Fico fascinado com os mistérios da eletrônica e como é que eles podem servir para dar um cunho pessoal a certos trabalhos, principalmente o musical. Se não houvesse o “wha wha” e o octave split, Jimi Hendrix teria sido um guitarrista igual aos outros.Foi Jimi quem usou pela primeira vez o flanger e o deslizamento de um canal para o outro, peculiaridades usadas e abusadas por Marcelo Sussekind e Lulu Santos, entre alguns.
Outra coisa que os guitarristas se serviram, principalmente os ingleses, foi o canal drive dos amplificadores Marshall, cujo sustain pode ser ouvido desde a época em que Eric Clapton foi tocar com John Mayall. Para variar um pouco, quem popularizou os Marshall foi Jimi Hendrix, que os trouxe da Inglaterra em seu retorno a NY, patrocinado por Chas Chandler.
Já nos teclados, o primeiro a conseguir passar um Hammond B3 pelo drive do Marshall foi Jon Lord(Deep Purple), cuja experiência pode ser ouvida a partir de “Black Night”, marco zero do Purple como banda pesada e sem experimentos bobos( ver bobagem no “Book Of Talyiesin”).
Quem também usa e abusa da eletrônica é The Edge em seu som único. “Pride” e “Where the Streets Have No Name” são dois dos grandes exemplos do que se pode fazer usando efeitos não muito complicados, mas usados de maneira trabalhosa.
Do primeiro “distortion booster” lançado pela VOX até a simplificação chip de hoje em dia, a tecnologia ainda vai revolucionar muita coisa, vocês verão. Quem, como eu, entrou num Estúdio Eldorado em 72 e achou aquilo a última palavra, hoje, como eu, consegue fazer tudo o que se fazia nele num computadorzinho genérico, com dois gigas de memória, um HD de 80 gigas e um “SoundForge 7.0”. Isso é incrível. E não era nesse caminho que eu ia me perder.
Aderi a microinformática que nem velcro. E dela não vou me separar never. It´s too late to stop now, babies!

Nenhum comentário:
Postar um comentário