quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Ponto Final

São 12 e 17 de hoje e o ano já era. Faltam 11 e 43 para 2009 bater na porta da frente e entrar com tudo o que tem direito. Como todos já devem estar com o saco cheio de retrospectivas e outras ivas do gênero, não temos mesmo nada o que falar, já que tudo já foi dito.
Esse será o último texto do ano que os meus três leitores terão o doce deleite de receber para uma degustação daquelas. Está chegando um pouco atrasado ao blog por motivos de total preguiça e desfrute da companha de um cãozinho que voltou a ser a cuíca do samba enredo da minha existência, cuja direção de harmonia anda meio tumultuada.
Falando em cuíca, sabem que nunca consegui tocar direito aquela coisa? Eu tive uma de metal, cum couro de gato daqueles bem esticadinhos, mas o resultado final era lamentável. Eu nem levava ela para os ensaios com as pessoas que eu toquei e acompanhei para evitar ser solicitado e mostrar que aquilo não era lá o meu forte.
Nos reveillóns passados, eu era mais prum agito, mas atualmente, estou mais retirado. Pelo visto vou ficar em casa vendo TV e ponto final.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Long Distance Voyager

Daqui a pouco, nove horas, estou de volta para BH. Esses doze dias que passei no RJ só serviram preu sentar praça na livraria da Travessa e tomar contato com muita coisa da civilização que não chega a BH.
Primeiro, porque não tem público e último porque lá a franquia tem diversidade de material bem mais estreita. Muita coisa que eu vi aqui lá nem chega, como os livros fotográficos sobre o RJ, os de colorir com carros dos anos 50, essas coisas que só aficcionado corre atrás.
Loja de CD não passei por nenhuma. Não me interesso mais por esse material e venho suprindo minhas necessidades básicas por outras fontes. Também deixei de lado os DVDs, pois o que eu tenho de material meu para ver que ainda não passei perto não está no Gibi. Assim, deixa isso para lá um pouquinho.
Só fiquei triste de não ter ido à Feira do Livro, que está na Praça N.S. Da Paz. Mas, essa falha será sanada na próxima vez que eu vier.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

No Limite

We are the world-We are the People! Estamos no limite desse 2008 que, até o momento, só teve como grandes atrações Madonna, Carla Bruni, Amy Winehouse e Axl Rose.
Aconteceram outras coisas sim, mas elas já são tão rotineiras nesses últimos 40 anos que falar delas é chover no molhado. Exemplo? Jagger & Richards. Continuam a toda e tudo indica que não vão parar tão cedo. Bill Wymann não guentou o tranco e largou a banda.
A volta do AC/DC às paradas aconteceu porque o material deles têm qualidade em relação à pobreza criativa que ronda o rock pesado.
Já o pop revelou o Paramore, que veio ao Brasil e fez duas apresentações antológicas no Rio e em Sampa. A vocalista Hayley Williams têm qualidade e, acredito, eles ainda vão dar muito o que falar prá galera especializada.
Outra coisa que eu gostei foi o DVD do Toni Platão, realizado pelo Gringo Cardia. Dispensável era o Jamari França com aquela barba vermelha. No mais, um lance preciso, profissional e uma participação antológica do Fausto Fawcett.
Não gostei: de uma biografia cinematográfica do Jimi Hendrix que a TV a cabo exibiu ad nauseam. Qualquer nota. Podiam ter levado mais vezes o filme do Keith Richards sobre o Chuck Berry.
No mais, vou dar outra garimpada e amanhã eu continuo a diatribe. Essa é que é a grande vantagem do Blog. Tenho coragem, falo bobagem e repito tudinho no dia seguinte.

domingo, 28 de dezembro de 2008

Meninos, eu Ouvi!!!!!

Acredite se Quiser....... Nesse domingo, estava este que batuca este teclado experimentando um rádio véio, que tava nos guardados, quando eu , tomado de emoção, me vi levado ao passado, ao palco do auditório da Rádio Nacional. Tava no ar um programa de auditório, gentiboa! Isso! E sabem com quem ao vivo? Renato e seus Bluecaps!
Ouvi “Até o Fim”, “Você não soube me Amar” e um repertório desfiado cheio de guéri-guéri, completamente fora do tom e repleto de microfonias, quando a gente cantava sem retôrno, achando que tava abafando e, na verdade, o microfone tava captando a voz que cantava nele e a guitarra mais alta. O resto do instrumental tava embolado numa cacofonia que não dava para diferençar peido de dó de peito. E, para ajudar ainda mais a confusão, o animador- Cirilo Reis velho de guerra- dava o microfone para alguém do auditório “cantar junto”.
Conhecendo Renato Barros como eu conheço, ele devia estar curtindo a coisa toda, numa daquelas viagens delirantes de flashback, com a mente rodopiando no carnaval que as recordações trazem, embaralhando Lilian Knapp, Carlos Imperial, Erasmo, todos os caras que fizeram parte do line up, o Arlênio Lívio amigão e locutor. Garanto que a única coisa que faltou para dar o clima foi o ácido, pois o resto estava todo presente.
Apesar de toda a parafernália moderna, programa de auditório continua a ser aquela bagunça improvisada, onde tu tem cinco minutos para montar, um espaço temporal para tocar de qualquer maneira e cinco minutos para retirar tudinho do palco, pois, como diz a MTV, a fila anda, maninho! E o programa animado pelo Cirilo estava se revelando aquela bagunça flashback. Encerrando daqui, a rádio passou para Brasília, num daqueles noticiários-padrão cópia da CBN e a mágica fez pluft! Devanescendo-se num dos fantasminhas que minha juventude registrou e que não voltam mesmo, ainda mais que não estou aqui para tentar resgate de juventude alguma. Vivo nessa e é bom a bessa. Tchau!

As Atribulações de um Carioca no Leblon

Hoje, a manhã começou com um blecaute daqueles digno de causar inveja no general da banda. A light veio fazer reparos na rede e o porteiro disse que avisou a empregada que disse que avisou cá em casa e nesse disse me disse ficamos sem luza de 9e 30 até as duas da tarde.
Como minhas pernas andam meio rebeldes e a escada tava um breu só, resolvi ler O GLOBO e descobri um monte de coisa boa. Que não sou só eu que goza o casal Camelo(Mallu e Marcelo). Até o Artur Xexéo já os colocou no páreo da Mala do Ano e o pessoal da Casseta chama o Marcelo de adulto prodígio.
Adorei essa porra de adulto prodígio e fiz a minha lista de Apês(Adultos Prodígio) de todas as épocas, sempre lembrando que o eixo Rio-Sampa sempre foi repleto de manifestações do tipo.
Roberto Dávila quando começou no Jornalismo era um adulto prodígio. Confirmou o fato ao namorar a Ministra Ellen Gracie e ir passar fins de semana escondidinho em Paris com sua amada. Depois, Marisa Monte e Patrícia Marx, que se tornaram Adultas Prodígio ao namorarem o adulto prodígio Nelsinho Mota. É bom lembrar que o critério da escolha é tão elástico como uma Jontex e que o conceito adulto prodígio é transmissível, bem no estilo de filme trash, podendo qualquer um ser afetado por essa peste.
Um exemplo de como o contato mútuo torna um casal adulto prodígio? Fafá de Belém e Raul Mascarenhas. Que, mesmo após a dissolução, só foram passar o galardão a outro casal: Déborah Secco e Falcão. Falando nisso, a simbologia sexual é um passo a frente para o indivíduo(a) se tornar um adulto prodígio. A lista é grande. Citando apenas alguns: Danielle Winitz e o filho Noah( apesar de não ter um ano, vai pegar a praga por osmose), A minha, a tua, a nossa Adriane Galisteu! Juliana Paes, sua mansidão de maridinho e toda a salada de fruta feminina que surgiu debaixo dos holofotes este ano, com melancias, jacas e moranguinhos superando os exocets de Fausto Fawcett.
A escolha do Adulto Prodígio de 2009 já começou. Assim sendo, não deixe que o fato aconteça e você se exponha. Já imaginou você, debaixo de um holofote, recebendo o galardão? Pois é, zifiu.........

sábado, 27 de dezembro de 2008

Ressacão Mal Administrado

A Mídia nesse final de ano está fazendo de tudo para não ser pop junto a quem a consome. Não existem CDs bons para serem pirateados, o mesmo acontece com DVDs e até a TV paga mostra sinais que a repetição vai ser a tônica nesses três dias que faltam.
Até Roberto Carlos decepcionou seus fãs de caderninho. Um deles é minha mãe, que já reclamou comigo da participação de Caetano Veloso no especial de fim de ano do Rei. Argumentei com ela que o velho compositor bahiano, que dizia que tudo era lindo e maravilhoso, tinha virado um calhambeque de mais de 60 anos, que o Erasmo não tinha mais como manter a fama de mau porque nem namorada tinha( com aquela cara? Nem garoto de programa!)e que Zezé di Camargo & Luciano mereciam estar alí para dar destaque aquele Sertãonojo( ou Breganejo?) que eles sempre cantaram e que a galera hoje adora.
Como eu passo ao largo do vídeo nesse período, não estou nem aí para o que passa ou não passa, já que minhas incursões se resumem à MTV, History Channel, NatGeo e Discovery. O resto eu num tô nem aí. Vou dar uma zapeada neles e ver se pinta algum destaque. No mais, vou abrir um vinho e ficar chateando minha coleção de MP3. Lá sempre têm coisa boa para reouvir.
Nota: Como esse é o meu post de número 365, a partir de amanhã já estarei em 2009. Assim sendo, sorry periferia! Como é bom andar a frente de meu tempo, he!he!he!

