quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Every Picture Tells a Story


Toda foto, se bem interrogada, conta uma história. Em algumas, uma não-história surge do nada, obliterando o signo e o significado. Como essa foto recente de Phil Spector, cujos expressionismos se anulam a uma primeira visada.
Como sempre acontece, o maior produtor da história do pop deve explicações a respeito de fatos que não tem nada a ver com aquilo que sempre soube fazer.
Atualmente, Spector responde a um processo no qual é acusado de ter matado uma atriz que se recusou a fazer sexo com ele. Devido a algumas nebulosidades entre as opiniões dos jurados, o juiz que julga o caso resolveu anular tudo o feito até agora e recomeçar a coisa toda.
Nebulosidade e inconstância sempre foram a arma de seu gênio criativo. Um muro sonoro pronto podia desabar em questão de minutos, jogando para o alto o trabalho de semanas. Bastava uma dissonância menos discreta para que toda uma faixa retornasse ao estado de base e voz guia. Foi assim com "River Deep, Mountain High", foi assim com "The Long ad Winding Road" e foi assim com "RocknRoll Radio".
E , ao que tudo indica, vai continuar assim para Phil e sua vida pessoal. Mais esse percalço volta ao começo para que tudo seja refeito e, a cada refeitura, uma pitada de um tempero muito estranho. Da mesa forma que Dalto(outro estranho) cantaria em seu hit("Muito Estraho"- a sinfonia pop que mais vendeu compactos no Brasil do século XX- 1.230.000 para ser preciso e não nebuloso.) Lembra?

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