quinta-feira, 18 de junho de 2009

Dia de Pagamento ( Pay Day)

Recebi um emeio do Serginho “Tenente” Jataí, amigo de rua desde o longínquo 1964, quando ele aportou na Turma da Afrânio(Leblon) e, desde aquela época, irmão de fé, guitarreiro e violeiro de primeira, com quem excursionei pelo Rio, tocando nos lugares mais díspares e esquisitos da minha incipiente tentativa de seguir a carreira de músico profissional.
Nele, um comentário sobre um disco de Kraut R&B que fez nossa cabeça por uma era, onde The Boots interpretava clássicos do R&B norte-americano e algumas próprias, mas com dois guitarristas de primeira e um vocal meio inglês cósmico.
Fui lendo e voltou minha memória aquele tempo de rua com o Maninho(tinha uma Galanti e um violão Del Vecchio elétrico), Gastão(tinha um daqueles baixos pau veio da Gianinni que o bordão não afinava),eu, com a minha bateria Gope azul que cheirava a cola, uns pratos ziltanam que pareciam tampas de lata de lixo, toda forrada de couro(Nylon? Só fui arrumar um jogo de caixa em 66, brother!), o João, com um amplificador Gibson de 10 watts e uma ritmo 2 preta e branca), o Zulu-que fez a própria guitarra de um violão velho, amplificada num daqueles kits do Instituto Monitor e muito mais gente que se reunia lá em casa para fazer esporro. Minha mãe era muito permissiva nesse ponto e a gente zoava legal o prédio.
Fui deixando a vida me levar, sem dar uma direçãozinha que fosse no leme do barco e passei pelas experiências mais loucas e desabridas de vida que alguém possa ter tido. Só não experimentei opiáceo porque ópio e derivados são drogas para burro tomar. Só burro é que, depois de ver, saber e ter idéia do que acontece é que experimenta aquilo. E burro eu nunca fui. Pode ser que eu também nunca tenha primado pela inteligência, mas esse tipo de discernimento eu tenho. Sinto a mesma coisa pelo crack – que também é droga de burro.
Droga de burro é qualquer coisa que te tire qualquer tesão. Seja sexual, de vida ou de saber. Valeu a explicação?
Pois é: Hoje, não sou apologista, mas também não sou contra. Droga é uma coisa que a pessoa tem que experimentar, por mais inocente ou socialmente aceita que ela seja. Até álcool está valendo. Se bem que a minha preferida é a maconha. Mas, realmente não é lá uma coisa que você possa sair ostentando. Então, é melhor ficar longe de todas.
Hoje dou uma de Bukovsky e apelo para o vinho barato. O gerente da padaria aqui da esquina tem uns que são até gostosinhos. Tomo pelo gargalo e me borro todo.
E por falar em borração, tenho me borrado demais nestes últimos tempos. Não sei o que ando comendo, mas a geração de gazes é instantânea e de muito volume. Um dia desses peidei no ônibus. Fez aquela barulheira......Qui vergonha, cara......qui vergonha..........

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