"Arrasta a sandália ai,morena/Arrasta a sandália ai,morena/Arrasta a sandália ai,todo o dia/Que mando vim outra lá da Bahia/Arrasta a sandália ai/Arrasta a sandália ai,morena/Arrasta a sandália ai,morena/Arrasta a sandália pelo terreiro/Que essa custou o meu dinheiro/Arrasta a sandália ai/Arrasta a sandália ai,morena/Arrasta a sandália ai,morena".Acordei com essa música do Blecaute na cabeça, não tenho a mínima idéia porquê. Mas, fiquei cantarolando ela até agora, escrevendo esse post e pensando nas morenas que tive em minha vida e nos compositores antigos nacionais que faziam músicas para morenas. Os primeiro nome que me veio a cabeça foi Dorival Caymmi. Depois Lamartine Babo.
É aí que eu vejo como que a velhice vai comprometendo os sentidos, pois não me lembrei de mais nenhuma morena famosa na mpb. E sei que existem várias músicas que tem “morena” na letra.
Quanto as minhas morenas, a Telma e a Marilza são inesquecíveis. Eram lindas e gostavam um pouco aqui desse gordo, he!he!he! E olha que eu não era lá flor que se cheirasse. Mas não pegava heavy e era bonzinho. Só isso já dava para viver em harmonia com aqueles dois tipaços, que chamavam a atenção onde quer que nós fossemos. Entre a Telma e a Marilza, 18 anos de diferença.
A Telma eu conheci no dia em que o Brasil ganhou a copa de 70. Eu estava na esquina de Maria Quitéria com Vieira Souto quando ela passou e eu, meio bêbado/meio drogado, mexi com ela. Ela deu uma piscada e um sorriso. Com um “sim” daqueles de volta, lá fui eu passando a mão na cintura dela e recebi um beijão como resposta. O resultado é que saímos andando e conversando e quando eu vi, estava com ela na esquina de Atlântica com Miguel Lemos no meio de um agito carnavalesco. Daí em diante foram quatro anos de encontros e despedidas e mesmo eu casado com a Ana, continuávamos nos encontrando. Não tinha a mínima dor na consciência, pois sabia que era traído e muito traído, pois havia uma redação dividindo minha mulher comigo enquanto eu e a Telma , apesar dela não me garantir nada, eu sabia que ela era o meu eleitorado.Nosso lance terminou em 75, quando ela conheceu um cara que virou a cabeça dela e ela foi sincera comigo. Tava apaixonada e não agüentava mais saber que apesar deu ser dela, eu dormia era com outra.
Já a Marilza apareceu na minha vida em 82/83. Era amiga de um grande amigo e vizinho. Numa festa que ele deu em casa e eu ajudei, comparecendo com o apartamento, ela começou a chegar junto. A festa terminou e, quando fui dormir, lá tava ela deitada na minha cama. Ficamos juntos até eu vir para BH.
Lembrei de mais uma: “Rosa...morena/ onde vais menina Rosa/ Com essa rosa no cabelo e esse andar de moça prosa/ ô rosa.....menina Rosa/ Rosa o morro inteiro tá esperando....tá esperando...para te vê/ Deixa esse andar de moça prosa e vem comigo e vem o rosa vem sambáa/ que o pessoal ta cansado de esperar/ ô rosa................. Memória é uma merda, né? (e ainda esqueci uma parte da letra)

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