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Amanhã é 27

Vi no “Globo” de hoje que a Warner Music resolveu lançar “The Doors live at Matrix”, uma gravação anterior ao sucesso da banda, gravada quase que artesanalmente no local e restaurada pelo Bruce Botnick, produtor dos discos que causaram impacto a partir da fama de Jim Morrison and meninos. Realmente o ACM está certo. É uma coisa para fãs. Não é uma coisa para quem gosta, pois Doors ao vivo é muito ruim, haja ouvir o material de catálogo, que não é lá essas coisas.
Tocando nesse assunto, existem bandas as quais o registro ao vivo é deletável. The Tubes é um exemplo, a Sensational Alex Harvey Band é outro, Cheap Trick é mais uma. Beach Boys não tem graça nenhuma e seu catálogo possui um “fake” histórico – “The Beach Boys Party”- tão ao vivo quanto o DVD do Toni Platão, o qual o grupo tentou redimir com o “The Beach Boys Live in London”, numa tentativa debalde, já que volta a parecer um disco gravado de “take único” num auditório vazio, com ambiente e palmas mixados depois na pós-produção. Brian Wilson nunca soube lidar com esse tipo de captação de registro, detestando qualquer manifestação que estivesse longe de “overdubs e mais overdubs”. O mentor dele, Phil Spector, cometeu seu maior fracasso ao congelar a eletrização espontânea de Ike & Tina Turner, que se exprimiam tão bem ao vivo e, em estúdio, eram aquela coisa trágica e gongórica revelada em “River Deep Mountain High”.
Já os registros “Live” dos Rolling Stones valem a pena pelo clima anfetamínico(“Got Live If You Want It”- O primeiro, ainda de 1965) e pela vibração captada(“Get Yer Ya-ya´s Out” e os subsequentes em Chicago e New York)e os de Jimi Hendrix pelo desleixo e improvisação antológicos que o guitarrista conseguia criar. “Live in The West” é o grande exemplo.
Num retrospecto, podemos dividir a História da Música gravada elétricamente(anos 40 para cá) em fases. A primeira delas é a reunião, fase no qual o jazz é preponderante com os clássicos do final dos anos 40 indo até os anos 50, onde grandes nomes em cada instrumento são reunidos em sessões históricas. No final dos anos 50/ early 60, temos o início das fusões, com um Miles Davis imperativo em “Sketches of Spain”, no aparato sinfônico com Gil Evans e, encerrando a década, no elétrico descabelado do “Miles at Fillmore”, trazendo na cola os Return to Forever e John McLaughlin da existência. A música divertimento é responsável pelo interlúdio, com a explosão do disco e afins, dando lugar aos acústicos e unpluggeds, que fazem a tônica dos anos 80 até hoje, idade do DVD.
Se eu esqueci de algo, depois eu volto a bater na tecla, já que assunto não falta para isso e o único jeito que eu achei para encerrar o texto foi esse. Tchau.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Que Natal é Esse???

Querendo ou não, o natal é que nem o país em que sentamos a praça da moradia. Repleto de contrastes. Se, por um lado, serve para reunir o que sobrou da família como nós-de 50 e + - conhecíamos num passado não muito remoto, também serve para acelerar desigualdades e como máquina do tempo no sentido de nos confrontar com a velhice que nós queremos ficar aquém, sempre e muito.
Durante mais de 40 anos de minha vida, eu dei uma importância danada ao natal. Gostava da festa em si, gostava da comida, gostava de um monte de coisas que eram correlatas à festividade e que sempre aconteciam, naquela desordem caracaterística de reunião familiar, onde nada funciona como o planejado e todo mundo tem uma solução para tudo, apesar de inadequada e nada funcional.
Primeiro foi minha irmã a morrer, numa noite de natal. Depois, minha mulher teve a esclerose múltipla diagnosticada- num mês de novembro, depois, papai foi embora e agora vou vendo como ficar sozinho não é muito legal.
Eu não tenho pena de mim em nada, pois o que acontece comigo ou é fortuito ou é feito de consciência limpa, tendo nela somente um fantasma que ainda não consegui resolver. E ele ainda vai me perseguir alguns natais afora.
Sendo sincero, não sei qual foi a associação de idéias que me levou a escrever esse “Credo”, tendo papai noel como Pilatos. Mas, é desse jeito que a fila anda. Li agora numa folheada de jornal que uma pesquisa determinou que 52% das pessoas que participam de uma festa de amigo oculto detestam brincar disso e apenas 7% dos participantes levam o evento na esportiva e participam sem grilos da brincadeira. Para o restante, tanto faz como tanto fez.
Na verdade, o natal virou palco das promoções mais esquisitas e díspares que se têm notícia durante o ano. Qualquer atividade ou serviço entra no jogo. As queimas de natal são tantas que, se fosse a sério, não haveria bombeiro para apagá-las. Do dia 20 para cá estou recebendo a média de oito emeios diários com alguma promoção. Como eu não uso barreira antispam, vocês já devem imaginar a quantidade de lixo diário que lota minha caixa postal(NOTA: JORNALISTA QUE USA BARREIRA ANTISPAM DEVE MUDAR DE PROFISSÃO, POIS NÃO NASCEU PARA A COISA. VENDER PICOLÉ NA PRAIA É UMA BOA. VERÃO ESTÁ AÍ.). Chega de liquidação de Viagra até emeio vindo da China dizendo que eu tenho toda a bossa para virar importador de quinquilharia. Já me ofereceram até representação de motocicleta. É inacreditável a capacidade de geração de antimatéria que esse pessoal têm.
Da minha parte, vou vendo o horizonte natalino cada vez mais estreito. Não consigo mais comer presuntos, perus, nozes,castanhas, rabanadas, etc. Como minha tia com quem passo a noite do natal desde pequeno, faz um bacalhau da pesada, é nele que eu apresento meus documentos. Encho o rabo de sidra e de coca e aguardo meu pedaço de uma torta de nozes divina, cuja receita é segredo das mulheres da família. Já um caco velho, venho prá casa de mamãe e durmo até não poder mais. Depois, eu nunca sei porque engordo qui nem um leitão. Também né..........
No dia que todos não estiverem mais aqui, vai se cumprir a profecia da minha sobrinha, para quem família não passa de uma coleção de retratos em cima de um móvel do quarto. No dia que isso acontecer, acabou o natal para mim.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Deixando Prá Ultima Hora

Deixei para hoje as compras de tudo: presentes, lembranças,amigo oculto, etc. Tem gente que generaliza e uniformiza. Eu não. Cada coisa é uma coisa e ponto final. Presentes são para os mais chegados, amigo oculto é amigo oculto mesmo, podendo virar inimigo a descoberto. E lembrancinha aí é que a gente parte para o lenço, para a meia ou para a cueca.
Ontem eu fiz aquele reconhecimento de terreno. Fui na Livraria da Travessa, fiquei lá dentro umas duas horas, passei numa Americanas, dei uma olhada nos preços da Kopenhagen, fui na feira do livro e hoje volto a percorrer a via crucis toda para arrecadar o que escolhi ontem.
Essa história de virar burro de carga é passado remoto. Nunca fui de me cansar, ainda mais agora burro véio e sem força prá abrir porteira. Vou na maciota e vou arrecadando aos pouquinhos. É mais fácil assim do que doutra maneira.
As coisas que fizeram a minha cabeça são carinhas, mas valem a pena e quem ganhar vai curtir. Conheço bem meu eleitorado e sei que serão recados diretos na alma de cada um deles.
Vi uma caixa com todas as gravações de Ozzy Osbourne com o Black Sabbath( só não tem aquele CD de reunião do grupo nos anos 90). Vi outra box de 4CDs com práticamente todo o material de Blues gravado na Chess Records de Chicago. Três DVDs reunindo a obra toda de Ed Wood, incluindo “Plann 9 of Outer Space”. Um DVD com o cláasico de Randolph Scott “Crepúsculo de Ódio”. A reunião, numa única fita de seis horas, em VHS, da série “100 anos de terror”, apresentada pelo Christopher Lee- vi também uma caixa de seis DVDs com os classicos da Hammer, incluindo “Solar Maldito”, “O Corvo” e a “Boneca de Ferro”-Estrelando, Vincent Price.
No quesitoi livros, vi coisas ótimas. Começando pela biografia de Quarentinha- o maior goleador da história do Botafogo- passando por um álbum de fotos com a história da guitarra elétrica- uma biografia de Carlos Imperial, com o gordo todo documentado e com direito a fotos antológicas- a coleção completa das revistinhass pornô da autoria de Carlos Zéfiro(vi isso na Travessa!), os Best Sellers da última fornada e muito mais coisa, como a série 1001(“os 1001.....que você tem que.......antes de morrer”).
Chocolates e lembranças à parte, estes serão meus presentinhos( têm também um Buchana´s para meu tio, que já me disse que o espera ansioso). Garanto que minha galera vai curtir e eu vou ficar feliz.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

