sábado, 28 de fevereiro de 2009

Hippies, Metaleiros, Darks, Hackers & Outras Tribos

Ontem a noite, o History Channel levou um documentário sério e bem explicativo sobre o movimento Haight Ashbury, o Flower Power, o LSD e tudo que fez a maioria silenciosa da Califórnia eleger Ronald Reagan governador, como resposta a “licensiosidade” de costumes da utopia pregada pela tribo que queria construir a sociedade livre de tudo.
O depoimento mais elucidativo de todos os referenciados no documentário é o de um historiador do qual eu não lembro o nome que assinalou que a mídia que noticiava os hippies não era hippie. Era feita por pessoas mais velhas, que só pegavam as fotos agressivas , de nus , de doidões e de caricatos para ilustrar as matérias onde tudo era descrito como se fosse uma orgia em Roma dos Bórgia.
Na verdade, a sociedade livre de tudo era uma ameaça a clichês e padrões estabelecidos, onde todas as coisas boas e mazelas eram suportadas capitalísticamente, sobrando para todos algum do rico dinheirinho investido, fato que nunca iria ocorrer numa sociedade livre de tudo. Num português claro, poderia-se resumir a ópera naquela estrofe de “Nepal”(Som Imaginário) que diz: “No Nepal existe uma praça/ com um monte cheio de dinheiro/quem precisa pega lá um pouco/quem não precisa bota lá de novo”. Isso seria uma sociedade livre de tudo, pois estar livre do padrão monetário e não estar preso a mais nada, não é mesmo?
Saindo do particular e indo para o geral, é essa a relação entre quem ocupa funções na mídia e Metaleiros,Darks, Hackers & Outras Tribos. O integrante da mídia não tem noção do que é a vida de um integrante da tribo que vai reportar “jornalísticamente”. O que serve para o seu show é aquilo que causa impacto e sempre de modo generalizante. Exemplo? Não existe o cracker, o lammer ou o scriptkiddie. Existe o Hacker! Não existe o gótico ou o melancólico. Existe o Dark.
Xtrapolando a coisa e invertendo a posição, o jornalismo não admite particularidades, pois isso é sinônimo de segmentação e não é bem isso o que a mídia necessita para sobreviver de publicidade. A mídia necessita de universos. E quanto mais eles puderem ser abertos, melhor para ela. É assim que a desconsideração e a falta de respeito começam a alimentar pautas e questionários, cuja recíproca é obrigatória, pois não se admite a falta de retorno.
E se não existem respostas, elas são inventadas. A “Veja” é um grande exemplo dessa fabricação de conteúdo. A versão dela se comparada a verdade dos fatos é bem diferente da realidade. O respeito e a consideração a Hippies, Metaleiros, Darks, Hackers e Outras Tribos esbarra na verdade de seus patrocinadores. Lá a verdade é venal. Diogo Mainardi manda lembranças.
Outros criadores de verdade absolutas residem no jornalismo da Rede Globo de Televisão. Lá o show não pode parar, seja notícia, sejam apresentadores, que misturam seriedade com aparições na revista “Caras” e outras publicações sobre vips, chiques e famosos.
Se a sociedade livre de tudo podia ser resumida na letra de “Nepal”, o jornalismo global pode ser resumido na estrofe de um samba de Dona Ivone Lara(“Eu/Tenho a Minha Verdade”).- É mentira, Terta?!
E são esses os repositores de informação da nossa maioria silenciosa, que, por uma fatalidade bem caída, não acredita muito naquilo que lê e vê, para felicidade dos Hippies, Metaleiros, Darks, Hackers e Outras Tribos. Se acreditasse um pouco, o presidente não teria 80% de popularidade,todos nós seríamos uns coitadinhos, o país estaria quebrado e Paulo Henrique Amorim num Manicômio.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Sem ter nada para fazer, resolvi dar uma de consumista tecnológico e atendi ao chamado da Microsoft, me transformando em um dos testadores beta do Windows 7 Beta 1, o qual(não nasci ontem) instalei numa máquina suplementar aqui da Editora.
Estou fazendo isso há três semanas e, confesso, estou gostando da novidade, já que tudo nele é diferente. Acredito que, por alguma jogada de marketing, seu visual está cada vez mais aparentando o do MacOS equivalente, seja em grafismos quanto em colorido.
A primeira distribuição do novo sistema veio com uma imcompatibilidade crassa àqueles que gostam de música. O sistema corrompia arquivos MP3. Devido a gritaria, esse bug foi o primeiro a ser corrigido. Quanto ao resto, mais ou menos duas vezes por semana eu recebo updates e upgrades vindos direto do Microsoft Download Center e tudo bem.
Acredito que ele( sistema) esteja mais voltado para a multimídia que os anteriores, pois em matéria de áudio e de vídeo ele dá de dez a zero no XP. Como toda versão beta, algumas imcompatibilidades e inconsistências surgem na instalação de aplicativos, mas no resto tudo correbem, principalmente no setor individual de segurança, caso você seja o único usuário. Quando se divide a máquina com alguém, as falhas são gritantes, principalmente no compartilhamento de conexões à Internet. Mas, no geral, vai se indo conforme eles querem, né mesmo?
Hoje, quem ler “O Globo” vai ver Nelson Mota especulando sobre o fim da música. Eu discordo que a música como composição tenha chegado a um ponto final com o rap, por exemplo. É bem verdade que o rap colocou no mercado um bando de gente ruim( vide funk carioca), mas a música é como o samba: agoniza mas não morre. Sempre aparece alguém fazendo algo que dá certo e continua a tradição de que o show não pode parar
A ilustração de hoje fica por conta de uma foto inédita de Jagger, na pérgola do Copacabana Palace, anos 60, numa das vezes que veio escondido ao Brasil.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Saravá! Mestre Fuleiro

Os tambores de Mestre Fuleiro falaram mais alto e o Salgueiro foi o grande campeão no Sambódromo. Há 16 anos que a vermelho-e-branco não emplacava, mas dessa vez, deu nota dez geral e não deu outra. Salgueiro em primeiro!
Só fiquei triste com a sacanagem que aprontaram com meu Império. A Serrinha não merecia. A transposição do samba para o andamento corrente estava quente e foi tudo alinhadinho como manda o figurino. Agora, 2010 é que vai falar certo e sério.
Hoje é quinta-feira, carnaval só no ano que vêm e essa certeza marca o início do ano nesse país de coitadinhos. Tudo tem início em março.
No dia 18, o Iron Maiden vai estar na cidade(BH). Depois disso, só suposições e suspeitas sobre quem vem ao Brasil e quem vai aparecer aqui. Esperamos que os roteiros incluam a capital das Alterosas, já que o que se perde pela tibieza e pusilanimidade dos empresários locais é incomensurável.
Risco é uma palavra cortada do dicionário das artes em Minas. Nada que não seja certeza absoluta de público e renda é mostrado no cenário. Apenas aquilo que pode ser quantificado em faturamento. Quanto ao qualitativo, resta o foda-se como palavra de consolo. E não é por falta de espaço, já que se todos os existentes estivessem em condições, haveriam sempre espetáculos feitos na medida certa.
Ser avesso a novidade e sempre querer saber quanto o outro lado vai ganhar em vez de se preocupar com o próprio lucro é a tônica em Belo Horizonte. Um pedaço do Brasil onde não existe investimento em nada. Existe custo e pronto. Não é inacreditável?

