sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008






O Purple esteve aqui( RJ) neste último dia 22 e, pela “repercussão” causada, tudo indica que só os admiradores terminais compareceram ao show do grupo, agora desfalcado da guitarra e dos teclados originais. O Purple vêm cometendo equívocos desde PURPENDICULAR e ABANDON, gravados nos anos 90. Se em PURPENDICULAR o grupo já estava timbrando esquisitíssimo, em ABANDON ele virou casaca, pois em várias faixas o Deep Purple de 1998 soa como se fosse o Led Zeppelin nos anos 70. É ouvir "Don´t Make me happy" e ser imediatamente remetido a "Since I´ve Been Loving You"(Led Zep III).
O Deep Purple nem parece mais aquela banda, que teve dois Lps incluídos pela revista Metal Head, na lista dos 100 discos que todos devem ouvir antes de morrer. O grupo soou errado com o finado Tommy Bolin, e volta a fazer a mesma coisa com Steve Morse. Falta aquele timbre imortal de solos antológicos, como os de "Highway Star" e "Woman from Tokio".O Deep Purple é mais uma das várias múmias de Lenin a existir no panteão do Rock. Vamos enterrá-la antes que ela se deteriore. Não vamos abandoná-la à este triste destino.

Um comentário:

Unknown disse...

Grande Guerra, saber parar é uma arte. Mas por aqui existe uma "demanda reprimida", só nas últimas décadas recebemos os grandes medalhões. Muito diferente da Europa e Estados Unidos, que sempre tiveram shows destas bandas. Acabou formando uma nova geração de fãs. Mas eles estão apodrecendo ao vivo, é verdade. Algumas situações ficam realmente esquisitas. Até quando certos vocalistas vão conseguir não parecer ridículos?