A Gift To Remember

Um presente de Natal inesquecível para mim seria uma caixa de DVDs contendo a obra de Stanley Kubrick. Todos os filmes, incluindo aquele sobre o motim do Exército Francês na primeira Guerra Mundial. Outro? Um toca vinil com todas as rotações, dotado de saída com pré para eu injetar na máquina e transcrever, sem esforço, minha vinilzada para MP3.
Outras coisas que me fariam a cabeça? A discografia natalina de Elvis, Beatles, Beach Boys, Phil Spector e Frank Sinatra. Uma TV em LCD de 41 polegadas, já com um DAT e aquele especial da SportTV sobre as olimpíadas que dura uma hora. Eu o vi na casa de meu irmão, que já está digitalizado e fiquei siderado. Maior barato!
Botando os pés na terra, aquele DVD que o Toni Platão gravou para o Canal Brasil tá muito bem feito. Achei um must o Jamari França de Barba Vermelha, numa versão psicodélica do Zé do Caixão( os dois se merecem, né mesmo?)e a performance da Déborah Colker é fantástica. Seria um ótimo presente para quem gosta de música Brasileira moderna como eu gosto.
Vocês já viram um relógio feito na China, imitação do Porsche Design e que, na banca de camelô, não sai por mais de R$20? Pois é- Taí uma coisa que eu gostaria de ganhar. Ia voltar a usar relógio sem remorso de ser assaltado e perdê-lo. Seria ótimo para minha autoestima. Também estou precisando de habilitar um celular e vi aquele Samsung que parece um iPhone e achei lindésimo. Quanto ao iPhone, eu dispensava , pois esses que estão sendo vendidos aqui tão mais para gatoweb que outra coisa, não funcionando a contento, tanto o da Claro quanto o da Vivo. Completa shit ainda. Pode ser que melhore no decorrer do ano.
Sempre gostei do natal, apesar de achá-lo muito próximo do meu aniversário( apenas seis dias de diferença) e agora que tou velho e decadente, vou apreciando seu modo de uma forma diferente, deixando de lado a comida e só pegando pesado na torta de nozes. Mas, do jeito que as coisas vão, até o Natal vão tentar tirar de mim. Espero que não seja assim e que a festa continue legal.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

TOYZ FOR BOYZ - capítulo dois

Hoje é dia 22 e quem ainda tem o costume de mandar mensagens natalinas quando envia carta para papai noel manda emeio, né mesmo? Esse negócio de ir ao correio é muito demodê, além da fila do capeta que tu é obrigado a enfrentar. E também fica caro, pois para evitar extravio, tu é obrigado a mandar pelo SEDEX10, para ter certeza que ela vai ser entregue e com uma probabilidade danada de chegar na frente e ser atendido.
Segundo as más línguas, papai noel anda com um problema de overbooking maior que o da Gol e desculpa ele tem prá dar, como crise, pirâmide da Nasdaq, Petrobrás não tem verba pro pré-sal, etc. E se ele lê a coluna da Miriam Leitão, aí é que ele vai ter zilhões de desculpas, colocando até a compra da Brt pela Oi na justificativa dada.
Desde que comecei a usar a rede, eu mando emeio para papai noel. Como ele é virtual para mim desde que eu tinha uns oito anos, a realidade superou a ficção e foi transcender no virtual. Papai noel e um emeio se merecem. E como o emeio sempre sai de um servidor e vai parar no outro, o velhinho não tem desculpa para não acusar recebimento. Pode ser que ele se omita, mas que eu mandei e ele recebeu eu tenho certeza.
O texto de hoje é meio Bloch Editores, pois para me inspirar e escrevê-lo, eu fiz a imagem antes do texto, escolhendo o título entre um e outro. Falando nisso, um bom livro para dar de presente neste natal é “Os irmãos Karamabloch” do Arnanldo Bloch, que conta a história dos irmãos Adolfo, Bóris e Arnaldo – os três picaretas responsáveis por aquilo que virou “Manchete”- a revista que superou “O Cruzeiro” e foi a primeira grande revista semanal Brasileira.
Voltando ao meu texto Bloch, a imagem representa todos os brinquedos que eu quis, gostaria e continuo querendo ganhar por toda a minha vida. Hoje, deixo de lado as motos por motivos físicos e, por ter perdido o movimento de um braço, troco guitarras e baterias por notebooks, laptops e desktops- Um PowerBook metálico, de preferência. O único presente que eu não oponho nenhuma resistência no sentido dele se entregar a mim continuam sendo elas. Se Jesus- o primeiro pedófilo assumido da história dizia “Deixar vir a mim as Criancinhas”, eu – bem mais realista e menos doente, afirmo “Deixai vir a mim as Mulherzinhas”.
A primeira bateria que eu quis ganhar de presente foi uma SuperPinguim branca, igual a do Plínio - um amigo que morava no mesmo quarteirão que eu, no Leblon. Depois foi a Slingerland azul clara do Howard, que estudava comigo na Escola Americana. Ele vendeu a bateria para o Chico, que tocava com o Bruce Leitmann no Outcasts e lá se foi meu sonho pras picas. Depois foi uma Premier azul metálica, do Tiger- outro norte-americano e tive o desprazer devê-lo vender a bateria para o Nico, que foi o baterista da grande fase do Bubbles como banda contracultura da galera no final dos anos 60. Depois de tanto sonho desfeito, fui obrigado a me contentar com uma Gope que fedia a cola de madeira e tinha um jogo de pratos com som de tampa de lata de lixo. Instrumento Brasileiro, êêê instrumento Brasileiro...........
No caso guitarras, a primeira a me fascinar foi uma Fender Jaguar vermelha, que meu amigo Peter Paul Dwyer tinha comprado em Manila( Filipinas). Até em amplificador Brasileiro( Ele tinha um Ipame)a porra da guitarra tinha som. Ela era incrível. Depois o Maninho- amigo de rua- trouxe uma Galanti Italiana da Europa. Também era manêra. Aí o Zulu deixou a Apolo 12 cordas dele comigo e foi nela que eu me acostumei com a guitarra, pois , apesar de canhoto, eu arranhava um violão e tinha transposto alguns acordes e inventado outros e ia levando um som meio barro meio tijolo. Quando John Stoned não voltou comigo de NY, a Ritmo dois preta dele ficou comigo uns cinco anos e era nela que eu tocava o que tinha aprendido na grande maça. “Purple Haze”, “Sunshine of Your Love”, Love me Two Times”, “I´m so Glad”, “Sleepy Time Time”, “Cats Squirrell” e outras faixas psicodélicas da moda.
Minha paixão por motos começou quando eu dei uma volta na bicicleta motorizada que o Marquinhos Plonsky tinha em Teresópolis. Fudeu. Elegi as duas rodas como meio de transporte e comecei a delirar com motorbikes e tudo o mais que eu via em fotos nas revistas especializadas que eu rachava com o Zulu, outro tarado pelo veículo.
A primeira na qual delirei foi com uma Norton 500 bicheira do Heitorzinho da Dias Ferreira. Ela devia dar no máximo uns 80 por hora, mas tinha presença e ronco. E isso era bem mais interessante. Onde ele parava, a mulherada chegava. A aceleração dela era a ejaculada que faltava. Você tinha impressão que elas ficavam molhadinhas de desejo- as motos, de gasolina e as mulheres?.....bem......molhadinhas......
Da Norton 500 para uma Cezepél 250, a queda foi traumática. A moto não andava e ficava mais tempo quebrada que andando. Fiquei com ela uns dois meses e troquei no pau por uma Yamaha 75, já de cinco marchas, mas toda carbonizada e com um efeito pré-ignição mais fedido que cocô de Sharpei. Mas, me conformei e as Harley ficaram só no delírio zen. Zen grana, Zen possibilidade de importar e ponto final.
A primeira mulher que eu quis ganhar de presente foi a Norma Bengell. Tudo que era foto que eu via dela eu cortava e guardava, numa tara em que eu me consumia a olhos vistos e em banheiros trancados. Fiquei nesse desejo dos 11 anos até conhecê-la pessoalmente e intuir que ela tinha calçado 47 espátula, numa frustração que me arrasou ao descobrir que a Sonia Nercessian- que eu também olhava diferente – é que era a namorada da Norma. Porra! Meu mundo caiu bem mais baixo que o da Maysa. Foi meu primeiro porre de desgosto.
Depois veio a Teresinha Drummond, A Anabela irmã dela, A Teresinha do Jornalistas, a Socorro da Cruzada(eu a chamava de Help), uma garota que eu via na praia que depois é que eu fui saber seu nome: Patrícia Travassos.
Dessas até hoje em dia, já passaram pela minha idéia mais de 55.984 mulheres, indo desde Luiza Brunet até a Xuxa e passando por Sharon Tate e outras internacionais estilo Pamela Brandon. Nesses Presentes que almejei, fui muito seletivo, pois nunca quis nenhuma Chacrete, nem Sonia Braga, nem Claudia Ohana e nem Betty Faria. Monique Evans eu também conhecia de esbarrar na rua e , como presente, nunca esteve no meu delírio. Outra que nunca me apeteceu foi Claudia Toller. Já a Claudja Berry.......
Se eu tivesse ganho todos os presentes de natal que quis, garanto que seria bem feliz. Nunca tive inveja no respeito que me diz. Inverto as frases por um triz e ponto final dessa pretensa crônica de um natal menos triste que o passado, quando tava acamado convalescendo de uma cirurgia que acabei fazendo. É isso.