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

O Top 20 da Geek Music

Está aberto um debate que deverá ser a tônica da guerra cultural daqui por diante. Os geeks são ou não são vitoriosos nesse estado de coisas? Alguns acreditam que eles subjugaram a música pop e fizeram-na a sua imagem descarada. Apesar dessa dominação, o Top 40 da Billboard nunca foi dominado por canções centradas na ideologia geek.Em alguns pontos, o paradão demonstra um total retrocesso ao que se faz em termos de música contemporânea, não é mesmo?
Segundo esses alguns que eu citei anteriormente, essa dominação é sentida no que se ouve e no que se toca fora dos padrões normais de aferição, já que existem pela Web uma série de rádios virtuais entupidas de emblemas do geek pop que podem ser ouvidos e serem passíveis de downloads.
Vocês não acreditam? Eu, na minha sanha e mania de listinhas, compilei aquilo que pode ser considerado o top 20 da geek music. E, indo mais além, todos os títulos das faixas compiladas são links para seus clipes. Vejam e comentem. Estou aberto aos e-mails da galera.


Lá vai o paradão:


In The Garage - Weezer
Code Monkey - Jonathan Coulton
White & Nerdy - Weird Al Yankovic
It Is Pitch Dark (You Are Likely to be Eaten by a Grue) - MC Frontalot
One Week - Barenaked Ladies
Wizard Needs Food Badly - Five Iron Frenzy
Boss of Me - They Might Be Giants
Hail to the Geeks - Deaf Pedestrians
If I Could Be A Geek - Ric Seaberg
Stack the Memory - Sniper Twins
Stop Talking About Comic Books or I’ll Kill You - Ookla the Mok
She Make It So - Warp 11
Geek Like Me - The Wonderstrucks
The Ultimate Showdown of Ultimate Destiny - Lemon Demon
Rockin’ the Suburbs - Ben Folds
Teenage Dirtbag - Wheatus
High School Never Ends - Bowling For Soup
Mr. Spock - Nerf Herder
Maybe In An Alternate Dimension - Ozma
We Are the Opening Band - Paul & Storm

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Carnavália Martinal

Carnaval está indo embora e, como sempre acontece, não trouxe lá grandes modificações na minha rotina. Continuei trabalhando como sempre, lendo e fazendo minha rotina, sem me desviar muito. A não ser umas duas vodkinhas ontem, tentando ver se achava algum lado inusitado no desfile do sambódromo e não deu outra: o cachorro passista!
O cachorro passista roubou a cena do gari sorriso. E ele é fodão, maninho! Desfilou numa porrada de escolas, já que sambou com a Suzana Vieira, evoluiu com uma ala e deu seus passes mais que criativos. Se meu estandarte do samba valesse alguma coisa, ele ia para o cão, que no G! já até ganhou nome: “Bamba”. Eu se fosso alguém da LIESA, pegava ele para mascote. Ele é bonitinho e tem uma carinha simpática.
Outra coisa que achei maravilha foi a volta da Luma. Ela é muito bonita, né mesmo? No corre-corre de ontem, teve mais mulher bonita que no Domingo. Essa é a minha opinião. O que valeu no domingo foi a volta do Império, sem dona Ivone na avenida( senti a falta dela). Depois, o Globo falou que ela havia sido assaltada quando voltava de um show e pode ser porisso que ela não deu as caras.
Esse carnaval de 2009 marca também os quarenta anos de Marilyn Manson. E, também em 69, Butch Cassidy and Sundance Kid chegaram as telas dos cinemas e “Raindrops Keeps Fallin on My Head”( que é do filme) estourava nas rádios Brasileiras, sendo o sucesso do ano. A música, ao lado de “Close To You” fizeram parte da trilha sonora do meu primeiro namoro sério. O nome dela era Telma- colega de sala no Colégio Rio de janeiro e que, de repente, apaixonou por essa peça que aqui digita. O fogo de palha durou até a copa de 70. Depois, arrumou alguém mais bonito e fez a pista. De vez em quando, nossas decadências se cruzam pela Visconde de Pirajá. Ela finge que não me conhece e eu penso um “vê se me esquece” e assim 40 anos se passaram tão rápido que nem deu para sentir. Não sei se é para rir ou para chorar, mas o tempo vai continuar a passar, como areia na ampulheta, até uma falha biológica dar um basta.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Dito e Feito

Não fui lá um telespectador padrão, mas o que eu assisti ontem corroborou tudo que eu havia dito no post também de ontem. E o clichê do clichê aconteceu sem tirar nem por, dito e feito pelas mesmas pessoas de sempre.
Acredito que, por causa da indisposição causada por aquela história da ligação perigosa entre a Mangueira e o tráfico no morro, o Ivo Meireles tenha sido queimado em nome do politicamente correto. Daí a entrada do Dudu Nobre. Mas, como isso é problema Global( de Rede Globo), foda- se o mundo. Não me chamo Raimundo. Só acho que, por essas imposições “no sentido de não criar problemas”(É bom lembrar que tem mais aspirador de pó na Globo que no depósito da Walitta), não levam a lugar algum.
Meu Império fez um desfile para gente grande nenhuma botar defeito. Um verde-e-branco meu amigão, via telefone, num trocadilho mais que infame, garantiu que, se tudo correr bem, vai acontecer o “Massacre da Serrinha Elétrica”. Pra mim, o massacre consistiu em Quitéria Chagas como rainha de bateria. Matou a pau. Distribuiu bordoadas visuais dirigidas ao planeta terra, todas no ritmo e sem dar nenhuma quebrada, meu irmão . Foda no cu de Creuza!
Depois, vi a Grande Rio e confesso que meu saco já estava chegando na lua, pois o tudo-igual começou a imperar. E clichê do clichê do clichê é demais até para mim. Segui os conselhos da baixinha, apaguei tudo e vim escorar morfeu no travesseiro.Bastou pru primeiro dia.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Clichê do Clichê

Mais um domingo de carnaval no qual fico a toa com meus textos e teclados. Falar sobre Carnaval é o clichê do clichê em termos totais. Tudo que merecia alguma citação já foi dito e destacado.”Não se faz mais carnaval como antigamente”, “Antes, o que valia era o amor a camisa”. “O que é que Paulo da Portela, Silas de Oliveira e Candeia diriam das Escolas de Samba de Hoje?”, “Faltou o saudoso Jamelão puxando o samba da Verde-e-Rosa” e outras frases feitas a mais, retiradas de bibliotecas dll jornalísticas e que abrilhantarão os textos que serão publicados de hoje até o final da apuração do desfile do primeiro grupo no sambódromo carioca.
Falo assim e estreito o horizonte dessa forma porque é isso mesmo. Pessoal só dá valor para o resultado das Escolas de Samba do Rio. As escolas Paulistas são uma invenção da Globo para competir na época em que a Rede Manchete conseguiu junto a LIESA a exclusividade da transmissão. Hoje a transmissão é da LIESA, que gera a imagem. A Globo mete lá duas câmeras, uma na concentração e outra no helicóptero, gastando uma grana preta pela bobeira que deu, perdendo a exclusividade ao recusar, ainda nos anos 80, aumentar a parte proporcional dos lucros no LP anual de sambas-enrêdo, cujo contrato com a Som Livre foi desfeito assim que foi possível.
Já a Bandeirantes, mais malandra, aderiu ao Nordeste e transmite o Carnaval de Salvador e do Recife- os maiores carnavais de rua do planeta. Até lá o clichê impera, pois desfile de trio elétrico só é bom para quem ganha dinheiro com aquilo. O que sai de confusão não tá no gibi, o baticum não tem diferencial de uma atração para a outra e as letras parecem de hino de crente. Falam a mesma coisa com um refrão terminando em ê-ê-ê ou qualquer outra das quatro vogais. Nunca vi tanta criatividade.Pior que isso só pagode paulista nos seus melhores momentos(momento rimando com pensamento; saudade rimando com felicidade e lá vai letra, maninho!!!).
Eu, como carnavalesco desde pequeninho, vou ligar no desfile do primeiro grupo e assistir a umas duas escolas-mala. Depois, me conhecendo como ninguém, vou dar aquela capotada e acoradr lá pelas duas da manhã, ver mais um pouquinho e ir deitar ao lado da baixinha, já capotada há séculos. Segunda feira eu dou o bis e acabou o carnaval. Ponto final.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Precedente Perigoso

