Enquanto a discussão na grande imprensa é das implicações psicoanalíticas do novo “Batman” sobre as relações de consumo entre holofote e iluminados, eu resolvi cortar epistemologicamente as imagens que disponho de alguns de meus ídolos e de ídolos dos outros, numa brain salad surgery semelhante ao trabalho homônimo de Emerson, Lake & Palmer o qual, pessoalmente, não sou lá muito chegado. Esse meu corte refaz a trajetória do holofote em minha visão dissipadora, mixando imagens em trucagens digitais, obtendo efeitos superpostos e criando uma estranha realidade que eu nunca realizei, mesmo surfando no caos relatado por Timothy Leary. Entenderam? Nem eu.Eu nunca fui muito chegado aos progressivos e suas nuances eruditas, como Yes e etc. Degluti um pouco de Moody Blues por achar seu conteúdo mais light que o da maioria. Passei ao largo de coisas & troços como Guru Guru, Flock e John McLaughlin sempre foi um porre e, de seus trabalhos, o único audível é aquele a dez dedos com Santana, que tem coisas escutáveis, estlilo “Love Supreme”. Outra coisa detestável é Chick Corea, Al DiMeola e todas as versões conhecidas de “Return to Forever”, já o Weather Report funciona para meus ouvidos, da mesma forma que qualquer coisa de Miles Davis, John Coltrane, McCoy Tyner, Pharoah Sanders, Archie Shepp, Charles Lloyd, Ornette Coleman e por aí vão os jazzistas de minha vida.
Alguns eu descobri de forma inusitada, como os Marsalys- que eu assisti ao lado de um Sting solo, ao vivo em BH. Outros eu fui ver na cara e na coragem, como Artie Blakey e seus mensageiros do Jazz, a quem eu nunca tinha ouvido até entrar aquela noite no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
Munido dessa mesma cara e coragem fui ver Titãs, Peter Frampton, Police, Van Halen, Legião Urbana, Paralamas. Quanto a Lulu eu já o conhecia de sobra, antes de “Tesouros da Juventude” e outras bobagens. But, childrens....i saw it!!!
Hoje, eu me recolho a minha intimidade insignificante e fico ouvindo o que eu amealhei. Fui presenteado com um CD composto de material da Livraria do Congresso norte-americano e estou bestificado com algumas folksom prison songs constantes dali. Tem coisas das mais brilhantes, inclusive uma feita pelo Woody Guthrie ainda nos anos 30. Esse, meus amigos, entrou direto no top five de meu player, e ta difícil de sair do escopo da leitora laser. É ótimo.

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