
É isso o que realmente acontece. Falta uma palavra mágica o conjunto de funções e procedimentos que eu utilizo na transcrição de vinis para matrizes digitalizadas, seja qual seja o formato(CDDA, .WAV ou MP3). Já tentei de tudo. Nenhum progresso no sentido de manter na matriz o mesmo clima do fonograma. O " Já tentei de tudo" inclui diversos programas de captura(desde o sofrível NERO até o fantástico SoundForge), tentativas de reequalizar o trabalho num estágio intermediário, indo até a horas de trabalho braçal debruçados num faz tudo da área digital sonora. Nerusca de Pitibiriba. O Vinil continua diferente.
Descobri em minhas transcrições novas mixagens, como na maioria das músicas gravadas pelos Beatles. "Nowhere man" e "Across the Universe" ficaram bem mais psicodélicas que o necessário. A versão estéreo de "She Loves You" em alemão foi recanalizada completamente: as vozes ficaram no canal esquerdo. O instrumental e o coro no canal direito. Já no caso de "So You Want to Be a Rock'n' Roll Star"(Byrds), ganhei quatro versões: a do compacto, a original do "Younger than Yesterday", a do "Big Hits" e a digital. "Aint we Funkin Now"(Brothers Johnson) ganhou duas fantásticas. O problema é que 50% delas ou mais são tão xõxas quanto a Coca Cola Zero. Todas são digitais. Não dizem a que vieram.
Vendo as coisas por um lado positivo, estou reouvindo toda minha bagagem em outros formatos, completamente inusitados para a minha memória. Por outro lado, sinto que falta alguma coisa. Acho muito chato e provávelmente impossível que a tecnologia esteja diminuindo a minha sensibilidade. Que idéia mais besta, né?

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