Começou ontem a grande guerra judicial que poderá acabar com a ditadura das editoras musicais sobre as composições as quais elas detém os direitos de exploração e arrecadação. A primeira batalha foi vencida- em primeira instância – pela dupla Roberto e Erasmo – que conseguiu liberar uma série de faixas de sua autoria que estavam em poder da editora da gravadora EMI e cuja regravação, reprodução e revenda vinha sendo sistemáticamente negada pela editora.
A questão chegou ao seu ponto culminante com a retirada via judicial de circulação do DVD gravado em 2004 e que leva o título “Pra Sempre- Ao Vivo – no Pacaembu”(Sony/BMG). A alegação para a retirada fora a proibição de reprodução de diversas faixas como “É Proibido Fumar”, “ Detalhes” e “Amor Perfeito”.
Apesar da alegação acatada pelo Judiciário de que os autores das faixas a serem executadas num próprio espetáculo não precisam de autorização para executar músicas de sua lavra, a EMI deve recorrer, pois a vitória de Roberto e Erasmo cria um precedente jurídico perigosíssimo para a sobrevivência das editoras como elas operam hoje em dia. Todos os artistas prejudicados dessa forma poderão pedir liberação de faixas pela via judicial. E aí vai ser um carnaval.
O número do processo é 2005.001.090652-4 e a data de ontem, caso a EMI não recorra, ficará gravada na história da cultura Brasileira.

Carnaval de Cinzas

O que é que você vai fazer nesse carnaval? Vai pra rua? Legal. Eu vou ter que ficar em casa. Rua em Belo Horizonte é tão animado que se você deitar pelado na Praça Sete, só vão ver você no meio dia da quarta feira de cinzas.
Vai pru clube? Isso eu não faço há uns 25 anos. O último baile de clube que eu fui foi a um “Vermelho-e-Preto”, lá no RJ, no qual eu fiquei até com vergonha, porque a sacanagem e a cheiração tavam generalizadas e todo mundo enlouquecido tava se pegando na base do ninguém é de ninguém, numa turba circulante naquela quadra de basquete debaixo do Estádio da Gávea. Never more.
Eu vou mesmo é comprar uma birita, sentar domingo na frente da TV para ver o desfile. Vejo umas duas escolas e depois vou monitorando as outras, já que quem guenta ver aquilo tudo é Chinês e se chama Leão. Meu saco continua sendo de salão, gente boa. Depois, vou pegar o Gutierrez Cubano e prosseguir na leitura de “Trilogia Suja de Havana”, que está bom para cacete. Se Bukowsky tivesse nascido em Cuba, ele seria o Gutierrez, que- se aquilo tudo são confissões- leva uma vida tão errática quanto meu ídolo(Bukowsky).
Nos outros dias, vou alternar desfiles com o Virtual DJ e ficar montando remixes para o Malaquias, DJ que apresenta o “Malamix” pela Malaveia Web- a radioZona.
Já ouviu? Então clica aqui.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

News Of The World Pré-Carnaval!!!

Os metaleiros estão vindo por aí e ninguém vai segurar o rolo compressor no Mineirinho, local onde estão previstas as apresentações do Iron Maiden e do Motorhead. O Iron Maiden faz a pista no dia 18 de Março e o Motorhead ainda não confirmou a data, mas deve ser no ínicio de Abril.
Atenção a todos que nem eu, que esperavam que algo de cheiroso acontecesse no reino da Inglaterra. Aconteceu! Os Yardbirds estão de volta! Ao lado de Chris Dreja(guitarra) e Jim McCarthy ( bateria), alinham-se Ben King( guitarra), John Idan (baixo) e Billy Boy Mislimmin. Quem já ouviu diz que o remake até parece um pouco com aquele Yardbirds desfigurado de “Little Games”(com Jimmy Page nas guitarras),principalmente devido a falta dos vocais do finado Keith Relf. Mas, depois que Paul Rodgers substituiu Fred Mercury e neguinho bateu palmas, tá valendo qualquer coisa, né mesmo?
Conforme uma nota publicada no caderno de cultura do “Evening Standard”, é aguardado lançamento de um CD até maio, com material novo e alguns standards do “12 bar blues”, coisa que fez o grupo ficar mais conhecido que nota de dois reais.
E, para terminar, a piada do dia, transcrita ipsis litteris do G1: “Roqueiros do Brasil, se preparem para o novo ídolo do rock nacional: Luiz Caldas. Pelo menos é isso que o músico baiano, auto-proclamado “criador da axé music”, está prometendo para 2009. Seu álbum de rock, chamado “Castelo de gelo”, faz parte de um projeto mais ambicioso ainda, que inclui duas caixas de discos (com cinco CDs em cada) até o fim do ano, reunindo um total de 130 músicas, todas composições de Caldas.
Algumas dessas composições, como o heavy metal “Maldição”, podem ser ouvidas no MySpace do cantor. Influenciado por Pantera, Kreator, Genesis, Beatles e Police, entre outros, Caldas gravou seu disco de rock com André T., produtor de bandas do rock baiano como Retrofoguetes e Cascadura, e com a participação do baterista Rex, do Retrofoguetes. O cantor, que adotou o tênis All Star para os pés (Caldas é conhecido por se apresentar descalço), diz que o disco é eclético, com músicas indo do rockabilly ao punk, passando por baladas e “músicas mais lisérgicas, como Pink Floyd”(pela transcrição, Amaury Stamborosky Jr.)
Tão vendo? Como já diria Mano Brown, nada como um dia depois do outro. Para ficar debaixo do holofote, vale comer a lata de merda inteira, dividir a lata de goiabada ou fazer qualquer coisa.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Malaveia no ar!

Hoje o blog sai meio atrasado porque eu estava dando uma guaribada no site da malaveia web – a radioZona(http://www.malaveia.com.br/ ), e nem vi o tempo passar, cês criditam?
Rádio sempre foi a minha cachaça profissional e foi no alambique da caixinha preta que eu botei pra quebrar em toda minha vida útil.
Trabalhei no Rio, trabalhei em São Paulo, trabalhei no interior(Itaguaí, Cantagalo, Pedro Leopoldo) e terminei meus dias aqui em BH. Fiz de tudo: locução, operação de áudio, de gravação, de transmissão, programação, noticiário, produção e edição. Tenho dois registros profissionais na categoria e me sinto realizado profissionalmente.
Como rádio sempre pagou mal pra caraca, tenho casa própria às duras penas, nunca tive auto, e, dentro da classificação Ibopeana sou um classe B remediado.
Dentro da minha opinião modesta, acredito que ele seja o único veículo a não ter que, obrigatóriamente, participar da convergência. A interação no rádio só é necessária a quem participa. Quem ouve somente(meu caso), vai continuar na lesma lerda a vida inteira. O rádio emitindo e ele ouvindo.
Ouvir rádio? Adoro. Aqui em BH, ouço duas: a Itatiaia sempre e a Malaveia também. Na Itatiaia uma seriedade a toda prova e um esporte que é de morte, sempre em cima do lance. Na malaveia a batatada que eu sempre quis dar, com a informação lida aos tropeços. A música? A minha trilha sonora. Ligo a máquina, boto a malaveia no Windows Media Player e fico trabalhando com ela no fundo até sentir fome. Querendo ver como a coisa funciona, vai até ao site e clica no botão indicado. Tiro e queda, maninho!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

SOCORRO!!!!!!!!!

