Mais um domingo de carnaval no qual fico a toa com meus textos e teclados. Falar sobre Carnaval é o clichê do clichê em termos totais. Tudo que merecia alguma citação já foi dito e destacado.”Não se faz mais carnaval como antigamente”, “Antes, o que valia era o amor a camisa”. “O que é que Paulo da Portela, Silas de Oliveira e Candeia diriam das Escolas de Samba de Hoje?”, “Faltou o saudoso Jamelão puxando o samba da Verde-e-Rosa” e outras frases feitas a mais, retiradas de bibliotecas dll jornalísticas e que abrilhantarão os textos que serão publicados de hoje até o final da apuração do desfile do primeiro grupo no sambódromo carioca.Falo assim e estreito o horizonte dessa forma porque é isso mesmo. Pessoal só dá valor para o resultado das Escolas de Samba do Rio. As escolas Paulistas são uma invenção da Globo para competir na época em que a Rede Manchete conseguiu junto a LIESA a exclusividade da transmissão. Hoje a transmissão é da LIESA, que gera a imagem. A Globo mete lá duas câmeras, uma na concentração e outra no helicóptero, gastando uma grana preta pela bobeira que deu, perdendo a exclusividade ao recusar, ainda nos anos 80, aumentar a parte proporcional dos lucros no LP anual de sambas-enrêdo, cujo contrato com a Som Livre foi desfeito assim que foi possível.
Já a Bandeirantes, mais malandra, aderiu ao Nordeste e transmite o Carnaval de Salvador e do Recife- os maiores carnavais de rua do planeta. Até lá o clichê impera, pois desfile de trio elétrico só é bom para quem ganha dinheiro com aquilo. O que sai de confusão não tá no gibi, o baticum não tem diferencial de uma atração para a outra e as letras parecem de hino de crente. Falam a mesma coisa com um refrão terminando em ê-ê-ê ou qualquer outra das quatro vogais. Nunca vi tanta criatividade.Pior que isso só pagode paulista nos seus melhores momentos(momento rimando com pensamento; saudade rimando com felicidade e lá vai letra, maninho!!!).
Eu, como carnavalesco desde pequeninho, vou ligar no desfile do primeiro grupo e assistir a umas duas escolas-mala. Depois, me conhecendo como ninguém, vou dar aquela capotada e acoradr lá pelas duas da manhã, ver mais um pouquinho e ir deitar ao lado da baixinha, já capotada há séculos. Segunda feira eu dou o bis e acabou o carnaval. Ponto final.

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