
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
Every Picture Tells a Story

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

A razão da chamada crise mundial do disco está na torta ao lado, mantida como verdade absoluta e irrefutável desde a dissolução dos Beatles.
Partindo da premissa que o comunicado da apple sobre a dissolução do grupo data de 1970, há exatos 37 anos que a indústria fonográfica vêm se regendo por estes percentuais definidos por acordos de edição reescritos internamente a cada fusão ou aquisição de grupos editoriais, sem levar em conta a evolução da legislação autoral, o crescimento da pirataria e as novas tecnologias.
Tanto autores quanto produtores e intérpretes vão ser obrigados a se entender num novo formato de partilha que inclua fatos geradores novos como o MP3 e a venda musical por faixas em vez de álbuns. Se não, o bicho vai continuar pegando.
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
O DIRIGIVEL DE CHUMBO VOLTA A VOAR!

sábado, 8 de setembro de 2007
Calar é ouro e ouvir também

A capa desse LP do "Blind faith" foi o palco literal do primeiro confronto de idéias a que eu assisti no backstage do rock tupiniquim. A pergunta que não queria calar em todas as bocas era o qual o propósito da ninfeta pelada. Ouvi calado manifestações várias: desde as pedófilas via Carlos Imperial( não podia ver uma menininha) até o lobby gay de luis henrique et caterva. Não se chegou a conclusão nenhuma, por mais baseados que estivéssemos em baseados.
E esse ouvir de música e verso, de verso em prosa e de prosa até o fim de noite era um dia de ir e noite passar também, só ouvindo- música e os trenzinhos caipiras que chegavam do ceará(amigos de Fagner e de Belchior), do interior de são paulo ou do sul via curitiba e que, na certa, batiam na casa do Eduardo Andrews ou da Angela de Almeida.
Foi nesse ouvir que fui parar na casa de Fernando Picanço. Nunca vi nem ouvi tanta coisa boa na vida. Até Grand Funk nós ouvimos- aquela coisa produzida por um marketing distorcido. Quanto ao Spinal Tap, paramos de nos ver e nos ouvir bem antes desse lançamento, para mim completamente inusitado, já que tentava levar a coisa um pouco a sério.
E foi assim que vi o Som Imaginário, a Folha que Cai, Paulo Cláudio e Maurício, Daniel Azulay, Piti( o da "espuma congelada"), A Fenda, Módulo Mil, Urubu Roxo, Estomago Azul, A Década, Os Lobos, Maurício Melo e a Companhia Mágica, Vímana, A Bolha, Os Fevers, Os Canibais, Os superbacanas, O Rancho, Funeral 1917, Os Famks, Os Carbonos , The Pops, Osvaldo Nunes, Rossini Pinto, Sergio Murilo, Denise Barreto, Cleide Alves, todas as invenções do Imperial e Wilson Simonal. Como o Brasil passa vinte anos esquecendo os últimos vinte anos que viveu, ninguém lembra mais da existência das malas pesadas citadas. Todas gravaram disco, todas tocaram em rádio e todas tiveram seus quinze minutos de Andy Warhol.
Fui a Saquarema em 1974 e tomei champagne com Nelson Motta, vi o Hollywood Rock em General Severiano e também conversei com Nelson Motta, dancei no "Frenétic Dancin Days", vi Leiloca de Garçonete e vi Nelson Motta dançar e ir ao chão, completamente drakão( ele e o Ney), subi o morro da urca e vi Nelson Motta em cima do palco com Pelé Deejay. Tudo acontecia se e somente se Nelsinho estivesse dentro da coisa. É triste chegar-se a uma conclusão dessas e tão tardia. Se não fosse Nelson Motta, o BRock ia ter que esperar mais umas duas décadas, isso na melhor das hipóteses. Nunca concordei com essa história do BRock dever sua existência ao formato "maldito" da Fluminense FM. Na minha opinião, aquilo foi um delírio bancado pela produção de certas multinacionais que precisavam de veículos no segmento para que o marketing global se cruzasse e incluísse o Brasil em seu escopo. Havia demanda e havia produto. Só não haviam veículos por causa da cegueira que sempre imperou em suas direções executivas, além da ressabiada geral causada pela repressão.
Acho que esse início de milênio está precisando de um novo Nelsinho Motta. Só sei que ele não é o Luciano Huck.
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
A FALTA DE UMA PALAVRA MÁGICA

