
Foi com este bordão que iniciei a minha própria descoberta da caixinha preta como coisa indispensável ao bem viver. Da Rádio Tamoio passei para os humorísticos da Rádio Mayrink Veiga, pulei para os programas policiais, virando a patrulha da cidade ou sendo mais um numa luta incansável do habitante da cidade contra o crime. Fui redescobrir o rádio musical com a Rádio Mundial em 65- Eu era um daqueles que não tinha medo dos Beatles e que gostava de ouvir a chamada “Aqui fala Big Boy apresentando a Mundial é Show Musical”. Background eu tive, convenhamos.
O rádio foi parte importante na minha integração social e na minha formação como indivíduo. Foi por ele que eu tive a noção do que uma paralisação pode fazer a um veículo. Aconteceu na greve de 1963, na qual a única emissora do RJ a ficar transmitindo foi a Rádio Roquette Pinto- a única a noticiar o atentado em Dallas, que vitimou Kennedy. Me lembro das tentativas desesperadas de Humberto Reis, ao microfone da Tamoio, chamando os operadores e locutores da rádio ao trabalho. A tentativa teve como resultado a invasão da emissora por um piquete e a destruição da mesa de som a porretadas. Cantei no “Hoje é dia de Rock” do Jair de Taumaturgo, fui no “Os Brotos Comandam”, de Carlos Imperial, no programa da Célia Mara( Foi ela a primeira radialista a chamar RC de “Rei”). Escrevi para Romário – O Homem Dicionário, para “O seu Criado- Obrigado”. Fiz de tudo como ouvinte e participante, até que- um dia!- me vi do outro lado das carrapetas.
Nestes 38 anos de janela profissional, estive bem mais envolvido com o rádio musical e suas profundas mudanças, principalmente quando a FM passou de link a freqüência comercial e, um pouco mais tarde, a revolução causada pela Rádio Cidade- na qual, pela primeira vez em sua história- o rádio brasileiro deixou de ser universal, passando a ser segmentado, numa determinação técnica obtida pela pesquisa , que passava de confirmadora de audiência final para peça importante de planejamento e produção. E, aos poucos, o bordão de José Mauro (“Música, exclusivamente Música”), que serve de título ao texto, foi abandonado pelo “Dê ao segmento o que ele sente necessidade”, com comercialização e produção andando pari passu. Hoje em dia, a oferta de produtos é maior, a concorrência é acirrada e não se perdoa nenhuma vacilada.
A diferença do que se faz hoje para o que se fazia há 20 anos é sensível. A capacidade cultural dos envolvidos decaiu bastante. Mas, como isso não é mais diferencial para se medir nada no país, vai- se levando, sob protestos íntimos. Fazer o quê? Esse é o material humano disponível. Assim, será com ele que teremos que botar a mão na massa.
O material artístico utilizado teve uma nivelação por baixo daquelas. Isso sempre acontece quando o apelo popular aumenta sua demanda e a oferta não consegue cobrir as solicitações, tendo que apelar para bens substitutos, de origem duvidosa e banal em sua maioria. Foi assim no Rock, na Bossa Nova, na Jovem Guarda, na MPB, no BRock e nos incontáveis subnichos e correntes nas quais qualquer movimento cultural vai rachando. Quem não acredita basta ouvir a bundamusic(Axé) e o Country Tupiniquim, passando pelo pagode e pelos vocais cósmicos de Angra e quejandos. Tudo não passa de um “mistura e manda”. Vem sendo assim desde Wilson Simonal. E vai ser assim até Wilsom Sideral se aposentar.
Quem canta seus males espanta. E a música serve para isso, principalmente no Karaokê imaginário de que todo ouvinte de rádio musical participa. Aqui em BH têm rádio musical para todo mundo. No mínimo três rádios populares concorrem entre si. O segmento adulto contemporâneo conta com três, sendo o resto tão inexpressivo que nem falar delas vale a pena. Ouvi-las é ouro. Falar delas é chumbo. E, pela banalidade apresentada, pontuada de erros de português ao se ler um release , falar delas é caçar confusão.
O rádio foi parte importante na minha integração social e na minha formação como indivíduo. Foi por ele que eu tive a noção do que uma paralisação pode fazer a um veículo. Aconteceu na greve de 1963, na qual a única emissora do RJ a ficar transmitindo foi a Rádio Roquette Pinto- a única a noticiar o atentado em Dallas, que vitimou Kennedy. Me lembro das tentativas desesperadas de Humberto Reis, ao microfone da Tamoio, chamando os operadores e locutores da rádio ao trabalho. A tentativa teve como resultado a invasão da emissora por um piquete e a destruição da mesa de som a porretadas. Cantei no “Hoje é dia de Rock” do Jair de Taumaturgo, fui no “Os Brotos Comandam”, de Carlos Imperial, no programa da Célia Mara( Foi ela a primeira radialista a chamar RC de “Rei”). Escrevi para Romário – O Homem Dicionário, para “O seu Criado- Obrigado”. Fiz de tudo como ouvinte e participante, até que- um dia!- me vi do outro lado das carrapetas.
Nestes 38 anos de janela profissional, estive bem mais envolvido com o rádio musical e suas profundas mudanças, principalmente quando a FM passou de link a freqüência comercial e, um pouco mais tarde, a revolução causada pela Rádio Cidade- na qual, pela primeira vez em sua história- o rádio brasileiro deixou de ser universal, passando a ser segmentado, numa determinação técnica obtida pela pesquisa , que passava de confirmadora de audiência final para peça importante de planejamento e produção. E, aos poucos, o bordão de José Mauro (“Música, exclusivamente Música”), que serve de título ao texto, foi abandonado pelo “Dê ao segmento o que ele sente necessidade”, com comercialização e produção andando pari passu. Hoje em dia, a oferta de produtos é maior, a concorrência é acirrada e não se perdoa nenhuma vacilada.
A diferença do que se faz hoje para o que se fazia há 20 anos é sensível. A capacidade cultural dos envolvidos decaiu bastante. Mas, como isso não é mais diferencial para se medir nada no país, vai- se levando, sob protestos íntimos. Fazer o quê? Esse é o material humano disponível. Assim, será com ele que teremos que botar a mão na massa.
O material artístico utilizado teve uma nivelação por baixo daquelas. Isso sempre acontece quando o apelo popular aumenta sua demanda e a oferta não consegue cobrir as solicitações, tendo que apelar para bens substitutos, de origem duvidosa e banal em sua maioria. Foi assim no Rock, na Bossa Nova, na Jovem Guarda, na MPB, no BRock e nos incontáveis subnichos e correntes nas quais qualquer movimento cultural vai rachando. Quem não acredita basta ouvir a bundamusic(Axé) e o Country Tupiniquim, passando pelo pagode e pelos vocais cósmicos de Angra e quejandos. Tudo não passa de um “mistura e manda”. Vem sendo assim desde Wilson Simonal. E vai ser assim até Wilsom Sideral se aposentar.
Quem canta seus males espanta. E a música serve para isso, principalmente no Karaokê imaginário de que todo ouvinte de rádio musical participa. Aqui em BH têm rádio musical para todo mundo. No mínimo três rádios populares concorrem entre si. O segmento adulto contemporâneo conta com três, sendo o resto tão inexpressivo que nem falar delas vale a pena. Ouvi-las é ouro. Falar delas é chumbo. E, pela banalidade apresentada, pontuada de erros de português ao se ler um release , falar delas é caçar confusão.
A nossa imagem de hoje fica para um mix visual de "Easy Rider" com um clipe de época do Steppenwolf, tendo ao fundo "Born to be Wild".

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