Em mais uma das minhas inefáveis visões místicas televisivas, ontem eu assisti ao documentário “O Sol – Sem Lenço, Sem Documento”, contando a história do Jornal Carioca que, apesar de seu pouco tempo de estadia nas bancas, foi determinante para a ascensão do poder jovem na imprensa carioca e mudou o rumo da feitura jornalística, indo mais longe que o JB fora na sua reforma de 1962.O autor do projeto era o genial Reinaldo Jardim- reformador do JB, criador da Rádio Mundial- a mundijovem, inventor de Big Boy e de Daniel Azulay como cartunista. Revi pessoas que eu não via há séculos, a começar por Azulay, revi Roziska( que era uma das mulheres mais lindas da época), Ana Arruda, Tessy Callado. Vi depoimentos de meu primeiro editor- Luiz Carlos Maciel- a quem também não vejo há séculos. Só não vi o Luis Carlos Cabral no documentário. Mas, tudo tem suas falhas e não é de hoje que a cultura brasileira falha mas não tarda, invertendo o dito para a coisa ficar mais interessante.
A cultura brasileira incorporou o dia das mães, que é comemorado hoje- segundo domingo de maio. Mamãe gosta. Sintomáticamente, papai dizia que tudo não passava de uma jogada comercial. Mas, dava presente assim mesmo.
Mãe é uma coisa séria. O poeta já dizia que ser mãe é desdobrar fibra por fibra o coração. Já um picareta aqui de BH, mestre em auto-ajuda(aaargh!) e que se elegeu deputado federal diz que mãe é deixar o filho achar o próprio caminho. Que beleza, né mezz? Que o digam as mães de viciados e criminosos. Lógica e tabela verdade de verdadeiro ou falso existem para demonstrar quão rasteiro são os pensamentos ditos nessa formalidade. É a mesma coisa do trocadilho feito com uma frase “Mente sem Fronteiras” que a operadora TIM tava usando até alguém se tocar. “Mente sem Fronteiras”?. Então? A TIM mente sem fronteiras........he!he!
Acho que mãe é um dos grandes temas musicais do pop. Quem já não cantou “mamãe, mamãe, mamãe.....se eu pudesse te ver outra vez....com o avental todo sujo de ovo...se eu pudesse te ver outra vez , mamãe......começar tudo tudo de novo”. Quem?
A grande versão dessa coisa acredito que seja a mais recente, gravada em dueto por Agnaldo Timóteo e Ângela Maria. Carequinha(“o bom mininu num faz pipi na cama”) também tem uma versão e muitos outros a gravaram.
Para mim, a grande música que fala de mãe continua a ser “Filho Único”, gravada pelo Erasmo e de sua autoria-solo(sem o Roberto). Ela é um diário de tudo aquilo que acontece em termos de superproteção que uma mãe pode fazer em relação ao rebento. Dei , na época, um compacto de presente pra véia e ela ficou sem falar comigo uns 15 dias.
Para terminar, a piada-infame-clichê: Drácula convidou o Lobisomem para um jantar. Ao seu final, o Lobisomem pediu a receita do prato servido. Drácula respondeu ”Não posso dar. Mãe é uma só”.

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