domingo, 21 de dezembro de 2008

11 Dias de Espera

Faltam só 11 dias para 2009. O ano termina com Madonna servindo de material para toda a imprensa dirigida à chiques e famosos tupiniquins. E como ela gosta disso, deve estar se sentindo bem a vontade. Quanto a este que aqui digita, vou entrando no ano 58 da existência, cada vez me sentindo mais a vontade para digitar o que me vier na telha, sem trava de espécie alguma.
Acho que desde que comecei a escrever o que acho e penso a respeito da vida cotidiana, venho me sentindo sem culpa e com a consciência tão limpa como se tivesse passado um detergente bem potente nela. Não sou ansioso e, como tal, vou relax a qualquer parte, não estando nem aí para as consequências. Escrevo primeiro e pergunto depois. Como isso não causa espécie de dano físico nem sofrimento imediato, foda-se.
Tá chegando a hora de repetir minha rotina entra ano e sai ano. Depois do carnaval, escrevo um conto e mando para o concurso do “PROSA & VERSO”. Como sempre acontece, espero até saber que nem passei perto da classificação. Meu QI(Quem Indicou) é fraco e, pelas palavras do colega Janos Biro, não devo fazer parte daqueles que são escolhidos, por alguma razão que não me pertence o direito de saber, de chegar à janela de uma estante de livraria.
Vai ver que não preencho algum requi$ito nece$$ário. Traduzindo, ninguém enxerga um cifrão que seja na minha literatura. Ou então ela é uma merda para eles. Como ela me satisfaz, sou que nem alfaiate de primeiro ano. Escrevo dia a dia, mano a mano. Ele( alfaiate) pega a tesoura e vai cortando o pano.
Escrevo para mim e nas internas desde que fui demitido de meu emprego como jornalista num caderno de cultura de província. Lá todos se achavam right on time com o dia a dia. Só eu é que tinha consciência de estar bem longe desse dia a dia cultural que eles teimavam. Pareciam Bilac e Machado, vivendo uma “saison d´hiver” parisiense em pleno verão do Rio, tomando chocolate quente às tardes na Confeitaria Colombo, com ternos de lã e coletes abotoados. Já imaginaram que transpiração cultural?
Meu suor é outro. É me sentir um estranho numa terra estranha num corpo decadente no qual a vida me encarcera. Estou preso, de mãos atadas, numa camisa de força carnal, sem saída e sem nenhuma luz libertária que possa iluminar o fim do túnel. Vou no escuro até o fim desse texto. A mim, uma entropia além- sózinho, sem ninguém e com a esperança morta. Fim.

sábado, 20 de dezembro de 2008

O Jabá é Sempre o Culpado

Já não se faz mais jabá como antigamente. Nem Jabá de carne seca, nem Jabá de Jabaculê- propina que era entregue ao programador musical de rádio para que este executasse uma música escolhida pelo Departamento Comercial de uma gravadora.
O Jabaculê teve seu tempo áureo nos anos 70/80, quando as gravadoras pagavam até para tocar sucesso! É!!!!- sucesso mesmo, fosse a preferida pelo público ou uma das dez primeiras da Billboard. Houve essa época, meus filhos, na qual a faixa escolhida para ser jabazeada não estava na chamada parada de fracassos( precisando de execução para virar sucesso) ou na cesta seção(indo para a cesta de lixo).
Todos os artistas daquela época(anos 70/80) passaram pelo processo. As gravadoras pagaram para tocar Fevers, Clara Nunes, Chico da Silva, Belchior, Caetano, Gil, Bethania, Gal, Marcelo, Roupa Nova, A Cor do Som, Pepeu Gomes, Baby Consuelo, Chico Buarque e muitos outros, que viraram sucesso sem saber da existência desse “biotônico fontoura”. Houve gente que não conseguiu decolar nem com esse estimulante fazendo parte da estrutura. Maria Alcina e Leila Pinheiro são dois exemplos que me vem a cabeça nesse instante.
Depois do grande escândalo de 78, quando às direções das emissoras promoveram uma faxina, o jabá mudou de forma e passou a vir do jeito que os radiodifusores esperavam. Pelo Departamento Comercial da Rádio em questão. O jabá mudou de nome. Virou promoção. O artista vítima da promoção tinha sua execução trocada por um monte de camisetas promocionais, presentinhos diversos e todo um monte de babaquices.
Essa nova modalidade de jabá virou método de fabricação de sucesso a partir do estouro do rock brasileiro. A promoção ajudou a Legião Urbana a virar cult, ao RPM a ser o maior vendedor de um único LP na história do disco Brasileiro, ao Titãs virar mito e a Lobão virar “enfant terrible”. A promoção não ajudou a Guilherme Isnard, Dr. Silvana, Sempre Livre, Espírito da Coisa e outros grupos aos quais a batida tirou-os da estrada e colocou-os no acostamento.
Essa mudança de forma( jabá para promoção) deu certo de tal maneira que todos( emissores e receptores da promoção) foram obrigados a estruturar seu “departamento de promoções”. Essa criação profilática fazia a assepsia nos departamentos comerciais, que começaram a se contaminar com o vírus que antes só acometia os programadores, criando uma espécie de contrôle de tráfego, o qual se reportava diretamente à direção geral, prestando contas tanto da parada de sucessos(quem obrigatóriamente figurava na programação musical), quanto da parada de fracassos(quem estava escoteiro, sem nenhum calçamento digno de um interêsse especial).
A promoção criou grandes eventos para subir a cotação de artistas. O “Rock in Rio” foi um deles, o “Rock Brasil”(BH) foi outro e os shows de aniversário das emissoras, evento máximo anual de cada uma delas, onde as gravadoras ofereciam uma lista de contratados para escolha pelos departamentos de promoções das aniversariantes, colocando agentes e empresários de cabelo em pé, pois se a coisa ficasse por conta dessa “idéia fantástica”, seus contratados não fariam outra coisa senão tocar em “aniversários” de emissoras de rádio e grupos regionais de comunicação. A carreira e os shows próprios? Que ficassem em segundo plano.
Como tudo que funciona a margem vira padrão no Brasil, toda a sociedade adotou a promoção. A coisa verticalizou de tal forma que tudo é movido dentro dessa característica. Qualquer atividade institucional do Executivo, seja Federal, Estadual ou Municipal precisa de promoção para decolar. Todo mundo fatura um troco. Seja o veículo que divulga a promoção, a empresa que vende o produto, a propina( a “comissão”) que é distribuída e quem estiver no trajeto sinuoso, até o alvo da atividade. Isso quando existe alvo. Um exemplo são os “banheiros do PMDB”, denunciados pela “Veja” da semana passada- que, a um custo de R$17.000 por unidade, estão sendo instalados em lugarejos que nem possuem saneamento básico.
Os veículos não deixam por menos. Vendem sua opinião e seus serviços à Elite que souber se “promover” da melhor forma, na visão distorcida do partidarismo imperante. Exemplo? Quem trabalha na mídia já escolheu José Serra como seu candidato à presidência em 2010. Pode ser que o Presidente ache essa idéia boa. E se ele não achar? Garanto a vocês que, quando as verbas promocionais do govêrno federal começarem a pingar, vai haver uma dança das cadeiras em direções, redações e produções de toda a mídia nacional e regional.
E quem vai ser o culpado desse corte? A promoção. Aposto com quem quiser que isso acontece antes do meio do ano que vem. Apesar dele ter mudado de nome, sexo e vestido uma roupa mais agradável, ele – o jabá- sempre vai ser o culpado por tudo. Pela falta de liberdade de imprensa, pelo cerceamento do direito de expressão, pela injúria, pela calúnia e pela difamação. Garanto.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Num Guentei!

