontem do Vietnan, depois de cumprir uma pena de dois anos e nove meses por suspeita e condenação pela prática de pedofilia. Glitter já havia sido detido anteriormente no Camboja pelo mesmo delito e ia, segundo as autoridades de Hanói, fugir para a Tailândia quando foi detido.
Glitter, na minha modesta opinião, sempre foi uma estrela de segundo escalão do rock britânico, apesar de fazer um sucesso razoável com seu rock comercial, bem ao estilo do Bay City Rollers, se formos citar algum exemplo. Sua atuação memorável na cena foi o papel de um rocker decadente em “That’ll be The Day”, filme que, pelo que me consta, nunca foi exibido aqui.
Pedofilia é um assunto não muito tabu no Rock, já que Chuck Berry, Jerry Lee Lewis e James Brown receberam condenações por praticarem o delito. No Brasil, Carlos Imperial foi condenado pelo mesmo motivo e proferiu no tribunal a famosa frase Ëu não peço para ver a identidade das mulheres com quem eu transo”. Mas, nessa fase politicamente correta, uma citação dessa serviria apenas para a completa execração pública.

sábado, 16 de agosto de 2008

Cold Turkey

Madonna faz 50 anos e o mundo não muda em nada, a não ser essa propalada “dissolução” do RBD, que, ao que tudo indica, foi anunciada apenas para que empresários da marca avaliassem a receptividade que a notícia teria, entre aqueles que são tietes do grupo musical, se assim pudéssemos classificar esse Menudo do terceiro milênio. No mais, temos uma micareta(aargh!) acontecendo em Sta Luzia(RMBH) e as toas e loas que estão sendo tecidas ao João Gilberto por este ter dito “São Paulo....I Love You”. Que gênio, né mesmo?
Mas, voltando a falar de Madonna, o LimeWire já está disponibilizando em suas pesquisas muito material constante no “Hard Candy”, quase todos com boa qualidadee tempo de download num padrão aceitável dentro do “traffic share” que os provedores teimam em nos impingir, nessas conexões discadas de luxo que eles chamam de banda larga.
Pelo LimeWire eu consegui baixar alguns clássicos dos quais eu não possuía registros, como “Livin on a Prayer”(Bom Jovi), “Baby Come Back”(Player), “Come Fly With Me”(Frank Sinatra) e mais uma série de sucessos inesquecíveeeiiisss(que tal o clichê?).
Caso não haja domingo nesse blog é porque eu estarei arrumando minha casa nova e ela vai ter prioridade, no sentido de que eu volte , no máximo , na terça-feira. Bye.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Gravando!

Estou lendo o livro de Phil Ramone que leva o título desse post. Para quem estiver a fim de conhecer histórias fantásticas a respeito da produção musical norte-americana no século XX, o livro é um prato cheio, já que Phil trabalhou com todo tipo de música e com todo o tipo de gente, incluindo Bill Graham( foto), que o ajudou a fazer “A Star is Born” com Barbra Streisand e Kris Kristofferson, organizando para tal um concerto de rock verdadeiro, com apresentações de Santana e muito mais gente, no sentido de encenar uma das apresentações de John Howard- personagem de Kris no filme.
Se você pensar em alguém que, nos últimos 50 anos, tenha se envolvido com todos os grandes nomes da música norte-americana, você pensou nos dois: tanto em Phil quanto em Bill.
Bill, já falecido, fez ao vivo o que Phil fez dentro de um estúdio de gravação. Além de ter sido manager de muita gente famosa, Bill foi dono das duas casas de show mais famosas de costa a costa dos USA: o Fillmore West(SanFrancisco) e o Fillmore East( New York), que foram o templo nascente da psicodelia musical que tomou conta do rock no final dos anos 60.
Ninguém se consagrava na cena se não se apresentasse no Fillmore. Até Miles Davis gravou disco ao vivo por lá(Hermeto é um dos integrantes do grupo). O mais famoso disco de Rock gravado em suas dependências foi o duplo “Rockin at Fillmore”, com um Humble Pie ainda com Peter Frampton na guitarra e um Steve Marriot vocalizando a plenos pulmões da forma que enésimos vocalistas de Heavy Metal vieram a fazer mais tarde.
A história de Bill é uma das muitas histórias relatadas por Phil em “Gravando!”, lançamento da Guarda Chuva Editora e pelo qual eu paguei 42 pratas numa livraria de Ipanema. Vale a pena.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Pink Floyd Web Hits!