quarta-feira, 5 de setembro de 2007
Panela Velha também faz comida ruim
Vale uma explicação tardia. Eu fui um dos privilegiados em privar da companhia de Raul ANTES dele virar sucesso- coisa que ele ambicionava muito, mas não tinha nenhuma estrutura para segurar a onda. Nessa época havia a Edith. Como mulher foi nela que o Raul se completou. As outras só serviram para tentar a procriação de um macho. E nisso ele também deu azar. Raul era primo do Horácio , morador num prédio vizinho e fora lá que ele ficara quando veio da Bahia com "Os Panteras"- naquela época em que eles gravaram LP pela Odeon, etc...etc...... E Foi nesses papos que eu conheci um Raul diferente do que ele apresentou para a mídia e para os fans. E, baseado nesses papos, afirmo a mentira daquela história. Porque?
Primeiro: Quem é fá de Elvis Presley não é fã de mais nada. É fã de Elvis. Que nem fã de Beatles. o que interessa é Beatles. O resto é o resto.
Segundo: Toda essa lenda tem a ver com o peso que a figura do Paulo Coelho teve em cima do Raul numa certa época da curta existência que viveu no sistema. E só pode ter sido ele que deu a idéia ao Raul de usar essa porra dessa história escrota para justificar esse "desvio ideológico". Autocríticas estavam na moda. E se passasem perto do livrinho vermelho, eram um sucesso!
Raul queria um destaque político- ele sempre quis ser mito. Mais pra Jerry Lee, mais prá Elvis, mais prá lampião e não más prá cangaceiro tocando guitarra elétrica. Se lá em Londres Gil dizia que tava longe daqui, Raul tava longe daqui aqui mesmo. Esse era o Teatro de Concreto armado que valia.
Agora: aqui prá nós. Essa história da proximidade do Gonzagão com o Elvis é fajutésima, né?
domingo, 2 de setembro de 2007
LOVE AT FIRST LISTENING

E foi assim mesmo. O primeiro LP que escutei inteiro foi o "Happy Jack", em sua versão da DECCA norte-americana. Coisas como "Boris the Spider" eram bastante inusitadas numa época em que, como sempre, o pop consumia canções de amor. E a coisa fazia sentido. Com a chegada de "Sell Out", a primeira impressão se consolidou
"Its wonderful sailing/in the high sucessfull sound/of wonderful radio/ London"..........
"I Can see for Miles" chegou no momento-LSD exato. Sem tirar nem por. Só fui ouvir o "Who sings My Generation" bem depois, e, mesmo assim, me pareceu um monte de rascunhos de coisas que eu já ouvira mais bem feitas. E Townshend é mestre em fazer isso. Ele dá uma aula no quesito naquela versão de "Pure and Easy" que está no Lp-Solo dele, se comparada à versão gravada pelo grupo. Esse é o seu processo de criação, que os outros três sempre cumpriram a risca. Brian Wilson também é assim , só que não tem a mínima estrutura para manter o " a risca".
O desaparecimento de John Alec vai fazer falta nesse trabalho novo que , cada vez mais, vai se assemelhando a um disco solo de sobrevivente. Deus queira que não. Tudo que não precisamos é de um novo Brian Wilson.
sábado, 1 de setembro de 2007
BASS LINE: Um Mantra Ocidental

Essa foto é tão rara quanto a de um Eric Clapton se apresentando com os Yardbirds. Nela você vê o line-up original do Experience, à época de "Crosstown Traffic", com Jimi pilotando uma de suas várias Strato brancas, uma trip de improvisos centrada uma bass line e com a bateria também improvisando numa variegada corrente de explosões sonoras.
Jimi, bem antes de Miles, já utilizava a bass line, indo frontalmete contra o desejo de Noel Redding em também improvisar. Para Jimi, todas as decolagens tinham que partir dele e mais ninguém. Esse desejo vai se realizar não muito magistralmente com o "Band of Gipsies", bada na qual ele colocou o amigo e ex-paraquedista Billy Cox como contrabaixista. Redding então já tentava pilotar o Fat Matress, banda que não deu em nada, apesar de dois Elepês promissores(Ouvir "Mr Moonshine" e "Petrol Pump assistant").
Outro a utilizar a bass line de forma sugestiva foi Herbie Hancock, principalmente em "Chamaleon", que mostrou a todo um cenário como solar o moog synthesizer sem muita repetição de timbres.
A idéia do bass line veio a tona no cenário flower trazida por Ravi Shankar, conforme a postura da tamboura dentro da música que o hindu tocava e se exprimia. Tanto o sitar quanto a tabla improvisavam loucamente, parametrizados pelo escalar melódico e rítmico da tamboura, sem muitos vôos pelo horizonte. E, por incrível que pareça, a pesar da proximidade dos Beatles e dos Beach Boys com a postura, foram os mais descabelados que aproveitaram o contato. quem ouviu John McLaughlin em "Inner Mounting Flame" sabe do que se fala aqui nesse texto. Quem não ouviu, ainda dá tempo. Hoje não se fazem mais bass lines como naquela época. Garanto.