Eu realmente sou muito exibido e não aguentei ficar longe de meus três leitores mais de 24 horas. Nem isso para ser exato. E não é por falta de assunto, pois como diz a Alice Ramos, minha nova guru, dez por cento de inspiração bastam. O resto é transpiração. Já o Scliar chama a atividade de horas-bunda.
Para mim não. Gosto disso, sei que sei escrever, apesar de meus deméritos, mas esse tipo de exame de consciência a gente faz depois de perpetrar o texto. Aí o dito vira um puta texto, ou apenas um textículo. Isso depende, inclusive, do humor do momento. Exemplo? Não há humor do momento que resista a bunda music em qualquer manifestação. Mexe comigo às avessas e me deixa puto.
Nesse momento, minha rádio – a Hitech- está executando “Love Island”( Eumir Deodato). A faixa era o meu tema com uma das mulheres da minha vida – a Monique- e que ficou gravada feito corte a faca no fundo do meu coração. Inesquecível o tempo que eu vivi ao lado dela. Foram três anos de coisa boa e uma ruptura para mim até hoje configurada como fratura exposta. Uma bosta. Apesar desse retrospecto, “Love Island” é um dos maiores instrumentais que já ouvi e as sacadas do Eumir, como a voz dobrada num vocoder com um trombone sintetizado e outro acústico é uma das maravilhas, o solo de Rhodes é outro e por aí vão desfilando as surpresas que o maior arranjador Brasileiro coloca em cada uma de suas faixas. Com Mestre Eumir não tem tempo ruim, maninho!
Estou no RJ desde ontem de tarde. Fico aqui até dia 30, quando volto à BH. Até lá, espero que muita água role por baixo da ponte, para eu escrever novamente, repetindo o ato como acompanho, nesse momento, “Do It Again”(Steely Dan).
Acredito que até fevereiro do ano que vem, minha webradio esteja implementada e zoando bem alto. Aguardem!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Retrospectiva 2008

Esse ano não foi realmente igual ao que passou. Aconteceu tanta coisa banal que fica difícil dizer o que foi pior e o que foi ruim, já que o péssimo foi a tônica em todos os campos. Já que vamos dar uma de latrina e falar de cocô o restodo texto, vamos abrir com as duas únics coisas boas que vi e ouvi: Madame Min e Marcelo Adnet.
Os dois trabalham na MTV, aliás a única TV nacional visível, pois o resto da TV aberta é quelque chose, maninho. Os dois são criativos e dão de dez em qualquer outra atração televisiva que esteja no ar. “Furfle Feelings” e “Helado de Limon” são antológicas e os “15 minutos” virou meu programa favorito. Nota dez também para o Kiabbo e suas máscaras, se revelando o melhor escada e coadjuvante do ano.
Na música, a bunda music conseguiu ocupar todos os espaços, transformando o rádio num baticum ansioso, feito aquelas trepadas coito interruptus, que a mulher finge, o cara finge e todo mundo finge acreditar. Já o funk carioca mostrou que ainda falta botar algum componente na batida e que , de rap em rap, a única coisa prestável e audível continua a ser o Racionais MC. Quanto a Gaiola das Popozudas, o grupo e Ivete Sangalo se merecem e, qualquer dia desses, gravam um encontro momentoso.
Pelo material que foi divulgado e executado, 2008 realmente não foi o ano da indústria discográfica. O Mp3, a Apple, iPods e iPhones dominaram o cenário, mostrando que a convergência é uma realidade que só os executivos das gravadoras e o Ministro das Comunicações Hélio Costa desconhecem.
Já que estamos falando de nulidades, Hélio Costa e sua TV Digital foram o destaque para receber o “Demérito do Ano”. Quem acreditou no Ministro está esperando deitado, para não ficar cansado, por uma imagem estável na transmissão que está no ar em várias capitais e pelo “set top Box” de R$200.
Mentira por mentira e desmentido por desmentido, 2008 não foi o ano da reunião do Led Zeppelin. Foi sim o ano da interrupção do Pink Floyd por falha biológica(morte do Rick Wright), da reunião pastiche de um Queen sem baixista , sem Freddie Mercury e com um Paul Rodgers meio capenga. Foi também o ano em que Isaac Hayes, Buddy Miles e Mitch Mitchell partiram daqui para a última grande jam session no céu.
No mais, nada me faz acreditar que daqui até 31 aconteça algo do porte de Madonna no Brasil. Ela veio e botou pra frente. Rodrigo Santoro que o diga. Sem mais delongas, bye.

Vocês Lembram da História de Elza?

Elza- a leoa – foi um clássico na “Seleção do Reader´s Digest”, virou dois filmes, teve música de sucesso dentro de trilha sonora(“Born Free”) e cumpriu todo o trajeto de Best Seller em qualquer campo existente da Indústria Cultural ainda meio empírica- início dos anos 60.
Eu não sei qual foi o raio de associação de idéia que eu fiz para usar a história de Elza nessa mensagem de natal para os meus três leitores, isso caso eu já seja obrigado a entrar em férias singulares(não sou coletivo) a partir de amanhã, quando pego um buzum matinal em direção ao RJ, onde passo natal com mamãe, irmão,primos e queijandos.
Acho que, em meu ruminar de idéias, lembrei do segundo filme, quando o casal de fotógrafos volta à África e sai a procura de Elza, num feliz reencontro de reconhecimento mútuo. Retôrnos são presença constante em minha vida, já que, devido a acidentes e cirurgias, o retôrno a atividade já é um estágio rotineiro, que eu cumpro sempre que o obstáculo a essa mesma atividade surge.
No ano passado, nesse dia 17, eu estava acordado numa cama de hospital, numa re- internação causada por uma overdose de corticóide, devido a uma cirurgia de coluna. Fiquei praticamente cinco meses no estaleiro e até hoje ainda tenho as pernas meio rebeldes.
Mas, isso é passado. Vou passar um natal sem grilos e de atividade zero, assim espero. Feliz Natal a todos. Um bom 2009 e vamos ver o que acontece no ano que vêm.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

A Chuva cai lá fora

Esse título de Samba bom(gravação da Beth Carvalho)diz a realidade que acomete BH nesses últimos dois dias. Está pior que no show da Madonna. A simples saída para comprar um pão transforma-se num banho de proporções dilúvicas(gostaram!?) e quem sofre com isso é o Bonitinho- que tá sem mijar em poste há mais de 36 horas.
Procurando sair do tédio, encontrei minha maneira de baixar música na Internet sem vírus. Basta copiar trilha de vídeo no YouTube.
Como sempre têm aqueles malucos que fazem vídeos com fotos, capas de disco, imagens aleatórias e colocam uma música na versão original como trilha, basta digitar o nome da música que sempre aparece algo, incluindo várias faixas que eu nunca consegui peneirar tanto no emule quanto no limewire.
Para descolar a trilha da imagem, o melhor software é encontrável na seguinte URL: http://www.dvdvideosoft.com/
Você consegue baixar várias de cada vez. Eu já baixei sete de uma sentada só. E todas com qualidade e sem triques. O maior barato.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Esse Tempo & Esse Maracanã

Madonna deu azar. Todos os que se apresentaram no maracanã em shows que estive presente pegaram um bom tempo daqueles de dar canícula- um calor filho da puta!
Eu vi Frank Sinatra com bom tempo, Kiss com bom tempo e Stones com bom tempo.
Mesmo assim , pela movimentação do show de ontem e pelo “I Love You” em coro que ela recebeu, a galera gostou que se acabou.
Nos anos 70/80, o Rio era muito mal servido para shows do porte que eles começaram a ganhar. Com a realização do Rock in Rio e com a chegada dos Queens da vida, dos Rod Stewart na praia e outras coisas boas que aconteceram, apersar da existência de um César Maia ou de um Luiz Paulo Conde, a cidade foi tomando jeito e virando escala obrigatória para os eventos que, para serem bem sucedidos, quando vêm a América Latina tem que passar pela Cidade Maravilhosa. Isso é muito Legal.

domingo, 14 de dezembro de 2008

To be VIP or not to be VIP. Thats the Question!

Madonna é Ciccone. Não é Caroline Dieckmann. Não tem traços de Danielle Winnitz e muito menos personalidade de Deborah Secco. Ela realmente é VIP e considera esses paparazzi com hora marcada e ponto fixo que vivem “assediando” nossos vips(?)-uns bostas que adoram o fato e, sem um holofote em cima, entram em crise( vide o affair Suzana Vieira, que chegou onde chegou por culpa exclusiva dela mesma!).- Resultado? Confusão entre fotógrafos e seguranças.
A imprensa estava proibida de entrar no local para acompanhar o ensaio, mas alguns fotógrafos conseguiram entrar e, descobertos pelos seguranças, foram retirados.
Um dos paparazzi disse ter levado umas porradas e teve sua câmera apreendida. Ela( a câmera), para alívio do bobalhão, foi devolvida sem o cartão de memória. Segundo meu irmão, que também fotografa, esses caras até que tão na boa, pois o cartão de memória é mole de ser substituído. No dia que os seguranças começarem a tirar processador, aí é que vão ser elas. O mais barato custa US$ 3.000.
Confusão aconteceu no Maracanãzinho, durante o ensaio, no qual a cantora repassou coreografia e conversou com os músicos. O ensaio terminou por volta de 20h30 e a cantora deixou o local com escolta policial.
Esse papo de VIP Brasileiro é que deu uma chapada no melão da comissão que organiza o evento Madonna. Primeiro, porque a dita comissão não entendeu a idéia dos camarotes restritos, já que para eles, isso não existe, pois VIP lá fora vai na platéia como qualquer um. A não ser amigos. E aqui Madonna não tem lá muitos friends que possam assistir ao show no Backstage. E, segundo, porque a aparição de placas ou menções de patrocínio foi vetada em contrato. A comissão organizadora alegou que as mesma vão estragar imagens para o DVD que será lançado pós- tour. Bem feito. É bom para essa galera aprender que “CARAS” não é tudo na vida.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Per La Madonna!