Voltando a falar de Pink Floyd, essas são as dez mais compradas e baixadas, nas lojas digitais de todo o planeta que vendem músicas do grupo.
1)Wish you were here
2)Hey You
3)Confortably Number
4)Another Brick in The Wall
5)Mother
6)Time
7)Us and Them
8)Shine on Your Crazy Diamond
9)Take it Back
10) Goodbye Blue Sky
A seleção, bem melhor que a feita pela produção musical das editoras que detêm os direitos das músicas produzidas e gravadas pelo grupo, mostra um ecletismo atingindo a todas as fases da banda, com ou sem a participação de Roger Waters, na minha opinião pessoal, um chato de galochas e mitomaníaco completo. Acho engraçado apenas é que duas faixas que eu adoro não estarem incluídas entre elas: “Eclipse”(The Dark Side of The Moon”) e “St Tropez”(“Meedle”).
Apesar do sucesso comprovado dessa forma de vender música e da consagração do formato Mp3 como o must entre arquivos sonoros, alguns artistas e quase todas as gravadoras resistem a essas duas novidades. Um deles é Lulu Santos, que já declarou em várias ocasiões que desconsidera o Mp3 como arquivo sonoro alegando que ele não têm qualidade. Quanto as gravadoras, estas resistem o mais que podem à tecnologia, pois tentam manter privilégios que ela está transformando em pó.
Caso o PL do Senador Eduardo Azeredo seja aprovado, a maioria dessas transações, inocentes e despreocupadas feitas p2p entre usuários, poderá ser criminalizada como pirataria. Existe uma petição contra a aprovação do mesmo rolando na web. Caso você esteja interessado em saber mais detalhes a respeito desse projeto, vá até o http://www.belonline.info para maiores explicações. É bom lembrar que um político brasileiro(cruzes!!!) não é lá a pessoa mais indicada para saber qual é o melhor uso para um computador, principalmente quando a máquina não é a dele, né mesmo?

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

A Hard Days´s Night!



Hoje fazem exatos 44 anos e dois dias que “A Hard Days Night” foi lançado em grande circuito all over America! Dirigido por Richard Lester, com roteiro de Alun Owen, a ação é um delírio total em cima de um “típico dia” na vida dos Beatles, incluindo algumas de suas mais famosas músicas até aquele momento e outras compostas especialmente para tal.
Uma dessas especiais é a música título da película( há quanto tempo e não usava essa palavra!), composta em cima de uma frase dita por Ringo na noite de um dia especialmente cansativo no set(...It´s a hard day´s night....).
Quem se lembra do filme e de toda a sua bobagem pode até não acreditar, mas ele recebeu a nominação para dois Oscars(eu disse dois, acreditem!), apesar da crítica de então tê-lo considerado como um filme surreal, suarento, piadista, com muita gritaria e um pseudo-documentário. Uma curiosidade é a de que Brian Epstein foi obrigado por contrato a ceder a edição e a impressão da trilha para a United Artists. No mais, o resto é história.
E já que o post de hoje fala num lance que me leva de volta a um bom tempo de minha vida musical, eu associo a idéia a um email que abri só ontem, vindo de Ronaldo Miguez, o melhor guitarrista que o rock carioca teve nos anos 60-70 e que, se continua a tocar daquele jeito, ainda é the best! Ronaldo apareceu substituindo Daniel(baixo) na primeira formação do Analfabitles – de longe a banda mais pop e mais bem sucedida do cenário rock carioca daquela época. O grupo gravou um compacto(“Sunny Side Up”) pela RCA e eu tenho uma cópia em perfeito estado de conservação.
Depois de algumas trocas externas e internas, Ronaldo assumiu a guitarra. Mais tarde, Ronaldo foi frontman de “A Década”, um dos míticos grupos que iniciaram a nacionalização da cena, ao lado do “Módulo 1000”, “ Estômago Azul”, “Banda de Sete Léguas”, “Faia”, ”Soma”, “Paulo Bagunça & A Tropa Maldita” e “A Bôlha”.
Como eu já tinha dito num post anterior, essa época da cena musical carioca merece um levantamento detalhado, que seja feito por alguém habilitado a fazer a coisa num trato objetivo e sem ranços do ”Ah! Como era boa aquela época.....”. E este que aqui escreve não é lá um dos indicados a fazer isso, apesar de ter alguma memória daquilo que ocorreu e não ocorreu e saber a quem procurar. Quem sabe um dia não escrevo um romance sobre a coisa toda?

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Hoje!

Hoje, meu lado didático veio a tona e vamos falar um pouco sobre parada de sucessos. O lugar certo para falarmos a respeito chama-se Billboard- a mãe de todas as paradas conhecidas. A revista começou a publicar uma parada de álbuns mais vendidos em 1945. Inicialmente ela tinha só o top five( os cinco mais vendidos) e ela não tinha atualização semanal. Isso só foi acontecer em 1955.
Com a explosão do rock and roll, a primeira parada semanal dos Lps mais vendidos apareceu em 24 de Março de 1956 , com as posições variando entre dez e trinta primeiros lugares. O primeiro álbum a chegar ao primeiro lugar na nova parada foi Belafonte( Harry Belafonte) . A parada foi rebatizada como “ o álbum pop mais vendido”, no final de 1956 e, um pouco mais tarde, tomou o nome “Os Lps pops mais vendidos”.
A parada só veio tomar a forma que têm hoje em dia em 13 de maio de 1967 e soi foi re-rebatizada de top 200 albums em 1984. Em 1991, ela teve o billboard adicionado ao título e, finalmente virou The Billboard 200 em 14 de março de 1992 .
O álbum que ficou mais tempo entre os 200 mais da Billboard foi o “Dark Side of the Moon”(Pink Floyd). Ficou 741 semanas circulando entre as posições, desde seu lançamento, em março de 1973 e é considerado pela Billboard como segundo álbum mais vendido de todos os tempos, vendendo mais de 40 milhões de unidades(discos de vinil e CDs).
Quem foi o primeiro álbum mais vendido de todos os tempos? É só consultar a Billboard.
Esse post de hoje foi o exemplo máximo da falta de assunto e, por querer também homenagear o Floyd, pois acordei pensando nele e na faixa “Saint Tropez”, que eu acho o maior barato. No mais, Gerais( cismei com isso!).

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

O Almanaque Órion

Desde as 8 horas da manhã da última sexta-feira, estamos com os portais de Órion abertos. Quem deve estar em festa é o Guru Ernesto Bono, onde quer que ele esteja. E, nessa segunda-feira, entro no meu quinto dia de um renascimento belorizontino, acordando com os ruídos de uma cidade grande em tamanho e pequena na cultura, sempre tirada a fórceps de uma cena local que só ousa naquilo que é fácil a descoberta e o requebro.
Se os soteropolitanos consideram sua cidade beleza pura do Senhor do Bonfim até à Federação, os belorizontinos são obrigados a ver formosura numa Pampulha que borbulha ou num São Cristóvão repleto de poluição. Quanto a trilha sonora, essa oscila entre o brega e a bunda music, bem equilibrada, sem dar a entender o por quê dessa charada, já que a memória musical da cidade é rica , desde Rômulo Paes até o clube da Esquina. Afinal, a vida é esta: subir Bahia, descer Floresta, né mesmo?
Isaac Hayes foi encontrado morto nesse final de semana. O negão tinha 65 anos de piração musical e mental. Acreditava piamente que era o Moisés Negro e que, por caminhos musicais, iria levar os verdadeiros blackies à terra prometida. Ganhou dinheiro prá caraca com o álbum “Hot Buttered Soul”(Stax) e com a trilha sonora de “Shaft”- o primeiro filme a trazer à telinha um super detetive negro. Mandou fazer um trono de ouro para receber os seguidores em audiências estilo Raul Seixas, onde nada batia com nada e tudo era pé sem cabeça. Pirou. Foi internado. Depois, tentou várias voltas e se debateu vegetativamente num cenário que continuava a admiti-lo apenas como figurante. Tentou também o cinema e se deu mal. E veio levando o barco como mais um até sua morte. Vai mesmo é passar a história do pop como mais um verbete e recuerdo de programa de flashback.
Falando de coisas boas, quem vêm a BH são os Scorpions. Como sempre acontece na praça, passam por aqui em uma tour caça-níqueis e vão mostrar a quem for ao Mineirinho apenas uma sombra do que já foram no palco. Estão velhos e acabados, de tanto sexo, drogas e rocknroll. Klaus Meine não dá mais no couro e seus canto em “Still Loving You” hoje é apenas um sussurro do que era há 23 anos, na época do primeiro “Rock in Rio”. quando estouraram nacionalmente. Tinham que ter vindo aqui naquela época e não agora. Quem for ao show vai ver dois grandes guitarristas e alguma coisa legal. Acredito que vá valer a pena.

