
Nunca parei para Ouvir Osibisa. Não sei identificar nada deles. Nunca tive muito saco para world music. No meu entender, certas manifestações são como bacalhau na feijoada. E Osibisa era um bacalhau da noruega boianndo no meu feijão grossinho. T REX foi a mesma coisa. Conheço "Bang a Gong". David Bowie, Gary Glitter, Bruce Springsteen, a maioria das mulheres, menos Grace slick, Chrissie Hynde e Janis Joplin. Para grupos de Folk Rock, o menos ouvido foi Flying Burrito Brothers, que venceu apertado Poco, Eagles, David Lindsay e J J Cale- do qual só coheço "Cocaine" e, mesmo assim , via Eric Clapton.
Dentro da minha teoria crítica, não existe homogeneidade dentro de qualquer trabalho. Na verdade, o artista cria instâncias como objetos dentro de uma grande classe de modelos. E essas instâcias - que seriam as faixas de um LP, por exemplo, é que determinam seu status dentro da indústria cultural.
Meus exemplos são vários. João Gilberto poderia ter parado na sua versão de "Prá que discutir com madame" e, se tivesse gravado apenas o "Amoroso"(WEA - arranjos de Claus Ogerman). Caetano em "Odara" e na sua versão para o Samba- Enredo da União da Ilha. Gal Costa o LP onde ela interpreta Dorival Caymmi. Se os Stones não tivessem gravado "Black in Blue", tava tudo bem É o pior trabalho deles. Como "Come Together". Os Beatles poderiam ter passado sem ele.
Minha seletividade sempre foi muito arisca. O gostar e o nnão gostar acontecem, como os acidentes literários de Fernando Pessoa, numa esfregação fantasiosa e sexual.Exemplo prêsse sentimento tá na versão de "Fever" com Sarah Vaughan e remixada pelo Alan Freeland("Verve/Remixed- vol.III). Foi uma das melhores coisas que ouvi nesses últimos cinco anos. Imbatível. Pru resto venho andando na contramão.

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