Vem aí o já batizado “Projeto Brasil Heavy Metal”, que conterá livro, CD, DVD e um documentário a ser exibido em possível circuito de salas de projeção, mas, conhecendo a cena como eu conheço, deve ficar restrito ao Canal Brasil.
Na minha opinião, esse projeto, se ficar circunscrito ao que se anuncia, vai ser algo completamente risível e discricionário, já que o circuto não se restringiu apenas ao RGS, SP e MG. Na década de 80, práticamente todo o canto do país teve a sua banda diabólica e pesada, principalmente depois que o Iron Maiden- também em minha opinião – grande detonador da febre- fez sucesso com “Number of the Beast”.
Dez anos antes, o país havia sido tomado por duas epidemias, a infecção Yes e a febre Led Zeppelin. Houve gente que foi contaminado pelas duas, como foi o caso de Lulu Santos, que, naqueles seus grupos batizados de “Veludo”, “Beethoven e Seus Meninos” e “Vímana”, tinha um repertório crossover entre as duas epidemias. Uma das faixas era “Immigrant Song” sem tirar nem por, com algumas pitadas de qualquer outra coisa. Já a infecção Yes contagiou de forma terminal o que sobrou dos Mutantes, que chegaram a gravar um Lp(“Tudo foi feito pelo Sol”), onde a progressão da infecção era demonstrada em cada faixa. No início dos anos 90, um novo vírus deu o ar da sua graça num CD gravado pelos restos mortais de “O Terço”(leia-se Sergio Hinds) e que, pelo bem da história do Rock Brasileiro, deverá ser apagado do currículo da banda e ter todas as suas cópias destruídas por uma lagarta Cartepillar.
Voltando aos anos 80, eu achava completamente engraçado ver Robertinho de Recife, querendo ser o nosso Van Halen, tocar guitarra em um palco de Disco Voador, com a guitarra plugada em cinco Marshall de 100watts ligados em paralelo. Ou Carlinhos Punk( Dorsal Atlântica) subir no palco e gritar “ Pau no Cu de Deus!!!!!!!” Pra completar a coisa, ainda haviam os Celso Cheese e os Ray Rola da vida, em escalas pentatônicas realimentadas e distorcidas, num frenesi limitado aos 40 minutos de palco e outros tantos de glória, com letras cantadas num inglês cósmico(definição genial de Jô Soares)de deixar Ronnie James Dio se perguntando em que língua que aquele vocalista estava se expressando.
Falando em Dio, ele, Vinnie Appicci e mais dois jurássicos fundadores do gênero vêm ao Brasil numa daquelas tour caça-níqueis que vão fazer praça da apoteose, etc e coisa e tal. Falando sério, isso vale mais a pena que qualquer projeto Brasil Heavy Metal, pois pelo que eu já vi e ouvi, o nome certo da coisa deveria ser “Projeto Brasil Débil Metal”.

Lennon Contou Tudo!

A entrevista que mudou a história do Rock fez 38 anos na semana passada. Ela foi dada a Jan Wenner, da então já bem situada “Rolling Stone” como publicação comportamental, por nada mais nada menos que John Lennon. Na época, fazia um ano de idade o release seco da Apple Records que anunciava a dissolução do fab four. E alguma segurança em contar a verdade fez Lennon falar aos borbotões sobre Beatles, Sexo, Drogas, comportamento e até rock´n´roll.
O material, que Wenner titulou como “LENNON CONTA TUDO”(Lennon Remembers) repercutiu bombásticamente no cenário, provocando reações as mais diversas, como o ex-beatle passar a ser seguido dia e noite pelo FBI e não poder mais deixar seu apartamento do Dakota por medo de não conseguir visto para voltar aos EUA, mais precisamente Nova York, onde tudo estava acontecendo.
Na entrevista, perguntas como as seguintes:

“Você se acha um gênio?”
“Se isso é uma coisa legal, eu sou um deles!”

“Quando você realizou isso pela primeira vez?”
“Ah!......Quando eu tinha uns 12 anos. Eu tinha o costume de pensar que eu era um gênio, mas ninguém notava isso em mim.....”

“O que é que o sr. Achava das tournées?”
“As tours dos Beatles eram iguais ao satyricon de Fellini. Se você conseguisse se situar nelas como elas eram, você estava dentro. Onde você entrasse ou saísse, alguma grande coisa estava acontecendo.”

“Como você se classifica como guitarrista?”
“Eu toco legal. Eu não sou lá muito bom técnicamente, mas eu consigo fazer uma barulheira fodida e tenho balanço. Eu era guitarra base. É um negócio sério. Eu dava o ritmo do grupo.”

“Quais canções permanecem em seu pensamento como uma criação Lennon/McCartney?”
“I Want to Hold Your Hand”, “From Me To You” e “She Loves You”.”

Se você quiser ler o resto da entrevista, vá ao Google, bota “Lennon Remembers” na busca e vá a luta. Você vai ler coisas incríveis sobre os Beatles e saber o que o grande guerrilheiro urbano do rock pensava.”Street Fighting Man”( Jagger & Richards) foi feita para ele. É sempre bom lembrar que John, Brian, Keith, Mick Jagger e Eric Burdon eram amigos pessoais, de um ir ouvir música na casa do outro. Isso nos bons tempos de Londres. Depois, o bicho pegou.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

The Future is so Bright That We Wear Sun Glasses

Amy Winehouse foi parar em um hospital sexta feira 13, após ter um colapso. Nossa amiga tenta se livrar da coca e do crack bebendo quantidades industriais de álcool. Como ela tem grana, tudo isso acontece em Santa Lucia(Caribe). Nota desse digitador: Amy tem só 25 anos. Tu olha pra ela e acha que ela é uns 15 anos mais velha, naquele corpo que parece um daqueles desenhos distorcidos do Jeronimus Bosch.
Como não podia deixar de ser, a notícia é destaque da edição de ontem do “The Sun”. Segundo uma testemunha, ela estava num estado terrível. E Any não é novata na coisa. Do ano passado pra cá, ela já teve mais tempo em hospital que as horas de vôo de um urubu que ta sempre aqui no lixão da esquina. Um dia desses morre e vira saudade, já que ela canta legal e tem uma voz distintiva.
Mas, esse domingo está sendo um dia de revelações tão retumbantes que o segredo de Fátima vai virar fofoca de programa da Rede TV! A primeira delas é o Aecinho admitir que é candidato em 2010. Segundo o jornal local(“Estado de Minas”)ele diz que é alternativa e admite candidatura. Já a Imprensa perfilada ao lado de José Serra declarou guerra ao mineiro e diz que ele quer, no mínimo, prévias internas e que já fixou data para isso! Uai? Não é normal a prévia acontecer numa data? Não se sabe qual a estranheza da colocação de Aecinho. Como FHC está vendo fantasma de campanha em tudo, seus paus mandados dentro do jornal dos Mesquitinhas já correram em defesa do político mais simpático e bonito que o Brasil já teve.
Já Aecinho, que não nasceu pagão, está correndo atrás do PMDB. E, se ele vier pelo partido que está sendo denunciado na “Veja” de hoje como máquina de corrupção, está eleito na certa. O PMDB vai segurar a onda e sair dessa lama que nem jacaré. Pra quem já agüentou Orestes Quércia e Newton Cardoso, denúncia na “Veja” é refresco, zifiu.
Ontem teve Banda Mole no centro da cidade e hoje tem Atlético e Cruzeiro no Mineirão. Belo Horizonte está a toda!! Graças a Deus!!