domingo, 10 de agosto de 2008

Pretas nas Brancas

Tem um vizinho de minha sogra que toca um piano de respeito. O problema é que ele resolve espancar as teclinhas às 4h da matina. E ele fez isso nessa madrugada. Acordei com o cachorro latindo e o dedilhado de um “Fascinação” entrando pela janela do banheiro, tal qual a aranha de Steve Winwood( ver Traffic, 1º lp norte-americano. Joe Cocker também gravou algo com o mesmo título). Maravilha completa para quem não está em casa e tá se sentindo um estranho numa terra estranha(casa da sogra).
O repertório desse vizinho da minha sogra é eclético. Passa por “two little things” de Cole Porter, “Black Market” do Weather Report, “New York, New York”, “Ela é Carioca”, “Caminhoneiro”(Roberto Carlos) e vai por aí, num desfile- incluindo repetecos- que foi até quase as seis horas. Como acordado estava, acordado continuei e vim digitar um pouquinho.
E resolvi puxar pela cabeça no sentido de enumerar itens no quesito pianistas dentro do cenário nacional. Tirando os eruditos de respeito, a música popular local deixa a desejar em virtuoses quando se fala no instrumento e em quem o executou no nicho popular.
O primeiro nome que me veio na cabeça foi o de Luizinho Eça- com sua formação erudita e que foi a locomotiva que carregou o piano da bossa nova a reboque. Com exceção do Zimbo Trio, todos os trios de bossa nova tinham a presença de piano que nem a dele. Depois, Hermeto Paschoal, que toca muito piano, como toca muito qualquer instrumento que lhe caia na mão. Hermeto está para a música nacional como Brian Jones estêve para o rock britânico. Tudo que caia em suas mãos é tocável em minutos.
Num segundo escalão, teríamos Tomas Improta, Rick Pantoja, etc. Quanto a Tom Jobim, este nunca tocou piano direito. Tocava apenas um feijão com arroz, ali entre o dó 3 e o dó 6, que dava para o gasto de compor e arranjar.
O BRock foi mais pobre ainda. Produziu apenas um pianista excepcional: Rubinho. Rubinho pode ser ouvido no Lp “Perigosa” das Frenéticas e fez com elas todas as tours, acompanhado pelos ex-Bicho da Seda, que depois voltaram ao seu casulo gaúcho, de onde nunca mais saíram. Quanto a Rubinho, foi transformado em Ruban tentou carreira-solo e depois também sumiu, como sumiram Luciano Bahia, Di Castro e muita gente mais.
Eu gosto do piano como dos outros teclados. Mas ele, especificamente falando, faz falta. Para terminar uma notinha: eu não falei nada sobre Egberto Gismonti porque o considero um pouco mais além na MPB. Se houvesse música progressiva no país, ele seria O cara!

sábado, 9 de agosto de 2008

THIS CRAZY POP ROCK!

O Rock é um ritmo muito popular em BH. É bom lembrar que Milton foi completamente cooptado pela rapaziada de Sta Teresa( homônima da carioca), que formava o chamado Clube da Esquina. Conforme depoimento do próprio Bituca, suas influências musicais eram a espanhola, devido a discoteca da rádio que trabalhava em Três Pontas, a bossa nova( foi baixista do Sambacanas, de Pacífico Mascarenhas) e, conseqüentemente do jazz.
Milton veio conhecer Beatles- um universo novo- devido ao Clube da Esquina. O FabFour realmente o cooptou nas paixões que teve por Lô, Márcio Borges, Beto Guedes, Tavito e toda uma galera que veio junto com ele dar uma renovada no marasmo em que a música brasileira se encontrava. A MPB continuava a dançar samba e a falar de barquinhos políticos, metáforas e outras coisas que só universitários engajados gostavam. Faltava um outro público- o público que detestava aquilo tudo e que queria caminhar para um lado que não era aquêle. Queria ficar mal com Deus , queria ver outro formato de banda passar e ficar numa boa em vez de andar em disparada. Foi aí que o Clube da Esquina entrou, com Milton fazendo a travessia e falando de um lixo ocidental que todos ajudavam a aumentar, mas poucos tentavam reciclar.
Quem quiser saber direito e ter uma informação musical sobre a coisa é só comprar o CD do “Clube da Esquina”, que a EMI remasterizou em digital e que está com uma qualidade fantástica. Uma informação que não vem no lançamento é que a gravação original foi feita em dois canais(isso mesmo!), um para a voz e outro para o instrumental, remixados em fulltrack.
A coisa mais fantástica do Clube da Esquina é que o primeiro grupo de rock gerado por ele – o 14 bis – é pós Beto Guedes, que, em certos aspectos, é bem mais poprock do que o grupo.
Outro evento gerado em BH foi Marcio Greyck, que nunca se soube se era pop ou era brega, já que nosso amigo fez de tudo um pouco. Marcio, em termos de assimilação, sempre foi bem melhor que seu antecessor local, Eduardo Araújo, que excursionou do rock ao sertanejo, sendo sempre mais um entre todos, não acrescentando nada ao porra nenhuma que sempre imperou na concorrência.
BH não ficou indene a Metalmania. Dos 3521 grupos que se formaram em todos os quadrantes do município, apenas dois passaram na peneira pop: Sepultura e Overdose. Sepultura todos sabem que é e foi uma das bandas líderes em fans no moimento planetário. Quanto ao Overdose, este ficou pop antes da hora, passou por várias transformações e se finou-se.
Pode ser que tenha algum chato que fale que eu não lembrei de Clara Nunes e Aguinaldo Timóteo, entre outros cantores pop e do rádio, mas isso é caldo para uma outra sopa de letrinhas.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

