terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Acorda Pascoal!

Utilizando descaradamente o título do fracasso de Evandro Mesquita, Geraldão havia bolado um programa humorístico pru Milton Teodoro apresentar no cu da madruga- 5h às 7h.
O Mestre chegou pra mim e falou: -“Vou te botar vigiando aquele lóka, falado? Tu vai ajudando ele a produzir a coisa, e vai segurando a onda prus judeus(Os irmãos Carneiro, então donos da “Extra Fm 103,9 Bhz”)não ficarem enchendo o saco. Em teoria, tá tudo liberado”.
Como eu é que não estava pra dar uma de lóka, fui logo perguntando:-“Liberado mesmo?Se sair um palavrão, tudo bem?”. Geraldão respondeu: “Tudo legal. Só não pode é mandar o Osvaldo Faria( então chefe da equipe de sports da Itatiaia)pra puta que pariu nem me chamar de viado. Pru resto eu num to nem aí”.
E foi assim que o Milton foi obrigado a assumir o pseudônimo de Pascoal, apresentando o programa de sucesso que está no ar há exatos 21 anos. Hoje, o “Acorda Pascoal” está na Itatiaia, de 4h às 6h da manhã, com o mesmo besteirol que celebrizou o Milton – um dos poucos verdadeiros artistas que conheci no rádio.
Dentre as suas invenções que fizeram sucesso, estão o “Capeta do Vilarinho”( que virou um rap fantástico, produzido e gravado pelo Milton sózinho) e a repórter Mônica Moranga- clone de uma repórter famosa de BH.
Duas vezes tivemos pedido de cabeça rolando: um quando todos nós fomos parar na Polícia Federal para prestar depoimento sob a suposta denúncia que participávamos da “corrente do avião”- um trambique piramidal que marcou época, ao estilo “Boi Gordo”- E outro, feito pelo Chico Brant- então assessor de Imprensa do então Prefeito Eduardo Azeredo, alegando para o pedido que teríamos injuriado a primeira dama Azeredo- numa história nebulosa acontecida quando os pivetes da capital começaram a tosar, em plena rua, os cabelos grandes de meninas que gostavam de exibir madeixas, para vender e comprar cola. Nós apenas sugerimos que AMAS( dirigida pela primeira dama) patrocinasse cortes de cabelos para a pivetada, ao menos, tosar com estilo.
No mais, o Pascoal é uma festa que continua grafitar os ares de BH com humor e muita sacanagem.

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