O Rock é um ritmo muito popular em BH. É bom lembrar que Milton foi completamente cooptado pela rapaziada de Sta Teresa( homônima da carioca), que formava o chamado Clube da Esquina. Conforme depoimento do próprio Bituca, suas influências musicais eram a espanhola, devido a discoteca da rádio que trabalhava em Três Pontas, a bossa nova( foi baixista do Sambacanas, de Pacífico Mascarenhas) e, conseqüentemente do jazz.Milton veio conhecer Beatles- um universo novo- devido ao Clube da Esquina. O FabFour realmente o cooptou nas paixões que teve por Lô, Márcio Borges, Beto Guedes, Tavito e toda uma galera que veio junto com ele dar uma renovada no marasmo em que a música brasileira se encontrava. A MPB continuava a dançar samba e a falar de barquinhos políticos, metáforas e outras coisas que só universitários engajados gostavam. Faltava um outro público- o público que detestava aquilo tudo e que queria caminhar para um lado que não era aquêle. Queria ficar mal com Deus , queria ver outro formato de banda passar e ficar numa boa em vez de andar em disparada. Foi aí que o Clube da Esquina entrou, com Milton fazendo a travessia e falando de um lixo ocidental que todos ajudavam a aumentar, mas poucos tentavam reciclar.
Quem quiser saber direito e ter uma informação musical sobre a coisa é só comprar o CD do “Clube da Esquina”, que a EMI remasterizou em digital e que está com uma qualidade fantástica. Uma informação que não vem no lançamento é que a gravação original foi feita em dois canais(isso mesmo!), um para a voz e outro para o instrumental, remixados em fulltrack.
A coisa mais fantástica do Clube da Esquina é que o primeiro grupo de rock gerado por ele – o 14 bis – é pós Beto Guedes, que, em certos aspectos, é bem mais poprock do que o grupo.
Outro evento gerado em BH foi Marcio Greyck, que nunca se soube se era pop ou era brega, já que nosso amigo fez de tudo um pouco. Marcio, em termos de assimilação, sempre foi bem melhor que seu antecessor local, Eduardo Araújo, que excursionou do rock ao sertanejo, sendo sempre mais um entre todos, não acrescentando nada ao porra nenhuma que sempre imperou na concorrência.
BH não ficou indene a Metalmania. Dos 3521 grupos que se formaram em todos os quadrantes do município, apenas dois passaram na peneira pop: Sepultura e Overdose. Sepultura todos sabem que é e foi uma das bandas líderes em fans no moimento planetário. Quanto ao Overdose, este ficou pop antes da hora, passou por várias transformações e se finou-se.
Pode ser que tenha algum chato que fale que eu não lembrei de Clara Nunes e Aguinaldo Timóteo, entre outros cantores pop e do rádio, mas isso é caldo para uma outra sopa de letrinhas.

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