A rapidez que faltava

Voltei mais rápido que imaginava. Voltei à pátria adotiva da bunda music e aos shows musicais de feira de gado, que aqui são bem mais prolíficos que os sabiás que cantam nas palmeiras de Gonçalves Dias. As duplas sertanejas que aqui gorjeiam também não gorjeiam como lá.
Algumas dessas duplas já mostram sinais da doença presencial que contagiou atrações como 14 bis, Rádio Táxi e até o Ultraje a Rigor- que, em seus últimos gorjeios de grandes damas, só tinham shows musicais de feiras para mostrar aquilo que sobrava de seus trabalhos.
Belo Horizonte é uma cidade muito esquisita. Primeiro porque devido a “prudência” que é a tônica de seu meio cultural, nada acontece que tenha a cidade como motor de impulsão. Tudo aqui é reflexo. Diversas atrações internacionais não passam por aqui porque os empresários locais recusam-se a arriscar um centavo que seja nas produções que não estejam completamente amarradas para dar lucro extraordinário e a maioria desses mesmos empresários ainda não entendeu a rapidez das decisões que têm de ser tomadas na montagem de qualquer peça do jogo nesse tabuleiro.
Assim, eventos como Rolling Stones no Mineirão quando eles fizeram a primeira vinda ao Brasil e eventos de segundo escalão porém rentáveis a alguém mais ousado, foram descartados devido ao cagaço(“prudência”) a a atrasos inexplicáveis em respostas e aceites, já que haviam datas e receptividade de público.
Musicalmente falando e apesar da cena local ter algo de destaque, nunca aconteceu um lançamento nacional partido de Belo Horizonte. De Skank a Milton Nascimento, passando por Pato Fu e indo até o passado remoto do 14 bis, tudo precisou do eixo Rio- São Paulo para virar destaque.
Traduzindo em miúdos: as pessoas tiveram que sair daqui e ir ralar bosta em Rio e São Paulo, no tocante a fazer nome, ter público, conseguir um contrato, tocar nas rádios e chegar à parada. Para se ter uma idéia, nem o jabá era decidido aqui. Era a promoção nacional das gravadoras que decidia o que é que ia ser financiado na praça de BH. Faltava rapidez, agilidade e a chamada "mídia técnica"- pois a promoção local era viciada e queria sempre proteger os amigos radialistas que, nem sempre, tinham a audiência que proclamavam ter.
Estou de volta, no ar e bem mais rápido que imaginava. Vamos entrar no ritmo e ver o que acontece.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Fechado prá balanço

Acredito que este espaço vá ficar vazio por uns dias, pois tenho pela frente tornar meu espaço novo habitável e trabalhável. Estou indo nessa quinta para BH e só volto ao ar quando der. Abração a quem me lê.

Michael Cinquentão!

Michael Jackson faz cinquentinha e vêm aí coletânea homenageando o fato. Quem vai escolher as faixas são os fãs britânicos de Michael que, pelo que parece, são os quais nosso ídolo(?) têm mais apreço. Tudo bem ele achar isso, já que foi escorraçado pela mídia e , em particular, por famílias norte-americanas que o acusaram de práticas pedofílicas( ou pedófilas, seja lá o caso...). Algumas das acusações foram desclassificadas como mentiras, já em outras nosso ídolo(?) teve que desembolsar mais de 50 milhões de dólares para calar a boca da galera.
Apesar desse assunto sempre vir a baila quando se trata de Michael Jackson, o que interessa aqui é a sua música que, querendo ou não querendo, impressionou muito mais gente que a pedofilia em si.

Numa opinião pessoal, considero "Dont stop Till you get Enough", produzida por Quincy Jones, como a melhor faixa já gravada pelo cantor em toda a sua carreira. Gosto bem de "Billie Jean" e de "Human Nature", como gosto de "Shake Your Body down to the ground"- última coisa audível e dançável gravada pelos Jacksons com Michael ainda no front off. Já os duetos, apesar de terem vendido que nem a´gua, para mim são músicas classe b- eram dispensáveis.

