quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

O Nome do Jogo

A maioria de vocês já deve ter ouvido falar do conceito Abandonware. O Abandonware é o game, sistema operacional ou software que, de tão velho que ficou, é abandonado pelo autor ou fabricante- que o tira da lista de montagem ou da propriedade intelectual, e o joga literalmente às traças, ficando abandonado em qualquer quanto da rede.
Os sites de Abandonware são os sebos da rede. Lá você encontra games para DOS, da mesma forma que softwares e sistemas operacionais, como o próprio MS-DOS em sua versão freeware.
Em alguns deles você vai encontrar até alguns MP3 que foram abandonados pelos DJs e sampleadores, que os renegaram ao esquecimento e estão lá, esperando você, que têm tudo e mais alguma coisa para ser um Charles Gavin da Informática, já pensou? Basta botar a palavra no Google e ver a quantidade de sites que aparece.
Em música, por incrível que pareça, esse conceito é bem mais velho que muita gente pensa. Exemplo? É raríssimo Roberto Carlos cantar certas músicas antigas de seu repertório que ele considera “profanas”.
Frank Sinatra baniu “Strangers in The Night” do repertório depois que ela virou tema gay. Se Gil não gravasse “Se Eu quiser Falar com Deus”, ela ia ficar no abandonware, pois tinha sido feita para Roberto Carlos que nunca a gravou.
“Trem das 11” foi composta por Adoniran Barbosa nos anos 50 e foi inscrita em segredo num Festival pelos “Demônios da Garoa”, pois Adoniran achava a música ruim. O resto todos sabem.
Falando em nome do jogo, “The Name of The game”(Quincy Jones) e “The name Game”(Shirley Ellis) são duas faixas abandonware da pesada. Estiveram bem colocadas na parada, nunca foram regravadas e estão completamente esquecidas. Você lembra?

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