Esse título já virou um clichê através dos últimos 50 anos. Já serviu para tudo. Foi título de coleção de revistas com biografias, serviu de mote para uma série discográfica da antiga POLYGRAM( tenho discos nacionais e espanhóis da mesma . O melhor deles é um duplo de James Brown, lançado na Espanha nos anos 70)e toda a indústria cultural- partindo da billboard e indo até a gráfica da esquina- tem em catálogo ou lançou algo com esse título.E esse blog , para não ficar atrás nem perder a pose, resolveu dançar conforme essa música e- principalmente- depois de ler a coluna clichê do Arnaldo Jabor hoje no “Globo” na qual, pela enésima vêz, quer dar um basta na modernidade que o apurrinha( ou aporrinha? Dúvida, heim?).
Eu, plagiando três clichês(Ezequiel Neves, Julio Barroso e Nelson Mota), acho que a modernidade é cada vez mais pop, no sentido de popularização literal-sucesso comprovado! Quer coisa mais pop que aqueles ringtones indigentes de “Light My Fire”, “Ela deu o rádio e não me disse nada” ou do último sucesso da Ivete Sangalo? Ou das promoções de entrega de pizza? Basta chover para um dos meus três leitores ligar para a Domino´s e pedir uma pizza. Como tudo atravanca no RJ e ele sabe que o entregador não vai chegar nos trinta minutos, a Pizza sempre sai grátis.
Acho correespondência não solicitada bem mais superpop que a Luciana Gimenez. Devo receber uns três emeios de vendedor de viagra diáriamente, isso sem contar em cadastros de emeios, cartões fotográficos de alguém que me adora, avisos de que meu CPF vai ser suspenso e cartas confidenciais de alguém, muito meu amigo, que quer que eu veja fotos que documentam a infidelidade de minha mulher.
Para complementar esse post, fiz uma montagem gráfica com alguns ícones que para mim representam um panorama da história pop do século XX. Nele podem ser vistas Blackie- a guitarra com a qual Eric Clapton gravou o original de “Layla”, uns desenhos feitos por Sam Andrews de fotos da namorada Janis Joplin, o primeiro poster de divulgação do Big Brother and the Holding Company, a capa do “In-a-gadda-da-vida”(Iron Butterfly)e Mr. Natural, a criação imortal de Bob Crumb. Taí mais um clichê, he!he!he!

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