Quanto a "We are The World", valeu por ser a primeira música-comício gravada para angariar fundos. O mais veio na cola e não foi lá muito interessante.

Essa coletânea vêm numa boa hora, já que todos assinalam que Michael está falido. Eu não acredito muito nessa história. Mas, pero que las hay? hay, né mesmo? Então........

terça-feira, 5 de agosto de 2008

I saw and heard it again and again

Enquanto a discussão na grande imprensa é das implicações psicoanalíticas do novo “Batman” sobre as relações de consumo entre holofote e iluminados, eu resolvi cortar epistemologicamente as imagens que disponho de alguns de meus ídolos e de ídolos dos outros, numa brain salad surgery semelhante ao trabalho homônimo de Emerson, Lake & Palmer o qual, pessoalmente, não sou lá muito chegado. Esse meu corte refaz a trajetória do holofote em minha visão dissipadora, mixando imagens em trucagens digitais, obtendo efeitos superpostos e criando uma estranha realidade que eu nunca realizei, mesmo surfando no caos relatado por Timothy Leary. Entenderam? Nem eu.
Eu nunca fui muito chegado aos progressivos e suas nuances eruditas, como Yes e etc. Degluti um pouco de Moody Blues por achar seu conteúdo mais light que o da maioria. Passei ao largo de coisas & troços como Guru Guru, Flock e John McLaughlin sempre foi um porre e, de seus trabalhos, o único audível é aquele a dez dedos com Santana, que tem coisas escutáveis, estlilo “Love Supreme”. Outra coisa detestável é Chick Corea, Al DiMeola e todas as versões conhecidas de “Return to Forever”, já o Weather Report funciona para meus ouvidos, da mesma forma que qualquer coisa de Miles Davis, John Coltrane, McCoy Tyner, Pharoah Sanders, Archie Shepp, Charles Lloyd, Ornette Coleman e por aí vão os jazzistas de minha vida.
Alguns eu descobri de forma inusitada, como os Marsalys- que eu assisti ao lado de um Sting solo, ao vivo em BH. Outros eu fui ver na cara e na coragem, como Artie Blakey e seus mensageiros do Jazz, a quem eu nunca tinha ouvido até entrar aquela noite no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
Munido dessa mesma cara e coragem fui ver Titãs, Peter Frampton, Police, Van Halen, Legião Urbana, Paralamas. Quanto a Lulu eu já o conhecia de sobra, antes de “Tesouros da Juventude” e outras bobagens. But, childrens....i saw it!!!
Hoje, eu me recolho a minha intimidade insignificante e fico ouvindo o que eu amealhei. Fui presenteado com um CD composto de material da Livraria do Congresso norte-americano e estou bestificado com algumas folksom prison songs constantes dali. Tem coisas das mais brilhantes, inclusive uma feita pelo Woody Guthrie ainda nos anos 30. Esse, meus amigos, entrou direto no top five de meu player, e ta difícil de sair do escopo da leitora laser. É ótimo.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Uma boa Imagem + Um Título + 3000 Toques

Na época em que trabalhei na Bloch, usava-se o sistema “Manchete”. A primeira coisa a se fazer era arranjar uma foto do caralho. Depois, bolava-se um título bom e curto, com um mínimo de toques e que tivesse bom “impacto interno”. O texto era a última coisa a ser feita. Podia ficar bom, podia ficar meio barro meio tijolo. Se o Murilo Melo Filho, com aquela vozinha dele, lesse e dissesse que tava legal, ninguém falava mais nada. Quando o texto era de responsa, quem escrevia era sempre o Cony, fosse qual fosse a publicação. Vamos a um exemplo prático: pegava-se uma foto do Kremlin em ângulo não muito explorado. Aí tu tacava lá “O ÔLHO DE MOSCOU”. Depois, requentava algum daqueles textos do Factbook(CIA) sobre as atividades do KGB, puxando para o lado de alguma novidade sobre o caso de guerra fria que estivesse em evidência, num texto de 3000 toques sujeito a cortes e estava pronta mais uma matéria fria com o padrão Bloch de qualidade. Se tu ganhasse algum elogio vindo daqueles sionistas de direita que pululavam no prédio da Rua do Russell, tu tava seguro mais um tempo. Se ninguém falasse nada, tu também tava...
Eu fico imaginando como seria nossa vida na Bloch com a facilidade de hoje em dia no sentido de se tratar uma imagem. Se o Izi Bereascu- rei da foto no meu tempo – tivesse nas mãos um photoshop, até a Dercy Gonçalves teria sido página central da “Ele&Ela”, que seria capaz de sair com uma matéria de capa estilo “30 Anos de Certinhas do lalau”(estávamos em 1981), transformando Carmem Verônica, Anilza Leoni, Rose Rondelli, Brigitte Blair, Nélia Paula e Isa Rodrigues- todas ainda vivas e pelancudas- em Veras Fischer de primeira grandeza.
Se eu com um Fireworks versão 4.0 já pinto os capetas( exemplo acima) e vou montando minhas imagens para escrever sobre elas, fico pensando uma revista musical da Bloch, nos anos 80, munida de todo esse aparato que a tecnologia nos dota a cada dia que passa. Garanto que as páginas escritas seriam mais bem delirantes do que foram. Podem apostar.