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Faca de Dois Gumes

Ser empresário artístico e picareta foram sinônimos durante muito tempo na gramática cultural de nosso país. Na maioria das vezes, o empresário queria brilhar mais que o artista contratado( vide Guilherme Araújo) e sempre aparecia na mídia como “descobridor de talentos”.
Carlos Machado, Jardel Jércolis, Luis Andrade, Benil Santos, Carlos Garcez e Marcos Lázaro eram tutti buona gente, mafiosos ao extremo e, segundo eles próprios, se não fossem eles não haveria vida artística no Brasil.
Com a chegada do Rock e sua institucionalização, mais picare, digo empresários apareceram. Moracy Do Val veio com o Secos & Molhados, tentou sem um Coronel Tom Parker, mas não tinha bala na agulha para tanto, já que o grupo era inconsistente. Com a saída de Ney para um vôo solo, o ego de João Ricardo funcionou como a sicuta socrática, envenenando uma carreira que nada tinha de promissora. Alguém lembra do álbum-solo de João Ricardo? Pois é: foi um fracasso tão grande quanto “Frenéticas babando Lamartine”(Frenéticas)- Alguém também lembra desse? Pois é, novamente: aqui vão dois exemplos de dinheiro jogado fora por empresário incompetente( o da Frenéticas chamava-se Leonardo Netto).
Outro picaretaço com todas as letras foi Mario Buonfiglio, que não conseguiu decolar nenhum artista que figurou entre seus contratados. O Made in Brazil foi o grande exemplo, já que conseguiu gravar um Lp na RCA graças aos esforços do amigo e conselheiro Ezequiel Neves(ver “Jack o Estripador”, um dos discos do rock brasileiro que você deve ouvir antes de ficar surdo). E parece que o mal atinge a família toda, pois sua filha Mônica andou um tempo dizendo por aí que conseguia entrar em contato com os membros dos Mamonas Assassinas.
Lado a lado com os picaretas, tivemos também os maus- caráter. Dois tempos, dois exemplos: Quando Milton Nascimento entrou em litígio com Benil Santos, atrás de um distrato, correu o boato que o empresário, para não perder a galinha dos ovos de ouro, chegou a ameaçar Bituca de denunciá-lo a polícia devido a posse de uma certa poeira branca. Já quem chegou com todas as letras a cometer essa canalhice foi Mônica Lisboa, empresária de Rita Lee, que, devido a um distrato não muito amigável, entregou Rita a polícia, dando a indicação até onde ela guardava o bagulho.
Já o grande Poladian é considerado o salvador de carreiras e de faturamento. Fez isso com Rita, fez isso com os Titãs e, no auge de sua atuação, era o homem que segurava a barra e a loucura do RPM, a única galinha dos ovos de ouro conhecida a se suicidar seguindo um verso de Léo Jaime, trocando o brilho da carreira por uma carreira de brilho.
Resolvi escrever isso tudo porque essa sexta feira 13 que passou foi o último dia de azar na vida de Abelardo Figueiredo, uma das grandes expressões do empresariado artístico nacional. Se não fosse ele, não haveria Maysa, Elis Regina e Ronaldo Bôscoli não teriam se casado( foi padrinho) e O BECO não teria sido uma das grandes casas da noite Paulistana.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Desejos

Acredito que as gravadoras resolveram investir no filão dos lançamentos nunca ocorridos na versão CD e deram uma guaribada no catálogo, no sentido de trazer de volta ao ponto de venda o colecionador e o que se interessa por música.
Garimpadas como a que Charles Gavin fez no catálogo da Warner Music e no da Continental, hoje detido pela Warner devem acontecer novamente, pois muita coisa está sendo desprezada em estantes, quando poderiam estar figurando em catálogos representativos da História da Música Brasileira gravada.
A EMI está saindo com uma lista de bolachas que incluem "Andanças" de Beth Carvalho e o último Lp de Alaíde Costa. Mais uma vez, acredito que isso seja apenas um começo.
Uma coisa que eu gostaria de ver seria uma antologia de faixas anteriormente só lançadas em compactos ou paus-de-sebo( coletâneas com vários artistas). Os exemplos são vários e, como não poderia deixar de ser, eu fiz uma listinha. Lá vai ela:
Postal do Amor – Ney Matogrosso & Fagner
Espuma Congelada – Piti
Do zero adiante – Jorge Amiden
Não diga Nada – Prentice
Suicídio - O´Seis
Dá mais um – Sangue da Cidade

Junto a essas seis nacionais, eu gostaria de incluir coisas fantásticas como
Frankenstein – Edgar Winter
Black Hearted Woman – Allman Brothers Band
Tightrope – Ten Wheel Drive
Ou coisas nem lançadas como
Baby Please Dont go – Them
Gimme Some Lovin – The Spencer Davis Group
Help Me Girl – Eric Burdon & The Animals
White Light White Heat – Velvet Underground

Eu ficaria feliz.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Cultura na Página Policial

Acharam os instrumentos da banda de Rita Lee, que haviam sido roubados num assalto rodoviário em Cotia, quando o os roadies retornavam de Curitiba com o equipamento. Eles foram achados numa cidade da Grande S.Paulo, onde um professor de música tentava vende-los pela Internet. Esse cara devia ser meio bobalhão, pois vender uma Les Paul Classic numerada, ainda mais quando toda a documentação da guitarra roubada tava na roda, é apostar demais na impunidade.
Se isso tivesse acontecido há uns 20 anos atrás, esse cara teria se dado bem. Bastava ir vender as guitarras em Porto Alegre, Recife ou Salvador. Até alguém reclamar, o responsável pela intermediação já teria desaparecido que nem pó.
Nem tudo é perfeito on stage: roubos e danos são as coisas mais corriqueiras. Durante a gravação do “Machine Head”(Deep Purple) em Montreux, o cassino pegou fogo e toda a aparelhagem da banda virou cinza. No encarte do disco existem fotos do “evento”. Num show em San Francisco, Craig Chaquico(Jefferson Starship) viu seus quatro Fender bassman vintage yellow originais serem consumidos pelo fogo, depois de um curto circuito brutal no palco.
Quanto a roubo, esses também são da pesada. Em 1965, quando do lançamento da Rickenbacker 12 cordas, RogerMcGuinn(Byrds) e George Harrison receberam, cada um , uma delas de presente. A de George Harrison desapareceu sem deixar traço e nunca mais se soube dela. Uma das stratocaster de Hendrix desapareceu em 1968 e reapareceu o ano retrasado num leilão em Londres. O mesmo aconteceu com outra guitarra de George, uma Gretsch Nashville preta( ele tinha duas dessas e uma Tenessean vinho), roubada em 1964 e posta em leilão no ano passado por alguém que a “achou num local desconhecido”.
Outra prática feita era reconstituir instrumentos quebrados e vendê-los como sendo de grandes astros. Só eu já vi duas SGs e duas Rickenbacker que, supostamente, pertenceram a Peter Townshend. Uma das SGs tinha o braço colado- tendo sido oferecida no RJ por 1500 dólares em 1972- e uma das rickenbackers a caixa acústica era toda colada, já que fora quebrada em mil pedaços.
Rita Lee, Zezé e o filho devem estar batendo palmas com as nádegas de felicidade, pois o que aconteceu com eles foi um caso raro. Ainda mais porque aqui, ninguém, a não ser os do ramo, dá importância a essas bobagens.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

