O dístico Sexo, drogas e Rock and Roll nunca foi tão bem aplicado a alguém do Stardom quanto a Gary Glitter, extraditado ontem do Vietnan, depois de cumprir uma pena de dois anos e nove meses por suspeita e condenação pela prática de pedofilia. Glitter já havia sido detido anteriormente no Camboja pelo mesmo delito e ia, segundo as autoridades de Hanói, fugir para a Tailândia quando foi detido.Glitter, na minha modesta opinião, sempre foi uma estrela de segundo escalão do rock britânico, apesar de fazer um sucesso razoável com seu rock comercial, bem ao estilo do Bay City Rollers, se formos citar algum exemplo. Sua atuação memorável na cena foi o papel de um rocker decadente em “That’ll be The Day”, filme que, pelo que me consta, nunca foi exibido aqui.
Pedofilia é um assunto não muito tabu no Rock, já que Chuck Berry, Jerry Lee Lewis e James Brown receberam condenações por praticarem o delito. No Brasil, Carlos Imperial foi condenado pelo mesmo motivo e proferiu no tribunal a famosa frase Ëu não peço para ver a identidade das mulheres com quem eu transo”. Mas, nessa fase politicamente correta, uma citação dessa serviria apenas para a completa execração pública.

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