Madonna Louise Ciccone já está no Rio de Janeiro desde ontem, hospedada no Copa.
Ruas foram fechadas somente para a passagem da artista. Já existem fãs na porta do hotel. Ela vai fazer cinco apresentações da turnê "Sticky & Sweet".Nos dias 14 e 15 de dezembro, no Estádio do Maracanã e nos dias 18, 20 e 21 no Morumbi.
Enquanto isso acontece aqui, Madonna já ordenou a retirada dos bens do ex-marido de todas as suas residências conhecidas. Dizem que nossa amiga já está de cacho novo, mas isso ainda é 90% de suposição e o resto de fofoca.
Acredita-se que Madonna deverá se locomover de helicóptero, por razões de segurança. Ela chegará ao Maracanã, onde realizará shows nos dias 14 e 15, por cima, para evitar o assédio. Quando esteve no Rio, em 1993, a estrela tentou andar de carro, mas foi reconhecida e assediada.Ela tentou ir à praia e ao Pão de Açúcar com uma peruca, mas foi reconhecida.
Segue abaixo o repertório que ela canta no Maraca e no Morumbi:
"Candy Shop"
"Beat Goes On"
"Human Nature"
"Vogue"
"Into The Groove"
"Heart Beat"
"Borderline"
"She's Not Me"
"Devil Wouldn't Recognize You"
"Spanish Lesson"
"Miles Away"
"La Isla Bonita/Lela Pala Tute"
"Romanian Folk Musical Interlude"
"You Must Love Me"
"4 Minutes"
"Like A Prayer"
"Ray Of Light"
"Hung Up"
"Give It To Me (Finale)"

E, para terminar, uma nota mostrando que quem aparece é quem está vivo. Elvis Presley está de volta com duas músicas entre as mais tocadas das últimas semanas. Blue Christmas, dueto com Martina McBride, estreou na 43ª posição, na quinta-feira, depois que I'll be Home for Christmas, com Carrie Underwood, estreou em 60º na semana passada. Como a parada está provando, tem um bando de doidos que estão certíssimos. Elvis Aaron Presley não morreu.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Black Betty

Bettie Page morreu. A primeira incentivadora de atos masturbatórios de toda uma geração e que me fez passar horas trancado no banheiro, durante o trajeto infância-adolescência, (vulgarmente chamado de puberdade), faleceu aos 85 anos de idade. Ela não se deixava fotografar desde os anos 90.
Mais pop que Bettie impossível. Desde que fotografou o famoso calendário sadomasoquista para a Playboy de 1955, a pin-up virou mural de oficina mecânica e suas fotos foram devidamente borradas em todas as cabines de banheiro masculino e em algumas salas de banhos de casas de boa família, num crossover extensivo do vovô ao netinho mais novo.
Se ejaculação de punheta chegasse ao destino, Bettie teria morrido afogada num mar de esperma.
A imagem de Betttie ficou eternamente associada ao estereótipo da pervertida, gerando uma série de sucedâneos, alguns clones fajutos, outros personagens de grande sucesso, como a “tiazinha”, nascida no programa que Luciano Huck comandava na Band, que teve um pouco de vida aparente e depois desapareceu no apagar dos holofotes. Qualquer dia desses reaparece, ao estilo Leila Lopes, fazendo o chamado “pornô clean” pras negas delas e pagando boquetes daqueles inenarráveis. Clean? Só se for no dicionário delas, né mesmo?
Mas, voltando ao nosso personagem de hoje, Bettie ficou popular até no Blues, ganhando um clássico de Leadbelly, depois regravado por algumas bandas(“Black Betty”).
Bettie foi considerada uma das deflagradoras da revolução sexual norte-americana, protagonizando, ao lado de Henry Miller, Hugh Heffner, Gay Talese e Larry Flint, o núcleo propagador de uma das maiores mudanças de comportamento de uma sociedade, mais ou menos semelhante ao conflito de gerações deflagrado pelo Rock and Roll.
Nada foi tão perturbador quanto o baralho onde Bettie aparecia em poses mais que obscenas, sendo surrada por outra mulher, portando chicotinhos e vestindo toda sorte de fetiches.
Segundo entendidos, existe uma série de cópias dessas fotos feitas por Freddie Mercury no papel de Bettie e que estão para o mundo gay como as fotos de Bettie foram para o mundo hétero. Já, no real, existe a famosa série de fotos protagonizada por Mick Jagger e Brian Jones em lingerie preta. Uma seleção das primeiras não tem preço, já que elas são consideradas meio lenda. Quanto a segunda seleção, qualquer US$ 5.000 compra uma cópia.
Como sempre acontece nesses casos de exposição maligna exagerada, Bettie pirou, foi internada e, quando se viu livre do sanatório, vestiu a camisa de força do Cristianismo Evangélico. Se morreu feliz e foi pru céu, só quem sabe disso é o Manoel.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Ponto Final

A Bunda Music conseguiu chegar lá. Agora é trilha sonora de filme pornô. Se o Funk Brasileiro, em especial, já era considerado pela mídia como música de marginal, agora o negócio desandou de vez. Vem aí “As Brasileirinhas- O Baile Funk como você nunca viu”, com trilha sonora do Gaiola das Popozudas.
Nem Carla Perez conseguiu levar a coisa tão a sério. E olha que ela tinha atributos suficientes para se tornar musa entre os aficcionados desse gênero cinematográfico. E, realmente, a Waleska dá de dez, seja no escracho, na cara de pêjóta, no jeito de peguéti e nas letras que canta, estilo “A Porra da Buceta é Minha”, “Virei Puta”, etc e coisa e tal.
Para a coisa virar superprodução só falta a participação de grandes astros do gênero, como Kid Bengala, Leila Lopes, a sobrinha da Gretchen, a própria e, de quebra, sua filha sapatão.
Quem deve estar rindo a toa é o Leo Gandelmann, que previu e anteviu as possibilidades da bunda music no mercado. Tenho que tirar o chapéu para ele e para o Vinicius Cantuária, que souberam também, numa conversa de boteco despretenciosa, predizer o futuro da música comercial Brasileira.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Quando dois Mundos Colidem

Esses dois mundos estão presentes a nossa vida diária. Um deles vai perdendo o controle da situação e quer, com todas as forças, que a sociedade retroceda, para poder dirigi-la e orientá-la. O outro, embalado pelo barateamento, pela simplificação e pela novidade causada pela revolução tecnológica, não está nem aí.
Esse admirável mundo novo iria causar inveja em Aldous Huxley. Ele perdeu o trem para as estrelas e a janela para o virtual, hoje tão acessível e antes só presente nas páginas de visionários como ele ou em revistas de ficção científica.
O mundo velho ainda precisa de porteiras para limitar o ir e vir, precisa do certo, do errado, do original e da cópia. Este mundo só olha para trás e, para se manifestar, precisa de porta-vozes numa representação teatral absurda, como se alguém possa determinar o pensamento do outro, controlando palavras e obras.
O mundo novo vive entre bits e bytes, entre PDFs e MP3, indo ponto a ponto na procura de material, numa apropriação cultural que reproduz virtualmente o manifesto antropofágico de Osvald de Andrade e seus companheiros de 22, modernistas acima de tudo e modernos na essência de pensamento.
Como diria Fernando Brant, nada será como antes e o amanhã. Quem vive o novo dia não consegue voltar. É a mesma sensação descrita por William Burroughs, do “Junky” que não consegue pensar nem viver como vivia em sua era sem a droga. A novidade incorpora até naqueles que são avessos a ela e que querem cooptá-la como mais um agente da narcose que teimam em viver confinados.
E essa colisão de dois mundos está acontecendo na apreciação feita ao Projeto de lei sobre cibercrimes que o Senador Eduardo Azeredo teima em impingir à sociedade Brasileira. Rejeitado pelo mundo computacional e por uma petição com quase 125.000 assinaturas, o projeto já nasce retrógrado, pois qualquer cracker dotado de tecnologia wireless vai transformá-lo em letra morta num abrir e piscar de olhos.
O porquê da insistência do Senador é o que me deixa com macaquinhos no sótão e pensando em bobagens. Acredito que o Senador Azeredo tenha mais coisa para se preocupar do que ficar insistindo nisso, como garotinho mimado que quer o brinquedo, custe o que custar. E, pelo andar da carruagem, sou de opinião que tudo isso vai lhe custar muito caro.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Acorda Pascoal!

Utilizando descaradamente o título do fracasso de Evandro Mesquita, Geraldão havia bolado um programa humorístico pru Milton Teodoro apresentar no cu da madruga- 5h às 7h.
O Mestre chegou pra mim e falou: -“Vou te botar vigiando aquele lóka, falado? Tu vai ajudando ele a produzir a coisa, e vai segurando a onda prus judeus(Os irmãos Carneiro, então donos da “Extra Fm 103,9 Bhz”)não ficarem enchendo o saco. Em teoria, tá tudo liberado”.
Como eu é que não estava pra dar uma de lóka, fui logo perguntando:-“Liberado mesmo?Se sair um palavrão, tudo bem?”. Geraldão respondeu: “Tudo legal. Só não pode é mandar o Osvaldo Faria( então chefe da equipe de sports da Itatiaia)pra puta que pariu nem me chamar de viado. Pru resto eu num to nem aí”.
E foi assim que o Milton foi obrigado a assumir o pseudônimo de Pascoal, apresentando o programa de sucesso que está no ar há exatos 21 anos. Hoje, o “Acorda Pascoal” está na Itatiaia, de 4h às 6h da manhã, com o mesmo besteirol que celebrizou o Milton – um dos poucos verdadeiros artistas que conheci no rádio.
Dentre as suas invenções que fizeram sucesso, estão o “Capeta do Vilarinho”( que virou um rap fantástico, produzido e gravado pelo Milton sózinho) e a repórter Mônica Moranga- clone de uma repórter famosa de BH.
Duas vezes tivemos pedido de cabeça rolando: um quando todos nós fomos parar na Polícia Federal para prestar depoimento sob a suposta denúncia que participávamos da “corrente do avião”- um trambique piramidal que marcou época, ao estilo “Boi Gordo”- E outro, feito pelo Chico Brant- então assessor de Imprensa do então Prefeito Eduardo Azeredo, alegando para o pedido que teríamos injuriado a primeira dama Azeredo- numa história nebulosa acontecida quando os pivetes da capital começaram a tosar, em plena rua, os cabelos grandes de meninas que gostavam de exibir madeixas, para vender e comprar cola. Nós apenas sugerimos que AMAS( dirigida pela primeira dama) patrocinasse cortes de cabelos para a pivetada, ao menos, tosar com estilo.
No mais, o Pascoal é uma festa que continua grafitar os ares de BH com humor e muita sacanagem.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

“Mãe! Quero fazer cocô na casa do Pedrinho.”