domingo, 3 de agosto de 2008

Everyday is like sunday: blue and gray

Hoje é domingo, pé de cachimbo. O que seria um pé de cachimbo? Só sei que é domingo- o primeiro desse mês de agosto que entra, com Paul McCartney se apresentando no Canadá e nota elogiosa sobre o programa “ Live From Abbey Road”, que vai ao ar na Sony Television.
Falando em Sony Television, ontem foi noite de Saturday Night Live( que aqui é gravado!), com aparição do Senador McCain e do Usher, que eu gostei, apesar de não ser lá essa Brastemp. Nesses últimos cinco meses, a pior coisa que apareceu no SNL foi dona Mariah Carey que, de gritinho em gritinho, mostrou a faixa que reboca seu CD grande vendedor na parada. Com a roupa que ela se apresentou, dá para se notar que Mariah caminha a passos largos para um mix de Cher com Jayne Mansfield, fazendo plástica em cima de plástica para segurar as papayas que tem no lugar de seios. E, falando em Cher, nossa beleza jurássica colocou a venda sua mansão em Malibu por apenas US$ 45 milhões.
Se lá a pré-história faz de tudo para ficar em evidência, aqui a galera não deixa por menos. Zélia Duncan e Simone descobriram suas afinidades musicais além das notórias e eu, que nunca fui nem serei politicamente correto, olhei uma foto de divulgação e vou mais além. Bateu Narciso na tarde cinza das moçoilas e elas tão fazendo de tudo para ficarem até com afinidade física. Paixão dá nisso. Fazer o quê?
Deixando o falar mal pra lá, ontem eu vi uma coisa que vai ter um resultado impressionante na HDTV com home theatre de respeito. Aquela sequência do “apocalipse now” que a cavalaria aérea norte-americana ataca a aldeia vietnamita com o Robert Duvall no comando e que ele termina a seqüência com o período: “Adoro sentir o cheiro de Napalm de manhã. Napalm têm cheiro de vitória”. Acredito que isso tenha redimido minha overdose em saber que “GodZilla – 1998”, foi exibido ontem pela Universal pela quarta vez em seis semanas. E depois querem cobrar a gente por ponto extra nessa merda. Não é difícil demais?

