sábado, 16 de maio de 2009

Espaço & Armazenamento

Segundo a Teoria da Informação Reversa, a única mídia de mazenamento medieval presente nos nossos dias de revolução tecnológica – o papel – será descartada em um máximo de 20 anos, já que ele é perecível. A mídia impressa já está em seus estertores e o livro será a única peça restante desse meio que dominou nossa vida cultural por mais de trezentos anos.
No entanto, estamos assistindo sem perceber a morte de uma outra mídia- O CD de áudio e o CD ROM. Foram mortos pelo MP3, pelo Pendrive e pela porta USB. Quem não possui um pendrive hoje é um aleijado. Eu, por exemplo, tenho vários pendrive. Dois deles com a mesma capacidade do HD do meu notebook: 16 gigas. Para que fazer upgrade do HD? O pendrive custa um terço do que custaria um HD de 80 gigas para ele. Com três pendrives eu fico com 48 gigas de armazenamento e, somados ao HD , 64 gigas. Eu nunca iria usar 80 gigas na vida. Para que?
Tudo isso é o que nos proporciona a revolução tecnológica. Outro exemplo? Comecei a digitalizar meus vinis. Até agora, enchi 13,4 gigabytes de um pendrive. Estou sendo completamente seletivo e o que tem de vinil para doar, vender, fazer qualquer negócio não está no gibi.
Depois, iniciarei o processo com fotos e revistas, já que tenho algumas coisas muito interessantes e que merecem uma digitalizaçãozinha. No mais, vou guardar alguma coisa para não dizer que não falei só de flores ou outras babaquices, matando a cobra e mostrando o pau.
Voltando a falar da teoria da informação reversa, o seu idealizador- Prof. Panagiotes Anastasyades- da Universidade de Nicósia, em Chipre, assinala que, após a queda do papel, cairão também as bibliotecas, pois seu espaço físico será utilizado numa revolução urbana. Segundo ele, quem quiser ler algo, vai procurar o texto num banco de dados, baixá-lo e imprimí-lo no próprio hardware.
Eu já estou fazendo isso com papers interessantes e tudo aquilo que eu consigo em PDF. Um dia você que me lê vai fazer a mesma coisa. Duvida?

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