Até chegar aos sintetizadores, teclados e amplificadores atuais, como os feitos pela Korg, Roland, Ampeg, Marshall, Fender, Gibson, etc e coisa e tal, o cenário musical gramou na intenção e no interesse de pessoas que, sem a mínima visão da coisa, tentaram por que tentaram “inovar” e não foram além da tentativa. Se alguns nomes deram certo, como Roger “The Walve”(inventor do Octadivider e redesenhador do circuito da Strato de Jimi Hendrix) e Robert Moog( construtor do primeiro sintetizador digno desse nome), outros , tal como Beto Guedes, se perderam no caminho.Em 1965, Bob Murrell, um engenheiro britânico interessado em instrumentos musicais, desenhou e fabricou o primeiro protótipo de guitarra que, além dos sons característicos do instrumento, emulava os sons de um órgão eletrônico – o guitórgão- o qual podia ser encomendado na Rose-Morris, a mais tradicional loja de instrumentos musicais da capital Inglêsa.
Um pouco depois de Murrell, a VOX, fábrica britânica famosa por dois produtos- a guitarra teardrop(Brian Jones usava uma) e o amplificador AC30( usados por 11 entre 10 músicos de Rock)- apresentou aos pontos de venda o “GuitOrgan” – nada mais nada menos que um Órgão VOX CONTINENTAL miniaturizado para caber no corpo de uma guitarra VOX PHANTOM( ver foto). Como sempre acontece nessas bolações empíricas, o instrumento não funcionava a contento, nem como guitarra nem como emulador de órgão, com um timbre esqusitão, quando as opções eram executadas separadamente. O engraçado da coisa é que, se as duas opções fossem tocadas ao mesmo tempo, o som gerado até que não era ruim e bem semelhante a um CASIOTONE- teclado infantil dos dias atuais. O GuitOrgan é um dos instrumentos que o Rock do Planeta Terra houve por bem colocar uma pedra em cima( trocadilho infame, heim?) .
Nota: o GuitOrgan deve ter permanecido em catálogo até o final dos anos 60. Ainda existem alguns exemplares nas mãos de colecionadores.

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