A entrevista que mudou a história do Rock fez 38 anos na semana passada. Ela foi dada a Jan Wenner, da então já bem situada “Rolling Stone” como publicação comportamental, por nada mais nada menos que John Lennon. Na época, fazia um ano de idade o release seco da Apple Records que anunciava a dissolução do fab four. E alguma segurança em contar a verdade fez Lennon falar aos borbotões sobre Beatles, Sexo, Drogas, comportamento e até rock´n´roll.O material, que Wenner titulou como “LENNON CONTA TUDO”(Lennon Remembers) repercutiu bombásticamente no cenário, provocando reações as mais diversas, como o ex-beatle passar a ser seguido dia e noite pelo FBI e não poder mais deixar seu apartamento do Dakota por medo de não conseguir visto para voltar aos EUA, mais precisamente Nova York, onde tudo estava acontecendo.
Na entrevista, perguntas como as seguintes:
“Você se acha um gênio?”
“Se isso é uma coisa legal, eu sou um deles!”
“Quando você realizou isso pela primeira vez?”
“Ah!......Quando eu tinha uns 12 anos. Eu tinha o costume de pensar que eu era um gênio, mas ninguém notava isso em mim.....”
“O que é que o sr. Achava das tournées?”
“As tours dos Beatles eram iguais ao satyricon de Fellini. Se você conseguisse se situar nelas como elas eram, você estava dentro. Onde você entrasse ou saísse, alguma grande coisa estava acontecendo.”
“Como você se classifica como guitarrista?”
“Eu toco legal. Eu não sou lá muito bom técnicamente, mas eu consigo fazer uma barulheira fodida e tenho balanço. Eu era guitarra base. É um negócio sério. Eu dava o ritmo do grupo.”
“Quais canções permanecem em seu pensamento como uma criação Lennon/McCartney?”
“I Want to Hold Your Hand”, “From Me To You” e “She Loves You”.”
Se você quiser ler o resto da entrevista, vá ao Google, bota “Lennon Remembers” na busca e vá a luta. Você vai ler coisas incríveis sobre os Beatles e saber o que o grande guerrilheiro urbano do rock pensava.”Street Fighting Man”( Jagger & Richards) foi feita para ele. É sempre bom lembrar que John, Brian, Keith, Mick Jagger e Eric Burdon eram amigos pessoais, de um ir ouvir música na casa do outro. Isso nos bons tempos de Londres. Depois, o bicho pegou.

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