O Xica-Bum Acaba em Piza

Acho que o Daniel Piza(“Estadão”) tem razão hoje, num post colocado em seu blog, de título “Exagero Tropical”. Carmem Miranda não é uma coisa de se ouvir todo dia, ainda mais se formos compará-la com Elis Regina ou algo um pouco mais moderno que tenha surgido na música Brasileira depois dos anos 30.
Querendo ou não, Carmem Miranda lembra mesmo é Getúlio Vargas, cujo DIP( Departamento de Imprensa e Propaganda) foi, ao lado da Censura Militar, uma das coisas mais nefastas que já foram articuladas contra nossa cultura.
Eu mesmo, que falei em dois posts a respeito da pequenas notável, me lembro de, no máximo, oito ou nove interpretações de Carmem, quase todas vistas em filmes, como “Alô Alô Brasil”, “Alô Alô Carnaval”(ao lado de Aurora e uma solo) e o resto na filmografia norte-americana.
No final dos anos 60, um concorrente ao concurso de fantasias do Teatro Municipal se apresentou com um trabalho intitulado “Catedral Submersa”. Os jurados desclassificaram-no por achar a fantasia inclassificável. Inconformado e num piti daqueles, sem saber o que fazer com aquele traste, o concorrente despiu a fantasia e a jogou nas águas da baía, no cais da praça quinze.
Quando voltou dos Estados Unidos, Carmem Miranda foi a catedral submersa da música Brasileira, todos queriam ouvi-la e tinham medo dela. Afinal, ela era uma coisa que ninguém que tivesse tentado tinha conseguido. Ela era internacional. E isso, em vez de qualidade, se transformou em pecha, que a levou a um comportamento depressivo, até o ponto final.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Descaso, Indiferença & Banalidade

Como já havia sido previsto aqui, chega-se ao centenário do nascimento de Carmen Miranda sem nenhuma manifestação governamental sobre o assunto. Nem um lançamento de selo, nada. Para o atual governo , a primeira grande artista pop Brasileira era realmente Portuguesa.
Deixando de lado o cenário oficial e indo até a Internet, chega-se a conclusão que o final do casamento do eterno RPM, Paulo Ricardo, é bem mais importante que Carmem Miranda. Só o Terra e o Estadão falam sobre a cantora, tendo o primeiro dando o mesmo peso para as duas matérias.
Já na Globo, quem ganha espaço é Viviane Araújo, seguindo os mesmos passos de destaque dados pelo portal a Mulher-Melancia, que, por falar nisso, anda sumida dos holofotes. De Quinta feira para cá, a corpulenta Viviane foi assunto de umas seis matérias forçações de barra, daquelas que realmente nunca mostram por que ocupam espaço. No entender desse velho safado aqui, tem alguém interessante no expediente do portal machucando aquelas carnes. Ah! Isso têm !!!!!!!
E já que estamos falando em forçação de barra, mais forçação de barra que as letras das canções da Alanis Morissette, impossível! Se a cantante já passou por tudo aquilo, ela está escondendo a idade. Ela deve ter uns 60 anos, no mínimo. Nem Janete Clair teria imaginação para tanta tragédia amorosa. Porra! Só fui prestar atenção nisso depois que minha sobrinha adolescente despertou minha atenção para o fato.
E, viajando na associação de idéias, se realmente eu encontrar algum fato interessante e digno de nota, eu volto a escrever. Já adiantando que não vou falar nada sobre a mulher do Usher, que veio aqui fazer uma lipo e sifu. Podia ter feito lá, onde as condições são melhores. Não vou falar também sobre a Sabrina Sato, nem sobre a Viviane Araújo, nem a Massafera e nem qualquer BBB9 da existência. Tchau.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Óia o Grammy, gentiboa!

Só para não dizer que não falei das flores, lá vão aí abaixo os vencedores do Grammy desse ano. O destaque, em minha opinião, fica para a volta de Mickey Hart, ex-baterista do Grateful Dead, que ganhou junto com os percussionistas Zakir Hussain, Sikiru Adepoju e Giovanni Hidalgo, o grammy de World Music com "Global drum project".
No mais, meus destaques ficam para o Eagles, B B King, o “Peace Time “ do baterista Jack DeJohnete e o reaparecimento de Randy Brecker. Quanto ao disco que fez o Robert Plant desistir da reunião do Led Zeppelin, ele é meio mala. Ensaiar com a Alison Krauss deve ter sido mais proveitoso. Segue a listagem:
Gravação do Ano: "Please read the letter", de Robert Plant e Alison Krauss
Álbum do ano: "Raising Sand", de Robert Plant e Alison Krauss
Canção do ano: "Viva la Vida", de Coldplay
Artista revelação: Adele
Performance vocal pop feminina: "Chasing Pavements", de Adele
Performance vocal pop masculina: "Say", de John Mayer
Performance pop de dupla ou grupo com vocais: "Viva la vida", de Coldplay
Colaboração pop com vocais: "Rich Woman", de Robert Plant e Alison Krauss
Performance instrumental pop: "I Dreamed There Was No War", de The Eagles
Álbum pop instrumental: "Gingue All The Way", de Béla Fleck and The Fleckstones
Álbum pop com vocal: "Rockferry", de Duffy
Gravação de dance: "Harder Better Faster Stronger", de Daft Punk
Álbum de eletrônico/dance: "Alive 2007", de Daft Punk
Álbum pop tradicional com Vogal: "Still Unforgettable", de Natalie Cole
Canção de Rock: "Girls in Their Summer Clothes", de Bruce Springsteen
Álbum de rock: "Viva la Vida or Death And All His Friends", de Coldplay
Álbum de música alternativa: "In Rainbows", de Radiohead
Canção de R&B: "Miss Independent", de Ne-Yo
Álbum de R&B: "Jennifer Hudson", de Jennifer Hudson
Álbum de R&B contemporâneo: "Growing Pains", de Mary J. Blige
Canção de rap: "Lollipop", de Lil Wayne Featuring Static Major
Álbum de rap: "The Carter III", de Lil Wayne
Álbum de country: "Troubadour", de George Strait
Canção de country: "Stay", de Sugarland
Álbum de new age: "Peace Time", de Jack DeJohnette
Álbum de jazz contemporâneo: "Randy in Brasil", de Randy Brecker
Álbum de jazz com vogal: "Loverly", de Cassandra Wilson
Solo de jazz instrumental: "Be-Bop", de Terence Blanchard
Álbum de jazz instrumental: "The New Crystal Silence", de Chick Corea e Gary Burton
Álbum de jazz latino: "Sonf for Chico", de Arturo O'Farrill & The Afro-Latin Jazz Orchestra
Álbum de pop latino: "La vida... es un ratico", de Juanes
Álbum de blues tradicional: "One Kind Favor", de B.B.King
Álbum de blues contemporâneo: "City That Care Forgot", de Dr. John and The Lower 911
Álbum de Reggae: "Jah is Real", de Burning Spear
Álbum de folk tradicional: "At 89", de Peter Seeger
Álbum de folk contemporâneo: "Raising Sand", de Robert Plant e Alison Krauss
Compilação para trilha sonora: "Juno", de vários artistas
Trilha sonora: "The Dark Knight", de James Newton Howard e Hans Zimmer
Canção cinematográfica: "Down to Earth" ("Wall-E"), de Peter Gabriel e Thomas Newman

E fim de papo.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Quem Errou?????????

Quem Errou? O Rock, o Grito ou o Mito?- Faço essa pergunta porque ela me veio a cabeça nessa madrugada de domingo. Tava zanzando pela casa e sentei na máquina, para mim o melhor lugar para ruminar esses meus delírios. Aí, puxei a página do bandwallpapers e comecei a baixar coisas. Nisso é que eu comecei a dar conta de uma série de grupos, nomes e denominações que nunca passaram pela minha vista ou pensamento a sua existência.
É material demais para ser ouvido e não existe cabeça que dê conta de ouvir tudo, ainda mais a minha , com meia existência de rodagem. E que rodagem! Nessas horas é que eu penso quantos atentados eu já cometi contra ela e minha sanidade corporal e, querendo ou não, ainda estou firme. Firme como prego no angu.
Há uns 20 anos atrás, eu ainda iria sair correndo atrás, ao menos, de um exemplar do trabalho de cada grupo para tomar uma noção caso fosse obrigado a falar alguma coisa a respeito.
Naquele tempo ainda era possível ter-se uma visão ampla, geral e mais ou menos irrestrita sobre tudo. Dava pra tu ir do pagode ao rock pesado sem gastar muito neurônio. Lógico que, em muita coisa, tu ia dar uma de José Ramos Tinhorão(“Não ouvi e não gostei”). Tanto dava que o Tinhorão era um nome respeitado, apesar do desprezo que lhe nutriam Tom Jobim e todo o pessoal da Bossa Nova.
Desde os anos 90 que se portar dessa maneira era cair no ridículo. Com o boom do rock incipiente e o surgimento de nomes como Arnaldo Antunes e Renato Russo, o mercado ficou mais seletivo, tanto de um lado da vitrine quanto no peso da pedrada. O tempo do Besouro contra a vidraça tinha terminado quando a última leitora virou a página final de um J G de Araújo Jorge da vida.
A Mídia assistiu Chico Buarque, Gil, Paulo César Pinheiro, Caetano e Fernando Brant terem seu grito político garroteado, travestidos em Calabares traidores, mortos em Porto Calvo por um mar cabeludo. O grito político não era mais do jovem político e sim da minoria bandida, cuja vida semelhante estava sendo cantada por lobões detidos junto à galera da onze. O cotidiano deixou de ser reclamar do sistema no baixo leblon para se tornar o dia a dia de moradores de comunidades reprimidos pelos BOPEs, COREs e outras siglas que a repressão recebeu como upgrade. Raul, Tim, Dalto, Melodia, Rita Lee e mais alguns tinham seu nicho, mas eram como as ilhas de Djavan, bem longe, à milhas e milhas daqui.
Com a morte do grito, o rock se achou o rei da panqueca frita e quis dar as cartas. Mas nem a vendagem de um RPM diluído conseguiu segurar a onda. A mídia precisava de mitos que ela fabricasse ou que fossem cooptados. Os que se prestavam a cooptação eram ruins em demasia, causando azia até em avestruzes acostumados a digerir o que viesse a ser capturado pelas suas antenas.
E foi aí que uma dita “brasilidade” se prestou a esse papel porco. Primeiro, o Brasil foi um bolero, depois foi brega e depois foi sertanejo. Hoje é lento num romântico delinqüente e puladinho com a bunda music caliente- essa invenção bahiana que, um dia desses, o resto do país devolverá a Salvador, com juros acima dos permitidos pela legislação.
O mito existe e está ai. Está no ar com a edição número nove do Big Brother Brasil. Está no mar com o cruzeiro-jogatina “Emoções” do Rei Roberto Carlos e em terra com o desfile venalizado e vendido, patrocinado pela LIESA num sambódromo em que até o Darci Ribeiro ficaria surpreso pelas suas múltiplas finalidades. Tem mentira sendo contada para todos, num “me engana que eu gosto” do qual todos participam como vips para ter seu instantâneo publicado em “Caras”.
Ninguém errou. Isso é o “deixa a vida me levar” de Zeca Pagodinho em seu sentido estrito. A vida, querendo ou não, tem dessas coisas, principalmente quando elas fogem do controle. E é com elas fora de controle que iremos chegar a algum lugar.
Garanto a você que, daqui a uns cinco anos, iremos sentar numa mesa de bar para conversar a respeito, Isso se ainda houver um bar, uma mesa, ou qualquer apoio para botar a cervejinha. Isso passa, acredite.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Rastaman Pray For Nothing

A primeira pessoa que falou de Bob Marley nos meus ouvidos foi o Júlio Barroso. Júlio sabia de tudo sobre o negão e, no meio da década de 70, devia ser o único cara em Ipanema a possuir uma discografia completa do Jamaicano e do Reggae em geral.
Eu, pessoalmente, achava Reggae música meio drakona(mandrix- um “marcha-a-ré” de primeira, tava na moda. Ney e Nelsinho andavam de quatro pelas ruas, completamente tomados. Um escândalo!) e não era lá muito chegado. Achava meio cômodo cantar as misérias da Jamaica e da África queimando quilos de maconha num apartamento londrino.
Não que não houvessem coisas boas, como “Rastaman Vibrations”, “No Woman no Cry”, a versão reggae de Johnny B Goode feita por Peter Tosh, as gravações dos Melodians- incluindo o original de “Rivers of Babylon” e a descoberta de músicos como Pete “Mao” Chung, Sly Dunbar e Robbie Shakespeare- esse último uma das grandes influências de Bi Ribeiro.
Se estivesse vivo, Marley completaria 64 anos ontem, tendo a sua frente uma áfrica igual aquela que cantou as mazelas, só que sem brancos e com negros oprimindo e assassinando negros, no mesmo estilo que os antigos whitemen colonizadores. Irmãos derramando o sangue de irmãos por causa de fortunas em diamantes e outros minerais de mais valia. Tudo está no mesmo lugar e da mesma forma. Nada mudou.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Trocando de Calçada

O Deep Purple volta ao Brasil em março para dois shows em São Paulo, nos dias 6 e 7, no Via Funchal. Os ingressos já estão à venda e custam entre R$ 130 (pista) e R$ 300 (pista premium e camarote). Ainda não foram divulgados shows da banda em nenhuma outra cidade brasileira.
Essa será a quinta passagem da banda pelo Brasil em seis anos. Em fevereiro de 2008, o Deep Purple tocou em São Paulo, Curitiba e no Rio de Janeiro. Eles estão vindo com tanta freqüência ao país que já tem gente trocando de calçada assim que avista o grupo ao longe.
Isso aconteceu nos anos 70 com Cat Stevens. Ninguém em Ipanema agüentava mais ver aquela bicha loca se insinuando entre os garotões, vestindo aquele macacão de frentista da Esso, completamente imundo, tanto em embalagem quanto em recheio.
Outro malão desse jeito foi o Jim Capaldi, até que um dia ele se casou com a Liane, irmã da Liege, “que então era de Almeida( tava casada com o Neville)” Monteiro, que abriu ao Inglês as portas do tout grand monde de Ipanema.
Steve Winwood e Chris Wood também tiveram seu stage act, mas foram embora cedo. Steve foi embora depois de tentar comer o Dadi umas sete vezes. Segundo as más línguas, o Ex-baixista de “A Cor do Som” tem horas e horas de Jam Sessions gravadas com o multiinstrumentista.
Virar mala pesada é uma coisa fácil no RJ. O baixo Leblon guarda recordações de várias, que saíram de Minas Gerais, Campinas, Porto Alegre e Salvador em direção à fama e esta conseguiu ficar sempre à frente na corrida contra o destino.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Um Verdadeiro Party Mix!