Quem é rato de zap de TV a cabo que nem eu, já deve ter visto este spot de propaganda de um desodorizador ambiental que está investindo pesado na mídia. O garoto se recusa a ir ao banheiro em casa, querendo ir dar sua cagadinha solene na casa do amiguinho.
Eu, pessoalmente, adotei a frase do garoto para responder a todo chato que me pergunta: “Onde é que você vai?” Eu respondo:”Vou fazer cocô na casa do Pedrinho”. Antes eu dizia que ia a merda. Mas ir fazer cocô na casa do Pedrinho ficou mais engraçado e desconcertante, além de ser uma resposta mais de salão.
Pois bem, ontem, zapeando na TV, assisti àquêle filme que o Keith Richards fez sobre a festa de aniversário do Chuck Berry e vi, one more time, aquele solo desconcertante de Eric Clapton em “Wee Wee Hours”, que mostra que ele era Deus não era a toa.
Hoje, Clapton é mais um artista que músico. Um daqui que vai em sua cola é o Lulu Santos, a quem prezo demais como músico e artista. “De Repente Califórnia” e “Um Certo Alguém” estão aí para todos verem.
Vi também um pedaço do Marcelo Camelo no “Altas Horas” e achei que a banda que o acompanha têm gente demais fazendo pouca coisa. Mas, quem sou eu para corrigir o delírio de outrem, né mesmo? John Alec Ethwistle tocava trompa sinfônica no Who e, tudo bem,uai?
Só para terminar: vocês já ouviram o remix do Alan Freeland para “Hello I Love You”(The Doors)? Eu achei o maior barato. Eu já tinha ouvido um que ele fabricara em cima do “Fever” da Sarah Vaughan e tinha ficado siderado. Esse é simplesmente demais. Por isso é que tem horas que não é legal você querer ir fazer cocô na casa do Pedrinho, principalmente qando existem coisas mais interessantes para ver, ouvir e fazer.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Um Dia para Esquecer

Hoje é Domingo, 7 de dezembro de 2008. Há 67 anos atrás, também domingo, eram 7h55 em Oahu, quando a Marinha Imperial Japonesa atacou a Ilha Ford, em Pearl Harbour. A primeira vaga, vinda da esquadra combinada, 360km ao norte, tinha 183 aviões. Os Norte-Americanos foram pegos de surpresa. Foi assim que teve início a primeira e única guerra nuclear da história contemporânea.
Há 40 anos atrás, o Brasil foi encarcerado pela ditadura no Ato Institucional Número Cinco. A atitude era previsível e os militares usaram como pretexto um discurso, considerado ofensivo, do então Deputado Márcio Moreira Alves. Os fatos que se seguiram foram inenarráveis e o Exército Brasileiro mostrou, com extrema crueldade, para o que sempre serviu, em 146 anos de história: perseguir e exterminar a própria população do país que, em teoria, defendia externamente. A Marinha e a FAB não fizeram por menos.
Datas como essa fazem a sociedade exorcizar seus males, numa catarse de homenagens, denúncias, despachos e banhos de descarrego coletivos, reverenciando-se ou difamando-se ratos, homens, figuras públicas e grandes homens em qualquer função.
Apesar da série de desmentidos, com ou sem provas, verdadeiras ou fictícias, a sociedade norte- americana queria um Pearl Harbour para entrar na guerra, da mesma forma que a então sociedade Brasileira quis o AI-5 como uma forma de ganhar o conflito de gerações que ia perder. A atitude militar só fez adiar o desfecho.
Hoje, o conflito de gerações é outro. Também político, mas em outro campo. Trata-se do continuísmo de idéias versus a revolução tecnológica. O continuísmo de idéias na indústria cultural viu o CD ser derrubado pelo MP3- fato que está mudando toda a regra do negócio no comprar e vender música. O equipamento barateado trouxe o estúdio de gravação e de TV para dentro da casa do produtor. Hoje, uma banda de garagem pode gravar seu trabalho com a qualidade equivalente a de um estúdio tradicional, queimando etapas entre produção e consumo, numa maneira impensável há 20 anos atrás.
Não existe mais diferença entre original e cópia. Existe apenas a diferença entre analógico e digital. No mundo digital tudo é original. Cópia mal feita é passado remoto.
O continuísmo de idéias quer inventar crime onde não é possível criminalizar nada. Na Rede Mundial, também conhecida como Internet. Lá tudo é virtual. Ainda mais agora, na fase wireless.
Como diria o Rogério Gonçalves, ele vai perpetrar uma série de crimes na rede, com um laptop, em plena Avenida Atlântica, de frente para aquele praião de Copacabana, usando a rede pública e tomando uma cervejinha num bar do calçadão. Conforme suas próprias palavras, um pivete vai ser bem mais rápido para roubar o laptop dele do que a polícia em achá-lo e configurá-lo como criminoso,baseado na lei que o PL 1999 do Senador Eduardo Azeredo quer criar.
Esse PL é o carro-chefe da reação de um continuísmo de idéias existente no controle social reacionário, que quer se apropriar de algo que não consegue compreender, da mesma forma que o então continuísmo massacrou a cultura e a civilização no conflito de gerações de 68.
Repetindo mais uma vez: espero que o Presidente da República ouça a voz da sensatez e vete o projeto de lei 1999, banindo de vez esse fantasma corporativista do cenário político. Chega de controle. Vamos respirar um pouco de liberdade e direito a expressão.

sábado, 6 de dezembro de 2008

A chegada do Furacão

Madonna Louise Ciccone vai chegar ao Brasil! A repercussão de sua performance em Baires encheu colunas e mais colunas de críticas favoráveis ao “maior show de início de milênio”, bem superior ao dos Stones e por aí vão loas , toas e boas a respeito da superstar.
Vips, plebeus et caterva estão inquietos. Eu inscrevi meu cachorro – o Bonitinho – pra ver se ele ganhava um ingresso.
Inscrevi ele com o nome completo – Bonitinho Cão Feroz( pronuncia-se oz no final) e dei o mais famoso CPF do Brasil , o 123.456.789.90. Estamos aguardando o resultado. Se o concurso para a compra de ingressos não for muita mutreta, pode ser que saia. E, se sair, vou rir às gargalhadas.
Já imaginaram um Yorkshire completamente estressado no meio daquele esporro todo? Tadinho dele, né mezz? Além de voltar pra BH mais estressado ainda, ele vai ser a única testemunha familiar que viu o furacão passar pelo Maracanã. O maior barato!
Bonitinho não é lá chegado a música. Deep Purple ele late histéricamente- principalmente em “Highway Star”. Nunca experimentei tocar Madonna para ele ouvir. Já imaginaram se ele gosta? Vou ter que levá-lo mesmo ao Maracanã.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Manual de Instruções? Só em Último Caso!

Sempre fui um fuçador. Comecei a fuçar pelo método da tentativa e êrro. Quando aprendi a ler, a mente prussiana de papai começou a me instigar em ler manuais antes de partir para a tentativa- dando certo, ou erro- quebrando, danificando ou tornando a coisa imprestável.
Foi meu amigo Zulu quem traçou uma metodologia infalível. Primeiro investigar. Depois tentar. Se errar? Foda-se. Cola e chave de parafuso não foram inventadas por acaso. E assim fomos indo. Primeiro foram os aeromodelos. Alguns chegaram a voar. A maior parte ficou na bancada de testes. Depois, carrinhos de autorama. Íamos para a pista profissional da HobbyCenter, em Copacabana e botávamos para a frente.
Quando houve o primeiro campeonato nacional patrocinado pela Estrela, nos inscrevemos e chegamos a finalíssima em São Paulo. Nessa época, o apelido do Emerson Fittipaldi era “rato” e ele tinha uma escuderia, a “Indy”. Depois vieram as bikes,mais tarde as motos e fomos assim até a música, onde, infelizmente, tomamos caminhos cruzados. Zulu não tinha ritmo. Sua batida era meio sem açúcar e, no frigir dos ovos, batida- para ele- era chocar uma coisa com outra.
Comecei com um violão. Era de minha prima. Esperei ela se desinteressar pela coisa e peguei ele “emprestado”. Minha tia Zoe , violinista da pesada, já tinha descoberto que eu era canhoto. Como ninguém tocava do jeito que eu conseguia, tive que aprender na base do tentativa e erro. E olha que eu aprendi sozinho. Meio nas coxas, mas aprendi. Tocava alguma coisa que dava para me acompanhar e ganhar as menininhas mais desavisadas.
A primeira a se emprenhar pelos ouvidos e apreciar meus dotes artísticos foi a Eleonora- uma nariguda gostosa que morava no terceiro andar e eu, até um pouco tempo antes, nem olhava ela direito. De repente, a mulher desabrochou na menina e ela ganhou uns seios e uma bunda que eu vou ti contá, meu irmão! Comecei a azarar legal e ela foi entrando na minha. Aí ela começou a ir lá em casa para assistir aos ensaios da minha banda de garagem. Até que um dia, ela bateu E não TINHA ENSAIUUU!!!! Peguei o violão, emendei um “If I Fell” e daí prá frente........ Como diria Tavito, os Beatles sempre ajudaram.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

A Falta que não Faz

Não faz nenhuma falta o programa Flávio Cavalcanti, com seu “Um instante Maestro”, fonte de alguns dos jabás mais nojentos presenciados na TV, principalmente os protagonizados por Otolindo Lopes, Adelino Moreira e Osvaldo Nunes, como também não faz falta a Buzina do Chacrinha, onde as gravadoras que pagassem mais faziam o programa, que só não era feito por uma entre as outras para não dar muito na cara. Não se sabe a quem enganavam e se os Marinho, que deviam estar cientes, ficavam coniventes.
Também não fazem falta os “Mexericos da Candinha”, assinados por Carlos Imperial, que chantageava a todos a fim de levantar uma grana, ou então daqueles programas de TV onde Imperial chamava garotas de programa como coristas e , em troca , veiculava gratuitamente seus “serviços”, dando o telefone para encontros e a boite em que elas trabalhavam. Ficou famoso o episódio Carlos Augusto Montenegro-Vera Vargas, no qual Imperial armou um encontro íntimo entre os dois, num local repleto de câmeras fotográficas enquadrando todos o ângulos, fotografou tudo e depois trocou índice de audiência por silêncio com o big shot do IBOPE.
Hoje o Jabá e a chantagem estão institucionalizados na mídia e passam dissimuladamente “informações” para desinformar a patuléia, baseados em informações ditas privilegiadas obtidas em “vazamentos” consentidos, tidos e havidos em todos os níveis. Faz-se o jabá plantando uma notícia num veículo e quando ela é checada e desmentida por outro, este último é processado judicialmente. Estamos assistindo a isso, de uma forma passiva ou mesmo revoltados, ficando perplexos co os rumos que tudo vêm tomando nessa sociedade, cada vez mais desestruturada. Algumas vozes discordantes, como Paulo Henrique Amorim, Luis Nassif, Alice Ramos e outros poucos se levantam contra e sofrem campanhas de difamação desgastantes.
O que, na verdade, faz falta é um pouco de vergonha na cara e um parar de se escudar na impunidade, pois assumir um erro ou uma falta da mesma forma que se saboreia uma vitória é a diferença que faz a figura pública de um indivíduo como eu e você. Esse é o diferencial.
Há muito tempo atrás, trabalhando eu numa redação de rádio, meu superior imediato me falou, quando da morte de Afonso Arinos:”Faleceu a última reserva moral dessa m....dessa terra. Agora estamos f.........”. As palavras dele foram proféticas. Isso sim faz falta e não está incluído na falta que não faz.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

O Nome do Jogo

A maioria de vocês já deve ter ouvido falar do conceito Abandonware. O Abandonware é o game, sistema operacional ou software que, de tão velho que ficou, é abandonado pelo autor ou fabricante- que o tira da lista de montagem ou da propriedade intelectual, e o joga literalmente às traças, ficando abandonado em qualquer quanto da rede.
Os sites de Abandonware são os sebos da rede. Lá você encontra games para DOS, da mesma forma que softwares e sistemas operacionais, como o próprio MS-DOS em sua versão freeware.
Em alguns deles você vai encontrar até alguns MP3 que foram abandonados pelos DJs e sampleadores, que os renegaram ao esquecimento e estão lá, esperando você, que têm tudo e mais alguma coisa para ser um Charles Gavin da Informática, já pensou? Basta botar a palavra no Google e ver a quantidade de sites que aparece.
Em música, por incrível que pareça, esse conceito é bem mais velho que muita gente pensa. Exemplo? É raríssimo Roberto Carlos cantar certas músicas antigas de seu repertório que ele considera “profanas”.
Frank Sinatra baniu “Strangers in The Night” do repertório depois que ela virou tema gay. Se Gil não gravasse “Se Eu quiser Falar com Deus”, ela ia ficar no abandonware, pois tinha sido feita para Roberto Carlos que nunca a gravou.
“Trem das 11” foi composta por Adoniran Barbosa nos anos 50 e foi inscrita em segredo num Festival pelos “Demônios da Garoa”, pois Adoniran achava a música ruim. O resto todos sabem.
Falando em nome do jogo, “The Name of The game”(Quincy Jones) e “The name Game”(Shirley Ellis) são duas faixas abandonware da pesada. Estiveram bem colocadas na parada, nunca foram regravadas e estão completamente esquecidas. Você lembra?

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Natal Banal

As festas estão chegando. Você está sentindo sua conta bancária encolher rumo ao cheque especial e ainda não comprou presente pra galera toda. Falta o cunhado, o chefinho, a mãe da tua mulher(gente boa, né?), aquela prima que sempre te dá mole depois que toma a terceira dose, o lixeiro, aquele gerente que não olha a cor do papagaio que tu empina umas duas vezes por ano e, nessa faina de contentar a todos, você já deve estar ganhando milhagem caso shopping center vendesse passagem aérea.
Quando eu entro nessa de natal e saio cumprindo as tarefas passadas pela dona encrenca aqui de casa, eu sinto falta de uma coisa. Da música de natal. Não estou falando daquela harpa nojenta do Luis Bordón não. Estou falando de música mesmo.Exemplo? “White Christmas”, ou então “Eu pensei que todo mundo fosse filho de papai noel”.
Vocês já notaram que essas músicas temáticas desapareceram? Música de São João, Música de Natal, Música de Carnaval, música para ver as garotas passarem, música para..........e por aí vão as músicas que se escafederam.
Eu credito isso a total descaracterização da cultura local com a massificação cultural causada peloa colonização e depois pelas redes de TV cooptando tudo e vomitando aquela coisa uniforme que é a programação que elas veiculam. Música começou a ser tratada como produto e deixou de ser manifestação cultural, a não ser a intocada, que ainda sobrevive onde a cobertura eletrônica não atinge. Lá ainda deve haver algum artista popular na acepção da palavra. Do lado de cá todos querem é o sucesso- o primeiro lugar da parada!
No meu natal, vou colocar no iPod o disco de natal de Phil Spector e o dos Beach Boys, junto com as quatro faixas gravadas pelos Beatles e deixar a todo volume no repeat. Estou ficando surdo mesmo e não vai ser isso que vai piorar a coisa.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Segredinhos para comprar música no Natal

Comprar Música, ou seja, CDs, partituras, instrumentos musicais, equipamentos para ouvir música e correlatos pode não ser uma ciência, mas também não é uma coisa fácil de se fazer.
Um exemplo: nunca entre numa loja do ramo e peça ao vendedor o CD que está no topo da parada. Você vai passar pelo vexame de dar Cláudia Leitte de presente a um metaleiro, sabe como é? Para evitar essas vergonhinhas natalinas, segue abaixo um glossário de sugestões, já que se conselho fosse bom, eu ia cobrar por eles. Assim sendo, lá vai:
Se você ganhou como amigo oculto um desconhecido, procure antes de mais nada saber o que ele gosta de fazer, se é gay, se bebe, etc. Tudo isso influi muito no que você comprará para dar de presente. Se ele é mulherengo, uma coletânea de Marvin Gaye( outro mulherengo!) será um bom presente. Segundo Zezé de Rita Lee, não existe nada melhor que trepar ao som de “I Want You”.
Se aquele teu afilhado preferido tem jeito para a coisa e está louco por uma guitarra e um amplificador, a Giannini têm um kit fantástico, com guitarra, cabo, capa e amplificador , que deve custar uns R$600 e é encontrável nas boas lojas de instrumentos musicais. Se você achar que o afilhado merece coisa melhor, existem os importados no mesmo formato e(lógico!) com uma qualidade bem melhor.
Só compre equipamento de áudio em loja estabelecida e que ofereça garantia ao produto. Esqueça os curiosos e os muambeiros. Esqueça também produtos chineses continentais e de Taiwan. Já os coreanos merecem um pouquinho de atenção. Marca garantida continua a ser Sony, Tandberg, RCA( ainda existe)ou Phillips. O resto não merece a mínima atenção, ou porque são carésimos(Bang & Olufsen) ou porque são bundérrimos(CCE).
Tendo isso em mente ou outra coisa qualquer, não dê uma de autosuficiente, como minha sogra. Ela não aprende e paga mico um ano após outro. Converse sempre com alguém que entenda do assunto que você quer presentear a alguém especial e nunca passe mal nem fique com cara vermelha. Tamos aí!!!