Esse ano não foi realmente igual ao que passou. Aconteceu tanta coisa banal que fica difícil dizer o que foi pior e o que foi ruim, já que o péssimo foi a tônica em todos os campos. Já que vamos dar uma de latrina e falar de cocô o restodo texto, vamos abrir com as duas únics coisas boas que vi e ouvi: Madame Min e Marcelo Adnet.Os dois trabalham na MTV, aliás a única TV nacional visível, pois o resto da TV aberta é quelque chose, maninho. Os dois são criativos e dão de dez em qualquer outra atração televisiva que esteja no ar. “Furfle Feelings” e “Helado de Limon” são antológicas e os “15 minutos” virou meu programa favorito. Nota dez também para o Kiabbo e suas máscaras, se revelando o melhor escada e coadjuvante do ano.
Na música, a bunda music conseguiu ocupar todos os espaços, transformando o rádio num baticum ansioso, feito aquelas trepadas coito interruptus, que a mulher finge, o cara finge e todo mundo finge acreditar. Já o funk carioca mostrou que ainda falta botar algum componente na batida e que , de rap em rap, a única coisa prestável e audível continua a ser o Racionais MC. Quanto a Gaiola das Popozudas, o grupo e Ivete Sangalo se merecem e, qualquer dia desses, gravam um encontro momentoso.
Pelo material que foi divulgado e executado, 2008 realmente não foi o ano da indústria discográfica. O Mp3, a Apple, iPods e iPhones dominaram o cenário, mostrando que a convergência é uma realidade que só os executivos das gravadoras e o Ministro das Comunicações Hélio Costa desconhecem.
Já que estamos falando de nulidades, Hélio Costa e sua TV Digital foram o destaque para receber o “Demérito do Ano”. Quem acreditou no Ministro está esperando deitado, para não ficar cansado, por uma imagem estável na transmissão que está no ar em várias capitais e pelo “set top Box” de R$200.
Mentira por mentira e desmentido por desmentido, 2008 não foi o ano da reunião do Led Zeppelin. Foi sim o ano da interrupção do Pink Floyd por falha biológica(morte do Rick Wright), da reunião pastiche de um Queen sem baixista , sem Freddie Mercury e com um Paul Rodgers meio capenga. Foi também o ano em que Isaac Hayes, Buddy Miles e Mitch Mitchell partiram daqui para a última grande jam session no céu.
No mais, nada me faz acreditar que daqui até 31 aconteça algo do porte de Madonna no Brasil. Ela veio e botou pra frente. Rodrigo Santoro que o diga. Sem mais delongas, bye.

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