Em algum momento desse blog eu escrevi uma parte um dessa coisa, já que coisas que o planeta esquece fizeram por bem em ser esquecidas. Exemplo? Guilherme Isnard & Zero. Era ruim para caraça e só chegou a parada porque, além da participação de Paulo Ricardo, então RPM- que tava vendendo mais que banana no planeta dos macacos- houve uma injeção de grana e promoção no grupo. Fizeram tudo que foi programa de TV e “Há muito Tempo” tocou até na rádio Cidade.Outro esquecimento? Dr.Silvana & Cia. Tirando o “Serão Extra”, nada mais . O rock brasileiro teve dessas coisas, pois jabá quando é jabá faz qualquer coisa tocar. Agora, houve alguma coisa que foi esquecida e valeu a pena!
O grande exemplo é João Pencas. Aquele álbum deles(“OK, My Gay”)-que tem “Lágrimas de Crocodilo”- é antológico. Nem Cheech & Chong, Casseta & Planeta ou a equipe do Pânico chegaram aos pés daquele que foi um dos poucos álbuns do rock brasileiro dignos de serem ouvidos de cabo a rabo. Dá de dez no “preto cum buraco no meio”(Casseta) ou qualquer criação do Laerte Sarrumor( vide Língua de Trapo). “Joelho de Porco” é uma coisa paulistana. Não pegou como “Como Macaco gosta de Banana”.
Em termos internacionais, temos várias coisas que foram esquecidas e tinham qualidade. Alguém lembra dos Blues Magoos?Seu grande sucesso foi “We aint got nothin Yet”- numa acleleração psicodélica digna de figurar em palestra de Timothy Leary. Na Itália havia uma banda chamada Equipe 84, que gravou uma faixa-“Auschwitz”-digna de nota e também o I Camaleonti, célebre no brasil por uma versão de “Homburg”, intitulada “L´ora del Ammore”, que, mesmo sendo versão, foi vertida por um ilustre desconhecido como “A Hora do Amor” e gravada por Agnaldo Timóteo. Pode? Haviam também os Rokes, que tiveram dois sucessos na parada. “Piange Com Me”(versão de “Lets Live For Today”- dos Grass Roots)e “Eccola Di Nuovo”(versão de “Here Comes My Babe”- de Brian Poole & The Tremeloes).
Mais coisas esquecidas e das quais hoje não se tem a mínima referência? Beau Brummels. Gravaram uma versão de “Hang on Sloopy”(Pobre Menina) que não decolou. Os Tremeloes, já citados acima e que foram primeiro lugar nas paradas Britânicas com “Here Comes My Babe”. The Dave Clark Five. Chegaram a ter dois álbuns lançados no Brasil, mas nunca fizeram sucesso nessas paragens. A versão deles de “Do You Love Me” é antológica. The Outsiders- Também tiveram dois elepês lançados no Brasil, um deles com “Time Won´t Let Me” e uma versão de “Keep on Runnin” e o outro com uma versão de “Gimme Some Lovin. Nota: o Spencer Davis Group- detentor dos originais de “Keep on Runnin” e “ Gimme some Lovin” nunca teve um Lp lançado no Brasil.A não ser um BigHits já nos anos 80, só para cumprir cronograma de lançamento do gigantesco catálogo internacional de que a Ariola Brasileira dispunha. Devemos essa benesse ao Antonio Carlos Duncan. Senão, ficaríamos na saudade.
Alguém lembra dos McCoys? São os autores do “Hang On Sloopy” original. Mais tarde viraram sideband de Johnny Winter e dois de seus membros – Rick Derringer e Dan Hartmann lanaçaram Lps solos, sendo que Hartmann foi primeiro lugar na Billboard com “Instant Replay”.
E dos Kingsmen? São os que gravaram originalmente “Louie Louie”. E dos Trashmen? “Surfin Bird” foi lançado no Brasil, mas todo mundo achou que era uma cópia de “papa oom mow mow”. Mais tarde os Ramones deram um trato na música, mas a melhor versão continua a ser a original.
Para terminar, o primeiro grupo punk há história- o Troggs. Gravaram a versão original de “Wild Thing”, regravada por Jimi Hendrix no “Live at Berkeley”(em catálogo é “Livin in the West”), mas seu maior sucesso foi “With A Girl Like You”.
Por hoje chega. Vou dar uma pesquisada no arquivo e depois nóis vorta. Inté!

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