quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

O Xica-Bum Acaba em Piza

Acho que o Daniel Piza(“Estadão”) tem razão hoje, num post colocado em seu blog, de título “Exagero Tropical”. Carmem Miranda não é uma coisa de se ouvir todo dia, ainda mais se formos compará-la com Elis Regina ou algo um pouco mais moderno que tenha surgido na música Brasileira depois dos anos 30.
Querendo ou não, Carmem Miranda lembra mesmo é Getúlio Vargas, cujo DIP( Departamento de Imprensa e Propaganda) foi, ao lado da Censura Militar, uma das coisas mais nefastas que já foram articuladas contra nossa cultura.
Eu mesmo, que falei em dois posts a respeito da pequenas notável, me lembro de, no máximo, oito ou nove interpretações de Carmem, quase todas vistas em filmes, como “Alô Alô Brasil”, “Alô Alô Carnaval”(ao lado de Aurora e uma solo) e o resto na filmografia norte-americana.
No final dos anos 60, um concorrente ao concurso de fantasias do Teatro Municipal se apresentou com um trabalho intitulado “Catedral Submersa”. Os jurados desclassificaram-no por achar a fantasia inclassificável. Inconformado e num piti daqueles, sem saber o que fazer com aquele traste, o concorrente despiu a fantasia e a jogou nas águas da baía, no cais da praça quinze.
Quando voltou dos Estados Unidos, Carmem Miranda foi a catedral submersa da música Brasileira, todos queriam ouvi-la e tinham medo dela. Afinal, ela era uma coisa que ninguém que tivesse tentado tinha conseguido. Ela era internacional. E isso, em vez de qualidade, se transformou em pecha, que a levou a um comportamento depressivo, até o ponto final.

Nenhum comentário: