Essa manhã chuvosa de domingo não está lá sendo boa comigo. Me excedi no Amarulla ontem e estou cuma ressaca daquelas. Acordei com um guarda-chuva na boca e, nesse momento, o cabo ainda se mantém galhardamente, dando aquele gostinho todo especial, me deixando completamente enjoado até ao tomar os remédios que sou obrigado toda manhã. Uma merda.Esperando uma melhora física, dei uma passada de olhos na “Veja” e vi nela uma grande matéria sobre a música erudita no século XX. Trata mesmo e do condicionamento político dos criadores em relação às suas obras.
A matéria assinala que Copland foi o primeiro erudito a tocar no rádio. Discordo. Se formos considerar o rádio como veículo puro, diversos eruditos tocaram no rádio ao mesmo tempo que Copland, principalmente nas transmissões britânicas dos anos 20 que deram início à BBC. Não houve primeiro nem segundo, como aconteceu no Rock.
A primeira composição erudita a ser gravada por uma banda de rock foi a “Missa em Fá Menor”(David A. Axelrod), pelo Electric Prunes, em 1967. Por uma cagada histórica, o lp foi lançado no Brasil e eu tenho um exemplar.
Mais tarde, o Deep Purple gravou seu concerto com orquestra sinfônica, o Procol Harum registrou um repertório pseudo-erudito com uma orquestra canadense e Keith Emerson começou, ainda no The Nice, com sua esquizofrenia erudito-sacal.
Sinceramente falando, não sou lá muito chegado a essas manifestações rotuladas de progressivas. Prefiro mais o Tangerine Dream e mesmo o Mike Oldfield. “Zeit”(Tangerine Dream) é um exemplo de como o eletrônico pode chegar a essa perfeição. Outro exemplo é “Departure from North Wasteland”(Michael Hoenig).
Hoje, tudo isso virou tremendo baticum, sintetizado na música dançante sintetizada. Nada pode deter o progresso, né mesmo?

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