sábado, 2 de agosto de 2008

Fui Reprovado

Soube agora de manhã que não era um dos finalistas do concurso de contos do “Prosa & Verso” de “O Globo”, entrando agosto já numa tremenda maré de sapo. Fui até a cozinha pra pegar uns guardanapos no sentido de ficar me assoando( tenho rinite crônica) e, ao passar pelo quarto de mamãe, ela acenou e já fui respondendo um “NÃO” de todo tamanho. “Por quê não?”, perguntou- “Porque tudo que tu vai perguntar eu não fiz”, respondi. Não dormi direito, não fui ao banheiro, não tomei café, não tomei banho e não chutei o cachorro ainda.....”
Acho que já é a terceira vez que mando um conto pra lá sob um pseudônimo qualquer. Dessa vez foi Alexandre do Mar. Alexandre por que meu velho pai só me mandava correspondência sob o pseudônimo Alexandre Dumas Filho. Eu e ele formávamos “As Duas Pessoas Desconhecidas”- sempre presentes aos acontecimentos desde tempos imemoriais, numa mistura em partes iguais das idéias de Edgar Wallace com a atitude de um Forrest Gump, para dar um ar mais moderno ao imbróglio mental de nossas discussões históricas, que foram se perdendo a medida que, ao ficar velho, foi se revelando um fascista preconceituoso bem mais a direita que o Paulo Francis que eu via na TV e desconhecia da pessoa que havia conhecido na Rua Clarisse Índio do Brasil. E o do Mar por causa da Débora Dumar, a quem eu não vejo desde a época que transava com a Monique, minha segunda mulher, a quem também não vejo há uma caralhada. Também fui reprovado por ela.
Outra que me reprovou foi uma moto Yamaha que eu tive. Entrei com ela a 80 na mureta da avenida João Luiz Alves(Urca) em 27 de Outubro de 1982. Resultado: quase amputei a perna esquerda, não fosse meu irmão não assinar um termo de responsabilidade. Perdi 80% de movimento do braço esquerdo, fiquei quatro dias leso, sete meses numa cadeira de rodas e , por ainda ter menos de 40, deu para dar uma recuperada boa. To vivo e faço meu trabalho, né?
Também fui reprovado pela música. A batida dos meus grupos sempre foi ruim. Ou a pinga era uma merda ou faltava açúcar. Para terminar, me choquei de frente cuma carreta e a batida me tirou da estrada, me deixando sentado a beira do caminho, vivendo a letra de um “Sol de Primavera” bem antes de sua autoria.
Quem me acolheu direito foi o rádio. Trabalhei nele 16 anos ininterruptos, até a última demissão. Mudei de vida e fiquei seis anos em TV e Jornal diário. E, desde 2000, o meio me mandou pra puta que pariu. Virei autônomo e estou andando. E ser autônomo é ser durango e Zé com fome, pois se tu não corre atrás, tu num fatura. Escrevo bem mais que eu escrevia respaldado por uma CLT. Só que escrevo sem deadline, o que alivia quelque chôse, maninho-quelque chôse! Como chose não tem acento e me sento num assento para digitar e ficar aqui largando prosa em três dedos, como numa Lapa em três tempos. O Samba Enredo manda sua lembrança e eu não tenho medo. Outros agôstos virão e muito mais concursos nos quais me inscreverei. É o que farei nessa vida que levo desde cedo.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Beatles é notícia sempre!

Uma gravação dos Beatles na qual os integrantes da banda conversam, riem e tocam durante uma sessão de gravação em estúdio será leiloada pela Cameo Auctioneers. De acordo com a casa de leilões, a fita de rolo tem meia hora de duração, foi gravada em 1964 e descoberta recentemente por um homem enquanto limpava o sótão da casa de seu pai. Num trecho da fita, John Lennon e Paul McCartney caem na gargalhada diversas vezes enquanto tentam concluir a balada I'll Follow the Sun. A fita também contém versões de músicas como I Feel Fine e Don't Put Me Down Like This, informa a casa de leilões.
Um catálogo de uma exposição artística de John Lennon e assinado pelo próprio, foi leiloado por 25 mil libras (31.741 euros). O catálogo foi publicado para a exposição de Lennon intitulada "Bag One", apresentada em Londres em 1970.Lennon e Yoko assinaram o catálogo para a jornalista americana Sandra Shevey em 1972.O colecionador de artigos dos Beatles Tony Barnes, que vive na Espanha, foi quem comprou o catálogo na casa de leilões Lewes, em East Sussex (sul inglês).
Paul McCartney irá se apresentar pela primeira vez em Israel, onde os Beatles haviam sido proibidos há mais de 40 anos. McCartney assinou um contrato no valor de US$500 mil para cantar ao vivo no próximo mês de setembro na cidade de Tel-Aviv. Fontes próximas do cantor insistiram para que sejam tomadas fortes medidas de segurança por medo de ataques terroristas durante o show. O governo de Israel proibiu em 1965 a entrada dos Beatles no país por considerar o grupo um "perigo para a moral pública", e se desculpou formalmente anos mais tarde. McCartney irá tocar nesse fim de semana em Quebec, no Canadá.
Beatles continuam a ser notícia e vão estar presentes em qualquer ocasião, seja como flashback ou apenas referências de comportamento. Que o mundo hoje está bem mais careta do que era há 40 anos não há nenhuma dúvida. Além de careta, completamente repleto de frescuras. Exemplo? Quem ganha na mega sena não ganha mais uma grana preta e sim uma grana afrodescendente.
Acho eu que o mundo sente saudade das Billie Holidays, Janis e Chet Bakers, além dos John Kennedies e dos Malcom X. Eu? Vivi aquilo e só fico puto de assistir a coisas estilo a filha do Angeli não falar mais com ele porque ele fuma maconha. Bobagem é bobagem, né mesmo? Ou a filha do Ron Wood recusar a presença dos companheiros de seu pai no casamento BANCADO POR ELE. Não é foda com ph? O que me deixa mais puto é ver essa neo-direita babaca e sem capacidade cultural ficar deitando falação. Aí realmente dá vontade de puxar a descarga, maninho. Puta que pariu!