Confirmado: O B-52s vêm, em abril, passar alguns feriados ao sol da América Latina. O giro inclui três datas in Brazil! – no Rio de Janeiro (17 de abril), São Paulo (18) e Porto Alegre (20).
Como sempre acontece, ninguém sabe informar preço de ingresso, já que nossos amigos estão mais fora da parada que corpo fora de roupa da Viviane Araújo, e sem essa “ajudazinha”, ninguém sabe como assaltar o consumidor cobrando preços exorbitantes.A assessoria de imprensa do Credicard Hall e do Citibank Hall, locais onde serão realizados os shows em São Paulo e no Rio de Janeiro, respectivamente, já confirmou as apresentações.
O grupo está fora da parada desde quando participaram ativamente da trilha sonora do filme “Os Flinstones”(92) e, em 2008 lançou “Funplex”, seu primeiro disco de inéditas em 16 anos.
Pra quem não lembra, o grande sucesso do B-52s em nossas plagas foi “Private Idaho”, no início dos anos 80. Apesar dessa velhice toda, eles continuam ao estilo Alice Cooper, isso é, fazendo música dirigida a adolescência. Assim, quem estiver a fim de dar uma chacoalhada na roseira num rebolation new wave, pode preparar uma grana e ir pru Rio ou pra Sampa ver a galera que já ta meio caidaça, mas em bem melhores condições que o Evandro Mesquita. Garanto que o show vai ser inenarrável e inesquecível.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Living Legend

Em 1969, Dan Armstrong desenhou para a Ampeg uma guitarra elétrica completamente revolucionária. Era de plexiglass- mesmo material que é feito para-brisas de avião- completamente transparente, com captadores superalimentados. A Ampeg não fez por menos e, junto com os amplificadores SV7, municiou os Rolling Stones, que iam fazer uma tour pelos states, com a novidade. A lenda nasceu ali.
A excursão, que deu origem ao álbum “Get Yer Ya-Ya´s Out”, foi traduzida em filme no documentário “Gimme Shelter” que, inclusive traz o “makin off” da sessão de fotos da capa do disco, Confesso que sempre fui apaixonado por aquele burrico que aparece carregando o bumbo da bateria.
Ao menos até os anos 80, nunca houve nenhum exemplar da Dan Armstrong Ampeg nas mãos de qualquer músico Brasileiro. A de Keith Richards foi roubada numa das excursões e o baixo de Bill Wymann ele o trocou, mais tarde, por um Fender Mustang. Quanto a Mick Taylor, esse sempre preferiu sua SG e sua Les Paul, que lhe proporcionavam o som de slide desejado.
E agora, quem aparece no Brasil com uma réplica dessa guitarra histórica é a Alanis Morissette, que a vem empunhando em suas performances, conforme mostra a sessão de fotos que está hoje no site do “Estado de S.Paulo”.
A Ampeg fez um relançamento da guitarra e ela está tendo boa aceitação no mercado. A época do lançamento real, nos anos 70, ela era revolucionária demais e as mentes estavam mais conservadoras, voltadas para stratos, SGs e Les Pauls, empunhadas pelos então guitar heroes Hendrix, Clapton, Jeff Beck e o próprio Mick Taylor.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Ausências Preenchendo Lacunas

Gravar um DVD prestando tributo a Syd Barrett, o ex- guitarrista mais pink que floyd, é partir do nada em direção a lugar nenhum. Em minha opinião pessoal, essa homenagem não diz nada e não representa nada, pois a contribuição de Barrett ao pop e ao rock não existiu, pois, antes de ultrapassar a porta do delírio e perder a chave, o guitarrista gravou apenas um álbum, para depois sobreviver de “donativos” e “homenagens” prestadas pelos ex-colegas de banda.
Eu fico chateado em saber que o “Violeta de Outono” embarcou nessa furada. Mas, caminho errado existe para que seja feito um retorno na direção certa e o “Violeta” sempre andou numa direção experimental boa. Pena que tenha dado essa vacilada.
Outra vacilada é assinalar que o Hofner Violin que está a venda no Mercado Livre por 7 mil reais é semelhante ao que Paul tocava na época do Cavern. Não é. O baixo a venda é uma réplica feita em 1972. Pode ser apenas igual em formato. Não é em cravelhas nem em eletrônicos. E ele não vale 7 mil reais nem fudendo. O braço empena fácil além dele ser fragilíssimo
Fica a mesma coisa que um outro pessoal andou dizendo que a Gibson ia relançar a SG de dois braços( seis e 12 cordas) “feita por encomenda exclusiva de Jimmy Page”. Nunca foi exclusiva. Aquela guitarra esteve em catálogo até 74.
Amanhã nóis vorta!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

O Mar não está para Peixe!

Fevereiro mostra que o mar não está para peixe. O Carnaval vai ser no fim do mês, a chata da Alanis Morrisette vai estar aqui(BH) depois de amanhã, o BBB9 está a toda e “cheio de novidades”(Faustão sempre foi um cara de pau) e o Mettalicca faz sua aparição no “Guitar Hero”.
Apesar desse lixo todo citado acima, ontem eu vi no Canal Brasil o SpokFrevo no Teatro Municipal de Niterói, apresentando diversas peças dessa manifestação Recifense que faz o carnaval de Rua da Capital de Pernambuco ser o maior do país.
Armado como manifestação orquestral, o Frevo interpretado dessa forma lembra um ouço os famosos “Dobrados” executados pela Banda Sinfônica do Corpo de Bombeiros do RJ. É simplesmente fantástico e, nos improvisos, a veia jazzística fala mais alto, com a levada dando a mesma circunvolução do Choro(vai no improviso, volta no refrão escolhido, vai no improviso, volta no refrão escolhido), característica de quase toda música instrumental Brasileira de qualidade.
Outra coisa que eu vi e descobri acidentalmente foi o “Panela Velha”, site pornô só de coroas gostosonas com muita coisa fantástica e totalmente grátis. Vai lá. Fica no http://www.panelavelha.com/ .

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Mais uma tarde de Domingo

Hoje é o último domingo das férias em todo o país. Estou em BH e aqui faz um calor do cacete. Nunca esteve tão quente nessa capital que, um dia não muito remoto, já teve um clima mais ameno.
Amanhã, esta cidade vai estar um inferno. O tráfego vai ficar uma merda, vai ter gente para caralho nas calçadas, os ônibus vão estar lotados e,daqui há mais ou menos um mês, acaba o horário de verão.
Enquanto tudo isso acontece, na indústria cultural nada de novo no front. E, quando surge esse branco, porque não apelar para a música evangélica. É isso que a “Veja “ está fazendo: uma grande matéria mostrando os maiores vendedores nessa música chata e que tem uma letra monocórdica. O louvor é um horror!
Eu vou passar o domingo ouvindo Elvis Presley e brincando com o virtual DJ. Descobri entre minhas coisas a jóia cuja capa ilustra o post: “The Early Elvis”- com uma das apresentações de Elvis mais antigas conhecida e que estava inédita até o lançamento desse CD que uma prima me deu de presente. Na gravação está todo o material que Elvis produziu na SUN Records. E que, na minha opinião, é o melhor material que ele gravou em toda a sua carreira.
Assim sendo, te manhã com alguma novidade, eu espero.